Audio Profissional
Áudio: O que é THD?
Publicado
5 anos agoon
O tema de hoje é THD. Já ouviu falar? De modo simplificado, é a contaminação e coloração causada pela rede elétrica e pelos componentes dos equipamentos no sinal de áudio. Veja aqui mais detalhes.
Essa é minha estréia como colunista da revista Música & Mercado, e desde já agradeço aos leitores que estarão me acompanhando. Neste espaço abordarei temas relacionados ao mundo do áudio e produção musical, desde assuntos técnicos até mais artísticos.
Nesta coluna tratarei de um assunto que sua prévia compreensão ajudará em uma melhor visualização no processo do sinal através de nossos equipamentos, e a influência que nossa rede elétrica tem diretamente no rendimento sonoro destes.
Toda vez que trabalhamos com um sinal de áudio analógico temos em todo seu percurso uma série de interferências de ordem elétrica e magnética que podem mudar a característica do sinal através da mudança de sua estrutura, isso pode ser benéfico em alguns casos e prejudicial em outros, e tudo isso varia de acordo com diversos fatores, desde os componentes eletrônicos dos equipamentos assim como a alimentação de energia usada nesse processo.
Mesmo que pareça óbvio, muitas pessoas não se atentam que qualquer equipamento de áudio usa a rede elétrica não somente para a alimentação mas também usa dessa energia para a construção do sinal. Vale lembrar que sistemas digitais apesar de não possuírem um sinal construído eletricamente em análogo, e sim por sistema binário em códigos entre 0 e 1, eles se alimentam de uma certa tensão para construir esses códigos, além disso todo sistema digital sempre possui uma entrada analógica pré-amplificada e saídas também analógicas, por isso mesmo eles possuem conversores A/D (Analogic/Digital) e D/A (Digital/Analogic), em outras palavras, mesmo que só trabalhe digitalmente ainda assim você terá um processo analógico e obviamente elétrico envolvido.
Conhecendo os harmônicos
Para melhor entendimento devemos primeiramente observar como acontece esse fenômeno elétrico e o que são os famosos harmônicos gerados no processo.
Harmônicos são frequências que surgem a partir de uma frequência pura, a qual chamamos de onda senoidal. Podemos citar como exemplo o processo de emissão sonora no meio acústico, já que toda vez que produzimos qualquer som, estamos na verdade perturbando um meio físico, e neste processo é gerado uma vibração em uma determinada frequência medida por segundo, e é isso que nosso sistema auditivo interpreta como som, mas esse processo é bem mais complexo que apenas essa frequência que é gerada, sendo que praticamente no mesmo instante surgem fisicamente inúmeras vibrações provindas dessa frequência principal que soam em menor amplitude, essas vibrações são frequências “secundárias” e são chamadas de harmônicos, esses possuem uma relação matemática com a frequência fundamental, e essa relação pode ser exata ou não e obedece uma ordem, na qual foi descrita pelo matemático francês Fourier, que conseguiu separar a série harmônica e classificar seus intervalos de forma matemática. O que na verdade muda nessa série é a quantidade de amplitude (volume) entre os harmônicos, toda vez que essa relação de amplitude muda acaba por alterar a estrutura da onda causando mudança de timbre ao ouvirmos.
Mas isso ocorre também eletricamente?! Sem dúvidas! Afinal o áudio quando captado acusticamente sofre um processo de transdução, no qual o transforma em sinal elétrico na mesma frequência, e todos os harmônicos também são gerados eletricamente da mesma forma, e assim começa o processo deste sinal e a interferência direta que a elétrica possui até este novamente ser convertido em uma vibração acústica.
Nesse processo de construção e no caminho feito por esse sinal possuímos diversas interferências de ordem elétrica que são geradas através da rede que usamos e dos componentes no qual o sinal percorre.
THD (Total Harmonics Distortion)
Chamamos de THD (Total Harmonics Distortion) a contaminação através de diferentes picos de amplitudes desses harmônicos elétricos somados ao sinal original, pois temos na própria rede elétrica alternada uma frequência, no caso do Brasil a rede alternada é gerada em 60 Hz, e em alguns outros países 50 Hz, como essa energia é usada na construção do sinal de áudio pelo equipamento toda a contaminação da rede pode se somar a seu fluxo e mudar a característica final dessa onda, assim como os próprios componentes desses equipamentos também podem adicionar esses harmônicos.
