Music Business
Deezer confirma desmonetização de até 85% dos streams de músicas geradas por IA
A empresa passa a licenciar tecnologia antifraude.
A Deezer avançou de forma decisiva no enfrentamento à música gerada por inteligência artificial no streaming. A plataforma confirmou que até 85% das reproduções associadas a faixas criadas por IA foram classificadas como fraudulentas, resultando em desmonetização e exclusão do fundo de royalties. Ao mesmo tempo, a empresa anunciou que passará a licenciar sua tecnologia proprietária de detecção de IA para o mercado fonográfico.
De acordo com a Deezer, somente em 2025 foram identificadas mais de 13,4 milhões de músicas geradas por IA, com uma média de 60 mil uploads diários, o que representa aproximadamente 39% de todo o conteúdo recebido diariamente. Apesar disso, essas faixas respondem por até 3% do total de streams da plataforma. O problema está no uso fraudulento: enquanto a taxa média de fraude no catálogo geral foi de 8%, no conteúdo gerado por IA esse número chegou a 85%.
“A música criada inteiramente por IA tornou-se quase indistinguível da produção humana”, afirma Alexis Lanternier, CEO da Deezer. “Nossa abordagem é baseada em transparência para os fãs e proteção dos direitos de artistas e compositores. Identificamos essas faixas, retiramos das recomendações algorítmicas e desmonetizamos cada reprodução fraudulenta”.
Até agora, a Deezer tem sido a única grande plataforma a identificar e sinalizar claramente músicas geradas por IA, além de excluí-las de sistemas de recomendação. Com a decisão de licenciar essa tecnologia, a empresa busca ampliar o impacto da iniciativa e reduzir a fraude em escala global. A ferramenta já foi testada por entidades como a Sacem, na França.
“Há um interesse crescente do setor por esse tipo de solução”, reforça Lanternier. “Queremos tornar essa tecnologia amplamente disponível e contribuir para um ecossistema mais justo e transparente”.
Na América Latina, a iniciativa também reforça o posicionamento da plataforma. Rodrigo Vicentini, General Manager da Deezer na região, destaca: “Esse movimento representa mais um passo para equilibrar inovação tecnológica e sustentabilidade do mercado musical, protegendo quem cria e valorizando a criatividade humana como motor principal do streaming”.
-
Empresas29 set 2026Fender diz que não vai recuar na guerra do Stratocaster e põe a PRS na mira
-
Music Business2 out 2026Música com IA e direitos autorais: o que conferir antes de usar o Suno
-
Empresas22 set 2026Score Rings: educador brasileiro leva pauta musical de chão à Music China
-
Audio Profissional29 set 2026Interfaces sem DSP proprietário: o modelo do estúdio profissional está mudando?
-
Guitarra25 set 2026Astryx, primeira guitarra signature de Dany Villarreal chega através da PRS
-
Amplificadores23 set 2026VOX reduz o formato, mas tenta preservar a resposta dos AC no novo AC MINI
-
Conecta+ Música30 set 2026NAMM NeXT LATAM reunirá em São Paulo líderes da indústria musical latino-americana
-
mercado5 out 2026A música volta a ser objeto: o que o mercado pode aprender com a retomada do físico