Marca legendária Tonante lança novos modelos e volta a disputar o mercado violão e guitarras
A Tonante foi um dos símbolos de violão e guitarra acessíveis no mercado brasileiro. Com o fechamento da fábrica, situada em Itupeva, interior de São Paulo, a marca foi adquirida pela Dylan do Brasil. Em 2020, Nicacio Galdino, proprietário da Dylan, vendeu a marca Tonante para a distribuidora Oderço, situada em Maringá, no Paraná.
Tratamento de choque
Fundada em 1954, a Tonante teve sua trajetória baseada em produtos de alto giro e baixo valor agregado, com a aquisição da Oderço, os modelos de violão e guitarra aparecem repaginados, logotipo renovado, e disposta a buscar sua fatia no mercado. “Respeitamos o passado, porém, estamos com foco total no presente e futuro, com qualidade, custo acessível e todos os benefícios possíveis”, explica Takeo Motoyama, gerente de marketing da Oderço.
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“A aquisição da Tonante é resultado dessa vivência da Oderço somada à admiração que temos com uma das marcas mais importantes para história de muitos músicos consagrados. Portanto, relançar a Tonante para nós representa uma oportunidade de negócio e ao mesmo tempo um tributo à marca, e nosso desejo é que ela volte a construir muitas histórias na música”, explica Matheus Matos, presidente da empresa.
A empresa está baseando sua campanha de mercado através do viés “Cult, cultura pop e aquele sentimento nostálgico. Este foi um dos motivos de termos feito o rebrand do logotipo da Tonante”, detalha Takeo.
Takeo explica que está posicionando o produto para concorrer na preferência dos clientes de marcas como Tagima, Michael, Giannini entre outras.
“Trabalhar com instrumentos musicais também está no DNA da Oderço. Além de sermos referência nacional na distribuição de equipamentos de informática e eletrônicos, nós sempre trabalhamos com produtos e acessórios musicais de outras marcas do mercado”, explica Matos, presidente da Oderço.
Desafiosda nova Tonante
Considerando os anos de história da marca, a nova Tonante tem muitos desafios. O mercado é outro, há uma imensa oferta de produtos no setor e é necessário um reposicionamento de imagem. A Música & Mercado apurou com os gerentes da Oderço a vontade de criar uma nova história com a Tonante. “Nesse hiato de anos em que a marca esteve fora do mercado, vimos que será necessário se reinventar. Temos um olhar para o passado, foco no presente e objetivos para o futuro. Montamos um time de especialistas que estão direcionados em criar novos produtos e muitos deles serão surpreendentes”, enfatiza Uiliam Santos, gerente de produtos da Oderço.
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Cases de produtos entry-level que se tornaram hits históricos não faltam: das sandálias Havaianas ao sabonete Phebo, ou mesmo lojas, como a Casas Bahia. Com um bom marketing, preço equilibrado no produto e disposição, a Oderço tem grande possibilidade de reconquistar a fatia de mercado que almeja, pelo lojista e consumidor.
Modelos
“Para este lote inicial, criamos primeiro uma série de entrada, excelente custo benefício para quem quer se iniciar no ramo da música e tocar seus primeiros acordes”, diz Alfredo Gomez, especialista de produtos Tonante. “Todas as nossas guitarras e instrumentos passam por um processo de inspeção nos processos de qualidade e escolhemos as madeiras, componentes, etc com ótimos critérios”, finaliza.
A nova Tonante apresenta cinco modelos de violões com preço sugerido ao consumidor final entre R$799,00 a R$899,00. Além de um modelo de guitarra estilo Strato, com quatro cores disponíveis e preço sugerido de venda R$799,00 a R$899,00.
Violões Tonante 2021: nova fase da marca
Linha desenvolvida em parceria com o guitarrista Deléo conta com seis modelos e destaca o uso de captadores Tipo Ftron em configurações exclusivas.
