Guia: da guitarra ao amplificador – Parte 3 por 09/06/2021

Terceira e última parte do nosso guia! Completamos o set com multi-efeitos e amplificadores. Quer saber quanto custa tudo? Leia até o final!

Multi-Efeitos

Lembra lá no início de nosso guia quando eu disse que essa era uma escolha que mudaria o preço final do seu set? Pois bem, agora digo que não apenas o preço final mas também a praticidade e a quantidade de recursos, uma vez que uma pedaleira multi-efeito pode ter todos esses efeitos citados acima e muitos outros recursos embutidos em um equipamento só. Realmente não há como negar a grande e constante evolução dos equipamentos digitais, entre IR´s e atualizações diárias, ainda há quem diga que vale mais a pena ter um set de pedais analógicos e essa é a eterna e maior briga do mundo guitarrístico. Eu mesmo já me rendi e agora uso uma processadora de efeitos para completar meu set, hoje tenho o que se chama de set híbrido, uso distorções e drives analógicos mas para as modulações, delays e reverbs uso uma Helix Effects. Enfim,  isso é uma coisa para você decidir com calma e ver o que de fato melhor irá te atender. Para isso pesquise muito, veja vídeos de demonstração na internet ou se possível teste pessoalmente todas as opções ao seu alcance!

 Mooer GE300

 

 

A Mooer GE300 é atualmente uma das melhores multi-efeito do mercado, com certeza irá te atender e lhe proporcionar excelentes timbres, possibilidades e recursos. Uma escolha de altíssimo nível.

Especificações segundo fabricante

  • Display LED de alto brilho
  • 108 modelações de amplificadores de alta qualidade
  • 43 simulações de gabinete
  • 164 efeitos de alta qualidade
  • Módulo sintetizador com 3 vozes de polifonia
  • Looper de 30 minutos com desfazer/refazer, direct dubbling, reverse + 1/2 efeitos de tempo
  • 256 presets de fábrica
  • Comunicação USB com computador
  • Saídas programáveis para fácil integração com setups ao vivo
  • MIDI IN / MIDI OUT / THRU para controle de outros pedais e amplificadores
  • Entrada: 1/4 mono jack
  • Saída: 2 x 1/4 mono jack
  • Saída balanceada: 2 x XLR com ground lift switch
  • Auxiliar 1/8 stereo audio jack
  • Saída fone: 1/8 stereo audio jack
  • Saída para pedal de expressão: 1/4 stereo jack
  • Alimentação: Fonte 9V DC Fonte inclusa
  • Peso: 3,0 Kg
  • Dimensões (L x P x A): 410mm x 201mm x 62mm
  • Preço médio entre R$6.500 e R$7.000
  • Site do fabricante

Line6 POD Go

 

 

Último lançamento da premiada marca Line6, essa é uma versão crescida e anabolizada da antiga POD, que foi um marco no quesito simulações e efeitos digitais no início dos anos 2000. A POD Go oferece tudo o que há de melhor no mundo das multi-efeitos e com certeza é uma opção a ser considera. Uma ótima escolha!

Especificações segundo fabricante

  • Presets: 270+ HX e modelos lendários
  • Efeitos: Helix Stomp Effects
  • Modelagem de amplificadores: Helix/amplificadores lendários e modelos de gabinetes
  • Entradas: 1 x 1/4 (instrumento), 1 x 1/4 (FX return)
  • Saídas: 2 x 1/4 (main out), 1 x 1/4 (amp out), 1 x 1/4 (FX send)
  • USB: 1 x Tipo B (4 x 4)
  • Fone de ouvido: 1 x 1/4
  • Outras entradas e saídas: 1 x 1/4 TRS (expressão 2)
  • Controle e expressão: Pedal de expressão multi-funcional
  • Recursos: Display LCD colorido de 4.3, suporte para IR (Impulse Response), 24-bit/96kHz
  • Software: POD Go Edit
  • Compatibilidade: Windows, MAC OS
  • Alimentação: Fonte 9V DC (incluso)
  • Preço médio entre R$ 6.000 e R$ 6.500
  • Site do fabricante

Boss GT100

 

 

Impossível falar de Multi-efeitos e não falar da Boss GT100, um sucesso absoluto de vendas. Essa pedaleira, já conhecida de muitos, recebeu uma atualização para o modelo 2.0 e ainda continua sendo uma das mais utilizadas e confiáveis do mercado. Apesar de não possuir alguns recursos mais atuais presentes nos modelos acima, essa opção de excelente custo benefício e de se analisar com carinho.

