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Música eletrônica passa a ser reconhecida como patrimônio cultural em São Paulo

Ilustração da Redação Música & Mercado

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Música eletrônica passa a ser reconhecida como patrimônio cultural em São Paulo
2 min de leitura

Reconhecimento fortalece mercado, legitima a atuação de DJs e pode abrir caminho para inclusão em políticas públicas de incentivo.

O recente reconhecimento da música eletrônica como patrimônio cultural do Estado de São Paulo através da Lei nº 18.400/26 marca um novo capítulo para o setor no Brasil. Mais do que um gesto simbólico, a medida é vista por profissionais da área como um passo em direção à consolidação institucional e econômica de um segmento que movimenta eventos, festivais, turismo e produção cultural.

Para Taty Aguiar, DJ e empresária do setor, criadora do E-LAB Instituto, o mercado recebeu a notícia com entusiasmo. “Isto traz mais profissionalização e mais pessoas interessadas na música e em fazer música”, afirma.

De nicho a indústria estruturada

Nas últimas duas décadas, a música eletrônica deixou de ser restrita a clubes noturnos para ocupar múltiplos espaços.

Segundo Taty, o DJ ampliou sua atuação. “Não só em boates, mas em ambientes corporativos, em grandes shows, no cinema. Viraram parceiros em outros eventos, como no Carnaval e em projetos com outros ritmos musicais. A música se comunica e se integra em outros contextos.”

Essa transversalidade ajudou a consolidar o setor como parte relevante da cadeia produtiva da música, envolvendo produtores, técnicos de áudio, empresas de iluminação, marcas de equipamentos e estruturas de grande porte.

Impacto no mercado

O reconhecimento cultural tende a gerar três efeitos principais:

  • Maior legitimidade institucional para o segmento
  • Estímulo à formação profissional
  • Fortalecimento da percepção pública sobre a atividade

Além disso, o enquadramento como patrimônio cultural pode abrir discussão sobre inclusão em políticas de fomento. “A lei de incentivos tem que incluir também”, defende Taty Aguiar.

A inclusão formal da música eletrônica em mecanismos de incentivo pode ampliar acesso a editais, financiamentos e programas culturais, equiparando o segmento a outras expressões já consolidadas.

Profissionalização em expansão

O perfil do DJ também mudou. Hoje, além da performance, o profissional atua como produtor musical, curador artístico e, muitas vezes, empreendedor.

Com maior reconhecimento institucional, a tendência é de aumento na oferta de cursos, formação técnica e estruturação empresarial do setor.

Um movimento cultural e econômico

A música eletrônica movimenta festivais, turismo, tecnologia, produção audiovisual e marcas globais. O reconhecimento como patrimônio cultural formaliza um fenômeno que já vinha se consolidando economicamente.

O próximo passo, segundo profissionais do setor, será garantir que esse reconhecimento se traduza em políticas públicas concretas e oportunidades reais de desenvolvimento.

Redação M&M
Autor: Redação M&M

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