O que começou como um projeto pensado exclusivamente para o mercado brasileiro acaba de ganhar projeção internacional.
A Hernan Voyzuk Project Series, desenvolvida em parceria direta com a fábrica turca Bosphorus Cymbals, passa a integrar gradualmente o catálogo global da marca, em um movimento pouco comum no mercado de pratos: uma série signature criada por um especialista, e não por um artista famoso.
Segundo Hernán Voyzuk, diretor da Bosphorus Brasil, a expansão internacional não fazia parte do plano original. “Numa primeira etapa, a série foi pensada exclusivamente para o mercado brasileiro, mas quando começamos a divulgá-la através de vídeos nas redes sociais, muitos bateristas e especialistas do mundo todo começaram a perguntar sobre o lançamento e a entrar em contato diretamente com a fábrica”, explica.
Diante desse interesse espontâneo, a própria Bosphorus avaliou a possibilidade de ampliar o alcance do projeto.
“A partir disso, a fábrica me consultou sobre a possibilidade de lançar a série em nível global. Ela passará a entrar progressivamente em vários países, de acordo com os mercados onde a Bosphorus possui distribuição”.
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Reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de 20 anos
Do ponto de vista da fábrica, o lançamento internacional representa mais do que a chegada de um novo produto. Para Voyzuk, trata-se de um reconhecimento direto ao trabalho desenvolvido ao longo de duas décadas.
“Trabalho em conjunto com a fábrica há 20 anos no desenvolvimento de novas séries. Participei ativamente da criação das séries Samba e Syncopation, que hoje já fazem parte da identidade da marca”.
Essa relação foi determinante para que os artesãos turcos propusessem um passo inédito. “Eles me disseram que havia chegado o momento de eu desenvolver minha própria série, aproveitando todo o conhecimento adquirido ao longo de tantos anos. É um reconhecimento ao trabalho realizado e também uma aposta em uma série signature criada por um especialista, algo realmente inédito no mercado”.
Um marco pessoal e profissional
Ver um prato com seu nome ganhar alcance global é, para Voyzuk, um momento de forte carga emocional.
“É um misto de sensações que me remetem aos meus primeiros passos com a bateria, ao aprendizado com meus grandes mestres na Argentina, a todo o processo de evolução e ao contato com inúmeros bateristas ao redor do mundo”, relata. “É uma realização pessoal e profissional muito forte, resultado de muitos anos de estudo, pesquisa e compartilhamento de conhecimento”.
Um som autoral com linguagem universal
A identidade sonora do Hernan Voyzuk Project Ride nasce de uma referência clara: o jazz e o legado de Tony Williams.
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“Conheci o Tony Williams muito cedo, quando tinha 11 anos, e isso foi determinante na minha formação musical. Sua sonoridade sempre foi uma referência nos meus estudos”, afirma.
Para Voyzuk, essa base não limita o alcance do produto — pelo contrário. “O jazz e o legado do Tony Williams são universais. Acredito que esse tipo de sonoridade sempre será bem recebida em qualquer parte do mundo”.
Brasil como polo criativo da indústria
O lançamento internacional também reforça o papel do Brasil como criador de produtos de alto nível para o mercado global.
“O Brasil sempre foi uma referência mundial de música de excelência, com músicos de altíssimo nível. Projetos como esse ajudam a mostrar que também podemos oferecer instrumentos de altíssima qualidade, com criatividade e conhecimento técnico”.
Expectativas para 2026
Este ano será estratégico para a Bosphorus Cymbals Brasil. “Em 2025 celebramos 20 anos da marca no Brasil, algo muito significativo. Mesmo enfrentando desafios, conseguimos fortalecer o prestígio da Bosphorus no país”, destaca Voyzuk.
Entre os planos estão mais ações educacionais e presença reforçada em eventos do setor “Seguiremos com nossos eventos ‘Bateristas e Prateristas’, focados em educação e troca de conhecimento, e já estamos programando nossa terceira participação na Conecta+ Música & Mercado, um evento consolidado e fundamental para nossos projetos no Brasil”.
