Uma carreira na música depende de tantos fatores, de tantas atribuições, e esses não são fixos, estão sempre mudando, e a cada dia têm mais.
É compreensível, portanto, que muitos aspirantes não saibam bem como e por onde começar, que se sintam inseguros e até perdidos.
Mesmo aqueles que de alguma forma já começaram às vezes não sabem como prosseguir, avançar, se desenvolver, obter bons resultados, para viver efetivamente de música.
Boa parte não fez o básico, pulou etapas. É como querer construir uma casa pelo telhado.
Resolvi então trazer algumas orientações básicas. Vamos a elas!
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Julio Salinas
Desafio constante
Se você está realmente querendo iniciar na carreira artístico-musical, só que não teve banda, não tem muita experiência ou está bem no zero e gosta de cantar, gosta de tocar um instrumento, de criar letras e melodias, a primeira coisa que tem que saber é que você vai escolher uma profissão, uma área para trabalhar que é bem difícil. A gente não tem muito apoio das pessoas.
Geralmente as famílias querem que a gente seja médico, advogado etc. Então já começa por aí: você vai precisar romper com isso e tomar sua decisão.
Por essa razão, você vai ter que botar ainda mais empenho.
E vai ter que se provar e provar para outras pessoas que é o caminho certo, que vai conseguir resultado.
Capital e planejamento financeiro
Outro ponto muito importante é ter consciência de que você vai começar um negócio próprio, e você não vai ser um funcionário.
Como um músico, você pode prestar o serviço mesmo sendo dono da sua própria carreira, como banda ou individual; você pode prestar serviço para o estúdio como músico de gravação; também pode fazer uma prestação de serviço sendo um produtor musical. Enfim, tem uma série de coisas que você pode fazer e desempenhar para trabalhar com música.
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Já como artista musical (que vai ficar lá na frente levando a carreira), você tem que saber que vai ter que ter um capital.
Quem vai abrir uma lanchonete, um consultório odontológico ou vai fazer uma faculdade precisa de dinheiro para executar seu plano. Com a carreira musical é a mesma coisa: também é uma carreira, é uma profissão, e também precisa de planejamento, de racionalidade, de grana.
Engana-se quem acredita que por ser algo artístico e até mais libertário não precisa de capital, de investimento, de planejamento financeiro, que só talento basta. Não é assim que funciona na prática. A absoluta maioria dos artistas bem-sucedidos encarou e encara sua carreira com seriedade e planejamento para uma formação e um desempenho além da média, rejeitando o amadorismo, priorizando a profissionalização.
Então você precisa saber que não é só gravar uma música e lançar e assim vai conseguir chamar a atenção de apoiadores, de patrocinadores. Isso raramente acontece. Em geral é uma construção onde você precisa colocar tijolinho por tijolinho, single por single, trabalhando cada etapa, investindo um pouquinho aqui, um pouquinho ali.
Precisa de capital para se profissionalizar (canto, dança, teatro, consultorias), para investir nas coisas mais básicas, para gravar/produzir músicas, para divulgá-las, para fazer fotos, clipes e tudo mais.
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Para isso, você pode ir trabalhando aos poucos, pequeno, como cantor, compositor, professor de música, entre outros, e assim acumulando capital, somando a possíveis complementos de familiares e amigos, também buscando investidores, mesmo os pequenos, afinal você também ainda é pequeno.
É claro que para aplicar bem esse capital você precisa ter objetivos e metas bem estabelecidos e programados para a sua carreira musical, para executar bem. (Esse tema a gente vai ver mais para a frente.)
Talento e treino
Outra coisa: você tem que estar o tempo todo trabalhando suas capacidades, seu talento, desenvolvendo o tempo todo suas habilidades como cantor, como performer, para você fazer um show, uma boa apresentação, também como instrumentista.
