Diretoria da Sennheiser reforça compromisso com o Brasil
A Sennheiser, empresa alemã de microfone, quer reforçar seu compromisso com o varejo e distribuição no Brasil. A visita de Joerk Meyerrose e Alexander Schek, dois alemães
Sennheiser quer reforçar seu compromisso com o varejo e distribuição no Brasil
A visita de Joerk Meyerrose e Alexander Schek, dois alemães responsáveis pela Sennheiser para a América Latina, nas últimas semanas foi além de prática, muito simbólica.
A empresa vem trabalhando consistentemente em conjunto com a Soundix, empresa que assumiu a distribuição da Sennheiser entre outras marcas da Quanta Music desde o início de 2015 (o lançamento oficial para o mercado foi em setembro), para remodelar o sistema de distribuição.
Em uma conversa com os diretores da Sennheiser com a diretoria da Música & Mercado, neste 12 de novembro, temas como multi-distribuição, preços variados em diferentes canais de venda, falsificação de produtos e obviamente mudança de distribuidor foram abordados.
A saber – Os executivos da Sennheiser tem vindo ao Brasil com freqüência nos últimos dois anos e passaram por situações no mínimo embaraçosas, mas necessárias para que houvesse uma definição estável e comprometimento com a situação da comercialização da marca no País.
Nestas idas e vindas, tanto Joerk Meyerrose como Alexander Schekcomo foram surpreendidos com relatos de lojistas sobre a comercialização da marca e pela discrepância de preços do mesmo produto em lugares diferentes.
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Desta forma, ao longo dos últimos anos, a empresa – sem querer – construiu uma imagem controversa para o varejo.
Nada relacionado com a imagem de produto de qualidade (aliás, sempre bem vista), mas por estoques em antigos distribuidores, produtos vindos do Paraguai, distribuidor do Chile vendendo diretamente para o Brasil e uma inconsistência na política de vendas. Só para citar alguns. Não foi fácil para a Soundix assumir a marca nestas condições, muito menos para a Sennheiser encarar o desafio de reconquistar o varejo.”Estamos aqui para provar que o comprometimento da Sennheiser é sério”, reforçou Joerk Meyerrose, diretor da empresa.
Presente e futuro: Distribuição no país não mudará
De forma tranquila, Meyerrose comentou que a distribuição para o setor de instrumentos musicais está sob autoridade da Soundix e a relação proposta é de longo prazo. “A América Latina agora está subordinada a Alemanha. Nós somos europeus e temos uma forma de trabalhar diferente dos americanos, temos planos de longo prazo com a Soundix e não pretendemos mudar para nenhum outro distribuidor”, explica.
Mariano Godinho e Fabio Gaia, diretores da Soundix
Este assunto veio à tona devido aos boatos que a empresa estaria com ‘intenção’ de aproveitar os canais de distribuição da Shure, consolidados há anos pela Pride Music, e planejando mudar de distribuidor. A resposta de Meyerrose foi um enfático “não”.
Desafios da Sennheiser e Soundix
Cientes que a Sennheiser tem que reconquistar a confiança dos pontos de venda, Meyerrose explica: “Entendemos que isto não ocorrerá do dia para a noite, mas estamos trabalhando, viajando para ter o contato direto com o lojista, além do mais, temos nossa equipe de treinamento que faz um excelente trabalho no Brasil”.
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Para a Soundix ficará a missão de cumprir o compromisso firmado na Alemanha. No dia a dia, está o desafio de reconquistar o varejo, enfrentar uma condição econômica turbulenta e se destacar frente à concorrência. Trabalho não faltará.
A plataforma de amplificação Duecanali, da Powersoft, tornou-se a base sonora de concertos, oficinas e atividades comunitárias na rede de unidades do Sesc São Paulo, que já conta com mais de 100 amplificadores Duecanali 1604 instalados em todo o estado.
O projeto é liderado pelo designer e consultor Reinaldo Pargas, da AVM Projetos e Consultoria em Tecnologia, parceiro do Sesc desde 2003. A instituição — fundada em 1964 e com 43 unidades ativas em 2025 — oferece diariamente cursos, exposições, espetáculos e programas educativos em diversas cidades paulistas.
