Músico
Contrabaixista Fernando Rosa fecha parceria com Music Man e Ernie Ball
Publicado
5 anos agoon
Fernando Rosa é um contrabaixista paulistano que atualmente toca com Ed Motta mas também está desenvolvendo seu projeto solo, agora com o apoio oficial das marcas Music Man e Ernie Ball.
Contrabaixista paulistano, Fernando Rosa começou a tocar quando era adolescente. Seu primeiro contato foi com o violão na escola, logo após montou uma banda com amigos e foi para o contrabaixo. “Me apaixonei e desde cedo me tornei músico profissional. Tocando na época com bandas locais, fui crescendo, me desenvolvendo e melhorando cada vez mais minha habilidade com o instrumento, e aí passei a tocar com bandas maiores, comecei a ser remunerado por isso e levar a coisa mais profissionalmente. Isso fez com que me destacasse bastante e fui escalando, mas nunca pensei que iria acontecer isso. Comecei a tocar por prazer e não pensei que iria viver da música mas sempre gostei da ideia de ser artista, de tocar, de toda a questão que envolve um show,” contou Fernando para a Música & Mercado.
Tocar com várias bandas, possibilitou o passo para o estúdio. Ele foi convidado para gravar vários discos, e já tocou com muita gente legal no Brasil e no exterior.
Alguns nomes, por exemplo, são O Teatro Mágico, banda independente que tem muito contato com as pessoas pela internet, Paula Lima, Fernando fez parte de vários grupos de música instrumental, também tocou com o Tomati Trio, viajou com vários músicos instrumentais, como Sammy Figueroa, com quem fez turnê nos Estados Unidos, gravou com Bob Mintzer do Yellow Jackets, Randy Brecker dos Brecker Brothers, e mais.
Atualmente, além de trabalhar no seu projeto solo, Fernando toca com o cantor Ed Motta. “Foi uma grande conquista pois ele sempre foi uma grande referência para mim então é um privilégio muito grande tocar com ele. Faço parte da banda dele há quase três anos o que me levou a fazer vários eventos sensacionais,” disse Fernando. “Também estou trabalhando no meu projeto solo, um projeto que agora me tornei o ‘front man’ e está sendo bastante produtivo, ganhei bastante popularidade principalmente pela internet nesses tempos de confinamento pelo covid onde a gente começou a utilizar mais esse veiculo, foi aí que consegui um grande alcance e também potencializou para que eu desse esse novo passo, essa transição, sair um pouco do ‘side man’ e ir mais para frente, agora como artista. Já estou planejando uma turnê para próximo ano, começando fora do Brasil, em alguns países da Europa, provavelmente seguindo pelos Estados Unidos e depois farei shows também no Brasis claro.”
Music Man e Ernie Ball
Falando sobre instrumentos e acessórios, nessa pandemia, Fernando conseguiu o patrocínio e apoio da Music Man, uma grande empresa de instrumentos, junto com a Ernie Ball na parte de acessórios. “Não tinha endorsement nos segmentos de contrabaixo e acessórios então acabei casando com eles. É um privilégio tratar diretamente com eles lá nos Estados Unidos. Sou o primeiro brasileiro em toda a história da Music Man em ter um patrocínio oficial da marca, diretamente lá em San Luis Obispo, na California. É uma grande conquista e eu adoro pois sempre usei Music Man, faz parte da minha historia. Chamei a atenção deles pelo fato de eu trazer a funk, o soul, o Rhythm and Blues, aquela coisa estilo Bernard Edwards e Louis Johnson. Chamei a atenção deles por causa disso, de um vídeo que eu fiz, eles me procuraram e juntou, porque eu sempre gostei dos instrumentos, sempre tive essa marca, tanto Music Man quanto Fender, que de alguma forma estão ligadas, pois foi Leo Fender que criou ambas as companhias”, destaca Fernando.
Ele contou que a maioria dos baixos que ele tem são dessas duas marcas com modelos, por exemplo, Fnder 65, 66, 72, 73, Music Man 77. “Tenho contrabaixos todos vintage, de outras marcas também, 99% deles são dos anos 1970 ou 1960, pois eu adoro essa tonalidade, é minha principal referência. É muito legal você ter um instrumento que condiz a sonoridade exata que você escuta, muito legal ter os instrumentos que foram usados nessas gravações.”
“Falando sobre o beneficio de ter eles, primeiro é que o proceso de construção é bem diferente do que é hoje. Mesmo que fossem usadas máquinas, eles têm um processo mais manual. Tenho um instrumento da Série L, que aparentemente foi manuseado pelo próprio Leo Fender, bem no comecinho da empresa, quando ele colocava mão nas coisas, depois ele vendeu para a Ernie Ball, e se distanciou um pouco disso. Eu gosto desses instrumentos diferentes, onde a madeira era escolhida cuidadosamente, e uma coisa importante é o tempo, pois a madeira já sofreu a ação de vários tipos de fatores, como o clima, Ela fica muito mais estável e a ressonância dela muda. É como um vinho. A madeira vai sofrendo o impacto do tempo e vai soando diferente. Hoje você tem um processo de estufa ou a madeira ainda está verde e é diferente. Não é que seja ruim mas o instrumento vintage tem uma característica sonora muito peculiar. Eu gosto disso, principalmente tem a ver com o comentei antes, conseguir a sonoridade que eu escuto nos vinis que foram gravados na maioria nas décadas de 1960 e 1970. então você ter esse som na sua mão é incrível”, enfatizou o músico.