A Benson Instrumentos lançou recentemente sua nova linha de guitarras Brave Series. Desenvolvida em parceria com o guitarrista Deléo, a novidade marca uma nova etapa para a marca e já começa a movimentar o cenário musical brasileiro ao unir design autoral, inovação técnica e forte identidade sonora.
A Brave Series chega inicialmente ao mercado com seis modelos, cada um com propostas estéticas e sonoras distintas:
Brave One – Satin Black e Satin Olympic White
Brave Two – Satin Black e Satin Olympic White
Brave Three – Silver Sparkle
Brave Five – Satin Black e Satin Olympic White
Brave Six – Lake Placid Blue Sparkle e Charcoal Sparkle
Brave Nine – Satin Black
O principal diferencial da linha está na adoção de captadores modelo Tipo Ftron aplicados em guitarras inspiradas no design Jazzmaster, uma combinação ainda pouco explorada no mercado nacional. Conhecidos por oferecerem um timbre mais suave, equilibrado e com controle de agudos, esses captadores atendem especialmente músicos que buscam clareza, definição e dinâmica, características valorizadas em estilos como o worship e o pop moderno.
Entre os lançamentos, a Brave Nine se destaca como o modelo mais inovador da série. Trata-se de uma Stratocaster em configuração HSS na qual o tradicional humbucker foi substituído por um captador Tipo Ftron, tornando-se uma proposta inédita entre guitarras produzidas no Brasil. A configuração amplia a versatilidade do instrumento sem abrir mão da identidade sonora da linha.
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Além do conceito sonoro, a Brave Series também chama atenção pelo acabamento e construção. Os modelos contam com opções satin e sparkle, ferragens coreanas de alto padrão e acompanham bag exclusiva. Os preços sugeridos variam entre R$ 4.000 e R$ 4.800, com o intuito de posicionar a linha no segmento intermediário-premium do mercado nacional.
O modelo combina alto desempenho, precisão para alta ganho e uma tampa de ébano Pale Moon de forte impacto visual.
A Cort Guitars apresentou a KX500 Pale Moon, guitarra elétrica desenvolvida para músicos que buscam desempenho técnico consistente e identidade visual diferenciada. O modelo já está disponível globalmente por meio de distribuidores locais e lojas online.
A KX500 Pale Moon possui corpo em mogno, gerando timbres quentes, com destaque para médios e graves definidos. A tampa de ébano Pale Moon confere visual marcante, acentuado pelo acabamento Natural Black Burst fosco de poro aberto, que valoriza o desenho natural da madeira.
O braço parafusado de cinco peças em maple torrado e nogueira melhora estabilidade e ressonância. O perfil em “D” mede 19,5 mm no primeiro traste e 21,5 mm no décimo segundo, com escala de 25,5″. A escala em ébano Macassar possui 24 trastes jumbo de aço inoxidável, raio de 15,75″, marcadores laterais luminescentes e inlays em formato de gota. O conjunto inclui nut Graph Tech Black TUSQ de 43 mm e tensor de dupla ação com ajuste tipo spoke nut.
Na parte eletrônica, o modelo traz humbuckers Seymour Duncan Nazgul (ponte) e Sentient (braço), voltados tanto para alta ganho quanto para passagens mais dinâmicas, com graves sólidos e definição nos limpos e solos. O controle é simples, com volume, tone e chave de três posições.
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O hardware inclui tarraxas com trava Cort e ponte hardtail Cort com string-through-body, contribuindo para sustain e transferência de vibração. De fábrica, a KX500 Pale Moon vem equipada com cordas D’Addario EXL110.
Análise para o leitor de Música & Mercado sobre o que está impulsionando o mercado global de guitarras e por que certos modelos se destacam.
O mercado mundial de guitarras continua em crescimento em 2025: o segmento de guitarras elétricas está especialmente forte, e o volume de vendas já movimenta bilhões de dólares.
Este artigo analisa quais modelos estão liderando as vendas, por que estão sendo tão procurados e quais tendências globais merecem atenção. A ideia é oferecer informação útil tanto para músicos quanto para distribuidores, luthiers e profissionais do setor.