Os amplificadores Duecanali 1604 de Powersoft garantem áudio de alta qualidade com baixo consumo de energia e mínima dissipação de calor, algo essencial em espaços que recebem, em um mesmo dia, oficinas pela manhã, shows à tarde e palestras à noite. O modelo entrega 800 W por canal (4/8 Ω) e até 2.000 W em bridge, permitindo alimentar caixas de baixa impedância ou linhas distribuídas de 70/100 V.
A AVM optou pela versão DSP+D, com processamento interno e conectividade Dante/AES67, possibilitando roteamento via IP e ajustes diretos no ArmoníaPlus, sem necessidade de DSP externo.
Segundo Pargas, a combinação de tamanho compacto, eficiência e baixa distorção tem sido decisiva para garantir sonoridade consistente em salas de diferentes formatos, otimizar rack rooms e reduzir o consumo energético. Além disso, o sistema permite atender às diretrizes técnicas rigorosas do Sesc e às demandas de artistas em circulação.
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A rede Sesc seguirá em expansão nos próximos meses, com novas unidades previstas em Marília e no Parque Dom Pedro II, onde a Powersoft deve novamente integrar a infraestrutura principal de áudio.
A IK Multimedia apresentou o iLoud Sub, um subwoofer de estúdio que promete redefinir o segmento ao combinar graves profundos e controlados com o menor formato da categoria.
O modelo se destaca por integrar o sistema de correção acústica ARC X, que calibra automaticamente o sub e qualquer monitor conectado, independentemente da marca, garantindo resposta equilibrada em diferentes ambientes.
Com extensão de graves até 25 Hz e driver de 6,5” acompanhado por dois radiadores passivos, o iLoud Sub entrega 200 W de potência de pico e foi projetado para proporcionar clareza e precisão em mixagens modernas. Segundo a fabricante, o DSP interno ajusta o comportamento do subwoofer e alinha o sistema completo, eliminando interferências acústicas e facilitando decisões de mixagem mais seguras.
O recurso de configuração automática do subwoofer — novidade do ARC X — alinha frequências graves e expande a resposta de qualquer par de monitores, revelando detalhes de kicks, baixos e efeitos sem comprometer o equilíbrio geral da mixagem.
Entre as conexões, o modelo inclui entradas e saídas XLR/RCA, USB para áudio digital e Bluetooth de alta qualidade. O produto é compatível com toda a linha iLoud e com monitores nearfield de outras marcas, além de setups compactos imersivos e salas de pós-produção.
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A IK Multimedia destaca o iLoud Sub como uma atualização para estúdios pequenos que buscam maior precisão, impacto e profundidade sonora em um formato minimalista.
iLoud Sub:
Formato compacto: Cabe em qualquer estúdio – não requer rearranjos
Extensão de graves até 25 Hz: Experimente todo o grave das produções modernas
Correção de sala ARC X: Alinhamento de sistema sem achismo
Configuração automática: Integração fácil com o estúdio e calibragem de subwoofer
Integra-se com monitores existentes: Funciona automaticamente com monitores de qualquer marca
Graves controlados, precisos e musicais: Mixagens se reproduzem facilmente em qualquer lugar
A engenheira de som direto Laura Zimmermann assinou um dos trabalhos mais marcantes do cinema brasileiro recente em Ainda Estou Aqui, filme de Walter Salles que entrou para a história ao se tornar a primeira produção brasileira a vencer o Oscar de Melhor Filme Internacional.
Seu trabalho rendeu o Grande Otelo 2025 da Academia Brasileira de Cinema.
Para atender às exigências do projeto — que recria ambientes sonoros dos anos 1970 até os dias de hoje — Zimmermann utilizou transmissores SMQV, SSM, LMB e HMa, além de receptores DSR4, SRc, DCR822 e DSQD da Lectrosonics. O foco do diretor na autenticidade levou a equipe a registrar sons reais sem interferências modernas, como gravações do mar em uma ilha remota e o som de carros de época com motores originais.
A preparação dos cenários também foi essencial. A casa principal recebeu tratamento acústico para permitir que os atores atuassem com liberdade sem comprometer a captação. Com filmagens entre Rio e São Paulo, Zimmermann destacou a estabilidade do sistema sem fio em um espectro de frequências complexo: durante seis semanas de gravação em interiores, não precisou alterar a frequência.
“Mesmo sendo o maior projeto da minha carreira, os equipamentos funcionaram com total consistência”, afirmou.
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Ainda Estou Aqui está disponível na Netflix, Apple TV, Amazon Prime Video e outras plataformas.