Solez Strings quer ganhar o mundo
Publicado
8 anos agoon
A fabricante brasileira de cordas para instrumentos quer ampliar suas vendas para outros países
Os sonhos são o combustível do mundo, e aqui a história não foi diferente. Criada a partir do desejo de disponibilizar produtos com algo mais do que a tão banalizada qualidade dos dias atuais, a Solez Ltda. manteve esse objetivo nobre. Em maio de 2000, a empresa nasceu em Belo Horizonte a partir da importadora de acessórios e de instrumentos musicais de um de seus sócios.
Até então a companhia se dedicava à fabricação de palhetas Ferez e à importação das cordas Solez, fabricadas nos Estados Unidos e distribuídas nacionalmente com exclusividade. Sempre focada nas necessidades de seus clientes primários (lojistas) e principalmente nos consumidores finais (músicos), a empresa teve um crescimento rápido e reconhecimento sólido no mercado.
“O foco nas cordas veio devido à carência de qualidade de produtos nesse segmento”, disse o sócio-diretor Tarcísio Cunha de Moura. “Eu almejava trazer algo novo e diferenciado, criar uma tecnologia exclusiva e revolucionária no mercado brasileiro, e consegui!”
A fabricação hoje
A produção acontece na cidade de Araxá, em Minas Gerais, onde o sócio-diretor reside e pode cuidar ainda melhor da fábrica. Tem em média 32 funcionários e produz cerca de 400 mil itens ao ano, contando com máquinas especializadas alemãs, italianas e algumas fabricadas por eles mesmos em Araxá, com alta tecnologia e produtividade.
A Solez conta com uma linha imensa de encordoamentos para contrabaixo, guitarra, violão, guitarra e viola. Em 2013, lançou a sua mais nova tecnologia DLP (dual layer protection ou proteção de camada dupla), que protege as cordas primas de violão, viola e guitarra da oxidação causada pelo suor e sujeira das mãos.
Tem também a Groove, a linha intermediária da Solez, que conta com uma tecnologia chamada DLS, um banho protetor sobre os metais com dupla camada que apresenta boa resistência, aproximando-se do DLP, mas com custo mais reduzido.
Outra linha destacada para os músicos iniciantes é a Monterey, que, apesar de ser a mais básica, já conta com feedbacks muito
plausíveis sobre sua qualidade.
Além de cordas, a empresa disponibiliza uma série de limpadores para instrumentos musicais, pinos, correias e uma linha de camisetas que em breve estará nas lojas.
Fora do Brasil
A linha de produtos da Solez não está sendo distribuída apenas nos estados brasileiros — a empresa já atende clientes de países limítrofes, como Chile e Argentina, e tem um grande objetivo para 2018. Tarcísio explica: “Este ano almejamos atender toda a América Latina! Já estamos reunindo esforços de marketing e buscando por novos artistas na região. Até o momento, estamos atendendo os clientes diretamente e traçando a estratégia apropriada para dar os próximos passos”.
A empresa planeja começar a expandir suas atividades primeiro na América do Sul. “Achamos que nossos produtos terão muito sucesso, já que estamos tendo notícias de conhecimento e aprovação de artistas do exterior. Muitos já estão pedindo pelas cordas em algumas lojas”, destacou.
“Acredito que a América Latina seja um mercado promissor e de certa forma carente. Temos certeza de que nossos produtos encontrarão consumidores que procuram exatamente o que estamos oferecendo: tocabilidade, durabilidade, timbre e afinação.”
Com esse objetivo em mente, a Solez está trabalhando para melhorar sempre. “Temos paixão pela inovação e pelo desafio. Acredito que aqueles que utilizam nossos produtos podem comprovar o que estamos dizendo”, concluiu o sócio-diretor.
Mais informações: solez.com.br
Audio Profissional
Neumann revive uma lenda com o retorno do microfone valvulado M 50 V
Publicado
5 horas agoon
28/01/2026
A Neumann anunciou o relançamento do M 50 V, uma reedição fiel de um dos microfones mais icônicos da história da gravação.
Apresentado originalmente em 1951, o M 50 tornou-se uma referência para captação de orquestras e foi fundamental no desenvolvimento da técnica Decca Tree, ainda hoje padrão em gravações de música clássica e trilhas sonoras.
O novo M 50 V mantém o conceito acústico original, incluindo a cápsula omnidirecional de pequeno diafragma montada em uma esfera de 40 mm. Como atualização, a Neumann adotou um diafragma de titânio, que melhora a estabilidade e a durabilidade sem alterar o caráter sonoro que consagrou o modelo.