Especificações segundo fabricante

  • Memórias: 400 (200 de usuário e 200 de presets) 
  • Nível de entrada: INPUT (-10 dBu), RETURN (-10dBu) e AUX IN(-20 dBu)
  • Impedância de entrada: INPUT (1 Mohm), RETURN (100 kohms) e AUX IN (47 kohms)
  • Nível de saída: OUTPUT (-10 dBu/+4 dBu) e SEND (-10 dBu)
  • Impedância de saída: OUTPUT (2 kohms) e SEND (2 kohms)
  • Faixa Dinâmica: 100 dB ou mais (IHF-A)
  • Display: Gráfico LCD (132 X 64 pontos, LCD iluminado) X 2
  • Conectores: INPUT jack (1/4-inch phone type), AUX IN jack (mini estéreo phone type), OUTPUT L/MONO, R jacks (1/4-inch phone type), PHONES jack (Stereo 1/4-inch phone type), EXT LOOP jacks (SEND, RETURN; 1/4-inch phone type), AMP CONTROL jack (1/4-inch phone type), SUB CTL1, 2/SUB EXP jack (1/4-inch TRS phone type), Porta USB, Conectores MIDI (IN, OUT) e DC IN jack
  • Fonte de alimentação (inclusa): DC 9 V
  • Consumo: 600 mA
  • Preço médio entre R$3.500 e R$ 4.500
  • Site do fabricante

Amplificadores

Já diria o sábio que mais vale um amplificador de qualidade e uma guitarra mediana do que um amplificador vagabundo e uma guitarra top de linha, isso tudo para dizer que sim, o amplificador e seus componentes são a parte mais importante do seu som. É ele que vai dar vida ou não a todas as nuances e frequências vindas da guitarra e dos pedais. O amplificador é peça chave para qualquer músico que se preze. Guitarristas precisam escolher entre 2 tipos de amplificador, os que possuem transistor e os que possuem válvula, o segundo geralmente mais caro. Mas enfim, transistorizado ou valvulado? Bom, isso é do gosto e do bolso de cada um, o mais importante aqui é atender a nossa necessidade, ser um amplificador versátil e que possua potência para ensaios, apresentações de menor porte e shows. Sendo assim, trouxemos 3 amplificadores queridinhos dos músicos e que certamente irão atender essa expectativa.

Boss Katana 100 MKII

 

 

O Boss Katana é um amplificador completo, além de possuir toda qualidade e prestígio de ser um equipamento BOSS, ele possui 2 falantes de 12 polegadas e uma gama de efeitos e simulações de altíssima qualidade já famosos da própria marca, que serão muito úteis para enriquecer ainda mais os seus recursos sonoros, ou seja, juntando os efeito desse ampli com os pedais que escolhemos, você terá um excelente equipamento. Ele é um amplificador transistorizado, de peso leve e com 100watts de muito som. Mesmo não vindo com o footswitch, é uma excelente e inteligente escolha!

 Oneal OCG 1202

 

 

Um monstro com 220watts de potência e ótima sonoridade. O Oneal OCG1202 é um dos queridinhos do momento e tem conquistado corações aliando potência, qualidade e versatilidade. Seu formato combo 2×12 é um clássico e entrega solução para todas as situações de um guitarrista, seja no quarto ou no palco. Apesar de ser um ampli transistorizado, ele entrega uma saturação muito agradável e parecida com os sons de válvula. Esse amplificador vem ainda com entrada USB, SD Card, Auxiliar e Função REC. Tem conectividade Bluetooth para se conectar com smartphone ou tablet e sintonia de rádio FM. Uma compra de excelente custo-benefício.

Marshall Origin 50 Combo

 

 

Para quem quiser se aventurar no mundo dos valvulados, trouxemos o Marshall Origin 50 watts como opção. Apesar de ser uma versão mais acessível da marca, é um ampli que entrega o clássico som Marshall, imortalizado por grandes guitarristas. Não se engane com seus 50 watts, pois no mundo dos valvulados isso equivale ao dobro de wattagem de um ampli transistorizado, o que quer dizer: ele equivale a um transistorizado de 100watts. O ampli também oferece opção de atenuação do volume, ou seja, você pode selecionar através de uma chave se ele irá trabalhar com 5w, 10w ou 50w, o que irá ajudar bastante a deixar ele equilibrado para qualquer uso. Ele vem equipado com 3 válvulas ECC83 no preamp e 2 válvulas EL34 no power além de acompanhar footswitch. Uma opção boa opção para quem quer o som dos valvulados.

