Distribuição
A história do Pontes: 46 anos de representação
Publicado
7 anos agoon
Com grande experiência e amplo conhecimento do mercado, César Eduardo Vieira de Pontes Medeiros, mais conhecido como Pontes, conta sua interessante história.
A história desta empresa de representação começa em junho de 1949, fundada pelo pai do atual diretor, passando para a atual razão social, Comerp (Comércio e Representações Pontes Ltda.), em março de 1964.
“Antes da minha formatura em Ciências Econômicas, em 1973, comecei a frequentar o escritório da empresa no dia a dia, acostumando-me a sua rotina, conhecendo mercados e vendo o funcionamento de toda a sua engrenagem. Em março de 1974, meu pai convidou-me para virar sócio, pois tinha pleno conhecimento do meu sonho de tentar substituí-lo um dia, buscando dar continuidade ao trabalho que ele iniciou”, contou César Eduardo Vieira de Pontes Medeiros, ou só Pontes, como ele é conhecido no mercado.

Pontes: uma vida de representante
Nesse período, abriram uma filial, uma loja de exposição, venda e montagem de cozinhas planejadas da já famosa Kitchens.
A experiência de Pontes passou por venda de móveis, fogões, geladeiras, televisores e conjuntos de som, pois inicialmente o escritório atendia clientes de variados segmentos.
As primeiras experiências de trabalho interno rapidamente evoluíram para uma atuação externa, com viagens frequentes a clientes dos estados do Ceará, Piauí e Maranhão, que sempre foram atendidos pelo escritório, desde o início de suas atividades.
“No segmento de instrumentos musicais, lembro que meu pai — eleito várias vezes o melhor representante do Ceará — conseguiu a representação da Tranquillo Giannini no ano de 1960 — de quem nos desligamos em 1993 — e eu, já como sócio, em uma viagem com ele, tive o prazer de conhecer o próprio Tranquillo Giannini e, depois, o sr. Giorgio Cohen Giannini, pessoas que deixaram um importante legado para o segmento”, lembrou.
“Com o falecimento do meu pai, em outubro de 1993, decidi encerrar a diversificação de segmentos para dedicar-me inteiramente aos instrumentos musicais e áudio. Na época, já contávamos com representações do porte de marcas como RMV, Caramuru, Delta, Baterias Pinguim, Advance, Octagon, entre outras. Inclusive a Del Vecchio, após o encerramento de nossas atividades com a Giannini”, agregou Pontes.
M&M: Quais as principais mudanças que você notou no mercado durante sua trajetória?
Pontes: Algumas das primordiais foram em relação à logística e à dinâmica, com a evolução das diversas melhorias adquiridas em relação à tecnologia e à abertura de mercado, a qualidade dos insumos na fabricação dos produtos, a diminuição nos prazos de fabricação e entrega, maior nível de especialização das pessoas capacitadas e melhor interação no trinômio fábrica-cliente-representante.
M&M: Como a tecnologia mudou a vida do representante comercial?
Pontes: Trouxe maior segurança ao nosso trabalho, com o poder de alavancar vendas e a possibilidade de desenvolver estratégias na busca de melhores resultados.
M&M: O que é vender instrumentos musicais e áudio para você?
Pontes: A realização pessoal e profissional de um sonho acalentado, que me dá a oportunidade de vislumbrar que faço parte de uma engrenagem que traz progressos e benefícios a todos, no sentido pleno de sua essência, ajudando outros a redefinirem suas futuras profissões e sonhos.
M&M: Como isso impactou a sua vida?
Pontes: Fiz da minha profissão a extensão do meu sonho de infância, procurando seguir os passos e orientações ensinados por meu pai, com muito arrojo, dedicação, empreendedorismo e lisura, buscando ser sempre o exponencial em minha atividade, com muito respeito, ética e honestidade profissional.
M&M: Quais marcas você representa hoje e para quais estados?
Pontes: Os estados do Ceará, Piauí e Maranhão continuam sendo atendidos pelo meu escritório, fazendo parte do meu portfólio as empresas Golden Guitar, Meteoro, C.Ibañez, Saty, Deval, Vanral/Yamaha, NGate Cymbals e Gope.
M&M: É difícil ser representante hoje?
Pontes: Sim, o advento da internet e suas ofertas mirabolantes, o aparecimento de inúmeras marcas no mercado, a proliferação de feiras que distanciam o cliente do atendimento “olho no olho” do representante, fazendo surgir o cliente comprador de feira, e o aparecimento de “pseudocolegas” sem grande capacidade têm dificultado bastante o nosso trabalho, além das crises pelas quais o Brasil vem passando.
M&M: Como vê a situação do mercado atual?
Pontes: Como um desafio a mais para a obtenção dos objetivos colimados, esperando maior união e apoio político das pessoas diretamente responsáveis, quem sabe trazendo até o ensino da música às grades curriculares dos colégios.