Você realmente precisa estar sempre um passo à frente do seu tempo, ter uma mente aberta, uma visão de vida diferenciada, inclusive para criar, para te ajudar a compor. Isso reflete muito no seu trabalho. Tem a ver com essência, originalidade, qualidade, conexão.
Mentalidade empreendedora
Outra coisa que você precisa ter também é uma mentalidade, uma visão empreendedora, porque você vai ter uma equipe trabalhando com você, para você, e é você quem vai gerenciar isso.
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Existem artistas que têm toda uma equipe, consultoria, assessoria, produção e se preocupam mais com sua entrega em estúdio e em cima do palco, ou melhor, que se preocupam quase exclusivamente com o artístico. Não é o que acontece com a maioria e principalmente com quem está começando.
Isso significa que a maior parte dos artistas em formação ou ascensão precisa necessariamente — além do artístico — conhecer e trabalhar o administrativo, o executivo, o financeiro, o marketing, o comercial, questões legais e burocráticas etc.
Já atendi artistas que já tiveram relativo sucesso mas que não tinham noção de ISRC, quem gerou esse código, onde estava editada determinada música, porque delegavam essas coisas, não se interessavam pelo básico, delegavam tudo ou quase tudo, ou como ouvi por aí: praticavam o “delargar”.
Então você precisa estar na direção da sua carreira em todos os aspectos. Mesmo que você não execute algumas funções, você tem encarregado e você tem que saber.
Recapitulando…
Em resumo, o básico que você tem que saber para iniciar sua carreira na música é:
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Que você vai escolher uma área em que precisa ter muita dedicação.
Que você tem pouco apoio no começo — mas que se toca fundo aí você precisa tomar a decisão.
Que antes de ter resultado você precisa ter dinheiro para investir na sua carreira ou despertar o interesse de pessoas para investir junto com você.
Que você precisa desenvolver o seu talento o tempo todo.
Que você tem que ter uma mentalidade, uma visão empreendedora e converter isso em prática.
Vamos continuar esse papo por aqui ou pelos meus perfis sociais?! Instagram: @ruliosalinas / Youtube: canalruliosinas
A Shake Music lançou o Fan First, primeira plataforma brasileira direct-to-fan, criada para conectar artistas e público sem a dependência de algoritmos.
A novidade surge em um momento de expansão do mercado fonográfico: segundo o Global Music Report 2025 da IFPI, a música gravada cresceu 4,8% no mundo e alcançou US$ 29,6 bilhões, enquanto o Brasil registrou alta de 21,7%, a maior entre os dez maiores mercados.
Apesar do cenário positivo, artistas — especialmente independentes — enfrentam dificuldades para alcançar sua própria audiência diante do excesso de lançamentos e das limitações impostas pelas redes sociais. O Fan First propõe um caminho alternativo: um ambiente exclusivo no qual criadores publicam músicas, bastidores e ideias diretamente para seus fãs, que podem apoiar financeiramente e participar de ações coletivas.
Segundo Bruno Martins, CEO da Shake Music e do Fan First, a plataforma devolve aos artistas “controle sobre dados, contato direto com o público e novas oportunidades de transformar engajamento em receita”. Os superfãs, que em média representam apenas 2% da base de ouvintes, mas gastam o dobro dos fãs casuais (dados do estudo Super Listeners, do Spotify), são o pilar desse modelo.
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A plataforma responde ainda a um movimento global evidenciado por casos como o do grupo SEVENTEEN, cujo alto engajamento gerou faturamento superior ao de artistas com bases maiores, e pelas críticas de nomes como James Blake e Chappell Roan sobre o alcance reduzido nas redes.
O Fan First permite:
Publicação de conteúdos exclusivos Apoio financeiro via Fan Boost Criação de metas coletivas Controle total da base de fãs, sem algoritmos intermediando a relação
Atualmente, o serviço está em soft launch para artistas convidados. O lançamento completo está previsto para o primeiro trimestre de 2026. Artistas interessados podem se inscrever em fanfirst.app, enquanto fãs recebem convites diretamente de seus ídolos.
