Setup: O grande Eric Clapton
Chegou a hora de analisar o equipamento usado por uma das lendas do rock, Eric Clapton. Guitarrista, cantor e compositor britânico de rock e blues, ele tem deixado sua marca na história da música.
Conhecido por seu apelido Slowhand, Clapton é o único músico que foi introduzido três vezes no Salão da Fama do Rock: uma como artista solista e as outras duas, separadas, como membro dos The Yardbirds e do Cream.
Eric ganhou sua primeira guitarra como presente no 13º aniversário. Era era uma guitarra acústica da marca alemã Hoyer, que era um pouco difícil de tocar devido à qualidade das cordas, o que o levou a perder o interesse. Dois anos depois, voltou a pegar a guitarra e começou a tocar sem parar por horas, até aprender a emular as músicas dos artistas de blues de que ele gostava. Clapton guardava as sessões de prática na sua gravadora portátil de fita Grundig, ouvindo-as várias vezes até sentir que tinha tocado bem.

Woman tone é o termo utilizado para se referir ao distintivo som de guitarra elétrica usada por Clapton no final de 1960 com sua Gibson SG, seu amplificador Marshall a válvulas (às vezes) e seu booster de agudos baseado em um transistor de germânio “Dallas Rangemaster”.
A escolha de guitarras de Eric Clapton tem sido diversa. Com The Yardbirds, Clapton tocou uma Fender Telecaster, uma Fender Jazzmaster e uma Gibson ES-335 cor cereja de 1964. Em meados de 1965 virou usuário exclusivo das guitarras Gibson, depois de comprar em uma loja de Londres uma Gibson Les Paul Sunburst standard. A Gibson SG de 1964 com desenhos psicodélicos, que recebeu o nome de The Fool, é sua guitarra mais famosa da época com o Cream.
Durante a gravação da música “While My Guitar Gently Weeps”, dos Beatles, usou uma Gibson Les Paul vermelha de 1957, que posteriormente deu de presente para George Harrison. A primeira Stratocaster foi a Brownie, que em 1974 se tornaria uma peça importante para a criação da Blackie, a guitarra mais famosa de Clapton, que foi leiloada em 2004 pela Christies por US$ 959.500. A Fender tem criado desde então edições limitadas de réplicas da Blackie.
Clapton também foi homenageado com uma série de guitarras acústicas fabricadas pela C. F. Martin & Co. A Martin 1939 000-42, que usou para seu álbum acústico Unplugged. A guitarra foi vendida em um leilão por US$ 791.500. Hoje ele usa uma Martin 000-ECHF.
Embora tenha tido uma ampla lista de guitarras durante as diferentes etapas em sua carreira musical, atualmente seu equipamento se limita a uma pedaleira de efeitos Boss Chorus CE-3, um amplificador Leslie e um pedal wah-wah 535 Crybaby da Jim Dunlop, além de cordas Ernie Ball Slinky e Super Slinky calibre .10 a .46.
Audio Profissional
BandBox chega ao Brasil e inaugura categoria de amp portátil inteligente com IA que trabalha sem internet
Solo a R$ 1.699 e Trio a R$ 3.599 chegam ao mercado nacional com separação de instrumentos em tempo real, mixer de quatro canais e até 10 horas de autonomia
Existe um problema que todo músico que estuda, ensina ou cria fora do estúdio conhece bem. O cubo de prática básico não entrega o que o músico de hoje precisa. Montar um rig com pedalboard, amplificador e ferramenta de aprendizado custa espaço, peso e dinheiro. E os amplificadores portáteis com entrada para instrumento que existem no mercado, em geral, funcionam mais como alto-falante do que como equipamento de músico de verdade.
O JBL BandBox foi construído para atacar exatamente essa lacuna — e chegou ao Brasil no dia 7 de abril de 2026 com um lançamento que, por si só, já disse alguma coisa sobre a proposta do produto.
Um palco para quem usa instrumento de verdade
O evento aconteceu em São Paulo e foi conduzido por Fabiano Carelli, guitarrista do Capital Inicial há mais de duas décadas. Não um apresentador de palco, não um influenciador de tecnologia — um músico profissional que conhece a rotina de quem toca ao vivo e em estúdio.
Ao lado dele, uma lista que atravessou gerações e estilos: Clemente, fundador dos Inocentes e figura central da Plebe Rude; Charles Gavin, baterista da primeira formação dos Titãs; Rayane Fortes, cantora, guitarrista e multi-instrumentista cearense que virou todas as cadeiras no The Voice Brasil e hoje acumula projeção internacional; Thaide, nome do hip-hop nacional; e Felipe Vassão, produtor com múltiplos Grammy Latinos no currículo — responsável por álbuns de Emicida e Jota.pê, com mais de 400 mil seguidores no Instagram e um canal ativo sobre produção musical.