Todo equipamento de áudio por si só gera THD resultante dos componentes eletrônicos, no caso de equipamentos para uso profissional esse THD é medido e descrito no manual em porcentagem, geralmente a maioria deles possuem baixo THD, mas isso depende de vários fatores, porém harmônicos podem vir não só do processo de amplificação, mas pode contaminar o sinal através da sua própria rede elétrica que alimenta os componentes desse equipamento, e esse é o ponto que pode resultar em um problema de fato.
Harmônicos de rede aumentam o THD e eles podem ser gerados de várias formas nesse contexto, geralmente são harmônicos ímpares, nos quais possuem uma relação matematicamente “quebrada” com a fundamental. O interessante é que essa relação é percebida ao final por nossos ouvidos, pois esses entendem como combinações harmônicas, muito parecida em princípio com a que usamos para formar acordes em música.
Toda vez que escutamos duas notas musicais com intervalos com relação justa ou perfeita, como é denominado em música, temos a sensação de resolução, de harmonia perfeita, já quando ouvimos duas notas com relação matemática “quebrada” em seu intervalo possuímos uma certa dificuldade em assimilar as diferenças, sendo assim percebemos como algo incompleto ou a resolver, é por isso que muitos intervalos musicais parecem tensos para nós, justamente por essa relação, em analogia podemos dizer que de certa forma esse processo se aplica a um som único composto por apenas uma nota por exemplo, temos neste a frequência fundamental, a que toca mais forte e a que nos indica a tonalidade, sendo que os harmônicos gerados a partir dela em menor amplitude se combinam com a fundamental e assim nos traz essa característica causada pelos intervalos, o que nos faz identificar determinado timbre, é por isso que uma mesma nota tocada em instrumentos diferentes possuem características totalmente diferentes, assim como dois instrumentos iguais com construções diferentes possuem semelhança sonora mas ainda assim não soam com o mesmo timbre.
Falta de tratamento na rede elétrica, tais como a ausência de um bom aterramento por si só já causa maior contaminação, levando em conta que alguns lugares essa rede pode ser mais contaminada, pois quanto mais carga e uso em uma região mais “suja” é essa energia, geralmente locais próximos e que usam a mesma rede externa de indústrias e comércios podem ter um THD maior na rede, outro fator a considerar é o uso de outros aparelhos domésticos ligados a mesma rede elétrica local, esses também tendem a aumentar essa contaminação, portanto o ideal em todos os projetos de estúdios, teatros, igrejas, auditórios, ou qualquer ambiente que tenha o áudio como um fator importante, além da acústica, é uma elétrica tratada, ao começar pelos quadros separados para áudio em relação a elétrica usada para outros fins, isso por si só já é um grande começo para a melhora dessa energia que por fim trará um melhor desempenho dos equipamentos usados no ambiente.
Componentes eletrônicos também afetam o sinal
Os componentes eletrônicos também podem adicionar harmônicos ao sinal, por exemplo, sistemas valvulados que geram grande carga de harmônicos, o que faz que tenhamos uma grande mudança na “coloração” do timbre, porém apesar de terem grande THD são em sua maioria harmônicos pares, o que é agradável aos nossos ouvidos, a relação harmônica perfeita nos trás essa sensação em um processo psicoacústico, temos que entender que não necessariamente ouvimos apenas os pares soando, mas sim mais salientados trazendo essa característica, por isso que a válvula ainda é largamente usada no áudio quando passamos o sinal por ela para aumentar a riqueza de harmônicos.
A válvula é um componente eletrônico que se tornou obsoleto nos dias atuais, inclusive os sistemas transistorizados vieram para substituí-las, porém no áudio ainda é muito utilizada justamente porque possui essa característica de riqueza sonora que nenhum outro componente traz, e é exatamente por isso que é tão aclamada no áudio e na música, tendo em vista que até empresas de plugins de áudio tentam emular esse som “quente”, rico e agradável no universo do áudio digital.
Sistemas transistorizados por sua vez possuem um menor índice de THD, porém a ordem dos harmônicos geralmente são divisões não exatas, a rede elétrica que alimenta esses aparelhos pode aumentar e muito essa contaminação, pois é dela que o sistema usa para construir o sinal, como já vimos anteriormente.
