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De loja a distribuidora, GB Musical comemora 10 anos

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GB Musical destacada

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A GB Musical é uma distribuidora e importadora no interior de Minas que está celebrando seu décimo aniversário trazendo um rico background e know-how para o mercado local.

A história da GB Musical começou bem antes da fundação da empresa. Corria a década de 1980, quando Giovanni Bionde tinha uma loja de vinil, fita cassete e outros em Montes Claros, Minas Gerais. Em contato com os representantes que ofereciam esses formatos de música surgiu a oportunidade de vender também instrumentos, e foi por volta dessa época que seus filhos Bruno e Victor começaram a participar do empreendimento familiar.

O mercado musical virou uma paixão. Os negócios foram fluindo bem e surgiu a ideia de importar produtos sob marcas próprias com o objetivo de agregar valor ao mercado com itens específicos para o consumidor brasileiro.

Nesta entrevista com Bruno Bionde, diretor comercial, e Victor Bionde, diretor administrativo, conheceremos mais sobre a empresa e sua ideologia.

M&M: Contem mais sobre a história da GB Musical e o que ela se tornou hoje.

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Bruno: A história começou em 1980 com nosso pai, Giovanni. Ele era lojista, vendia discos de vinil, fita cassete, CD, um pouquinho da era do DVD. Esse mercado e o de instrumentos eram muito próximos. O representante que atendia o segmento de venda de música também trabalhava com instrumentos musicais e essa foi a porta de entrada que ele encontrou na época. Eu estava começando na empresa, era muito novo, e iniciamos com a venda de instrumentos musicais. Há dez anos decidimos dar mais um passo com a importação, nascendo assim a GB Musical.

Victor: A GB Musical é uma distribuidora que atua em todo o mercado nacional. Temos no portfólio quatro marcas de produtos importados: a Soundvoice, que é a nossa marca de áudio profissional; a Spring, de instrumentos musicais; a Smart, de acessórios e ferragens, e a Spectrum, que é de iluminação profissional.

Todas elas existem desde a fundação da GB Musical. São marcas concebidas com a ideia de inovar no mercado, oferecendo propostas interessantes, especialmente para o consumidor final.

M&M: Vocês fizeram muitas mudanças desde então. Mais uma mudança chegou agora com a pandemia de coronavírus. Isso será positivo ou negativo?

Bruno: Achamos que será positivo. Nós e nosso pai já passamos por momentos inoportunos no mercado e sabemos trabalhar sob pressão, mas nunca por tanto tempo como está acontecendo agora! Essa realidade está levando a fazer os trabalhos em outro formato.

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Victor: Toda crise vem para ressaltar ou reforçar algumas tendências. Acho que todo mundo sabia há tempos que a tendência é o mercado virtual, o e-commerce. Isso não é futuro, é o presente, é realmente sobrevivência. O mercado digital veio para ficar. A gente acredita nisso e os players do mercado que ficarem abertos à mudança vão sair na frente. Quem interpretar que isso está trazendo algo positivo vai surfar a onda e se destacar entre todos os demais.

M&M: Vocês usam o Mercado Livre?

Victor: É algo que não estamos fazendo, pois não somos uma distribuidora que quer vender direto para o consumidor final, senão estaríamos matando uma parte da cadeia, que são os lojistas. Não vemos isso com bons olhos. A distribuidora tem que dar apoio ao lojista, ser parceira, e não concorrente.

M&M: Como vocês vem a importância da geração do seu pai e da de vocês, que é a que vai levar o mercado da música a outras dimensões?

Bruno: É uma pergunta complexa de responder, porque aí vamos analisar uma tendência. Estamos vendo, neste momento de reclusão, de pandemia, que as pessoas estão ficando mais em casa, o que representa um avanço no atendimento do consumidor final, na logística, na tecnologia. Temos percebido também uma retomada dos velhos hábitos, por exemplo, quem tinha um violão ou um teclado parado em casa voltou a tocar. As pessoas saíram um pouco do on-line e voltaram a pegar aquele instrumento esquecido em casa, então acreditamos em um futuro híbrido. Um futuro com muita tecnologia, mas com elementos da cadeia tradicional.

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O lojista ou o distribuidor que não tiver um resguardo financeiro neste momento, em que muitos foram obrigados a fechar, vai patinar um pouco, vai se ver obrigado a queimar seu estoque. Tem que conseguir manter um capital e um fluxo de caixa estável, mas também acreditamos que uma importadora ou um lojista sólidos, que neste momento são as empresas que estão procurando se reinventar, tratando os clientes de forma especial, com atendimento personalizado pelo WhatsApp ou redes sociais, procurando ter sistema de delivery, oferecendo a possibilidade de liquidação de faturas anteriores ou até buscando novidades em termos de produtos, é quem vai sair na frente quando tudo isso passar.

M&M: Falem um pouco sobre a preparação que tiveram para assumir a direção da empresa.

