Músico
Vida de músico: Leandro Camy, artista RedBurn
Músico instrumentista de Mato Grosso do Sul, Leandro Camy é atualmente artista da RedBurn e se encarrega de fazer vídeos para a marca. Conheça mais sobre ele a seguir.
Leandro Camy é um músico instrumentista de Campo Grande (MS). Formado em música pela UFMS, sempre sentiu grande atração pela música. “Eu me lembro de sempre curtir muito ouvir música na infância. Em casa tocava de tudo, do rock ao sertanejo. Aos 11 anos pedi um violão de presente, então nasceu a minha segunda paixão: tocar”, comentou.
Da diversão de tocar com seus amigos passou a estudar música com muita seriedade. Então surgiram os primeiros trabalhos, aulas e apresentações em festas e bares, bandas e duplas locais, até que foi convidado para tocar nacionalmente com a cantora Janaynna e, em seguida, com a dupla Henrique e Diego. “Acompanhei a dupla por seis anos, o que me proporcionou a experiência incrível de ter feito turnês por todo o País e na Europa, de ter gravado um DVD e incontáveis programas de TV, como Faustão, Altas Horas, Música Boa, Hora do Faro, Fátima Bernardes e outros”, detalhou.
Atualmente Leandro é responsável por todos os vídeos da RedBurn Guitars no YouTube, como reviews de violões, material de divulgação, vídeos de dicas e mais.
O relacionamento com a RedBurn
Em 2018, Leandro estava em turnê com a dupla Henrique e Diego, e a música “Suíte 14” (da dupla) estava em primeiro lugar nas paradas de sucesso. Em meio à rotina de shows e programas de TV, o músico buscava uma marca que tivesse excelência na qualidade para uma parceria. “Foi quando descobri a RedBurn, recém-chegada ao mercado, com apenas um ano, e era da minha cidade. A alegria foi imensa. Quando conheci os violões pessoalmente, sabia que tinha encontrado a minha marca de violão definitiva. E conhecendo mais a fundo os donos, a visão e os valores da empresa, percebi quanto era grande o potencial de crescimento da marca”, relembra o músico.
“Desde seu início, a RedBurn apostou em modelos com verniz fosco. Dando um salto em qualidade acústica, também apostou na captação Fishman, consagrada no mercado, e nas cordas D’Addario, excelentes também. Ela consegue alinhar muito bem qualidade com bom preço. Além disso, promete trazer sempre novos modelos. Tudo isso faz da RedBurn uma marca arrojada e inovadora, diferenciando-se muito das demais”, adicionou.
Sobre sua atual parceria com a RedBurn, ele conta: “Com a necessidade frequente de fazer reviews dos novos instrumentos que vão chegando, surgiu a ideia de alimentar o canal do YouTube e o Instagram com outros vídeos pertinentes aos amantes do violão, como comparativos, dicas, aulas, entrevistas com outros músicos e mais. Em 2020, com o início da pandemia, entendemos que estávamos no caminho certo: o canal continuou crescendo a cada dia, auxiliando e entretendo os apaixonados por violão”, explicou Leandro.
Meu modelo RedBurn: RB-MHG
Perguntamos a Leandro sobre os violões RedBurn que ele possui: “Tenho vários modelos e, apesar de gostar de todos, no momento estou impressionado com o RB-MHG. Esse modelo, além de muito bonito, tem uma sonoridade linda, com agudos destacados e doces e o grave na medida certa. Utilizo este e os demais nas minhas gravações e apresentações”.
O RB-MHG possui o arm-rest, uma novidade da marca. “É um design no tampo que oferece um descanso para o braço do músico. Ficou show!”.
Tendo a oportunidade de tocar com todos os modelos da marca nos vídeos que faz, perguntamos também qual deles se destaca na linha. “É difícil dar destaque para um, pois cada modelo tem suas características de construção, que possibilitam sonoridades individuais. Mas para o meu gosto particular, o RB 100 se destaca por seu grave forte. Já para levadas de sertanejo, eu destacaría o RB 200 por seu agudo marcante. Na categoria dos de tampo sólido, percebo o RB-A10 como sendo um ‘tanque de guerra’, pronto para qualquer estilo — todas as frequências nele são fortes, e o RB-MHG como sendo a ‘cereja do bolo’, com timbre superequilibrado e agudos doces”, contou.