O THD não necessariamente é audível por si só, porém ele é entendido por nossos ouvidos como “coloração” somada ao sinal original, na verdade a estrutura da onda é alterada o que por fim muda o timbre. Isso pode ser bom ou ruim, depende de quais harmônicos nessa série estão sendo gerados e quais as relações entre eles, e mesmo que a diferença de amplitude entre o sinal e os harmônicos que os contamina seja grande, eles são capazes de alterar a estrutura e a forma da onda como já citado e causar a mudança de timbre, e isso sim é audível.
Como proteger os equipamentos com menor THD produzido pela rede
Infelizmente a rede elétrica brasileira não é das melhores, não só pela “sujeira” harmônica que nela se encontra, mas como na oscilação de voltagem, inclusive essa vem descrita na cobrança do fornecimento, porém muito grande se comparada com países que são muito mais rigorosos em suas normas de fornecimento com multas altíssimas para a prestadora desse serviço quando não obedece a margem estipulada, o que não acontece no Brasil. Esses fatores citados podem comprometer o rendimento do equipamento, assim como sua vida útil, já que em muitos casos usamos equipamentos importados e projetados para outra realidade, portanto esses fatores não favoráveis merecem uma grande atenção e um tratamento para correção desses problemas.
Além de tudo que foi citado, algumas coisas adicionadas no caminho elétrico que as pessoas usam acreditando ser algo positivo nem sempre é, uma observação que vale como dica e pode ser testado facilmente em seu local é o abandono de nobreaks, esses são um dos que mais geram THD e por isso sujam a rede, faça um teste retirando-os, posso garantir uma melhora sensível no som.
Aí fica a pergunta, o que usarei então para proteger os equipamentos?! Posso dizer que se tiver um bom aterramento e tratamento na elétrica local se torna desnecessário um nobreak para esse fim, se quiser melhorar a rede e ainda assim ter maior proteção indico usar condicionadores de energia próprios para áudio, que protegem os equipamentos sem grande adição de THD e alguns ainda possuem recursos de correção e limpeza senoidal da rede, o que acaba trazendo um benefício a mais, lembrando que mesmo assim não podemos abrir mão de um tratamento elétrico baseado em um boa instalação, quadros dedicados e aterramento efetivo.
Espero ter contribuido um pouco com essas informações para melhor consciência sobre o quanto é importante a elétrica para nossos equipamentos e por consequência no rendimento de nosso trabalho. Realmente vale a pena investir tempo, atenção, e se for possível dinheiro para um melhor condicionamento elétrico no local.
Até a próxima coluna!
*Autor: Fernando Marques. Engenheiro de som, produtor musical, professor de áudio e acústica e projetista acústico. Trabalhou com grandes artistas e produtores renomados. Fundador da Audiobrazil, escola de áudio e produção musical e empresa de soluções em áudio e acústica. Contato para sugestões e dúvidas: audiobrazil@gmail.com. www.audiobrazil.com.br (site em reformulação). Siga nas rede sociais: Instagram e Facebook.
Você pode gostar
-
Vale a pena estudar produção musical hoje?
-
A IA nas produções musicais: Um problema ou uma solução?
-
Os 6 melhores apps para a criação de bases rítmicas e texturas sonoras em funk, tap e trap
-
3º ONErpmAcademy será online nos dias 28 e 29 de setembro
-
Entrevista: como gravar e produzir seu próprio álbum em casa
-
Entrevista com André “Pomba” Cagni
Audio Profissional
EarAmp XD amplia opções de monitoramento pessoal no palco
Publicado
3 dias agoon
27/02/2026
Nova solução digital da Samson aposta em praticidade, áudio estéreo e conectividade flexível para palco.
A Samson apresentou o EarAmp XD, novo sistema digital sem fio de monitoramento in-ear voltado a músicos e técnicos que buscam uma solução prática para monitoramento pessoal em performances ao vivo, reduzindo o uso de cabos no palco.
O sistema opera na faixa de 2,4 GHz e foi desenvolvido para oferecer monitoramento em estéreo ou mono com qualidade profissional, permitindo maior liberdade de movimentação durante apresentações.
