The NAMM Show foi realizado de 25 a 28 de janeiro, em Anaheim, e trouxe uma renovação no ambiente de negócios e criação de música.
O retorno do The NAMM Show em janeiro de 2024 simbolizou mais do que apenas uma retomada das atividades presenciais; representou um renascimento da confiança no mercado global de música. O evento destacou-se como um alívio, devido à notória recuperação da principal feira do setor.
Sob nova liderança, com John Mlynczak à frente e parte da equipe diretiva renovada, a NAMM embarcou em uma jornada para reafirmar sua missão de catalisar e expandir os negócios da música mundialmente. As viagens internacionais feitas por John em 2023, incluindo visitas ao Brasil, serviram para fortalecer laços e reiterar a importância da NAMM como uma entidade promotora da música em todas as suas formas.
A escolha de John Mlynczak como novo presidente da NAMM foi comprovadamente acertada. Sua estreia no evento Breakfast of the Champions destacou sua capacidade de liderança e o compromisso com a inclusão social, trazendo à tona discussões relevantes com convidados de diversos gêneros e raças.
Notamos que há uma idiossincrasia no entendimento do que é uma feira no passado e atualmente. O The NAMM Show foi novamente um farol de influência para os 62.282 presentes, incluindo os 10.518 visitantes internacionais, três mil visitantes internacionais a mais que em 2023.
Ainda com alguma desconfiança, a edição de 2024 trouxe consigo questionamentos sobre a relevância de feiras em uma era dominada pela tecnologia ou na possibilidade de viagens ou eventos menores. No entanto, a resposta parece residir na necessidade do encontro ao vivo das pessoas e na percepção do posicionamento de cada marca perante aos concorrentes. Mas podemos ir além disto, o evento é também uma porta de entrada aos futuros profissionais do setor e simboliza a estabilidade (ou não) do ambiente de negócios de um mercado, provocando novos e velhos participantes e promovendo uma cultura de oportunidades.
O destino da NAMM será o mesmo da Musikmesse?
Definitivamente não creio que a feira terá o mesmo destino da Musikmesse, baseado nos dados que tivemos acesso. O The NAMM Show está inclinado a crescer e isso é um alívio.
Empresas como Boss/Roland e Taylor Guitars demonstraram um interesse renovado, reservando seus espaços no evento de última hora. Outras, como Martin Guitars, Yamaha, Tama e Ibanez, reafirmaram sua confiança na importância do evento desde o início.
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Entretanto, o efeito em cascata ocasionado pela entrevista do presidente da Fender, que questionou a necessidade do investimento no The NAMM Show há poucos anos atrás, ainda remanesce e influencia algumas das empresas seguidoras, sem que elas notem que isto poderia se tornar parte de uma estratégia de ocupação de espaço e branding.
Vale também mencionar que a preocupação de alguns expositores com quem conversamos recai sobre os valores e o monopólio (Nota: sei que o termo está errado, mas é interessante falar assim) da Freeman, empresa que presta a estrutura de serviços para o NAMM Show, trazendo custos e burocracias desnecessárias para uma nova realidade pós-covid.
E, por fim, a data da feira ISE, em Barcelona, com a diferença de apenas um dia do The NAMM Show. Note que já anunciaram que em 2025 haverá o afastamento de 10 dias da data da ISE em relação ao NAMM.
Em 2025 teremos um novo The NAMM Show
Na edição de 2024 do The NAMM Show, comentava-se sobre a presença de diretores de marcas famosas, que estavam avaliando a possibilidade de investir em futuras edições. Um novo olhar das marcas globais líderes evidencia um novo pensamento sobre a responsabilidade destas com o mercado e a relevância do evento como um catalisador setorial.
Há grandes expectativas que cercam o futuro do The NAMM Show, mas elas devem ser tratadas com prudência, pois é um processo de retomada. A NAMM demonstrou sua resiliência e capacidade de adaptação, crescendo em um novo formato que promete superar as adversidades.
O NAMM Show 2024 marcou um importante passo rumo à recuperação e adaptação do setor musical e de áudio. As lições aprendidas nos últimos anos moldaram um evento mais resiliente, inovador e centrado na paixão pela música e na conexão entre as pessoas.
Aguardamos a edição de 2025, de 23 a 25 de janeiro, e as novidades que trará!
A Audio Engineering Society (AES) anunciou novidades para o AES Show Nashville 2026 e confirmou a realização do AES@NAB New York, ampliando sua presença em dois dos principais polos de produção de áudio dos Estados Unidos em outubro de 2026.
O AES Show Nashville acontecerá de 30 de outubro a 1º de novembro, com um programa técnico de três dias e uma exposição de dois dias no fim de semana. O evento vai reunir profissionais de áudio, tecnólogos, criadores e educadores em uma programação focada em capacitação, networking e inovação.
A feira contará com um Main Stage na área de exposição, onde acontecem a cerimônia de abertura, a palestra principal e entrevistas com líderes da indústria. Também haverá o Technology Showcase, espaço dedicado a demonstrações práticas de produtos, fluxos de trabalho e novas ferramentas de produção.