“Não posso escolher um modelo como preferido porque cada um tem uma peculiaridade e é você que escolhe qual seria melhor em cada momento. Sempre uso de 4 cordas porque para mim tem uma sonoridade diferente. Todos os artistas de referência que eu tenho usavam instrumentos de 4 cordas. Não troco muito as cordas e achei legal que a Ernie Ball tem umas cordas que não têm tanto brilho, não é tão aberta, para quem gosta de um som mais fechado recomendo os encordoamentos dessa marca. Tanto flat como round, eles têm muito boas cordas, além disso eles me dão uma assistência muito boa,” finalizou.
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Músico
Como transportar instrumentos e equipamentos de áudio em turnês e shows
Publicado
5 dias agoon
05/03/2026
O que acontece antes do palco muitas vezes define o que acontece sobre ele.
No universo das turnês e produções ao vivo, a qualidade do som não depende apenas do equipamento utilizado ou da experiência do técnico. Uma parte importante do resultado — e também dos problemas — começa muito antes do primeiro acorde: durante o transporte.
Instrumentos musicais e sistemas de áudio são projetados para suportar uso intenso, mas não necessariamente manuseio inadequado. Vibrações constantes, variações de temperatura, pressão mal distribuída ou embalagens incorretas podem gerar danos progressivos que só aparecem quando o sistema já está em operação.
Por isso, transportar corretamente não é apenas uma questão logística. É parte do cuidado técnico com o equipamento.
O case não é acessório — é parte do sistema
Um erro comum é tratar o case apenas como proteção básica. Na prática, o tipo de case determina o nível de estresse mecânico que o equipamento sofrerá durante a viagem.
Instrumentos costumam viajar melhor em estojos rígidos com interior moldado, capazes de absorver impactos sem transferi-los diretamente ao instrumento. Já no áudio profissional, flight cases com estrutura reforçada e espuma de densidade adequada ajudam a reduzir vibrações contínuas — um dos fatores que mais desgastam o equipamento ao longo do tempo.
Não basta resistência externa. O interior precisa impedir qualquer movimento. Um equipamento que se desloca poucos milímetros dentro do case durante horas acumula microimpactos suficientes para afetar conectores, válvulas e componentes sensíveis.
O inimigo silencioso: a vibração
Diferente de um impacto forte — facilmente percebido — a vibração constante provoca desgaste gradual e quase invisível. Drivers de alta frequência, válvulas, membranas e partes mecânicas são especialmente vulneráveis.
Em sistemas de PA, por exemplo, as altas frequências costumam ser as primeiras a apresentar perda de desempenho quando o transporte não é bem amortecido. Em baterias, tensões irregulares sobre cascos e ferragens podem causar desalinhamentos mesmo sem quedas ou pancadas aparentes.
A proteção não depende apenas do case individual, mas também da organização dentro do veículo. A distribuição correta do peso evita pressão indevida sobre instrumentos, cones e estruturas acústicas.
Temperatura e umidade: riscos frequentemente ignorados
O deslocamento entre cidades expõe os equipamentos a mudanças climáticas constantes. A madeira reage expandindo e contraindo, enquanto a eletrônica pode sofrer condensação ao passar rapidamente de ambientes frios para quentes.
Abrir um case imediatamente após uma mudança brusca de temperatura pode gerar umidade sobre circuitos ou cápsulas de microfones. Por isso, muitos técnicos preferem aguardar alguns minutos para que o equipamento se estabilize antes de ligá-lo.
Hábitos simples, como evitar guardar equipamentos úmidos ou permitir ventilação antes de fechar os cases, ajudam a prevenir falhas difíceis de identificar posteriormente.
Menos improviso, mais consistência
Em turnês profissionais, a diferença entre uma montagem tranquila e um dia problemático costuma estar na repetição de processos claros. Identificação adequada, organização lógica e rotinas consistentes de carga e descarga reduzem erros humanos e agilizam o trabalho da equipe.
O transporte deixa de ser um momento improvisado e passa a integrar o fluxo técnico do espetáculo.
Transportar bem também é cuidar do som
Quando um instrumento chega estável ao palco, mantém afinação, resposta e confiabilidade. Quando um sistema de áudio é transportado corretamente, preserva sua coerência sonora e reduz o risco de falhas inesperadas.
Na produção ao vivo, muitas decisões importantes acontecem longe do público. O transporte é uma delas. E, embora raramente seja percebido, costuma ser o primeiro passo para que tudo soe como deveria quando as luzes finalmente se acendem.