Aplicações práticas no palco
O EarAmp XD é indicado para shows, igrejas, ensaios e ambientes em que o monitoramento individual seja essencial. Ao eliminar cabos extras, o sistema simplifica o setup e melhora a mobilidade dos músicos.
O receptor tipo beltpack conta com saída estéreo de 3,5 mm para fones in-ear —incluindo os fones Zi50— além de saída de linha, possibilitando envio de sinal para wedges ou outros sistemas de monitoramento pessoal.
O usuário pode escolher entre modos mono e estéreo, adaptando o sistema às diferentes necessidades de mixagem.
Conectividade e alcance
O transmissor XT200, em formato half-rack, oferece entradas combo XLR/TRS e saídas loop de 1/4”, facilitando a integração em setups já existentes.
A transmissão digital alcança até cerca de 70 metros, cobertura suficiente para a maioria dos palcos e espaços de ensaio.
Outro destaque é a possibilidade de operar até oito sistemas simultaneamente no mesmo ambiente, além de permitir múltiplos receptores conectados a um único transmissor — recurso útil para bandas e grupos com monitoramento compartilhado.
Operação simplificada
O sistema inclui função de escaneamento automático para localizar rapidamente frequências disponíveis, reduzindo o tempo de configuração.
O receptor oferece até oito horas de funcionamento com duas pilhas AA, atendendo sessões prolongadas de ensaio ou apresentações.
Audio Profissional
Climatização em estúdios e home studios: como proteger equipamentos e melhorar o som
Publicado
5 dias agoon
25/02/2026
Temperatura, umidade e ruído ambiental influenciam diretamente a estabilidade do estúdio.
A climatização ainda é um dos aspectos menos considerados na montagem de estúdios e home studios, mas também um dos que mais impactam a durabilidade dos equipamentos, a estabilidade acústica e a qualidade das gravações. Não se trata apenas de conforto térmico: temperatura e umidade afetam diretamente instrumentos, microfones, monitores e eletrônicos sensíveis.
Em estúdios profissionais, o controle ambiental costuma fazer parte do projeto técnico desde o início. Já em ambientes domésticos, muitas vezes é resolvido de forma improvisada — o que, ao longo do tempo, pode gerar falhas, ruído adicional e desgaste prematuro do equipamento.
Temperatura e umidade: o equilíbrio invisível do estúdio
O objetivo principal não é atingir números extremos, mas manter estabilidade constante.
De forma geral, os intervalos recomendados são:
- Temperatura: entre 20 °C e 24 °C
- Umidade relativa do ar: entre 40% e 55%
Variações bruscas costumam ser mais prejudiciais do que valores levemente fora do ideal. Mudanças rápidas provocam expansão e contração de materiais, especialmente madeira e componentes mecânicos.
Impacto direto em instrumentos e madeiras
Guitarras, baixos, pianos acústicos e outros instrumentos com madeira natural respondem rapidamente ao ambiente:
- Umidade baixa → rachaduras, trastes aparentes e instabilidade de afinação
- Umidade alta → deformações, dilatação da madeira e perda de estabilidade estrutural
Em home studios que gravam instrumentos acústicos com frequência, manter a umidade controlada reduz ajustes constantes e problemas de entonação.
Equipamentos eletrônicos também sofrem com o clima
Não são apenas os instrumentos que exigem atenção. A eletrônica moderna é sensível a ambientes instáveis.
Microfones
- Microfones condensadores podem acumular umidade na cápsula.
- A condensação gera ruído, perda de sensibilidade ou falhas intermitentes.
- Microfones ribbon são particularmente sensíveis a mudanças rápidas de temperatura e umidade.
Interfaces e processadores
- Excesso de umidade favorece oxidação de conectores.
- Temperaturas elevadas reduzem a vida útil de fontes e componentes internos.
Monitores de estúdio
- Alterações térmicas influenciam a suspensão dos falantes.
- A resposta de graves pode variar ligeiramente conforme a temperatura do ar.
O inimigo silencioso: o ruído do ar-condicionado (HVAC)
Um erro comum é instalar sistemas eficientes termicamente, mas inadequados do ponto de vista acústico.