M&M: Com quantas lojas você trabalha atualmente?
Pontes: Em média, em torno de 86, mas com planejamento para expandir ainda mais esse número a partir de 2019.
M&M: O que você espera de 2019?
Pontes: Um ano de crescimento moderado do segmento, em que comecem a cicatrizar as inúmeras feridas deixadas pelos desvios e a incompetência dos governos anteriores. Finalmente, gostaria de agradecer a Deus, que me permitiu chegar até aqui com saúde, nessa longevidade de tantos desafios e incompreensões; ao apoio incondicional da minha família; àqueles que, direta ou indiretamente, participam ou participaram do sucesso dessa minha caminhada, como também agradecer a vocês pela oportunidade para contar a minha história!
Mais informações: pontes.comerp@gmail.com
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Distribuição
Claypaky nomeia a Decomac como nova distribuidora oficial no Brasil
Publicado
10 horas agoon
10/02/2026
Anúncio foi feito durante a Integrated Systems Europe (ISE), em Barcelona, e marca uma nova etapa da marca no mercado brasileiro.
A fabricante italiana Claypaky anunciou a nomeação da Decomac como sua nova distribuidora oficial no Brasil. A informação foi comunicada por Mauricio Brando, diretor de desenvolvimento de negócios para a América Latina da empresa, durante a Integrated Systems Europe (ISE), realizada em Barcelona.
De acordo com o comunicado, a decisão é resultado de um processo de planejamento estratégico conduzido ao longo dos últimos meses e inaugura um “novo capítulo” da Claypaky no país. A empresa afirma que a parceria com a Decomac vai além de um acordo tradicional de distribuição, com foco no fortalecimento da presença local, do suporte técnico e da proximidade com designers de iluminação, empresas de locação e profissionais do entretenimento no Brasil.
Segundo Brando, a aliança se baseia em uma visão compartilhada de longo prazo, sustentada por valores como compromisso, colaboração e continuidade no mercado. A estrutura da Decomac é apontada como um fator-chave para acompanhar clientes e profissionais do setor com maior eficiência e consistência.
O anúncio ocorre em um ano simbólico para a Claypaky, que celebra 50 anos de atuação na indústria de iluminação cênica e de espetáculos. Nesse contexto, a empresa destaca que a nova distribuição busca conectar sua trajetória histórica a uma estratégia voltada para o futuro do entretenimento ao vivo no Brasil.
Até o momento, a Claypaky não divulgou publicamente os motivos da mudança em relação à distribuidora anterior nem detalhes comerciais do novo acordo. A companhia informou apenas que a parceria com a Decomac está alinhada a uma nova visão estratégica para os próximos cinco anos, com foco no desenvolvimento sustentável do mercado brasileiro de iluminação profissional.
Distribuição
Sonotec celebra 55 anos conectando músicos brasileiros às melhores marcas internacionais
Publicado
3 semanas agoon
23/01/2026
A Sonotec Music & Sound comemora em 2026 seus 55 anos de história, consolidando-se como uma das mais importantes distribuidoras de instrumentos musicais e equipamentos de áudio profissional no Brasil — com uma trajetória que começou em uma pequena loja e se transformou em referência nacional no setor.
Fundada em 21 de janeiro de 1971, em Presidente Prudente (SP), a Sonotec nasceu da visão empreendedora de Renato S. Silva, então técnico em eletrônica, que identificou uma oportunidade de negócio no segmento musical em expansão. Inicialmente um ponto de varejo com apenas 14 m², a empresa cresceu de forma constante ao longo das décadas, atendendo músicos, artistas e profissionais de áudio com marcas e produtos de alta qualidade.
Com o passar dos anos, a Sonotec expandiu sua atuação, passando a importar e distribuir instrumentos e equipamentos de marcas consagradas mundialmente. Desde os primeiros contratos exclusivos, como o da Takamine para o Brasil no início dos anos 1990, a empresa consolidou uma presença marcante nos palcos e estúdios brasileiros e latino-americanos.


Hoje, com mais de 20 marcas representadas — incluindo Takamine, Strinberg, Gretsch, Zeus, D One, Antares, Cadenza, LP, Orleans e muitas outras — o portfólio da Sonotec já supera mil itens, atendendo uma base ampla e diversificada de músicos, luthiers, lojas e integradores em todo o país.
Ao longo de mais de cinco décadas, a Sonotec também expandiu sua infraestrutura: em 2009 inaugurou sua sede com 3.900 m² em Regente Feijó (SP) e, diante do crescimento contínuo, ampliou essa estrutura para cerca de 8.000 m², reforçando capacidade logística, estoque e atendimento.


“Nosso compromisso sempre foi trazer ao público brasileiro o melhor do mercado, com profissionalismo, estoque robusto e um olhar atento às necessidades reais dos músicos”, afirma a direção da empresa, destacando a importância de se manter atualizada e próxima do mercado nacional.