Quais modelos estão entre os mais vendidos
Embora nem sempre sejam divulgados dados exatos de volume por modelo em todos os mercados, existem pistas consistentes:
Um relatório da Reverb indica que as marcas dominantes em vendas em 2024 foram Fender, Gibson, PRS e Epiphone.
Outra análise aponta que, em 2025, as guitarras elétricas estão vendendo ao dobro do ritmo das acústicas em nível global.
Sobre modelos específicos: entre os mais recomendados para 2025 aparece a PRS SE CE 24 Standard pela versatilidade, qualidade de construção e bom preço.
No segmento de entrada, a Squier Sonic Telecaster é outro exemplo de alta rotatividade devido à sua acessibilidade.
Fatores que explicam por que se vendem tanto
A seguir, alguns dos principais motivos por trás do forte desempenho do mercado de guitarras e dos modelos mais vendidos:
Domínio da guitarra elétrica
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Segundo diversos relatórios, em 2025 o segmento elétrico cresce mais rápido que o acústico: os dados sugerem uma relação de aproximadamente 2 para 1 nas vendas de elétricas em relação às acústicas. Isso ocorre por motivos como maior versatilidade tonal, demanda em gêneros populares e influência das redes sociais, que favorecem estilos elétricos.
Modelos de valor intermediário com alta qualidade
As marcas têm oferecido modelos de “nível médio” que entregam construção, som e desempenho muito próximos aos de linhas superiores, mas com preços mais acessíveis. Isso atrai iniciantes e músicos intermediários que desejam fazer upgrade. A PRS SE CE 24, por exemplo, destaca-se nesse segmento.
Influência da internet, redes sociais e ensino online
O interesse por tocar guitarra segue elevado graças aos tutoriais online, criadores de conteúdo e maior acessibilidade aos instrumentos. O crescimento do mercado também está ligado ao avanço da educação musical online.
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Mercados emergentes e produção globalizada
Países fora do eixo tradicional EUA/Europa já representam uma parcela significativa da demanda. Ao mesmo tempo, a fabricação e a distribuição global mais eficientes têm permitido reduzir custos e ampliar o alcance das marcas.
Tendência de estilos clássicos com releituras modernas
Modelos que resgatam designs icônicos (como Telecaster, Stratocaster, Les Paul) com atualizações modernas têm boa saída. Os consumidores buscam familiaridade somada a melhorias técnicas.
Mercado de usados e renovação constante
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Embora este artigo trate de vendas de instrumentos novos, é relevante notar que o mercado de guitarras usadas também cresce e impulsiona ciclos de troca.
Quais são as implicações para a indústria musical
Distribuidores e lojas: investir em modelos elétricos de valor intermediário e manter bom estoque com prazos curtos de entrega.
Fabricantes e marcas: apostar em versões de entrada, atualizar clássicos e acompanhar a expansão dos mercados emergentes.
Músicos e instrutores: entender que a demanda por guitarras elétricas continua a crescer, abrindo oportunidades para ensino, conteúdo online e serviços de manutenção.
Mercado latino-americano (e Brasil): muitas das tendências globais também se refletem localmente — modelos elétricos, preços acessíveis, ensino online e novas gerações buscando seu primeiro instrumento.
Em 2025, o mercado de guitarras vive um momento de consolidação elétrica, com modelos bem posicionados em preço e qualidade, forte influência digital e expansão global. Embora nem todos os dados de unidades por modelo estejam disponíveis publicamente, a combinação de relatórios e guias especializadas permite identificar quais instrumentos dominam as vendas e por quê.
Para quem atua em distribuição, fabricação, ensino ou está simplesmente buscando sua próxima guitarra, compreender essas dinâmicas é fundamental para tomar melhores decisões. A guitarra não é apenas um símbolo cultural — é também um produto extremamente vivo dentro da indústria musical global.