A Guild Guitars anunciou o lançamento do VR1 F-40 Au Naturel, primeiro modelo da nova Ventura Reserve Series, linha que representa o nível mais elevado da luteria da marca.
Produzido em Ventura, Califórnia, o instrumento inaugura uma fase focada em violões ultra premium, com construção artesanal e uso de madeiras raríssimas.
A VR1 F-40 Au Naturel é construída com tampo de abeto Adirondack 5A, fundo e laterais em maple flameado 5A, braço em mogno com filete central em nogueira e escala de jacarandá indiano. Segundo a Guild, as madeiras utilizadas foram envelhecidas e armazenadas por décadas, permitindo a fabricação de apenas 20 unidades desse modelo em todo o mundo.
O shape jumbo contribui para um som encorpado e expansivo, ao mesmo tempo equilibrado e detalhado, adequado tanto para performance solo quanto para contextos acústicos mais amplos. O acabamento nitrocelulose natural em alto brilhovaloriza o visual das madeiras e reforça o caráter clássico do instrumento.
Entre os detalhes construtivos estão o binding em maple flameado no corpo, escala e headstock, logotipo Guild Peak e escudo “G” em madrepérola, tarraxas Waverly com botões em snakewood e ponte em jacarandá indiano com pinos do mesmo material. Cada unidade acompanha certificado de autenticidade numerado e assinado, além de um case rígido HumiCase Ventura Reserve.
Os destaques para baixistas apresentados em Anaheim.
A NAMM Show 2026 não foi apenas uma vitrine para guitarristas e produtores. O evento também apresentou uma safra relevante de lançamentos, reedições e ferramentas voltadas aos baixistas.
Entre instrumentos, amplificação e acessórios para baixo, estas foram algumas das novidades mais comentadas, que chamaram a atenção de músicos e lojistas durante a feira.
Ernie Ball Music Man 50th Anniversary StingRay
Um lançamento com peso histórico. Para celebrar os 50 anos do StingRay — um dos baixos mais influentes de todos os tempos — a Ernie Ball Music Man apresentou uma edição comemorativa que mantém o caráter sonoro clássico do modelo, com acabamentos e detalhes de nível premium.
Aguilar Octamizer DLX
Este pedal de oitava expandida foi um dos efeitos mais comentados do evento. Desenvolvido para baixistas que buscam texturas modernas, o Octamizer DLX permite criar oitavas acima, abaixo e sinais limpos, com controles dedicados, ampliando as possibilidades criativas.
Tone Hammer 210 Combo (Aguilar)
Apesar de já ter sido abordado em outro conteúdo, o amplificador merece destaque no universo do baixo. O Tone Hammer 210 entrega 300 W em um combo compacto, voltado a palcos pequenos e médios, mantendo boa projeção e clareza sonora.
ESP / LTD Series – Novos baixos
A ESP apresentou oito novos modelos de baixo na NAMM 2026, disponíveis em versões de 4 e 5 cordas, com diferentes acabamentos. Os instrumentos contam com eletrônica e materiais pensados para versatilidade, ampliando o portfólio da marca para diversos estilos musicais.
Dingwall Jacob Umansky “Sol” Signature Bass
A Dingwall aproveitou o evento para lançar o baixo signature de Jacob Umansky. O modelo multiescala traz captadores FDV e ajustes de design voltados para dinâmica e um timbre contemporâneo.
Cort GB Short Scale
A Cort apresentou um baixo de escala curta (30 polegadas), com foco em conforto, tocabilidade e resposta sonora consistente. Equipado com eletrônica moderna e pré-amplificador Markbass integrado, o modelo busca ser uma opção acessível sem abrir mão de presença sonora.
Ibanez Mode Series Basses
A Ibanez renovou sua linha com a Mode Series, disponível em versões de 4, 5 e 6 cordas. Os modelos combinam visual clássico com braço em maple torrificado, corpos em freixo ou alder e captadores Delta SJ, priorizando articulação de timbre e conforto ao tocar.
