Instrumentos Musicais
Cuidado com instrumentos acústicos em clima tropical
Como proteger madeiras, acabamentos e componentes em ambientes úmidos.
A conservação de instrumentos acústicos apresenta desafios específicos em regiões tropicais, onde a combinação de altas temperaturas e umidade constante acelera o desgaste de madeiras, cordas e partes estruturais. Dados citados por associações de luteria na América Latina indicam que níveis de umidade relativa acima de 70% podem causar deformações, perda de estabilidade tonal e falhas em colagens internas.
Umidade: o principal fator de risco
Em climas tropicais, a alta umidade afeta diretamente violões, guitarras acústicas, ukuleles, violinos, contrabaixos e instrumentos de percussão feitos de madeira. Entre os efeitos mais observados, luthiers destacam:
- Dilatação e retração das madeiras, causando trastejamento, abaulamento da tampa e alterações no braço.
- Enfraquecimento de colas e junções internas pela absorção de água.
- Envelhecimento acelerado das cordas e perda de definição tonal.
A umidade excessiva também favorece o surgimento de fungos, especialmente em instrumentos guardados por longos períodos em estojos fechados.
Controle ambiental: a medida mais eficaz
Especialistas recomendam manter a umidade relativa entre 45% e 55% como faixa segura para instrumentos acústicos. Para alcançar esse nível em regiões tropicais, as estratégias mais utilizadas incluem:
- Desumidificadores portáteis em salas de ensaio, estúdios e ambientes pequenos.
- Sacos dessecantes dentro de estojos rígidos.
- Evitar exposição direta a locais abafados, varandas ou ambientes sem climatização.
Ao contrário das regiões secas, o uso de humidificadores internos não é indicado, pois pode agravar o excesso de umidade na madeira.
Temperatura e incidência solar
As variações térmicas influenciam diretamente o comportamento estrutural dos instrumentos. Temperaturas altas podem amolecer colas e afetar acabamentos. As recomendações incluem:
- Não deixar instrumentos dentro de veículos.
- Evitar exposição prolongada ao sol em ensaios ao ar livre.
- Manter estojos afastados de fontes de calor e paredes externas.
Armazenamento seguro em regiões tropicais
A forma de guardar o instrumento tem impacto direto em sua estabilidade:
- Estojos rígidos oferecem proteção superior a capas, reduzindo a influência de variações ambientais.
- Armazenar o instrumento na posição vertical diminui a pressão sobre a tampa e o braço.
- Em áreas costeiras, técnicos recomendam revisão semestral de ferragens devido ao risco de corrosão salina.
Manutenção periódica
Um cronograma de manutenção ajuda a prevenir danos e prolonga a vida útil:
- Inspeção do ângulo do braço e do estado da ponte.
- Lubrificação discreta de tarraxas e verificação dos trastes.
- Limpeza com pano seco e produtos neutros, evitando ceras ou óleos inadequados.
- Troca regular de cordas, que se deterioram mais rapidamente em ambientes úmidos.
No caso de instrumentos de percussão, como congas e bongôs, o cuidado com peles naturais é essencial, já que absorvem umidade com facilidade.
Por que o clima tropical exige atenção constante
Luthiers de vários países observam que a degradação em climas quentes e úmidos ocorre de forma cumulativa. Pequenas variações diárias de temperatura e umidade modificam continuamente o comportamento das madeiras, exigindo monitoramento frequente e estratégias preventivas mais rigorosas do que em regiões de clima seco ou temperado.
Guitarra
Nova KX600 Infinite da Cort
Nova guitarra elétrica da série KX chega com construção neck-thru-body, captadores Fishman Fluence Modern e foco em sustain, precisão e versatilidade.
A Cort Guitars anunciou o lançamento da KX600 Infinite, novo modelo da série KX de guitarras elétricas modernas. Segundo a marca, o instrumento foi desenvolvido para músicos que buscam mais sustain, timbre atual e desempenho consistente tanto no palco quanto no estúdio.
A KX600 Infinite usa construção neck-thru-body, solução voltada a melhorar sustain e resposta tonal. O corpo é de basswood, enquanto o braço de cinco peças combina maple torrado e walnut, configuração que, de acordo com a fabricante, oferece estabilidade, ressonância e maior durabilidade. O modelo tem escala de 25,5 polegadas e perfil de braço esculpido para favorecer execução rápida e confortável.
A guitarra também traz trastes jumbo de aço inoxidável, pensados para maior vida útil e para facilitar a tocabilidade técnica. A isso se somam pestana Graph Tech Black TUSQ de 43 mm, voltada a melhorar sustain e riqueza harmônica, e duas opções de acabamento: Orange Crush Satin e Black Satin.
Na parte eletrônica, a KX600 Infinite vem equipada com um conjunto de captadores Fishman Fluence Modern. O sistema de controles inclui apenas um knob de volume com função push-pull e chave seletora de três posições. Segundo a Cort, essa configuração permite acesso simples a uma paleta ampla de timbres para bases e solos.
O hardware inclui tarraxas com trava Cort Locking Tuners e ponte fixa Cort Hardtail. A marca afirma que esse conjunto ajuda a reforçar a estabilidade de afinação e o sustain, tanto no uso ao vivo quanto em gravações.
A Cort informou que a KX600 Infinite já está disponível em todo o mundo por meio de revendedores autorizados e lojas online.
Instrumentos Musicais
JHS Pedals lança Coyote
Fuzz de oitava inspirado em circuito raro e pouco conhecido.
