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Henrique Portugal: o cliente sempre tem razão
Do ponto de vista artístico, começo a enxergar mais modelos. Você poderá ver shows de dentro do carro, em espaços reservados ou em casa, por meio da sua smartv ou celular
O último show que o SKANK fez antes da pandemia foi em um transatlântico. Embarcamos na cidade de Santos, fizemos o show durante a noite, no deck do navio, completamente lotado, e desembarcamos no dia seguinte em Búzios.
Este show aconteceu uma semana antes do fechamento das cidades brasileiras. O navio era de bandeira italiana, com tripulação de vários países do mundo e um número infinito de dúvidas sobre como era o processo de disseminação do vírus. Pairava no ar a questão. Caso aparecesse alguém com sintomas da doença, teríamos que ficar em quarentena embarcados. No final, deu tudo certo e voltamos para casa felizes da vida.
Desde o inicio da pandemia, o SKANK fez algumas Lives. Esta é uma experiência nova, pois você está, ao vivo, tocando para milhares de pessoas e por meio da Internet. No entanto, paradoxalmente, em ambientes frios e extremamente controlados. A live no Mineirão foi o maior exemplo. Acabamos de completar 10 anos do nosso DVD, gravado no estádio, com a presença de 54 mil pessoas.
Em maio deste ano, fizemos um novo show com o estádio completamente vazio, sendo que do outro lado das câmeras haviam 350 mil pontos nos assistindo, simultaneamente, e mais de 3 milhões de visualizações. É um outro mundo.
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Na semana passada toquei em um DRIVE-IN com o meu projeto eletrônico chamado NIE MYER. Foi sensacional, um modelo completamente diferente do que já fiz na minha vida. Um novo passo em direção à normalidade: você toca para um número menor de pessoas, que escutam o show por meio de uma sintonia FM, dentro de seus carros, buzinando e piscando o farol nos momentos mais empolgados. O Metallica, por exemplo, organizou um show para um número absurdo de drive-ins nos EUA.
Maio de 2020 – Live do Skank gravada no Mineirão: 350 mil pontos nos assistindo, simultaneamente, e mais de 3 milhões de visualizações.
A retomada será lenta e gradual. Adquirimos um medo que será dissipado aos poucos. A palavra mais afetada pela covid19 foi ‘cotidiano’. Por outro lado, uma que precisa ser lembrada a todo momento é a ‘paciência’.
Não gosto do nome ‘novo normal’, é simplificar esta transformação que estamos passando. Aprendemos novas lições, novas tecnologias e adquirimos novos costumes. É praticamente um princípio da dialética. Nunca seremos as mesmas pessoas depois desta experiência, pois ao passarmos pelos mesmos lugares não seremos as mesmas pessoas e os lugares não serão os mesmos.
Dentre todas as experiências que estamos passando no meio artístico, eu começo a enxergar um novo modelo. Nele, você poderá ver os shows de dentro do seu carro, em espaços reservados, com poucas pessoas ou, se quiser ficar em casa, poderá ver através da sua smartv ou celular.
Isto já está acontecendo na Cidade das Artes no Rio de Janeiro. Múltiplas opções para o mesmo show. Não existe apenas um formato, o que existe é um formato que fica mais apropriado para você. Afinal de contas, o cliente sempre tem razão.
Conteúdo originalmente postado no site do jornal Estado De Minas, publicado aqui com autorização do autor.
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Laboratório de Música da Periferia lança álbum com jovens artistas de Belo Horizonte
Projeto reúne oito participantes e apresenta disco colaborativo com nove faixas.
O Laboratório de Música da Periferia lançou o álbum “Laboratório de Música da Periferia – Vol. 1”, resultado de um processo formativo e colaborativo realizado com jovens artistas de Belo Horizonte. O projeto foi viabilizado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Alctel, e o disco está disponível nas plataformas digitais via ONErpm desde 27 de março.
A iniciativa selecionou oito artistas de diferentes regionais da cidade — Akin Zahin, DaVisão, Elaisa de Souza, Imane Rane, Lamartine, Lótus, Miuk e Nanda Cardoso — para participar de uma residência criativa ao longo do segundo semestre de 2025. O processo incluiu etapas de composição, produção musical, gravação, edição, mixagem e masterização, com acompanhamento de profissionais do mercado.
Segundo Hênrique Cardoso, produtor e idealizador do projeto, a proposta foi criar um ambiente de formação e experimentação voltado ao desenvolvimento artístico. “O projeto se destaca pelo caráter inovador de revelar, fortalecer e difundir a produção musical jovem e periférica, promovendo trocas, colaboração e qualificação artística em um modelo de residência criativa”, afirma.

O processo seletivo foi realizado por meio de inscrição online, com análise de perfil e trajetória dos candidatos, priorizando diversidade de gênero, raça e território. A participação foi gratuita e incluiu formação técnica, acompanhamento artístico e apoio financeiro para despesas de transporte.
Para Iasmine Amazonas, Head Global de Marketing Institucional da ONErpm, o projeto amplia o acesso à produção musical. “Com essa iniciativa, ampliamos o acesso e valorizamos vozes das periferias de Belo Horizonte”, afirma.
A coordenadora do projeto na ONErpm, Vitória Toledo, destaca o caráter coletivo da iniciativa. “O projeto envolve os participantes em todas as etapas de produção de um álbum, com resultado consolidado em um disco completo e apresentação ao vivo”, diz.