O ingresso Exhibits+ dará acesso à área de exposição e às atividades principais, enquanto a opção All Access incluirá todas as sessões técnicas, palestras e eventos especiais. As inscrições abrem em abril, com benefícios exclusivos para membros da AES.
Além disso, a entidade confirmou sua participação no NAB Show New York 2026, que acontece nos dias 21 e 22 de outubro. O espaço AES@NAB NY terá um palco próprio na feira e uma programação dedicada ao áudio para broadcast e streaming, com foco nos desafios e tendências do setor.
A Kepma Guitars anunciou durante o evento o lançamento da F2S Lamplight, um violão acústico-eletroacústico no formato Grand Auditorium que traz um sistema eletrônico voltado à criação musical.
O novo modelo foi desenvolvido para músicos que buscam não apenas qualidade sonora, mas também um instrumento com proposta estética própria e recursos pensados para palco, estúdio e uso doméstico.
Construção e proposta sonora
O F2S Lamplight traz tampo sólido de Sitka spruce torrefado, assim como o leque harmônico do mesmo material. O processo de torrefação, segundo a Kepma, aumenta a estabilidade estrutural, melhora a resposta tonal e entrega um som mais “maduro” desde o primeiro dia de uso. O fundo e as laterais são feitos em Ovangkol laminado, com acabamento em alto brilho. O cavalete é de jacarandá sólido e a pestana é de osso natural.
O braço de mogno é reforçado com duas barras de fibra de carbono e tensor de dupla ação, enquanto a escala em ébano técnico de 2 mm recebe ajuste PLEK, garantindo precisão e tocabilidade já de fábrica.
Design e acabamentos premium
Visualmente, o F2S se destaca pela incrustação Lamplight em madeiras Padauk africano e Boxwood, acompanhada por detalhes em madrepérola, binding ABS na cor marfim, escudo com padrão de jacarandá e tarraxas seladas na relação 1:18. O braço tem acabamento acetinado para uma sensação mais rápida ao tocar, e o instrumento já vem com botões para correia, pronto para uso em palco.
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Sistema bolt-on e foco em praticidade
O modelo incorpora a tecnologia bolt-on neck-body detachable da Kepma, que permite a remoção do braço do corpo, facilitando manutenção e transporte, além de garantir alinhamento consistente ao longo do tempo — um recurso raro nesta faixa de preço.
Eletrônica L1 Smart Loop AcoustiFex
Um dos grandes diferenciais do F2S Lamplight é o sistema L1 Smart Loop AcoustiFex, que vai além da simples captação eletroacústica:
Permite usar efeitos integrados como reverb, delay e chorus sem necessidade de amplificador.
Conta com função de loop para gravar e sobrepor camadas diretamente na guitarra, voltado para composição, estudo e apresentações solo.
Segundo a Kepma, o sistema transforma o F2S em uma verdadeira plataforma criativa portátil, tanto plugada quanto desplugada.
Disponibilidade
A Kepma F2S Lamplight sai de fábrica com cordas Elixir Nanoweb .013–.052 e acompanha bag original da marca.
O modelo começará a ser distribuído nos Estados Unidos em junho de 2026, com preço sugerido de US$ 1.399,99 na versão com sistema L1 e US$ 1.199,99 na versão sem eletrônica.
A VOX anunciou duas novas adições à sua clássica família de amplificadores AC: o AC15 Hand-Wired Greenback e o AC30 Hand-Wired Greenback.
Os novos modelos são voltados a guitarristas que buscam o caráter tradicional da marca, mas com um timbre mais quente, médios mais presentes e saturação mais precoce, graças ao uso de falantes Celestion Greenback.
Ambos os amplificadores são construídos com circuitos fiéis aos projetos vintage, montagem totalmente hand-wired e recursos modernos que ampliam a versatilidade em estúdio e no palco. A proposta não é simplesmente recriar os modelos antigos, mas oferecer uma nova voz dentro da linha AC, mantendo o DNA sonoro da VOX.
O AC15HWR1 Greenback preserva o brilho, a dinâmica e a resposta ao toque que consagraram o AC15, mas adiciona um caráter mais encorpado e focado nos médios. A seção de potência com válvulas EL84, combinada com o Greenback, permite atingir a saturação mais cedo e explorar o overdrive britânico em volumes mais controláveis. O modelo inclui master volume, loop de efeitos com buffer FET (com bypass) e reverb de mola valvulado com controles independentes de nível e tonalidade.
Já o AC30HWR2 Greenback aplica o mesmo conceito ao lendário formato de 30 watts com dois falantes Greenback de 12”. O resultado é um AC30 com caráter um pouco mais escuro, médios mais presentes e uma transição ao overdrive mais suave, sem perder o headroom e a projeção típicos do modelo. Ele também conta com reverb valvulado dedicado e loop de efeitos transparente.
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Com essas novas versões, a VOX atende músicos que valorizam o feeling dos amplificadores clássicos, mas querem mais controle, confiabilidade e uma resposta sonora diferente tanto no palco quanto no estúdio. Os novos modelos podem ser vistos no estande #6802 da VOX na NAMM.