Amplificadores
Mitos e verdades sobre amplificadores valvulados – Parte 1
Publicado
6 anos agoon
Por
Paulo Acedo
Nesta série de “Mitos e verdades” abordaremos tudo sobre os amplificadores valvulados. Não perca a primeira parte!
Poder escrever sobre amplificadores valvulados e eletrônica valvulada em geral é sempre uma oportunidade bacana para compartilhar experiências práticas e teóricas com os guitarristas e também com os amantes desse mundo eletrônico que sintetiza o melhor timbre de guitarra até hoje criado.
A internet abriu um leque enorme de divulgação de todo tipo de informação: a correta, a mais ou menos correta e até a incorreta inclusive e hoje não há quem não busque na internet a resposta para todo tipo de pergunta em qualquer segmento, sem exceção. Esse enorme poder informativo da internet deve sempre ser visto com certa cautela, principalmente quanto à fonte e origem da informação.
Inicialmente a informação técnica na internet vinha invariavelmente de um site ou página respaldada por um profissional da área e com muito conteúdo interessante. Num segundo momento muito dessa informação se dissipou em fóruns e redes sociais saindo da mão do profissional técnico e passando para o freqüentador do fórum ou rede que, por mais bem intencionado que seja, muitas vezes esquece de incluir o “eu acho que…” ou “eu ouvi dizer…” ou até mesmo “não tenho certeza mas…” em seus comentários. Isso pode ser devastador para quem lê e interpreta uma opinião pessoal como sendo uma verdade absoluta.
Essa série de artigos que iniciamos agora terá sempre o cuidado e a intenção de filtrar tudo que circula de informação sobre amplificadores valvulados em geral, ressaltar o que existe de correto tecnicamente, completar a informação incompleta e corrigir o que é essencialmente errado. Para isso vamos dividir o assunto em tópicos que serão abordados separadamente mas que também são inter relacionados.
Maior volume
Talvez o maior comentário que circula sobre valvulados é que eles sempre soam mais alto, com maior volume, quando comparados com um amplificador transistor de mesma potência. Isso será verdade? Por que?
Para responder essa questão é importante compreender o que é um espectro de freqüências. Ele nada mais é que a representação quantitativa de cada freqüência que compõe um sinal elétrico e também define o que conhecemos por timbre. O espectro de frequência também está relacionado com a energia que um sinal contém, quanto mais amplo o espectro mais energia esse sinal contém.
Mas por que existiria diferença de timbre ou de energia se o sinal tem a mesma fonte sonora, que é a guitarra, sendo injetada nos 2 tipos de amplificadores, o transistorizado e o valvulado?
Nenhum sistema de amplificação é 100% isento de distorção. Passar qualquer sinal elétrico por um amplificador é amplificar e ao mesmo tempo distorcer o sinal. A diferença é o tipo e a quantidade de distorção mas todos sem exceção distorcem.
Exatamente a diferença do tipo de distorção é o que responde a toda essa questão do volume. No amplificador valvulado para guitarra a preocupação nunca foi e nunca será criar circuitos com baixos níveis de distorção, pelo contrário, eles são os mais distorcidos com índices altíssimos em torno de 10% mesmo em se falando de timbre limpo enquanto amplificadores transistorizados ou solid state têm distorção harmônica na faixa de milésimos de 1% para citar os mais fiéis. Os de guitarra um pouco mais.
Distorcer é gerar harmônicos. Harmônicos são freqüências múltiplas da freqüência fundamental, a nota que a guitarra emitiu. O amplificador gera freqüências múltiplas da freqüência fundamental dentro do seu circuito, as válvulas geram, os transistores também geram e dessa forma se amplia o espectro de freqüências tornando esse sinal mais potente ou mais energizado se podemos dizer assim.
A maneira como a válvula faz esse tipo de distorção gerando harmônicos de ordem par majoritariamente e em maior quantidade torna o som do amplificador valvulado mais potente porque ele contém um sinal de espectro mais rico, mais abrangente e que consequentemente nos dá a nítida sensação de maior volume.
Vale ressaltar também que qualquer tipo de comparação direta de volume entre valvulado e transistorizado só pode ser levada em consideração se feita nas mesmas condições, ou seja, ligado no mesmo gabinete, mesmo alto-falante, usando a mesma guitarra e de preferência com o mesmo guitarrista. Qualquer coisa fora dessa condição traz o teste para a desigualdade de comparação.
A qualidade do alto-falante
Outra consideração importante é quanto à qualidade do alto-falante utilizado. O amplificador valvulado é o de maior qualidade que existe, a maioria deles destinada a uso profissional e por esse motivo eles costumam ser construídos com os melhores alto-falantes, mais sensíveis e com maior abrangência de frequências (espectro), melhor resposta. Essa diferença de qualidade é crucial também na comparação com amplificadores transistor quando o guitarrista compara o seu transistorizadinho velho de guerra com o valvulado novinho em folha.
Esse texto de forma alguma tem a intenção de encerrar este assunto, pelo contrário, ele mostra uma síntese do que ocorre na prática e eu me mostro sempre aberto a opiniões complementares e discordantes de quem quer que seja. O importante é trazermos as questões para serem discutidas e não tratar qualquer tipo de abrangência de determinado assunto como verdade absoluta.
No próximo texto vamos falar de watts, decibéis, volume e qualidade de timbre do amplificador valvulado. Até a próxima!
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Amplificadores
MESA/Boogie revive o 90s Triple Rectifier Solo Head
Publicado
2 dias agoon
13/03/2026
Versão de alta potência de um dos amplificadores mais influentes do rock.