A Sonotec celebra seu 55 aniversário com o reconhecimento adquirido ao longo de anos de trabalho dedicado — conectando músicos a instrumentos e soluções que fazem parte do som do Brasil.
Audio Profissional
Multilaser compra operação da Sennheiser no Brasil em aposta de R$ milhões no mercado de áudio profissional
Publicado
3 semanas agoon
23/01/2026
Grupo que fabrica eletrônicos populares assume distribuição exclusiva de marca alemã premium, enquanto ex-parceira CMV sobe para comando regional na América Latina.
A Multilaser, conhecida por produzir TVs, computadores e eletroportáteis para o varejo de massa, acaba de entrar no segmento de áudio profissional pela porta da frente: assumiu a distribuição exclusiva da Sennheiser no Brasil, uma marca alemã de 80 anos que equipa estúdios, emissoras e salas de reunião corporativas no mundo inteiro.
O movimento não é uma simples troca de distribuidor. É uma reorganização estratégica que revela como fabricantes globais estão repensando suas operações na América Latina — e como empresas brasileiras com infraestrutura robusta podem capturar oportunidades em mercados de nicho e alto valor agregado.
Da parceria local ao comando regional
Por mais de uma década, a CMV Audio Group foi a parceira nacional da Sennheiser no Brasil. Agora, foi promovida a Regional Partner para toda a América Latina, exceto México. A mudança libera a empresa para focar em desenvolvimento de mercado e alinhamento estratégico regional, enquanto a Multilaser assume importação, logística, gestão comercial e estoque local.
Não é uma saída — é uma divisão de papéis. A CMV sobe na hierarquia e amplia território. A Multilaser entra com músculo operacional.
Para garantir a transição, Daniel Reis, sócio da CMV e executivo responsável pela operação latino-americana da Sennheiser, passa a integrar o quadro executivo da Multilaser. Parte da equipe técnica da CMV acompanha o movimento.
Por que a Multilaser?
A escolha tem lógica empresarial clara. A Multilaser opera um complexo industrial em Extrema (MG), duas fábricas na Zona Franca de Manaus e mantém laboratório de engenharia na China. Distribui mais de 3 mil produtos em 40 mil pontos de venda. Já trabalha com marcas internacionais como DJI, Targus e Toshiba.
Ou seja: tem escala, capilaridade e experiência em importação e logística. Exatamente o que faltava para a Sennheiser expandir no Brasil sem depender de estruturas externas ou prazos longos de importação.
O portfólio que a Multilaser passa a operar inclui microfones sem fio, sistemas de conferência, equipamentos de monitoramento e soluções para produção musical. O público-alvo não é o consumidor final, mas o canal profissional: integradores, locadores, revendedores e subdistribuidores.
O que está em jogo
Para a Sennheiser, trata-se de ganhar velocidade em um mercado que cresceu e se sofisticou. Eventos ao vivo voltaram com força, empresas investiram em salas de conferência híbridas, igrejas e universidades modernizaram infraestrutura de som. A demanda existe — mas só com operação local é possível atendê-la com agilidade.
Para a Multilaser, é a chance de migrar para segmentos de margem mais alta. Fabricar eletrônicos de consumo é um negócio de volume e margem apertada. Distribuir equipamentos premium para canais B2B é outra história: margens melhores, clientes recorrentes, contratos de maior ticket médio.
Para a CMV, representa consolidação regional. Sair da operação brasileira para assumir a América Latina não é rebaixamento — é expansão de mandato.
O desafio da execução
A infraestrutura está montada. A equipe de transição, definida. Mas resta a pergunta estratégica: a Multilaser conseguirá traduzir a filosofia de uma marca construída sobre precisão técnica e atendimento consultivo?
Áudio profissional não é mercado de prateleira. É relacionamento, suporte técnico, conhecimento de aplicação. A Sennheiser atende engenheiros de som, diretores técnicos de TV, gerentes de TI corporativo. Gente que não compra pelo preço — compra pela confiabilidade.
A Multilaser tem escala. Agora precisa provar que tem expertise.
Sinais de um mercado maduro
O acordo Sennheiser-Multilaser-CMV é sintoma de algo maior: o mercado brasileiro de tecnologia atingiu maturidade suficiente para que marcas globais confiem em estruturas nacionais para operar segmentos sofisticados.
Não é mais sobre importar e revender. É sobre ter capacidade de gerenciar cadeias complexas, manter estoque técnico, treinar canais especializados e garantir suporte pós-venda em escala nacional.
Para empresas brasileiras com ambição de crescer além do varejo de massa, esse é o caminho: capturar operações de marcas internacionais que precisam de infraestrutura local, mas não querem construí-la do zero.
A Multilaser apostou nisso. Agora é entregar.
Áudio
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