Sistemas de climatização podem introduzir:
- ruído constante de ventilação
- vibrações estruturais
- turbulência de ar captada por microfones sensíveis
Como evitar
- Priorizar equipamentos com modo silencioso ou tecnologia inverter
- Evitar fluxo direto de ar sobre microfones ou posição de audição
- Utilizar suportes antivibração nas unidades internas
- Criar trajetos indiretos de circulação de ar sempre que possível
Em gravações vocais ou acústicas, até ruídos baixos podem se tornar evidentes após compressão e processamento.
Recomendações práticas para home studios pequenos
Não é necessário um projeto complexo para obter melhorias relevantes.
- Use um higrômetro digital: Permite monitorar temperatura e umidade em tempo real.
- Evite extremos: Ambientes muito frios ou excessivamente secos aceleram o desgaste.
- Utilize desumidificador ou umidificador conforme o clima: Regiões úmidas pedem controle da umidade; regiões secas exigem reposição.
- Garanta circulação de ar leve e constante: Ar parado favorece condensação localizada.
- Desligue o ar-condicionado durante gravações críticas: Resfrie o ambiente antes e desligue durante a captação, se necessário.
- Isole vibrações: Evite contato direto entre compressores e paredes do estúdio.
Mais estabilidade, menos problemas técnicos
Um estúdio bem climatizado não apenas protege o investimento em equipamentos, mas também reduz problemas difíceis de diagnosticar, como ruídos intermitentes, desafinações frequentes ou variações na resposta sonora.
Em muitos casos, melhorar o controle ambiental traz resultados mais perceptíveis do que trocar equipamentos. A estabilidade térmica e de umidade permite que instrumentos e eletrônicos operem em condições previsíveis — algo essencial tanto em produções profissionais quanto em ambientes criativos domésticos.
A climatização, na prática, não é um detalhe técnico. É parte do sistema de áudio.
Audio Profissional
DAS Audio amplia série EVENT com mais opções para o palco
Publicado
5 dias agoon
25/02/2026
EVENT-30A, EVENT-S218A e EVENT-M12A adotam DSP comum para simplificar setups ao vivo e instalações fixas.
A DAS Audio anunciou a ampliação da série EVENT com três novos sistemas: o line array EVENT-30A, o subwoofer EVENT-S218A e o monitor de palco EVENT-M12A. Os modelos EVENT-30A e EVENT-M12A receberam o prêmio Best of Show durante a NAMM, reforçando a proposta da série como uma plataforma tecnológica voltada à operação simplificada e resultados sonoros consistentes.
A nova fase da série EVENT é baseada em uma plataforma DSP compartilhada, comum a todos os sistemas da linha. O objetivo é reduzir o tempo de configuração, facilitar processos de instalação e garantir previsibilidade de desempenho em turnês, festivais e instalações permanentes.

Plataforma DSP integrada e preparada para atualizações
O processamento inclui filtros FIR para otimizar a resposta do sistema e manter coerência tonal entre os diferentes componentes. A integração com o software DAScontrol e a arquitetura preparada para futuras atualizações de firmware permitem evolução contínua do sistema ao longo do tempo.
EVENT-30A automatiza configuração do line array
O EVENT-30A incorpora conectividade Wi-Fi integrada para atualizações sem fio e controle do sistema. A principal novidade é o recurso Smart Self-Tuning™, que permite que cada caixa identifique automaticamente sua posição dentro do array por sensores infravermelhos e carregue o preset correspondente — incluindo modos long throw e short throw — sem necessidade de ajuste manual.
A solução reduz erros operacionais e acelera a montagem em produções de grande porte.
O sistema utiliza dois alto-falantes de 10 polegadas e dois drivers de compressão com transdutores de neodímio desenvolvidos para a série, oferecendo maior alcance dinâmico e SPL elevado em um gabinete compacto.

EVENT-S218A amplia o desempenho em baixas frequências
O subwoofer ativo EVENT-S218A conta com dois transdutores de 18 polegadas em neodímio e compartilha a mesma arquitetura de controle da plataforma EVENT. Presets cardioides para configurações com duas ou três unidades ajudam a reduzir a energia sonora traseira, especialmente em aplicações ao ar livre.
O gabinete inclui posições de montagem horizontal e vertical, ampliando a flexibilidade de uso.