Para os músicos
Para quem estiver interessado nos violões RedBurn, mas ainda não teve a possibilidade de testar um deles, Leandro destaca como diferenciais entre outros violões disponíveis no mercado a característica half-cutaway, um corte diferenciado; o arm rest, descanso para o braço; e a grande variedade de opções de modelos com captação Fishman e verniz fosco.
Por outro lado, “para os músicos que acabam de adquirir um violão RedBurn, gostaria de deixar um dica: toquem bastante e façam gravações, assim vão se desenvolvendo musicalmente para poder extrair cada vez mais do seu instrumento. A melhor escolha para quem quer se aprimorar é a RedBurn, por sua alta qualidade”, enfatizou.
Falando sobre o presente, Leandro continua produzindo vídeos para a RedBurn, que promete muitas novidades ainda para 2021, e está trabalhando com gravações on-line e produção musical no seu home studio. “Aproveitando, quero agradecer ao Flávio Oliveira e ao Leandro Meira, da RedBurn, por sempre confiarem no meu trabalho”, finalizou.
Músico
Dessecantes e umidificadores: como controlar a umidade em instrumentos e equipamentos de áudio
O controle correto da umidade ajuda a evitar danos em madeiras, eletrônica e componentes sensíveis.
Em muitas regiões da América Latina —especialmente em países como Brasil, Colômbia e México— a umidade ambiental é um dos fatores que mais afetam a durabilidade de instrumentos musicais e equipamentos de áudio.
Guitarras que deformam, conectores oxidando, ruído em microfones ou falhas em equipamentos eletrônicos muitas vezes têm a mesma origem: variações de umidade no ambiente.
Para reduzir esses problemas utilizam-se dessecantes, sistemas anti-umidade e umidificadores. No entanto, o uso inadequado também pode gerar efeitos indesejados.
O fator mais importante: estabilidade
Mais importante do que atingir um número exato é manter a umidade estável.
De forma geral, os níveis considerados seguros são:
- Umidade relativa: entre 40 % e 55 %
- Temperatura: entre 20 °C e 24 °C
Quando o ambiente se mantém dentro dessa faixa, diminuem problemas como oxidação, desafinação e falhas eletrônicas.
Quando usar dessecantes ou anti-umidade
Dessecantes, como sílica gel ou absorvedores de umidade, são usados para reduzir o excesso de umidade.
Eles são úteis em:
- cases de instrumentos
- racks de áudio
- flight cases
- estúdios localizados em regiões costeiras ou tropicais
Entre os problemas que ajudam a evitar estão:
- oxidação de conectores
- condensação em microfones
- deterioração de falantes
- deformação de instrumentos de madeira
Em racks e cases de transporte, pequenos dessecantes ajudam a proteger equipamentos sensíveis.
Quando usar umidificadores
Em ambientes muito secos —ou em salas com ar-condicionado constante— pode ocorrer o efeito oposto: ar excessivamente seco.
Nesse caso, o uso de umidificadores pode proteger instrumentos de madeira como:
- violões
- guitarras acústicas
- violinos
- pianos
Baixa umidade pode causar:
- rachaduras na madeira
- trastes salientes
- instabilidade na afinação
Umidificadores de case ajudam a manter o equilíbrio do instrumento.
Quando evitar o uso
Um erro comum é utilizar esses produtos sem medir a umidade do ambiente.
O ideal é usar primeiro um higrômetro digital, que mede temperatura e umidade.
Entre os problemas frequentes estão:
- excesso de dessecantes ressecando madeira
- uso de umidificadores em locais já úmidos
- sílica saturada que perde eficiência
O objetivo não é eliminar a umidade, e sim mantê-la equilibrada.
Soluções práticas para cases, salas e racks
Cases de instrumentos
- usar sílica gel em regiões úmidas
- usar umidificadores em regiões secas
- evitar guardar instrumentos molhados após shows
Salas e estúdios
- monitorar o ambiente com higrômetro
- usar desumidificador em climas tropicais
- evitar fluxo de ar direto sobre instrumentos
Racks e equipamentos
- inserir pequenos dessecantes dentro do rack
- garantir ventilação adequada
- evitar armazenamento em locais fechados e úmidos
Pequenos cuidados, grandes resultados
Muitos problemas técnicos em instrumentos e equipamentos começam com condições ambientais inadequadas.