Aria Pro II Cliff Burton Signature Reissue
Um lançamento de caráter histórico e emocional. A Aria trouxe de volta o modelo signature do lendário baixista Cliff Burton, do Metallica, em comemoração aos 40 anos de seu legado. A reedição promete manter as características que tornaram o instrumento original icônico, adaptadas às necessidades dos músicos atuais.
A NAMM reafirma que…
Mais do que uma lista de produtos, a NAMM Show 2026 evidenciou algumas tendências claras no mercado de baixo:
Modernização de clássicos: modelos históricos, como o StingRay, e reedições consagradas reforçam a relevância contínua do baixo elétrico.
Diversidade de formatos: escalas curtas, multiescala e baixos de 6 cordas mostram que os fabricantes estão atentos a diferentes estilos, gêneros e perfis de músicos.
Tecnologia e criatividade sonora: efeitos dedicados e avanços em pré-amplificação indicam um foco crescente em versatilidade e expressão musical.
O sucesso por trás da Linha Diamond da Strinberg no mercado brasileiro.
No competitivo mercado de instrumentos musicais, poucas linhas conseguem atingir, ao mesmo tempo, excelência comercial, aceitação artística e reconhecimento técnico. A linha Diamond de violões Strinberg é um desses raros casos — hoje considerada a linha mais cobiçada e mais vendida do portfólio distribuído pela Sonotec, uma das principais importadoras e distribuidoras do setor no Brasil.
Um fenômeno de vendas no varejo musical
Desde o seu lançamento, a linha Diamond rapidamente se consolidou como referência absoluta de giro nas lojas. O sucesso é resultado de uma combinação estratégica: qualidade construtiva, sonoridade equilibrada, visual sofisticado e excelente relação custo-benefício — atributos fundamentais para o lojista que busca produtos com alta aceitação e recompra constante.
No atacado, a linha Diamond se tornou um verdadeiro case de sucesso, figurando entre os produtos com maior demanda contínua junto aos varejistas parceiros da Sonotec. Para as lojas, isso significa segurança na reposição, ampla aceitação pelo consumidor final e um produto que “se vende sozinho” no balcão.
Dos iniciantes aos profissionais
Um dos grandes diferenciais da linha Diamond está na sua versatilidade de aplicação musical. “Os violões atendem com excelência desde o músico iniciante e o hobbista exigente até produtores, estúdios profissionais e artistas de grande visibilidade”, detalha Northon Vanalli, gerente de marketing da Sonotec.
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“Nos estúdios, a linha Diamond entrega definição, equilíbrio tonal e confiabilidade, características essenciais para gravações. Nos palcos, destaca-se pela robustez, estabilidade e presença sonora, suportando rotinas intensas de shows e turnês”, adiciona.
Presença forte no meio artístico
O reconhecimento da linha Diamond não se limita aos números de venda. Cada vez mais, artistas consagrados e músicos profissionais têm adotado os violões Diamond em apresentações ao vivo, gravações e ensaios. Essa presença constante nos palcos reforça a credibilidade da linha e fortalece sua imagem junto ao público e ao mercado.
Para a marca Strinberg, a linha Diamond representa um posicionamento claro: oferecer instrumentos que transitam com naturalidade entre o uso amador e o profissional, mantendo padrão estético e sonoro competitivo em qualquer cenário musical.
Um sucesso em todas as frentes da música
Seja no quarto de estudo, no home studio, em grandes estúdios de gravação ou nos palcos Brasil afora, a linha Diamond se consolida como um instrumento democrático, confiável e desejado. Esse amplo alcance explica por que ela se tornou não apenas a mais vendida, mas também uma das mais respeitadas linhas de violões do mercado nacional.
“Para lojistas, artistas e profissionais da música, a linha Diamond Strinberg é hoje sinônimo de segurança, performance e sucesso comercial — um verdadeiro diamante lapidado para todas as vertentes da música”, conclui Vanalli.