O lançamento foi acompanhado por um show realizado em 26 de março, com os participantes executando as faixas ao vivo, ao lado de uma banda base e artistas convidados.
O projeto integra ações voltadas à formação musical e circulação de novos talentos, com foco na produção independente e no fortalecimento da cena local.
Foto de: Iago Viana
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ONErpm e Todah Music renovam parceria e projetam expansão no mercado gospel
A ONErpm anunciou a renovação de contrato com a Todah Music, gravadora independente brasileira especializada em música cristã contemporânea.
O novo acordo marca o início de um ciclo estratégico focado em expansão internacional, fortalecimento de artistas e ampliação da presença da música gospel nas plataformas digitais.
Segundo Arthur Fitzgibbon, presidente da ONErpm Brasil, a renovação reforça a atuação da empresa no segmento. “A parceria consolida nossa presença no mercado gospel e amplia as oportunidades de projeção internacional para o catálogo da Todah Music”, afirmou.
Para Alessandro Porfírio, CEO e cofundador da Todah Music, o novo acordo representa um avanço na trajetória da gravadora. “Entramos em um novo ciclo com equipes mais integradas, processos mais maduros e metas claras de crescimento e alcance global”, disse.
Fundada em 2012 por Osmar Goulart e Alessandro Porfírio, a Todah Music integra o Grupo Todah, que reúne outros selos e projetos como raíSys Music, 100 Preconceito, Urban Music, Todah Covers, Todah Experience e Todah Kids. O canal oficial da gravadora no YouTube soma mais de 6,3 bilhões de visualizações e cerca de 8,2 milhões de inscritos.
O catálogo da empresa inclui artistas como Valesca Mayssa, Stella Laura, Sued Silva, Kemilly Santos, Kailane Frauches, Kellen Byanca, Canção e Louvor e Banda Som e Louvor, além da recente contratação da cantora Damares.
Nos últimos anos, artistas ligados à Todah Music também acumularam mais de 30 indicações ao Troféu Gerando Salvação, uma das premiações do segmento gospel no país.
De acordo com Jennifer Evaristo, responsável pela área gospel da ONErpm, o trabalho da gravadora tem se destacado pela capacidade de desenvolver novos talentos e repertórios que alcançam forte adesão do público. “Quando uma música ultrapassa o ambiente digital e passa a fazer parte do repertório das igrejas, seu alcance cresce de forma orgânica”, explicou.
Direitos Autorais
Ecad distribui R$ 1,7 bilhão em direitos autorais em 2025
Arrecadação cresce 15% e streaming passa a representar um terço da receita total.
O Ecad encerrou 2025 com R$ 2,1 bilhões arrecadados e R$ 1,7 bilhão distribuído em direitos autorais, segundo o relatório anual divulgado pela instituição. Os valores representam crescimento de 15% na arrecadação e de 10% na distribuição em relação ao ano anterior.
Ao todo, mais de 345 mil artistas e compositores, brasileiros e estrangeiros, receberam repasses referentes à execução pública de músicas em diferentes ambientes, como rádio, TV, shows, eventos, plataformas digitais e estabelecimentos comerciais.
Streaming lidera crescimento
O segmento digital consolidou-se como o principal motor de crescimento do Ecad em 2025. A arrecadação proveniente de plataformas online passou a representar 33,6% do total, com aumento de 47,2% em comparação com 2024.
Outro destaque foi o setor de shows e eventos, que registrou alta de 13,2%, impulsionado pelo crescimento de turnês nacionais, grandes festivais e eventos de entretenimento no país.
Maior parte dos recursos fica no Brasil
Do total distribuído, 78% foram destinados a artistas e compositores nacionais. O valor médio recebido por titular foi de R$ 4,6 mil, crescimento de 8,8% em relação ao ano anterior.
Entre os segmentos que mais cresceram na distribuição estão Festas Juninas, Carnaval e música ao vivo, refletindo a retomada e expansão de eventos culturais presenciais.
Tecnologia e monitoramento musical
O relatório também aponta o avanço do uso de tecnologia no monitoramento de execuções musicais. Em 2025, o Ecad identificou 5,8 trilhões de execuções musicais em plataformas digitais e cerca de 50 bilhões de exibições de conteúdos audiovisuais.
Nos segmentos de rádio e televisão, os sistemas de identificação automática de músicas já se aproximam de 100% de precisão, aumentando a capacidade de rastrear e remunerar corretamente os titulares.
Inteligência artificial entra no debate regulatório
Outro tema acompanhado pela instituição foi a regulamentação da inteligência artificial aplicada à música, especialmente o Projeto de Lei nº 2.338/23. O Ecad defende que o uso de IA respeite princípios como consentimento, reconhecimento e remuneração justa aos criadores.
Segundo Isabel Amorim, superintendente executiva do Ecad, os resultados refletem investimentos em tecnologia e aprimoramento da gestão coletiva:
“Os resultados de 2025 reforçam a força da gestão coletiva e nosso compromisso com a valorização da música. Investimos em tecnologia e inovação para uma distribuição cada vez mais eficiente e transparente”, afirmou.
Apesar dos avanços, o relatório aponta que a inadimplência de alguns órgãos públicos e grandes eventos ainda representa um desafio, levando a instituição a ampliar acordos e ações para regularizar o pagamento de direitos autorais em diferentes regiões do país.
Relatório completo aqui.
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