A MESA/Boogie anunciou o lançamento do 90s Triple Rectifier Solo Head, um amplificador de alta potência que se posiciona como o “irmão mais potente” do lendário Dual Rectifier e um dos modelos mais influentes na história do som da guitarra moderna.
Desde seu lançamento original em 1992, a família Rectifier se tornou referência no universo do rock e do heavy metal, ajudando a redefinir o som de alta distorção característico desses estilos. Esses amplificadores ficaram conhecidos por criar verdadeiras paredes de som com alto ganho, ideais para riffs pesados, afinações graves e linhas de baixo marcantes que marcaram uma geração.

A nova versão do Triple Rectifier chega com uma estética “blackout” em edição limitada, incluindo chassi preto, controles Speed Knobs também em preto e o clássico painel frontal Diamond Plate em acabamento escuro. O visual reforça a identidade agressiva e poderosa do amplificador.
Na parte traseira, o equipamento revela um conjunto adicional de válvulas de retificação e potência que formam uma parede de vidro iluminado, antecipando o impacto sonoro liberado ao acionar o interruptor de standby. Esse design ajuda a consolidar o Triple Rectifier como um verdadeiro ícone do rock.
A Aguilar anunciou o lançamento do Tone Hammer 210 Combo, um novo amplificador combo para baixo.
Desenvolvido para oferecer o som, a resposta e o desempenho de um sistema completo da marca em situações em que o espaço é limitado, mas o timbre e a confiabilidade continuam sendo fundamentais.
Pensado para baixistas profissionais, o Tone Hammer 210 Combo não foi concebido como uma solução “reduzida”. Segundo a marca, o projeto partiu dos ambientes reais de trabalho do músico: palcos pequenos e médios, estúdios, fossos de teatro e templos, onde a clareza sonora, a consistência e as saídas diretas são tão importantes quanto o volume no palco.
O equipamento é construído em torno de um gabinete 2×10 em orientação vertical, que combina portabilidade com uma projeção mais natural e uma sensação de palco mais próxima à de um rig tradicional. Sua altura é semelhante à de um cabeçote Tone Hammer com uma caixa SL 410, facilitando que o baixista se ouça com clareza sem a necessidade de volume excessivo. O módulo do amplificador é fisicamente separado do gabinete, preservando o volume interno e a ressonância acústica, evitando o caráter “embarrado” típico de muitos combos.
O gabinete é equipado com dois falantes cerâmicos de 10 polegadas desenvolvidos especialmente pela Aguilar, inspirados na série DB. Esses alto-falantes oferecem graves firmes e controlados, médios definidos e uma resposta clara que se mantém presente na mixagem ao vivo.
Na parte superior encontra-se uma versão de 300 watts do amplificador Tone Hammer de segunda geração, que entrega o caráter sonoro característico da série: quente, rico e com inspiração valvulada, mas com flexibilidade para ir de sons vintage a timbres mais modernos.
O painel traseiro foi projetado para atender às exigências atuais, com duas saídas XLR para roteamento ao PA e monitoramento ou in-ear, respostas a impulso de gabinete integradas para um som direto consistente e compatibilidade com o aplicativo Aguilar Cabinet Suite para edição via computador. O combo também inclui saída para fones de ouvido e entrada auxiliar para prática silenciosa, além de um novo sistema de refrigeração ultrassilencioso, adequado para estúdios e ambientes sensíveis a ruído.
Amplificadores
NAMM 2026: VOX apresenta os novos AC15 e AC30 Hand-Wired Greenback
Publicado
2 meses agoon
23/01/2026
A VOX anunciou duas novas adições à sua clássica família de amplificadores AC: o AC15 Hand-Wired Greenback e o AC30 Hand-Wired Greenback.
Os novos modelos são voltados a guitarristas que buscam o caráter tradicional da marca, mas com um timbre mais quente, médios mais presentes e saturação mais precoce, graças ao uso de falantes Celestion Greenback.
Ambos os amplificadores são construídos com circuitos fiéis aos projetos vintage, montagem totalmente hand-wired e recursos modernos que ampliam a versatilidade em estúdio e no palco. A proposta não é simplesmente recriar os modelos antigos, mas oferecer uma nova voz dentro da linha AC, mantendo o DNA sonoro da VOX.
O AC15HWR1 Greenback preserva o brilho, a dinâmica e a resposta ao toque que consagraram o AC15, mas adiciona um caráter mais encorpado e focado nos médios. A seção de potência com válvulas EL84, combinada com o Greenback, permite atingir a saturação mais cedo e explorar o overdrive britânico em volumes mais controláveis. O modelo inclui master volume, loop de efeitos com buffer FET (com bypass) e reverb de mola valvulado com controles independentes de nível e tonalidade.
Já o AC30HWR2 Greenback aplica o mesmo conceito ao lendário formato de 30 watts com dois falantes Greenback de 12”. O resultado é um AC30 com caráter um pouco mais escuro, médios mais presentes e uma transição ao overdrive mais suave, sem perder o headroom e a projeção típicos do modelo. Ele também conta com reverb valvulado dedicado e loop de efeitos transparente.
Com essas novas versões, a VOX atende músicos que valorizam o feeling dos amplificadores clássicos, mas querem mais controle, confiabilidade e uma resposta sonora diferente tanto no palco quanto no estúdio. Os novos modelos podem ser vistos no estande #6802 da VOX na NAMM.
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