Controlar a umidade ajuda a:
- aumentar a vida útil dos equipamentos
- manter estabilidade de afinação
- evitar falhas intermitentes
- reduzir custos de manutenção
Em estúdios, lojas ou turnês, controlar o ambiente faz parte do sistema de áudio.
Músico
Como transportar instrumentos e equipamentos de áudio em turnês e shows
O que acontece antes do palco muitas vezes define o que acontece sobre ele.
No universo das turnês e produções ao vivo, a qualidade do som não depende apenas do equipamento utilizado ou da experiência do técnico. Uma parte importante do resultado — e também dos problemas — começa muito antes do primeiro acorde: durante o transporte.
Instrumentos musicais e sistemas de áudio são projetados para suportar uso intenso, mas não necessariamente manuseio inadequado. Vibrações constantes, variações de temperatura, pressão mal distribuída ou embalagens incorretas podem gerar danos progressivos que só aparecem quando o sistema já está em operação.
Por isso, transportar corretamente não é apenas uma questão logística. É parte do cuidado técnico com o equipamento.
O case não é acessório — é parte do sistema
Um erro comum é tratar o case apenas como proteção básica. Na prática, o tipo de case determina o nível de estresse mecânico que o equipamento sofrerá durante a viagem.
Instrumentos costumam viajar melhor em estojos rígidos com interior moldado, capazes de absorver impactos sem transferi-los diretamente ao instrumento. Já no áudio profissional, flight cases com estrutura reforçada e espuma de densidade adequada ajudam a reduzir vibrações contínuas — um dos fatores que mais desgastam o equipamento ao longo do tempo.
Não basta resistência externa. O interior precisa impedir qualquer movimento. Um equipamento que se desloca poucos milímetros dentro do case durante horas acumula microimpactos suficientes para afetar conectores, válvulas e componentes sensíveis.
O inimigo silencioso: a vibração
Diferente de um impacto forte — facilmente percebido — a vibração constante provoca desgaste gradual e quase invisível. Drivers de alta frequência, válvulas, membranas e partes mecânicas são especialmente vulneráveis.
Em sistemas de PA, por exemplo, as altas frequências costumam ser as primeiras a apresentar perda de desempenho quando o transporte não é bem amortecido. Em baterias, tensões irregulares sobre cascos e ferragens podem causar desalinhamentos mesmo sem quedas ou pancadas aparentes.
A proteção não depende apenas do case individual, mas também da organização dentro do veículo. A distribuição correta do peso evita pressão indevida sobre instrumentos, cones e estruturas acústicas.
Temperatura e umidade: riscos frequentemente ignorados
O deslocamento entre cidades expõe os equipamentos a mudanças climáticas constantes. A madeira reage expandindo e contraindo, enquanto a eletrônica pode sofrer condensação ao passar rapidamente de ambientes frios para quentes.
Abrir um case imediatamente após uma mudança brusca de temperatura pode gerar umidade sobre circuitos ou cápsulas de microfones. Por isso, muitos técnicos preferem aguardar alguns minutos para que o equipamento se estabilize antes de ligá-lo.
Hábitos simples, como evitar guardar equipamentos úmidos ou permitir ventilação antes de fechar os cases, ajudam a prevenir falhas difíceis de identificar posteriormente.
Menos improviso, mais consistência
Em turnês profissionais, a diferença entre uma montagem tranquila e um dia problemático costuma estar na repetição de processos claros. Identificação adequada, organização lógica e rotinas consistentes de carga e descarga reduzem erros humanos e agilizam o trabalho da equipe.
O transporte deixa de ser um momento improvisado e passa a integrar o fluxo técnico do espetáculo.
Transportar bem também é cuidar do som
Quando um instrumento chega estável ao palco, mantém afinação, resposta e confiabilidade. Quando um sistema de áudio é transportado corretamente, preserva sua coerência sonora e reduz o risco de falhas inesperadas.