O microfone combina o circuito original com uma válvula subminiatura de ruído extremamente baixo e um conector selado contra interferências de RF, adequado às exigências dos ambientes modernos de gravação. A fonte de alimentação NM V incluída se ajusta automaticamente à tensão da rede elétrica e é compatível tanto com o novo M 50 V quanto com unidades históricas do M 50.
Segundo a Neumann, cada unidade é fabricada à mão na Alemanha, sob encomenda, com produção limitada e controle individual de qualidade. O modelo é voltado principalmente para gravações orquestrais, música para cinema e produções em estéreo, surround e formatos imersivos, preservando a mesma resposta de graves, imagem espacial e comportamento transitório que tornaram o M 50 um padrão da indústria.
Além do uso histórico na música clássica, o M 50 também foi amplamente utilizado como microfone de ambiência em gravações de pop e jazz, especialmente para baterias, metais e conjuntos, graças à sua resposta omnidirecional e à sua característica presença nas altas frequências.
Cuidados simples que evitam ruídos, falhas intermitentes e prejuízos no estúdio e na estrada.
Em estúdios, palcos e sistemas instalados, os cabos e conectores quase sempre são os primeiros a falhar — e os últimos a receber manutenção. Na prática, uma enorme parte dos problemas de ruído, perda de sinal e falhas intermitentes nasce exatamente aí: cabos cansados, conectores oxidados e patchbays mal cuidados.
A boa notícia: a maioria desses problemas pode ser evitada com procedimentos simples e rotina básica de manutenção.
Vida útil: cabos balanceados vs. desbalanceados
Nem todos os cabos envelhecem da mesma forma.
- Cabos balanceados (XLR, TRS balanceado) têm maior imunidade a ruído e costumam resistir melhor ao tempo, desde que bem construídos e bem tratados.
- Cabos desbalanceados (TS, RCA) são mais sensíveis a interferência e ao desgaste da blindagem. Em ambientes de uso intenso, sua vida útil costuma ser menor.
O que mais desgasta cabos:
- Dobras sempre no mesmo ponto
- Tração pelo conector
- Enrolamento incorreto
- Umidade, suor e poeira
Sinais claros de oxidação e fadiga
Alguns sintomas típicos:
- Estalos ao mexer no cabo
- Queda intermitente de sinal
- Mudanças de nível ou timbre sem explicação
- Conectores opacos, esverdeados ou com resíduos
Em patchbays, a oxidação interna costuma aparecer como:
- Canais que falham só em determinadas posições
- Contatos que “voltam” quando o patch é movimentado
Nesses casos, limpeza preventiva com produto específico para contatos costuma resolver — e prolongar bastante a vida útil do sistema.
Como enrolar corretamente (e por que isso muda tudo)
O método correto é o over-under (sobre–baixo), padrão em touring profissional.
Vantagens:
- Evita torção interna do condutor
- Reduz estresse mecânico no cobre e na malha
- Faz o cabo “cair reto” ao desenrolar
- Aumenta significativamente a vida útil
Enrolar sempre “girando para o mesmo lado” cria memória mecânica e, com o tempo, rompe o condutor por dentro, mesmo que o cabo pareça perfeito por fora.
Patchbay: o coração — e o ponto mais crítico
Em muitos estúdios, o patchbay é: “O coração do sistema e, muitas vezes, a maior fonte de problemas.”
Boas práticas:
- Exercitar os pontos de conexão periodicamente
- Limpar contatos uma ou duas vezes por ano
- Identificar tudo claramente
- Evitar cabos de baixa qualidade em rotas críticas
Um patchbay mal cuidado pode comprometer todo o sistema, mesmo com equipamentos de alto nível.
Soluções práticas para estúdio e estrada
No estúdio:
- Inventário e rodízio de cabos
- Testes periódicos com multímetro ou testador
- Limpeza preventiva anual
- Substituição imediata de cabos suspeitos
Na estrada e em eventos:
- Separar cabos por tipo e comprimento
- Usar bags ou cases ventilados
- Etiquetar tudo
- Nunca guardar cabos úmidos ou sujos
Infraestrutura invisível — mas crítica
Num mercado cada vez mais exigente em confiabilidade, cabos, conectores e patchbays deixaram de ser acessórios. Eles fazem parte da infraestrutura crítica do áudio.
Comprar bons cabos é importante. Cuidar bem deles é o que realmente protege o investimento. Que cuidados você toma?
Guitarra
Benson Instrumentos apresenta linha de guitarras Brave Series
Publicado
1 dia agoon
27/01/2026
Linha desenvolvida em parceria com o guitarrista Deléo conta com seis modelos e destaca o uso de captadores Tipo Ftron em configurações exclusivas.
A Benson Instrumentos lançou recentemente sua nova linha de guitarras Brave Series. Desenvolvida em parceria com o guitarrista Deléo, a novidade marca uma nova etapa para a marca e já começa a movimentar o cenário musical brasileiro ao unir design autoral, inovação técnica e forte identidade sonora.
A Brave Series chega inicialmente ao mercado com seis modelos, cada um com propostas estéticas e sonoras distintas:
- Brave One – Satin Black e Satin Olympic White
- Brave Two – Satin Black e Satin Olympic White
- Brave Three – Silver Sparkle
- Brave Five – Satin Black e Satin Olympic White
- Brave Six – Lake Placid Blue Sparkle e Charcoal Sparkle
- Brave Nine – Satin Black



O principal diferencial da linha está na adoção de captadores modelo Tipo Ftron aplicados em guitarras inspiradas no design Jazzmaster, uma combinação ainda pouco explorada no mercado nacional. Conhecidos por oferecerem um timbre mais suave, equilibrado e com controle de agudos, esses captadores atendem especialmente músicos que buscam clareza, definição e dinâmica, características valorizadas em estilos como o worship e o pop moderno.
Entre os lançamentos, a Brave Nine se destaca como o modelo mais inovador da série. Trata-se de uma Stratocaster em configuração HSS na qual o tradicional humbucker foi substituído por um captador Tipo Ftron, tornando-se uma proposta inédita entre guitarras produzidas no Brasil. A configuração amplia a versatilidade do instrumento sem abrir mão da identidade sonora da linha.



Além do conceito sonoro, a Brave Series também chama atenção pelo acabamento e construção. Os modelos contam com opções satin e sparkle, ferragens coreanas de alto padrão e acompanham bag exclusiva. Os preços sugeridos variam entre R$ 4.000 e R$ 4.800, com o intuito de posicionar a linha no segmento intermediário-premium do mercado nacional.
Áudio
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