Victor: Desde que éramos novos, nosso pai sempre nos deixou participar da vida da loja, sempre procurou nos passar certas atividades. Começamos fazendo de tudo: fomos office-boys, vendedores, gerentes de loja. Passamos por todas as etapas, mas isso não foi por acaso. Desde a época da escola, mesmo durante as férias, enquanto os nossos amigos estavam se divertindo, nós estávamos trabalhando na loja com nosso pai, ou seja, ele começou a nos preparar para esse tipo de trabalho desde pequenos. Fomos tomando gosto, ele nunca nos obrigou a continuar com o negócio familiar. Gostávamos de trabalhar nisso mesmo.

Bruno: Nós três somos formados em administração de empresas, seguimos os mesmos passos, muitas vezes sob a orientação do nosso pai. Eu me lembro de que queria fazer faculdade fora e meu pai disse: “Você está louco? Como quer estudar administração de empresas se lá fora não vai ter uma empresa para administrar? Você tem que estudar aqui, onde a nossa empresa fica”. Lembrando que nós estamos no interior de Minas Gerais e aqui não tem faculdade federal. Estamos a pouco mais de 400 km de Belo Horizonte.

M&M: Então passaram de loja a distribuidora. Vocês multiplicaram o negócio da música na família, certo? 

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Bruno: Sim, mas não ficamos somente aí. Isso nos possibilitou olhar para outros horizontes. Temos também uma franquia no ramo de alimentação, que foi algo que sempre quisemos tentar — ter uma franquia. Temos ainda uma empresa de importação de utilidades domésticas, um negócio que cresceu neste momento de pandemia. Temos uma empresa focada na mobilidade, com importação de scooters elétricas da China. Temos uma empresa de automação residencial, por exemplo, para fazer instalação de sistemas multimídia, e atuamos também em algumas frentes de construção civil. Tudo veio da música.

M&M: Como vocês administram tantos negócios? 

Victor: Temos gerenciamento separado em todas as frentes. Temos gerentes que tomam conta de cada um dos negócios para focarmos principalmente o planejamento estratégico e conseguir apoiar todos eles. Temos uma forma de trabalho bem interessante, em que a função básica é capacitar o nosso time para eles conseguirem disseminar o nosso conhecimento. Então, estamos em constante capacitação para conseguir filtrar e perceber o que faz mais sentido para cada um deles fazer. Em todos esses negócios que o Bruno citou anteriormente, temos uma pessoa-chave que faz o trabalho de gestão para poder disseminar conhecimento para todo o time.

Bruno: Pode até parecer clichê, mas acho que grande parte do sucesso que tivemos com essas operações é justamente graças à composição desses times. Se não tivéssemos pessoas qualificadas, capacitadas e bem remuneradas, não teríamos condições de atuar em todas as frentes e tratar os negócios bem separados.

M&M: Onde está o coração de vocês com todos esses negócios e como têm tempo de visitar eventos do mercado da música?

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Bruno: A nossa motivação principal é a GB Musical, onde conseguimos colocar os nossos princípios maiores em termos de fidelidade. Talvez estejamos focando nossos esforços mais nela, bem como disponibilizando mais tempo para ela, a fim de visitar eventos, encontros e feiras regionais, por exemplo. Praticamente atuamos como conselheiros dentro das nossas empresas, por isso nenhum de nós, nem nosso pai, temos título de CEO, CTO, COO, nem nada disso. Essas são funções do nosso time.

Acreditamos que o relacionamento é muito importante, buscar informações sobre o mercado, coisas que você só obtém falando com as pessoas que encontramos nos eventos.

Victor: A GB tem um ótimo time de funcionários e de representantes, e somos muito gratos por isso, porque sabemos que quem está na operação, quem está no dia a dia, quem faz acontecer são eles.

M&M: O que acham que vai acontecer no mercado até o final do ano?

Victor: Temos que pegar os cenários, as tendências, as dicas que obtemos no dia a dia e não realmente prever o que vai acontecer, mas montar o que é mais óbvio. Uma frase que a gente fala muito é: “O óbvio dá dinheiro”. Então, às vezes o pessoal fica procurando soluções malucas quando na verdade o simples é o que realmente resolve.

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Para nós já está muito claro que não se trata do futuro, mas do presente. Todos os nossos estudos ocorrem de forma a ver o que conseguimos fazer para agregar valor no digital, desde o lojista até o consumidor final; como vamos fazer para contribuir com o ecossistema, obter um crescimento bacana e sobreviver de uma forma saudável. Já temos algumas tendências identificadas em que estamos de olho e acreditamos, sim, em uma retomada, embora bem lenta. Não podemos ficar esperando, pois não vai acontecer um estalo e os negócios vão começar de novo. Será lento, mas temos que ir nos preparando, dia após dia.

Mais informações:

gbmusical.com.br

facebook.com/gbmusicalbrasil/

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