A JHS Pedals lançou o Coyote, um pedal de fuzz com oitava que, segundo a empresa, parte de uma topologia que nunca havia sido replicada para produção até agora. O modelo custa US$ 149 e concentra três efeitos em um só controle: swell, fuzz e octave.
De acordo com a fabricante, o Coyote reproduz o Moonrock Fuzz, criado por Glenn S. Wyllie, um construtor da Carolina do Norte que fazia pedais de forma artesanal e em pequena escala. A JHS afirma que o circuito não deriva de famílias clássicas de octave fuzz, como Octavia, Super Fuzz e Tone Machine.
A empresa diz que um dos traços mais incomuns do pedal está no uso de um transformador de modo diferente do habitual nessa categoria. Nesse caso, o componente não gera a oitava, mas molda a resposta do estágio de fuzz e ajuda a formar a varredura entre swell, fuzz e octave.

Segundo a JHS, o controle principal percorre três zonas sonoras. Na regulagem mínima, o pedal entrega um efeito swell com ataque gradual e caráter recortado. No meio do curso, oferece um fuzz completo. No máximo, entra em um território mais agressivo de oitava acima. A marca também destaca a sensibilidade à dinâmica da palhetada e a capacidade de limpeza pelo volume da guitarra, algo que considera raro em fuzzes com oitava.
A fabricante recomenda usar o Coyote no início da cadeia de sinal e combiná-lo com outro overdrive ou com amplificador já saturado. Também informa que o efeito de oitava aparece com mais força na posição de braço e acima da 12ª casa.
Nas especificações, o pedal oferece true bypass, alimentação de 9V DC com centro negativo e consumo de 5 mA. O gabinete mede 2,6 por 4,8 por 1,6 polegadas. A JHS alerta que o equipamento não deve ser usado com tensão superior a 9V DC, sob risco de dano e perda da garantia.
Veja mais neste vídeo.
Instrumentos Musicais
Williams leva Mike Terrana e Alexandre Aposan ao palco em São Paulo
Evento no Manifesto Bar acontece em 16 de abril e vem na sequência da entrada de Terrana no time global da marca brasileira.
A disputa por atenção no mercado de bateria não passa só por produto: passa por artista, demonstração e presença física no ponto de contato com a comunidade. É nesse terreno que a Williams tenta ganhar tração ao reunir Mike Terrana e Alexandre Aposan no Manifesto Bar, em São Paulo, em 16 de abril, poucas semanas depois de oficializar Terrana como parceiro internacional da marca.
Segundo a página de venda Clube do Ingresso, o evento terá ingressos a partir de R$50 e será realizado no Manifesto, na Vila Olímpia. A programação divulgada pela marca também inclui uma coletiva de imprensa com Mike Terrana antes da abertura ao público geral.
A ação transforma endorsement em vitrine de marca
A Williams já havia anunciado em março a entrada de Mike Terrana em seu time de artistas. No material divulgado pela própria empresa, o baterista afirmou estar animado com a parceria e destacou a “qualidade” e a “resposta sonora” dos produtos da marca brasileira — uma base autodeclarada que ajuda a explicar o peso simbólico do movimento.
No caso de Terrana, a credencial ajuda a sustentar esse avanço. O baterista construiu carreira em projetos e turnês ligados a nomes como Yngwie Malmsteen, Rage, Masterplan, Axel Rudi Pell e Tarja Turunen, o que mantém seu nome entre os mais reconhecidos do hard rock e do metal internacional. Do lado brasileiro, Alexandre Aposan amplia a conexão local da ação, com trajetória ligada a turnês, estúdio e nomes fortes do circuito nacional.
O que a Williams tenta mostrar ao mercado com essa parceria
Ao colocar Terrana e Aposan no mesmo palco, a Williams transforma um endorsement em ativação presencial. Mais do que promover um encontro entre artistas, a marca usa o evento para dar prova pública de posicionamento — algo que pesa tanto no branding quanto na conversa com varejo, representantes e público final.
Essa leitura aparece também no discurso da liderança da empresa. Segundo o release enviado pela marca, o CEO Silvio Toneli afirmou que “o Mike é um artista muito respeitado e com uma legião de fãs por todo o mundo” e que a parceria mostra ao mercado global que a Williams é “uma empresa séria e com produtos de qualidade, que atende perfeitamente desde os bateristas novatos até as grandes lendas como o Mike Terrana”. Por se tratar de declaração da própria companhia, essa fala funciona como posicionamento oficial da marca sobre o objetivo do movimento.
Quem do mercado pode tirar algo desse encontro
Para lojistas, distribuidores e representantes, o evento vale menos pelo caráter celebratório e mais pelo uso prático: artista conhecido continua sendo ferramenta de demonstração, geração de desejo e argumento comercial, especialmente em categorias nas quais confiança sonora e prova de uso pesam tanto quanto preço.
No caso da Williams, a combinação entre um nome global do metal e um baterista de forte reconhecimento no mercado brasileiro reforça essa ponte entre branding e canal. Quando a marca leva a parceria ao palco logo depois do anúncio, ela deixa de vender só produto e passa a vender percepção de relevância.
O essencial
A Williams não está apenas promovendo um encontro entre dois bateristas de peso. Está usando a chegada de Mike Terrana para transformar endorsement em presença de mercado, com impacto potencial em branding, demonstração e conversa comercial.
Para o canal, o sinal é claro: quando a marca coloca artista e discurso institucional na mesma ação, ela está tentando converter prestígio em posicionamento de mercado.
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