Vamos ao que interessa!

Você deve estar se perguntando: Tá, mas quanto custa para montar esse set completo? Bom, antes de responder isso preciso lhes dizer que: Primeiro de tudo, as escolhas são muito pessoais e cada um deve conseguir tirar o máximo de proveito com o equipamento que possui. Eu mesmo já vi músicos incríveis com equipamentos baratos tirando muito som. Então, não ache que ter o melhor equipamento irá te fazer tocar melhor, isso é relativo. 

Segundo, não está barato montar um set de equipamentos desse. Tentamos aqui trazer as melhores opções do ponto de vista de custo-benefício mas que também tenha o principal: boa qualidade, pois existem equipamentos como um único pedal, guitarra ou ampli que somente com o valor dele você poderia comprar todos esses equipamentos acima e ainda iria sobrar dinheiro. A intenção é realmente ajudar quem precisa de uma luz e de também criar essa conscientização: não é o preço ou a marca de um produto que vai te dizer se aquilo é bom ou ruim. Claro, existem empresas que não fazem produtos ruins e por isso tem o seu devido valor. Por isso abra seus olhos! 

Terceiro, pegue o valor final e imagine como um orçamento ou até mesmo uma previsão de custos… Assim você poderá pensar em outras opções dentro desse valor determinado ou até comprar equipamentos usados, o que acontece muito e não podemos deixar de considerar. Às vezes encontramos boas oportunidades em sites de compra ou até mesmo nas redes sociais!

Qual opção escolher?

Como vocês viram, mostramos duas opções de caminhos possíveis para completar o set de equipamentos profissional:

1º OPÇÃO: Através do uso de pedais analógicos e digitais de efeito, definindo a cadeia da seguinte forma: GUITARRA> P10> AFINADOR > P10> WAH> P10> DRIVE> P10> CHORUS> P10> DELAY> P10> EFEITO VARIADO> P10>AMPLIFICADOR.

Acessórios: Fonte de alimentação 9v e pedalboard.

2º OPÇÃO: Através do uso de pedaleira multi-efeito, definindo a cadeia da seguinte forma:
GUITARRA> P10> MULTI-EFEITOS> P10> AMPLIFICADOR  

Acessórios: Pedalboard

Cada caminho tem seus prós e contras, enquanto no primeiro temos maior número de itens, e isso quer dizer mais peso, temos também mais acesso aos controles e regulagens de cada pedal, o que quer dizer mais praticidade de configuração. Já no segundo temos um equipamento compacto, porém a tecnologia pode tornar mais complexa a regulagem dos efeitos, já que operar uma pedaleira multi-efeito pode não ser uma tarefa tão simples às vezes.

Mas quanto custa afinal?

Se optar por usar os pedais de efeitos analógicos, você irá desembolsar em média R$9.500 para completar o seu set profissional de equipamentos, podendo variar caso opte por opções de maior ou menor custo.

Agora se você optar pelo “caminho da tecnologia” ou das pedaleiras multi-efeito, de acordo com nossos cálculos, você irá gastar uma média de R$12.000 para conseguir atingir o seu objetivo e completar o seu set profissional de equipamentos. 

O que isso quer dizer?

Bom, quer dizer que você pode ter sim um equipamento de primeira qualidade, ou seja, a nível profissional sem gastar tanto assim. Mesmo sabendo que não existe como se conseguir equipamentos de alto padrão e qualidade pagando barato ou quase nada, verdade seja dita, se compararmos o valor com a renda per capita do país veremos que isso é sim uma fortuna, mas por outro lado se você para e analisa que apenas uma guitarra Gibson ou Fender comum já pagaria por todo esse equipamento, vai ver que as coisas não são tão assim. 

Ao olhar para os equipamentos escolhidos, eu tive certeza de que eles irão atender às suas necessidades como instrumentista e também sua satisfação pessoal de escutar o timbre tão sonhado. Na verdade, acho que nós músicos somos eternamente apaixonados pelos sons e timbres e não tem nada mais satisfatório que escutar aquele som maravilhoso vindo do seu próprio equipamento. Qualquer que seja sua escolha acima, tenho certeza de que será uma ótima escolha! Seja muito feliz com seu equipamento e cuide bem dele!