Estreia do show Xande canta Caetano, Djavan OlodumBaiana, Banda Uó, FBC convida Letrux estão no line-up.
Com datas confirmadas para os dias 21 e 22 de junho, em Belo Horizonte, o Sensacional! anuncia parte da programação do segundo dia de festival: OlodumBaiana, Marina Sena canta Gal Costa, Marcelo D2 À Procura da Batida Perfeita, Banda Uó o Reencontro, Dona Onete 85 anos, FBC convida Letrux, Ivyson e Ana Frango Elétrico. O evento confirmou, ainda, além de Djavan eXande de Pilares para a noite de abertura, dia 21 de junho.
No parque Ecológico da Pampulha, o primeiro dia do Sensacional! terá a estreia do novo show de Xande de Pilares, ex-vocalista do Grupo Revelação, com repertório do álbum Xande canta Caetano, em que interpreta canções do compositor baiano. O trabalho encantou o público e emocionou o próprio Caetano Veloso, que chorou ao ouvir o trabalho em estúdio. Na mesma noite, a despedida da turnê “D”, na qual Djavan traz o repertório do seu 25º álbum de estúdio, além de mais de 20 sucessos de todas as fases de sua discografia.
O segundo dia do festival já tem parte do line-up anunciado. O clássico grupo percussivo, criado em 1979 em Salvador, Olodum, e o BaianaSystem, banda liderada pelo vocalista Russo Passapusso, unem-se no palco no show OlodumBaiana. O projeto nasceu depois do encontro promovido e sugerido pela curadoria do Sensacional! na apresentação Olodum convida Russo Passapusso, na nona edição do festival em 2022.
Ana Frango Elétrico volta a Belo Horizonte, após lançar o álbum “Me chama de gato que eu sou sua”. A carioca, além de cantora, compositora e artista plástica, destaca-se na produção musical. Com sua lírica afiada, Marcelo D2 apresenta um de seus álbuns mais icônicos, “À Procura da Batida Perfeita”, de 2003, que consolidou sua marca registrada: o encontro entre rap e samba. O artista recebeu duas indicações no Latin GRAMMY 2023 com “Jardineiros”, que marca a volta do Planet Hemp.
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Reconhecida como rainha do carimbó, Dona Onete celebra 85 anos de idade no palco do Sensacional!. A artista do Pará tem mais de 300 canções, regravadas por grandes artistas como Gaby Amarantos. O festival também será palco do reencontro da Banda Uó. Em 13 anos de história, o grupo conquistou uma legião de fãs, que até hoje pede pelo seu retorno. Seis anos depois do término, a Banda Uó tem um encontro marcado com o público, apresentando um show com os maiores sucessos da carreira.
Grandes representantes da cena mineira também estarão presentes: Marina Sena, que homenageia Gal Costa, e FBC, que convida Letrux. Ex-integrante d’A Outra Banda da Lua e do Rosa Neon, Marina Sena tornou-se um fenômeno com o álbum solo, “De Primeira”, e depois ganhou o Brasil com “Vício Inerente”. No Sensacional!, canta apenas músicas da Gal Costa. Já FBC, cria das batalhas de rima de Belo Horizonte, ficou bastante conhecido pelo álbum “Baile”, produzido em parceria com Vhoor. Em 2023, lançou um dos álbuns do ano, O Amor, o Perdão e a Tecnologia Irão nos Levar para Outro Planeta.
A curadoria de artistas de várias partes do país continua com Ivyson, cantor e compositor pernambucano que desponta na cena musical atual. Em seu álbum de estreia, “O Outro Lado do Rio”, lançado em junho de 2022, traz influências do pop à música popular brasileira.
Os ingressos para os dois dias de festival estão à venda na plataforma Shotgun e custam a partir de R$120.
Evento gratuito encerra ciclo anual com showcases, debates, workshops e rodadas de negócios.
A última etapa da edição 2025 da FIMS – Feira Internacional da Música do Sul acontece de 11 a 13 de dezembro, em Foz do Iguaçu (PR). Gratuito e aberto ao público, o evento reúne artistas, produtores, selos, festivais, gestores culturais e representantes do mercado latino-americano para três dias de showcases, debates, workshops e encontros profissionais.
Criada em 2016, a FIMS se consolidou como um dos principais pontos de conexão da música no Brasil. A etapa em Foz encerra um ano marcado pela expansão territorial do projeto, que passou por Curitiba, São Paulo, Belém e Brasília por meio do circuito Drops FIMS, ampliando redes regionais e fortalecendo a circulação de artistas.
Programação destaca diversidade e integração latino-americana
A edição de Foz do Iguaçu ocupará diferentes espaços da cidade. Entre os confirmados estão Gilsons, Kaê Guajajara, Leminskanções, Sebastián Piracés (Francisco, el Hombre) e a cantora indígena Djuena Tikuna. A agenda formativa contará com profissionais como Dani Ribas (Instituto Abramus), Danieli Correa (UBC), Alice Ruiz, Roberta Martinelli, Evandro Okan, Tony Aiex (Tenho Mais Discos Que Amigos!) e Benjamin Taubkin.
Os painéis abordam temas centrais para a cadeia musical, como internacionalização de carreiras, divulgação no ambiente digital, direitos autorais, impactos da IA, festivais latino-americanos, políticas do Sul Global e o papel contínuo do rádio.
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Também estão previstas rodadas de negócios, pitching e atividades de formação para quem busca profissionalizar sua atuação no setor.
Encontro para fortalecer redes e criar novas oportunidades
Para Téo Ruiz, diretor e idealizador da FIMS, o evento segue cumprindo seu papel de articulação: “A FIMS nasceu do desejo de unir quem faz, quem cria e quem viabiliza a música. Só com essa rede colaborativa é possível garantir um futuro mais justo, diverso e sustentável para o mercado musical.”