A Deezer adicionou duas funcionalidades que ampliam o nível de personalização dentro da plataforma: ajustes de visual e layout da interface, além de um novo sistema de Acesso Rápido para conteúdos favoritos.
Segundo Alexis Czornmaz, vice-presidente de Produto da Deezer, o objetivo é oferecer ao usuário mais controle sobre a própria experiência: “Queremos que cada pessoa adapte o app ao seu estilo e ao seu momento”.
Interface mais personalizável
Com a atualização, o usuário pode modificar elementos visuais do aplicativo. Entre as possibilidades estão novas opções de cores e temas — em modos claro e escuro —, estilos alternativos para o ícone no iOS e Android e stickers que podem ser aplicados às playlists. A ideia é facilitar a identificação de humor, estilo ou períodos sazonais dentro da própria biblioteca.
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Acesso rápido a conteúdos favoritos
O novo Acesso Rápido coloca artistas, álbuns, faixas, playlists, podcasts e Flows no topo da tela inicial, combinando sugestões automáticas baseadas no histórico de uso com organização manual. Também é possível fixar conteúdos, tanto no app quanto na versão web, reduzindo etapas até as músicas mais ouvidas.
As novidades já estão disponíveis em todos os dispositivos e reforçam a estratégia da plataforma de aproximar a experiência do usuário de um ambiente mais pessoal e intuitivo.
A Virgin Music Group ampliou sua parceria global com a GR6 Produtora e Gravadora, uma das maiores forças independentes da música urbana no Brasil, firmando um novo acordo válido pelos próximos dez anos.
A renovação foi destacada por veículos internacionais como Music Business Worldwide e Music Week, reforçando o peso estratégico da GR6 na expansão do funk e da música urbana brasileira no cenário global.
A colaboração entre as duas empresas teve início em 2020 e, desde então, contribuiu para impulsionar artistas, projetos e lançamentos da GR6 para além do mercado nacional. Fundada e presidida por Rodrigo Oliveira, a gravadora figura entre as dez maiores marcas independentes do Brasil segundo a IFPI, com um catálogo que inclui nomes como Perera DJ, Nilo, MC PH e DJay W. Em 2024, a GR6 conquistou um dos dez maiores hits do país com “Let’s Go 4”.
A nova fase da parceria chega com o lançamento de “GR6 Histórias”, compilação que reúne 60 faixas regravadas de sucessos do selo, produzida em coprodução com a KondZilla Produções. O projeto reúne artistas como MC Livinho, MC Davi, MC Don Juan, MC Kevinho e MC Neguinho do Kaxeta, revisitanto músicas que marcaram diferentes gerações e moldaram a identidade sonora das periferias brasileiras.
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Para Cris Garcia Falcão, Gerente-Geral da América Latina e Diretora de Artistas & Estratégia de Gravadora do Virgin Music Group, a GR6 tem papel decisivo na música urbana: “Rodrigo construiu uma das gravadoras independentes mais importantes e duradouras do Brasil, apoiando uma coleção de artistas singulares que tiveram enorme impacto na cultura musical no país e no mundo.”
O fundador da GR6, Rodrigo Oliveira, celebrou a renovação: “Cris Falcão e toda a equipe da Virgin Music têm sido parceiras incríveis nesses últimos cinco anos. Estamos animados para continuar criando oportunidades extraordinárias para artistas brasileiros no cenário global. O GR6 Histórias vai apresentar nosso repertório a uma nova comunidade mundial de fãs.”
A expansão da Virgin Music acompanha o movimento global do grupo, que recentemente firmou acordo com a plataforma africana MiPROMO e consolidou operações na África e no Vietnã. O alinhamento reforça o momento de ascensão da GR6 como símbolo da força criativa e econômica da música urbana brasileira no mundo.