EVENT-M12A combina monitor de palco e point source
A linha é completada pelo EVENT-M12A, monitor coaxial de 12 polegadas projetado para monitoramento de palco e também utilizável como sistema point source graças ao encaixe integrado na alça.
O formato compacto, os conectores frontais e o ajuste tonal alinhado à série EVENT facilitam a integração visual e sonora em diferentes tipos de palco e instalação.
Áudio
EarAmp XD amplia opções de monitoramento pessoal no palco
Nova solução digital da Samson aposta em praticidade, áudio estéreo e conectividade flexível para palco. A Samson apresentou o EarAmp...
Climatização em estúdios e home studios: como proteger equipamentos e melhorar o som
Temperatura, umidade e ruído ambiental influenciam diretamente a estabilidade do estúdio. A climatização ainda é um dos aspectos menos considerados...
DAS Audio amplia série EVENT com mais opções para o palco
EVENT-30A, EVENT-S218A e EVENT-M12A adotam DSP comum para simplificar setups ao vivo e instalações fixas. A DAS Audio anunciou a...
Maroon 5 migra para monitoramento digital com Spectera
Uso do sistema Spectera em turnê sinaliza mudança do áudio sem fio analógico para fluxos totalmente digitais em estádios. A...
Bose Experience Day 2026 acontece nesta terça-feira em São Paulo
Evento da Bose Professional, organizado pela ProOn Group Brasil, começa às 19h30 na Casa de Babette, na Barra Funda, com...
Leia também
Iniciativa inspirada em Villa-Lobos leva concertos gratuitos a escolas públicas de SP
Brasil de Tuhu une educação, cultura e inclusão; em agosto, passa por cidades da Grande São Paulo e interior. A...
Teatro Opus Città anuncia inauguração com atrações nacionais e internacionais
Espaço cultural na Barra da Tijuca funcionará em soft opening ao longo de 2025 e terá capacidade para até 3...
Harmonias Paulistas: Série documental exalta grandes instrumentistas de SP e homenageia Tom Jobim
A música instrumental paulista ganha um novo espaço com a estreia da série Harmonias Paulistas, produzida pela Borandá Produções e...
Falece o reconhecido baterista Dudu Portes
O mundo musical despede Dudu Portes, deixando sua marca no mundo da percussão. Nascido em 1948, Eduardo Portes de Souza,...
Música transforma vidas de presos em projeto de ressocialização
A ressocialização de detentos no Brasil tem ganhado novas dimensões com projetos que unem capacitação profissional e arte. Iniciativas como...
Paraíba: Editais do ‘ICMS Cultural’ incluem projeto para estudar música
Edital do Programa de Inclusão Através da Música e das Artes (Prima) planeja oferecer 392 vagas para jovens paraibanos que...
Academia Jovem Orquestra Ouro Preto abre vagas para 2024
Criado para promover o ensino da prática orquestral, projeto abre edital para jovens músicos. As inscrições vão até 20 de...
Conselho Federal da OMB emite nota de repúdio ao Prefeito de Maceió. Entenda.
Desrespeito à legislação local acende debate sobre valorização da cultura alagoana. O conflito entre a classe artística de Maceió e...
Quem Canta Seus Males Espanta: Sandra Sofiati e seu Corpo Sonoro
Nesse novo artigo de Quem Canta Seus Males Espanta, vamos sair um pouco dos instrumentos “externos”, e nos voltar para...
Talibã Queima Instrumentos Musicais no Afeganistão
Centenas de músicos fugiram do Afeganistão para escapar das restrições do Talibã à música, afetando a cultura musical O Talibã,...
Maestro Evandro Matté fala sobre o Multipalco
À frente de três orquestras, a do próprio Theatro São Pedro, e da Orquestra Jovem, fruto de um projeto social,...
Multipalco: Viagem ao centro da arte
Música & Mercado foi ao centro da capital gaúcha visitar a história cultural do Rio Grande do Sul em uma...
Como obter patrocínio de 100 mil ou mais para realizar seu projeto de música
Adriana Sanchez mostra como obter patrocínio de 100 mil ou mais para realizar seu projeto de música. Criadora da banda...
Exportação de música brasileira, uma boa ideia!
O Brasil possui uma série de dificuldades na exportação de sua música para uma audiência internacional, mesmo assim, exportar é...
