Amplificadores
Mitos e verdades sobre amplificadores valvulados – Parte 4
Neste capítulo da nossa série vamos conhecer a diferença entre válvulas e a quantidade de válvulas em um amplificador.
Hoje nossa conversa é sobre o que de mais importante existe sobre nosso assunto: válvulas ! São componentes ativos dos mais antigos que existem mas que não morreram ainda, e nem vão morrer tão cedo, pois possuem uma qualidade única, incomparável, que os coloca neste patamar eternamente.
As válvulas de saída são as mais importantes na característica de timbre do amplificador. Estão no último estágio de amplificação do circuito antes do alto falante. As mais comuns historicamente usadas em amplificadores de guitarra e suas características são:
- EL84 > baixa potência e timbre limpo médio agudo, drive bem rasgado nos médios. Famosa no Vox AC30
- 6V6 > baixa potência e timbre equilibrado, é a “versão menor” da 6L6. Famosa nos Fender Princeton
- 6L6 > alta potência, timbre equilibrado com graves poderosos no limpo. A 6L6 se mistura com o timbre Fender limpo nos aparelhos clássicos de 50W e acima
- EL34 > alta potência, equilibrada no limpo e bem rasgada nos médios quando saturada, é a válvula mais rock que existe, famosa nos Marshall 50/100W desde a década de 60 e responsável por tudo que a banda AC/DC fez até hoje.
O timbre da válvula é sempre mais marcante quando ela trabalha mais saturada justamente pela maior produção de harmônicos quando a válvula mostra sua cara gerando a distorção harmônica de acordo com a sua característica.
Escolher um determinado amplificador apenas pela válvula de saída nem sempre pode ser uma boa. Escolher pela faixa de potência muitas vezes é mais indicado porque pode-se ter a mesma característica de timbre mas num aparelho mais compatível com a situação em que se está tocando.
A grosso modo podemos afirmar que em timbre EL34 e EL84 são irmãs maior e menor enquanto 6L6 e 6V6 também o são, timbres parecidos mas maior e menor potência respectivamente.
As válvulas de pré são as menorzinhas e aparecem em menor quantidade ,no mínimo uma, nos aparelhos de baixa potência e em maior quantidade, variável, nos aparelhos de potência maior.
A quantidade de válvulas no pré se explica pela necessidade de amplificar o sinal até que seja suficiente para as válvulas de saída renderem o seu máximo. Achar que um amplificador satura mais ou menos por ter mais válvulas no pré pode ser enganoso. Algumas podem ser usadas no loop, no reverb de mola, em canais paralelos como nos modelos antigos, etc. Além disso a saturação depende muito do circuito e como ele opera e não simplesmente da quantidade de válvulas no pré.
As válvulas de pré mais usadas em praticamente 100% dos valvulados pra guitarra são:
- 12AX7 > a mais comum de todas e que tem maior fator de amplificação = 100.
- 12AT7 > mais usada em reverb valvulado, etapas inversoras e uma boa mod quando se deseja diminuir o ganho de um amplificador, fator = 70.
- 12AU7 > reverb valvulado, inversora, baixo ganho com fator = 17 . Também uma boa mod pra diminuir mais ainda o ganho, sempre com consequente diminuição de volume.
O timbre destas válvulas de pré está mais associado ao fabricante do que ao modelo, sempre mostrando mais a “cara” quando saturadas, gerando harmônicos.
Uma boa experimentação é ter algumas 12AX7 de marcas diferentes e instalá-las em diferentes posições para perceber alterações de timbre.
Alguns fabricantes inclusive oferecem mais de um tipo de 12AX7, elas são todas compatíveis entre si e apresentam nuances interessantes na sonoridade. São modificações boas para a busca do detalhe do timbre, chegar naquele cabelinho que faltava …
Não existe necessidade de nenhum ajuste no circuito para trocar as de pré, basta retirar uma e colocar a outra em seu lugar.
Muitas vezes trocar a marca das válvulas de pré, ou até mesmo trocar o modelo das válvulas de saída quando o circuito assim o permitir mudará a característica do aparelho de tal forma que pode ser mais compensatório, simples e seguro do que procurar por outro amplificador. Lembrando que para a troca das válvulas de saída o respectivo ajuste de bias é necessário e recomendado que seja feito em oficina especializada.
Na próxima edição falaremos sobre os tipos de montagem dos circuitos dos amplificadores valvulados. Ponto a ponto x PCB, etc. Até lá!
Esse texto de forma alguma tem a intenção de encerrar este assunto, pelo contrário, ele mostra uma síntese do que ocorre na prática e eu me mostro sempre aberto a opiniões complementares e discordantes de quem quer que seja. O importante é trazermos as questões para serem discutidas e não tratar qualquer tipo de abrangência de determinado assunto como verdade absoluta.