O evento foi lotado, com presença de jornalistas, lojistas de todo o Brasil, criadores de conteúdo e convidados do mercado. E o que aconteceu no palco não foi demonstração controlada: os músicos pegaram o BandBox ao vivo, sem ensaio prévio, e mostraram o equipamento em uso real. O resultado surpreendeu. Ver um instrumento sendo amplificado, efeitos sendo trocados em tempo real e a separação de elementos funcionando diante de uma plateia que entende de som é diferente de ver um vídeo institucional. É a diferença entre acreditar no produto e entender o que ele faz.
O que é o BandBox — e por que o enquadramento importa
A linha tem dois modelos. O BandBox Solo é compacto: até 30W de saída, uma entrada de guitarra ou microfone, reprodução de música via Bluetooth, afinador, metrônomo, looper, pitch shifter, modelos de amplificador e efeitos clássicos como phaser, chorus, tremolo e reverb. A bateria dura até seis horas. Conecta ao computador por USB-C e funciona como interface de áudio direta para o DAW — sem equipamento adicional.
O BandBox Trio é o modelo para grupos: 135W com woofer de 6,5″ e dois tweeters de 1″, quatro entradas simultâneas para instrumentos e microfones, mixer de quatro canais com tela LCD integrada, efeitos de microfone, bateria substituível e até 10 horas de autonomia. Dá para plugar guitarra, baixo, microfone e ainda ter canal livre. Ambos se conectam ao app JBL One para controle avançado de equalização, modelos de amp e cadeia de efeitos — mas os recursos básicos funcionam sem ele, direto no hardware.
O enquadramento correto não é caixa Bluetooth, não é cubo de prática, não é amp de palco. É uma categoria nova: amplificador portátil inteligente, com ferramentas de prática, criação e gravação no mesmo bloco.
A Stem AI: o diferencial que a imprensa internacional foi testar
O recurso central da linha é a tecnologia Stem AI: separação em tempo real de vocais, guitarra e outros elementos de qualquer música reproduzida via Bluetooth, sem necessidade de internet e sem upload prévio de arquivo. O músico escolhe o que quer remover ou isolar — a guitarra para aprender um solo, a voz para cantar por cima, a bateria para trabalhar o groove — e o processamento acontece direto no hardware.
Aplicativos como o Moises fazem algo parecido, mas exigem que o arquivo seja enviado antes. O BandBox faz isso enquanto a música toca. Essa diferença tem consequência prática real em sala de aula, em sessão de prática e no palco de um evento como o que aconteceu ontem em São Paulo.
A imprensa especializada testou e foi direta. O Guitar World classificou a ferramenta como uma das melhores que já viu para prática com IA. O Sound on Sound, referência técnica do setor de áudio, destacou que a inclusão de separação de stems em hardware autônomo, sem dependência de processamento em nuvem, é genuinamente significativa. A ressalva presente nos testes é que a separação não é perfeita em músicas com arranjos muito densos — mas o ponto relevante é que ela funciona bem o suficiente para uso prático real, e isso a imprensa confirmou com produto em mão.

O que isso inaugura para o ecossistema
Há uma geração de músicos — estudantes avançados, professores, produtores que trabalham em casa, criadores de conteúdo musical — para quem o setup ideal precisa ser compacto, completo e capaz de gravar. Esses músicos vivem hoje entre soluções parciais: o cubo básico que amplifica mas não tem recursos, o pedalboard que tem recursos mas ocupa espaço, a interface de áudio que grava mas não amplifica.
O BandBox tenta condensar tudo isso. Para professores e escolas de música, o Trio tem apelo direto: quatro entradas, ferramentas de acompanhamento com controle de elementos, looper e interface de gravação em um único equipamento portátil que substitui um rig inteiro em aulas individuais ou em grupo pequeno. Para o criador de conteúdo musical, a interface USB-C e a Stem AI são o argumento principal — gravar direto no DAW e montar acompanhamentos customizados em tempo real são funcionalidades com encaixe direto nesse perfil. Para o músico profissional que leva o instrumento de um lugar para o outro, o Solo é o equipamento que ele não encontrava nessa faixa.
E para as lojas de instrumento, o BandBox inaugura uma conversa nova. Não compete com o cubo de entrada. Compete com a decisão de não comprar nada — porque o músico ainda não encontrou um produto que fizesse tudo que ele precisava em um formato que coubesse na sua rotina.
O essencial
O JBL BandBox chega ao Brasil num momento em que o mercado de instrumentos carece de produtos que traduzam tecnologia de software em hardware portátil sem inflar o preço além do razoável. A separação de elementos em tempo real sem internet, combinada com amplificação, efeitos e interface de gravação em um só dispositivo, não tem precedente direto nessa faixa de preço e formato no Brasil — e o lançamento de ontem, com músicos de verdade mostrando o produto em uso real, foi a forma mais honesta de apresentar isso ao mercado.
Instrumentos Musicais
Williams leva Mike Terrana e Alexandre Aposan ao palco em São Paulo
Evento no Manifesto Bar acontece em 16 de abril e vem na sequência da entrada de Terrana no time global da marca brasileira.