Com mais de 70 shows, cerca de 200 reuniões de negócios e mil participantes por edição, a FIMS figura hoje entre as conferências mais relevantes do setor no país. Duas vezes indicada ao Prêmio Profissionais da Música, atua como plataforma de desenvolvimento, visibilidade e aceleração de carreiras.
Compromisso com diversidade e inclusão
O evento mantém ações afirmativas para ampliar o acesso de jovens em situação de vulnerabilidade e garantir a participação de mulheres, pessoas negras e LGBTQIA+ na curadoria, programação e produção.
A falta de demanda para uma nova área temática dentro da Light + Building 2026 precipita o fim do histórico salão alemão, enquanto a marca ganha força na Ásia.
A Prolight + Sound — durante anos considerada uma das feiras mais importantes do mundo nos setores de iluminação profissional, áudio, integração de sistemas e tecnologias para eventos — deixará de acontecer em Frankfurt. A organização confirmou que já não existem condições suficientes para manter uma edição local, encerrando assim sua trajetória no centro de exposições da cidade alemã.
Durante décadas, a feira foi referência global. Conectou fabricantes, distribuidores, engenheiros, designers de iluminação, técnicos de áudio, integradores e profissionais do entretenimento em um ponto de encontro essencial para lançamentos, networking e formação. Sua relevância nos anos 2000 e 2010 a consolidou como termômetro de tendências na Europa e vitrine obrigatória para marcas internacionais.
O que aconteceu?
Após semanas de conversas com expositores e uma análise detalhada sobre o futuro do evento, a Messe Frankfurt constatou que não havia demanda suficiente para criar, dentro da Light + Building 2026, uma área temática dedicada exclusivamente à Prolight + Sound. Essa alternativa havia sido proposta como forma de manter a presença do salão na cidade, mas não recebeu o apoio necessário para garantir uma oferta sólida e atrativa para empresas e visitantes.
Diante dessa falta de respaldo, a organização tomou a decisão — considerada “difícil” — de não realizar mais a Prolight + Sound em Frankfurt.
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Integração a outras feiras e novos caminhos
Alguns dos expositores convidados a participar da área temática já optaram por se apresentar diretamente nos segmentos tradicionais da Light + Building, onde poderão se conectar principalmente com escritórios de arquitetura, designers de iluminação, especialistas em tecnologia predial, instaladores elétricos e profissionais de facility management.
Mesmo com o encerramento em Frankfurt, a Prolight + Sound segue no portfólio internacional da Messe Frankfurt. A marca continua crescendo na Ásia e prepara novas edições, entre elas:
Prolight + Sound Guangzhou, que recentemente reuniu mais de 2.200 expositores e 110.000 visitantes, consolidando-se como uma das feiras mais dinâmicas do setor. Prolight + Sound Bangkok, que realizará sua edição inaugural em 2026, ampliando a presença da marca no Sudeste Asiático.
Um encerramento simbólico e um futuro redirecionado
O anúncio marca o fim de uma era para a indústria europeia do espetáculo e do entretenimento técnico. Para várias gerações de profissionais, a Prolight + Sound Frankfurt foi um ponto de encontro fundamental, onde foram apresentadas tecnologias que moldaram padrões globais em áudio, iluminação, rigging, laser, staging e soluções AV.
A organização agradeceu a colaboração da imprensa, expositores e visitantes ao longo dos anos e reforçou que continuará recebendo a comunidade em seus eventos internacionais.
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A marca se despede de Frankfurt, mas segue adiante em mercados onde o setor audiovisual mantém um ritmo de expansão mais acelerado.
O DJ brasileiro estabelece recorde latino-americano e amplia a presença do país na cena eletrônica global.
O DJ e produtor brasileiro Alok protagonizou uma das performances mais marcantes do Tomorrowland Brasil ao utilizar mais de mil drones coreografados sobre o mainstage LIFE. A apresentação estabeleceu um novo recorde latino-americano para shows musicais ao vivo com uso de drones e consolidou o artista como uma das figuras centrais do festival.
No fim de setembro, um teaser divulgado nos canais oficiais do Tomorrowland em parceria com Alok já antecipava a dimensão do projeto. A relação do artista com o festival vem se fortalecendo a cada edição, marcada por espetáculos que combinam tecnologia, narrativa visual e música. Em 2023, Alok já havia surpreendido o público ao integrar 600 drones, fogos de artifício, lasers e iluminação em seu show no Parque Maeda — apresentação que lhe rendeu o prêmio de Melhor Performance de 2024 no Electronic Dance Music Awards (EDMAs).
A produção mais recente expandiu esse conceito. O espetáculo foi desenvolvido em colaboração entre a equipe criativa de Alok e a produção do Tomorrowland, com o objetivo de ampliar as possibilidades de experiências imersivas em grandes eventos. O uso de mais de mil drones aumentou o impacto visual da apresentação e reforçou a tendência de integrar arte, luz e tecnologia no entretenimento ao vivo.
Durante sua atuação no Tomorrowland Bélgica, Alok destacou que o festival representa mais do que cenografia e efeitos especiais, simbolizando uma energia compartilhada que ultrapassa fronteiras e limitações técnicas.
A trajetória do artista no festival também reforça seu papel como representante da música eletrônica brasileira no cenário internacional. Sua presença contínua contribui para posicionar o Brasil como um polo criativo relevante e demonstra como a música pode conectar públicos, culturas e diferentes visões de mundo.
Com esta performance histórica no Tomorrowland Brasil, Alok não apenas apresentou um set, mas expandiu os parâmetros de produção e inovação do setor, reafirmando a força da união entre criação artística e tecnologia de ponta.