Presidente da Anafima recebe medalha de reconhecimento cultural do Governo de SP
Daniel Neves recebeu a honraria durante o Prêmio Governo do Estado de São Paulo para as Artes 2022, na noite...
Retomada de eventos em 2021 recuperou 300 mil postos de trabalho, sem recuperar nível de emprego de 2019
Retomada de eventos em 2021 recuperou 300 mil postos de trabalho, sem recuperar nível de emprego de 2019. A evolução...
OneBeat Virtual: inscrições de intercâmbio virtual para músicos
Embaixada e Consulados dos EUA abrem inscrições de intercâmbio virtual para músicos até 11 de fevereiro O OneBeat Virtual busca...
Manual de procedimentos do profissional da música
Guia básico sobre conceitos que os profissionais da música deveriam aplicar nas suas carreiras e no trato com outros no...
Câmara Setorial de Instrumentos Musicais do Paraná visita presidente da câmara Municipal de Curitiba
Yuris Tomsons, destacado pela Associação Comercial do Paraná para fazer a interlocução com os presidentes das comissões permanentes da Câmara...
Make Music: Robertinho Silva, Milton Nascimento e João Donato recebem homenagem no evento
Homenagem a Robertinho Silva, Milton Nascimento e João Donato: produção convida músicos de todo o Brasil para participar. Saiba como...
Presidente Prudente inaugura espaço dedicado a bandas de garagem
Espaço Garagem em Presidente Prudente contou com o apoio da loja Audiotech Music Store Presidente Prudente/SP – O prefeito Ed...
Música & Mercado apoia campanha em favor de artistas impactados pela pandemia
Idealizada e promovida pela Beetools, iniciativa destinará 25% da receita líquida das matrículas nos cursos da startup para garantir uma...
Governo anuncia liberação de R$ 408 milhões em recursos para o setor de eventos
Secretaria Especial da Cultura afirma que auxílio deve ficar disponível ainda no primeiro semestre. Na última terça-feira (9), o governo...
Brasileiro promove boa saúde entre músicos
Empresário brasileiro promove boa saúde entre músicos. Marcos Mendes, empresário, investidor no ramo de nutracêuticos, é um constante apoiador na...
Opinião: Música é agente de mudança
Arte não é algo que seja isento de ideologia, porque o pensamento e o sentimento são suas bases enquanto materia-prima....
Opinião: Me lembro como se fosse hoje
O mercado da música está passando por diversas mudanças, mas também está mudando o consumidor e o músico, com uma...
Opinião: É tempo de aprender… Música!
E lá se vai 1/3 do ano trancado em casa. Desde março, pais que trabalham, filhos que estudam, todos se...
Saúde: Automotivação no mercado da música
Todos nós fazemos música, e realizamos sonhos. Nunca se esqueça disso! Você sabe o que significa a palavra motivação? O...
Música para quem vive de música – Volume 14
Continuamos apresentando grandes discos e filmes para sua cultura musical. Hoje temos Def Leppard, Sonny Rollins e Plebe Rude. Def...
Fernando Vieira: O amor à música como legado
Jornalista Fernando Vieira faleceu e deixou um imenso legado. Cabe a todos manterem a chama da música acesa. A morte...
Trending
-
Artigos2 semanas agoVibro Sensory Musical — quando a música também é sentida
-
Instrumentos Musicais4 semanas agoDo Brasil para o mundo: a Hernan Voyzuk Project Series entra no catálogo global da Bosphorus
-
Lojista4 semanas agoGeração Z e Alpha: o novo comprador que está redefinindo as lojas de música
-
Instrumentos Musicais3 semanas agoLinha Diamond Strinberg: o violão que conquistou o mercado, os palcos e os estúdios
-
Instrumentos de Sopro3 semanas agoProShows entra no mercado de sopros com o lançamento da marca Windorf
-
Instrumentos Musicais4 semanas agoHertom Guitars lança Série Stage, nova linha de violões voltada para o palco
-
Alto Falante4 semanas agoCelestion apresentou o G12-100 Raven na NAMM 2026
-
Estúdio de Gravação3 semanas agoOvy Ayvu cria palco real para artistas autorais em São Paulo