A disputa por atenção no mercado de bateria não passa só por produto: passa por artista, demonstração e presença física no ponto de contato com a comunidade. É nesse terreno que a Williams tenta ganhar tração ao reunir Mike Terrana e Alexandre Aposan no Manifesto Bar, em São Paulo, em 16 de abril, poucas semanas depois de oficializar Terrana como parceiro internacional da marca.
Segundo a página de venda Clube do Ingresso, o evento terá ingressos a partir de R$50 e será realizado no Manifesto, na Vila Olímpia. A programação divulgada pela marca também inclui uma coletiva de imprensa com Mike Terrana antes da abertura ao público geral.
A ação transforma endorsement em vitrine de marca
A Williams já havia anunciado em março a entrada de Mike Terrana em seu time de artistas. No material divulgado pela própria empresa, o baterista afirmou estar animado com a parceria e destacou a “qualidade” e a “resposta sonora” dos produtos da marca brasileira — uma base autodeclarada que ajuda a explicar o peso simbólico do movimento.
No caso de Terrana, a credencial ajuda a sustentar esse avanço. O baterista construiu carreira em projetos e turnês ligados a nomes como Yngwie Malmsteen, Rage, Masterplan, Axel Rudi Pell e Tarja Turunen, o que mantém seu nome entre os mais reconhecidos do hard rock e do metal internacional. Do lado brasileiro, Alexandre Aposan amplia a conexão local da ação, com trajetória ligada a turnês, estúdio e nomes fortes do circuito nacional.
O que a Williams tenta mostrar ao mercado com essa parceria
Ao colocar Terrana e Aposan no mesmo palco, a Williams transforma um endorsement em ativação presencial. Mais do que promover um encontro entre artistas, a marca usa o evento para dar prova pública de posicionamento — algo que pesa tanto no branding quanto na conversa com varejo, representantes e público final.
Essa leitura aparece também no discurso da liderança da empresa. Segundo o release enviado pela marca, o CEO Silvio Toneli afirmou que “o Mike é um artista muito respeitado e com uma legião de fãs por todo o mundo” e que a parceria mostra ao mercado global que a Williams é “uma empresa séria e com produtos de qualidade, que atende perfeitamente desde os bateristas novatos até as grandes lendas como o Mike Terrana”. Por se tratar de declaração da própria companhia, essa fala funciona como posicionamento oficial da marca sobre o objetivo do movimento.
Quem do mercado pode tirar algo desse encontro
Para lojistas, distribuidores e representantes, o evento vale menos pelo caráter celebratório e mais pelo uso prático: artista conhecido continua sendo ferramenta de demonstração, geração de desejo e argumento comercial, especialmente em categorias nas quais confiança sonora e prova de uso pesam tanto quanto preço.
No caso da Williams, a combinação entre um nome global do metal e um baterista de forte reconhecimento no mercado brasileiro reforça essa ponte entre branding e canal. Quando a marca leva a parceria ao palco logo depois do anúncio, ela deixa de vender só produto e passa a vender percepção de relevância.
O essencial
A Williams não está apenas promovendo um encontro entre dois bateristas de peso. Está usando a chegada de Mike Terrana para transformar endorsement em presença de mercado, com impacto potencial em branding, demonstração e conversa comercial.
Para o canal, o sinal é claro: quando a marca coloca artista e discurso institucional na mesma ação, ela está tentando converter prestígio em posicionamento de mercado.
Iluminação
Martin Professional Macula, sistema remoto de follow spot para iluminação
Solução transforma moving lights em refletores de acompanhamento com controle centralizado.
A Martin Professional anunciou o Macula, sistema remoto de follow spot desenvolvido para transformar moving heads em soluções de acompanhamento com controle preciso em aplicações de palco, broadcast e eventos ao vivo.
O sistema substitui a operação tradicional em altura por um modelo de controle a partir do solo, permitindo que operadores gerenciem uma ou múltiplas luzes por meio de uma estação base. A partir dessa interface, é possível controlar pan, tilt e zoom, além de parâmetros como dimmer, cor e frost.
No centro da solução está um encoder de alta resolução integrado a um cabeçote fluido, combinado com controles ergonômicos e interface touchscreen. O sistema também oferece feedback visual em tempo real por meio de câmeras instaladas nas luzes, permitindo acompanhamento preciso de artistas ou objetos.

O Macula permite alternância dinâmica de controle entre console e estação base durante a operação, além de possibilitar o sincronismo de múltiplas luzes para tracking em diferentes ângulos.
Embora otimizado para modelos como MAC Ultra Performance, MAC Viper XIP e MAC Encore Two, o sistema é compatível com luzes de diferentes fabricantes, desde que equipadas com câmera.
A infraestrutura de rede foi simplificada, concentrando transmissão de vídeo e controle em uma única rede, sem necessidade de cabeamento dedicado adicional.
O sistema também suporta saída PosiStageNet, permitindo compartilhar dados de posicionamento em tempo real com aplicações externas, ampliando possibilidades de integração com soluções de automação.
A proposta é atender aplicações onde precisão de tracking, confiabilidade e segurança operacional são requisitos críticos, oferecendo uma alternativa aos sistemas tradicionais de follow spot.
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