Music Business
Plataforma Fan First coloca superfãs no centro da estratégia de artistas
A Shake Music lançou o Fan First, primeira plataforma brasileira direct-to-fan, criada para conectar artistas e público sem a dependência de algoritmos.
A novidade surge em um momento de expansão do mercado fonográfico: segundo o Global Music Report 2025 da IFPI, a música gravada cresceu 4,8% no mundo e alcançou US$ 29,6 bilhões, enquanto o Brasil registrou alta de 21,7%, a maior entre os dez maiores mercados.
Apesar do cenário positivo, artistas — especialmente independentes — enfrentam dificuldades para alcançar sua própria audiência diante do excesso de lançamentos e das limitações impostas pelas redes sociais. O Fan First propõe um caminho alternativo: um ambiente exclusivo no qual criadores publicam músicas, bastidores e ideias diretamente para seus fãs, que podem apoiar financeiramente e participar de ações coletivas.
Segundo Bruno Martins, CEO da Shake Music e do Fan First, a plataforma devolve aos artistas “controle sobre dados, contato direto com o público e novas oportunidades de transformar engajamento em receita”. Os superfãs, que em média representam apenas 2% da base de ouvintes, mas gastam o dobro dos fãs casuais (dados do estudo Super Listeners, do Spotify), são o pilar desse modelo.
A plataforma responde ainda a um movimento global evidenciado por casos como o do grupo SEVENTEEN, cujo alto engajamento gerou faturamento superior ao de artistas com bases maiores, e pelas críticas de nomes como James Blake e Chappell Roan sobre o alcance reduzido nas redes.
O Fan First permite:
Publicação de conteúdos exclusivos
Apoio financeiro via Fan Boost
Criação de metas coletivas
Controle total da base de fãs, sem algoritmos intermediando a relação
Atualmente, o serviço está em soft launch para artistas convidados. O lançamento completo está previsto para o primeiro trimestre de 2026. Artistas interessados podem se inscrever em fanfirst.app, enquanto fãs recebem convites diretamente de seus ídolos.
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