Estúdio de Gravação
Ovy Ayvu cria palco real para artistas autorais em São Paulo
Publicado
1 mês agoon
06/02/2026
A Ovy Ayvu vem se consolidando como um novo agente de fortalecimento da cena musical independente paulistana ao oferecer, de forma gratuita, estrutura profissional para gravação, produção e lançamento de artistas autorais.
Desde setembro de 2025, a produtora, que também atua como selo e gravadora, passou a desenvolver o projeto Ovy Sessions, voltado à valorização dos processos criativos e à ampliação de vozes historicamente marginalizadas no mercado.
O projeto surgiu a partir da percepção de que a produção musical independente costuma ser observada apenas pelo resultado final, sem atenção ao percurso criativo, às escolhas estéticas e às histórias que antecedem cada lançamento. A partir disso, a Ovy Ayvu transformou uma sala em um pequeno palco permanente, investindo recursos próprios para criar um espaço físico de acolhimento, escuta e criação artística, onde o tempo e o processo têm a mesma importância que a obra final.
Mais do que prestar serviços técnicos, a proposta da Ovy Sessions é democratizar o acesso à criação musical em nível profissional. O projeto busca garantir que artistas independentes possam desenvolver seus trabalhos com dignidade, qualidade técnica e cuidado estético, em condições semelhantes às de grandes produções, algo ainda pouco acessível fora dos circuitos tradicionais da indústria.
Segundo Will Felix, diretor e produtor executivo da Ovy Sessions, o projeto tem sido mantido integralmente com recursos próprios. “Inscrevi o projeto em editais de cultura, mas até agora não fomos contemplados. Todos os recursos utilizados são nossos. Seguimos buscando parcerias institucionais e investimentos para ampliar o alcance e o número de artistas atendidos”, afirma. Atualmente, a produtora lança um artista por mês, com a meta de alcançar lançamentos quinzenais, dependendo da viabilidade financeira.
A Ovy Ayvu mantém um processo seletivo permanente para novos participantes. Os critérios incluem trabalho exclusivamente autoral, trajetória independente e afinidade com a filosofia do projeto, que entende a música como presença, encontro, experiência e reflexão. O formulário de inscrição está disponível em www.ovyayvu.art.
Além das sessions, a Ovy Ayvu atua como selo e gravadora, sendo responsável por toda a produção audiovisual e digital dos artistas que passam pela casa. Os lançamentos são distribuídos pelo próprio selo, fortalecendo a autonomia artística e ampliando o alcance das obras. Já participaram do projeto artistas como Gabriela Capassi, Uma Luiza da Folha e Natânia Borges. Em dezembro, chega às plataformas o álbum de Brenda Umbelino. O formato prevê o lançamento de um single na primeira semana, seguido da session completa no canal da produtora no YouTube.
Para 2026, a Ovy Ayvu planeja expandir sua atuação com dois novos projetos: Ayvu Sessions e Sarau da Ovy, ambos voltados à circulação contínua, ao registro e à difusão de artistas independentes. A iniciativa reforça o papel da produtora como um espaço ativo de criação, formação de público e fortalecimento da música autoral no contexto urbano de São Paulo.
Music Business
Ecad e Secretaria da Cultura de SP firmam parceria sobre licenciamento musical no estado
Publicado
1 mês agoon
05/02/2026
O Ecad e a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo firmaram uma parceria para ampliar a conscientização e incentivar o licenciamento correto da execução pública de música em todo o território paulista.
A iniciativa reforça que o pagamento de direitos autorais é obrigatório por lei e essencial para valorizar compositores, intérpretes e demais criadores, garantindo a continuidade da produção musical.
O projeto foi lançado nesta segunda-feira (26/01), durante o encontro anual do governo estadual com gestores de Cultura dos 645 municípios paulistas. Entre as ações previstas estão orientações sobre a necessidade de autorização prévia para a execução pública de música e a realização de workshops de capacitação voltados a gestores culturais. As formações serão conduzidas pelo CULTSP PRO – Escolas de Profissionais da Cultura, programa de qualificação dedicado aos setores culturais e criativos.
Segundo Karina Guerreiro, gerente regional do Ecad em São Paulo, o estado ocupa uma posição estratégica no ecossistema musical brasileiro. “São Paulo tem um papel central na música do país, tanto pelo volume de arrecadação quanto pelo impacto cultural e econômico que gera. Essa parceria reforça nosso compromisso de orientar os gestores públicos sobre a importância do licenciamento musical correto, garantindo que os criadores sejam remunerados de forma justa”, afirmou.
Dados do Ecad indicam que São Paulo lidera a arrecadação de direitos autorais de execução pública no Brasil. Em 2025, o estado ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão arrecadado, o que representa 51% do total nacional. O resultado evidencia a relevância paulista na promoção do licenciamento musical e seus reflexos positivos para a economia criativa e as políticas culturais.
Para a secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Marilia Marton, a parceria traz benefícios diretos aos municípios. “Conhecer e compreender os direitos autorais é fundamental para a gestão cultural, especialmente em um país onde a música é um dos principais pilares da cultura. Essa troca de conhecimento fará a diferença para os gestores e para o fortalecimento do setor”, concluiu.
Áudio
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