Na produção ao vivo, muitas decisões importantes acontecem longe do público. O transporte é uma delas. E, embora raramente seja percebido, costuma ser o primeiro passo para que tudo soe como deveria quando as luzes finalmente se acendem.
Estúdio de Gravação
Ovy Ayvu cria palco real para artistas autorais em São Paulo
A Ovy Ayvu vem se consolidando como um novo agente de fortalecimento da cena musical independente paulistana ao oferecer, de forma gratuita, estrutura profissional para gravação, produção e lançamento de artistas autorais.
Desde setembro de 2025, a produtora, que também atua como selo e gravadora, passou a desenvolver o projeto Ovy Sessions, voltado à valorização dos processos criativos e à ampliação de vozes historicamente marginalizadas no mercado.
O projeto surgiu a partir da percepção de que a produção musical independente costuma ser observada apenas pelo resultado final, sem atenção ao percurso criativo, às escolhas estéticas e às histórias que antecedem cada lançamento. A partir disso, a Ovy Ayvu transformou uma sala em um pequeno palco permanente, investindo recursos próprios para criar um espaço físico de acolhimento, escuta e criação artística, onde o tempo e o processo têm a mesma importância que a obra final.
Mais do que prestar serviços técnicos, a proposta da Ovy Sessions é democratizar o acesso à criação musical em nível profissional. O projeto busca garantir que artistas independentes possam desenvolver seus trabalhos com dignidade, qualidade técnica e cuidado estético, em condições semelhantes às de grandes produções, algo ainda pouco acessível fora dos circuitos tradicionais da indústria.
Segundo Will Felix, diretor e produtor executivo da Ovy Sessions, o projeto tem sido mantido integralmente com recursos próprios. “Inscrevi o projeto em editais de cultura, mas até agora não fomos contemplados. Todos os recursos utilizados são nossos. Seguimos buscando parcerias institucionais e investimentos para ampliar o alcance e o número de artistas atendidos”, afirma. Atualmente, a produtora lança um artista por mês, com a meta de alcançar lançamentos quinzenais, dependendo da viabilidade financeira.
A Ovy Ayvu mantém um processo seletivo permanente para novos participantes. Os critérios incluem trabalho exclusivamente autoral, trajetória independente e afinidade com a filosofia do projeto, que entende a música como presença, encontro, experiência e reflexão. O formulário de inscrição está disponível em www.ovyayvu.art.
Além das sessions, a Ovy Ayvu atua como selo e gravadora, sendo responsável por toda a produção audiovisual e digital dos artistas que passam pela casa. Os lançamentos são distribuídos pelo próprio selo, fortalecendo a autonomia artística e ampliando o alcance das obras. Já participaram do projeto artistas como Gabriela Capassi, Uma Luiza da Folha e Natânia Borges. Em dezembro, chega às plataformas o álbum de Brenda Umbelino. O formato prevê o lançamento de um single na primeira semana, seguido da session completa no canal da produtora no YouTube.
Para 2026, a Ovy Ayvu planeja expandir sua atuação com dois novos projetos: Ayvu Sessions e Sarau da Ovy, ambos voltados à circulação contínua, ao registro e à difusão de artistas independentes. A iniciativa reforça o papel da produtora como um espaço ativo de criação, formação de público e fortalecimento da música autoral no contexto urbano de São Paulo.
-
Lojista4 semanas agoLojista: 5 erros comuns na compra de estoque — e como evitá-los no varejo musical
-
Audio Profissional4 semanas agoBose Experience Day 2026 acontece nesta terça-feira em São Paulo
-
Lojista3 semanas agoB2B ou B2C: afinal, o lojista de instrumentos vende para quem hoje?
-
Audio Profissional4 semanas agoClimatização em estúdios e home studios: como proteger equipamentos e melhorar o som
-
Audio Profissional4 semanas agoAEA lança Learning Library, série educativa sobre técnicas reais de gravação
-
Uncategorized1 dia agoBrasil: Darlan Terra assume supervisão de vendas da Pro On Group
-
Audio Profissional4 semanas agoDAS Audio amplia série EVENT com mais opções para o palco
-
Instrumentos Musicais3 semanas agoGuild apresenta F-412 Standard, violões jumbo de 12 cordas fabricados nos EUA