Amplificadores
Amplificador BEAM MINI da Blackstar com modelagem digital e uso portátil
Equipamento combina conectividade, simulação avançada e formato portátil para prática, gravação e criação de conteúdo.
A Blackstar anunciou o BEAM MINI, um amplificador compacto de mesa voltado para guitarristas, baixistas e usuários de violão que buscam mobilidade com qualidade sonora.
O modelo chega ao mercado global hoje, 24 de março de 2026.
Áudio expandido em formato compacto
Mesmo com dimensões reduzidas, o BEAM MINI traz:
- dois alto-falantes full-range de 60 mm
- dois radiadores passivos de graves
- tecnologia Super Wide Stereo
O resultado é uma reprodução mais ampla e definida, tanto para instrumento quanto para áudio via Bluetooth.
Modelagem e controle
O amplificador utiliza modelagem digital em nível de componentes, incluindo:
- 12 modelos de amplificadores de guitarra
- 3 modelos de baixo
- 2 vozes acústicas e simulador de violão
O controle é feito diretamente no equipamento com o sistema SpeedDial, além de recursos adicionais via aplicativo, que oferece presets e ajustes avançados.
Recursos para músicos atuais
Entre as funcionalidades estão:
- Bluetooth para reprodução de áudio
- efeitos com ajuste rápido (XpressFX)
- entrada de microfone com reverb
- tecnologia CabRig baseada em IR
O equipamento atende aplicações como prática, composição, streaming e gravação.
Com construção IP66 e até 18 horas de bateria, o BEAM MINI foi projetado para uso portátil.
Amplificadores
Hartke lança o cabeçote de baixo TX7500 de 800 W
Novo modelo leve combina potência para palco e recursos de conexão para estúdio.
Hartke anunciou o lançamento do TX7500, novo cabeçote de baixo que amplia a linha de amplificadores leves da série TX.
O modelo foi projetado para baixistas que atuam tanto em palco quanto em estúdio, combinando alta potência com portabilidade.
Potência para rigs de grande porte
O TX7500 entrega 800 watts a 4 ohms, permitindo alimentar desde setups compactos até sistemas de amplificação maiores.
O equipamento possui saídas 1/4” e SpeakOn, possibilitando conexão com diferentes tipos de caixas de baixo.
O sistema também inclui ventilação ativa por ventoinha, permitindo operação contínua em apresentações ou sessões prolongadas.
Construção leve para músicos em turnê
O cabeçote utiliza chassi metálico, desenvolvido para suportar o uso em turnês e transporte frequente.
Mesmo com essa construção robusta, o equipamento pesa cerca de 3,8 kg (8,5 lb) e conta com alça integrada para facilitar o transporte.
Pés de borracha de grande tamanho ajudam a manter o amplificador estável sobre a caixa mesmo em volumes elevados.
Recursos de timbre e gravação
O TX7500 também inclui funções voltadas para gravação e modelagem de timbre:
- controle de Drive para adicionar saturação
- compressor para controle de dinâmica
- equalizador gráfico e controles de frequência
- botões Brite e Shape para ajuste de agudos e graves
O modelo também oferece loop de efeitos com conexões send/return de 1/4” e saída direta XLR com ground lift, permitindo enviar sinal direto para sistemas de PA ou interfaces de gravação.
Amplificadores
MESA/Boogie revive o 90s Triple Rectifier Solo Head
Versão de alta potência de um dos amplificadores mais influentes do rock.
A MESA/Boogie anunciou o lançamento do 90s Triple Rectifier Solo Head, um amplificador de alta potência que se posiciona como o “irmão mais potente” do lendário Dual Rectifier e um dos modelos mais influentes na história do som da guitarra moderna.
Desde seu lançamento original em 1992, a família Rectifier se tornou referência no universo do rock e do heavy metal, ajudando a redefinir o som de alta distorção característico desses estilos. Esses amplificadores ficaram conhecidos por criar verdadeiras paredes de som com alto ganho, ideais para riffs pesados, afinações graves e linhas de baixo marcantes que marcaram uma geração.

A nova versão do Triple Rectifier chega com uma estética “blackout” em edição limitada, incluindo chassi preto, controles Speed Knobs também em preto e o clássico painel frontal Diamond Plate em acabamento escuro. O visual reforça a identidade agressiva e poderosa do amplificador.
Na parte traseira, o equipamento revela um conjunto adicional de válvulas de retificação e potência que formam uma parede de vidro iluminado, antecipando o impacto sonoro liberado ao acionar o interruptor de standby. Esse design ajuda a consolidar o Triple Rectifier como um verdadeiro ícone do rock.
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