Gestão
Mercado internacional
Publicado
9 anos agoon
Veja aqui cinco dicas para ser bem-sucedido no processo de expandir seu negócio
Muita gente acha que atuar fora do País é apenas para grandes empresas. Poucos sabem que a exportação é acessível a toda e qualquer empresa, independentemente do tamanho. Claro que é necessária uma preparação, mas o processo de se preparar para atuar no mercado internacional acaba aprimorando o nosso negócio no mercado doméstico, tornando-o cada vez mais competitivo na briga com concorrentes internacionais. Quer saber como? Lá vai!
1. Escolha um mercado-alvo
A tarefa de expandir a atuação de sua empresa, seja varejo ou indústria, para o mercado internacional pode parecer simples em determinado momento, mas não é. A pesar de a internet ser um ambiente sem fronteiras, a atuação comercial em termos internacionais é muito mais complexa que apenas inserir os seus produtos em um site. Escolher um ou dois países para atuar/atender é a melhor maneira de começar fazendo a coisa certa, pois, como veremos, cada país possui desafios distintos e é importante levar tudo isso em consideração. Durante o processo de escolha, é importante fazer as perguntas:
-Meu produto/serviço serve para aquele mercado?
-Tenho condições de suprir as necessidades dos clientes daquele país?
-Tenho um preço adequado?
-Tenho recursos financeiros e humanos para atuar/atender o referido país?
-Meu produto/serviço tem diferenciais?
A partir das respostas para essas questões, podemos fazer o dever de casa do segundo passo.
2. Conheça a cultura do país-alvo
Um dos erros mais comuns que encontramos em tentativas de atuar no exterior é a empresa, seja fabricante ou varejista, ignorar os traços culturais locais. Se você deseja vender, deixe-se envolver pelas necessidades de seus clientes e, principalmente, pela sua cultura. Não basta apenas traduzir as peças publicitárias e a comunicação que você desenvolve em seu mercado doméstico. Buscar conhecer os hábitos das pessoas do país em que deseja atuar e utilizar em suas peças publicitárias e comunicação pode ajudar a evitar gafes e, consequentemente, a realizar negócios. Por exemplo, se você utiliza azul-cobalto em seu logotipo ou gosta de usar apenas peças de roupas brancas e deseja atuar no mercado chinês, melhor rever as suas escolhas, pois as cores azul-cobalto e o branco estão relacionadas ao luto e aos cemitérios, devendo ser evitadas, inclusive na cor de embalagens e, especialmente, em embrulhos de presente.
Ritos como entregar o cartão de visita segurando com as duas mãos e virado de modo a que o seu interlocutor possa ler o seu nome são hábitos que podem abrir portas e facilitar a negociação.
3. Profissionalismo acima de tudo!
Já vimos que não basta traduzir as peças promocionais. É importante lembrar que material promocional não é apenas o folder ou um site bilingue. Correspondência, catálogos, cartão de visita, apresentação pessoal, padrão de atendimento telefônico, ações de responsabilidade social e ambiental, entre outras coisas, também são peças fundamentais para construir uma imagem positiva e, acima de tudo, profissional para clientes de outros países.
Os importadores têm grande resistência em comprar de empresas de países não tradicionais no mercado internacional (que é o caso do Brasil). Isso exige que reforcemos sempre nosso profissionalismo e o respeito a acordos e prazos.
4. Saiba cobrar
Um dos grandes desafios na exportação é a dificuldade em confiar. Se você é comprador, fica sempre a dúvida se receberá os produtos solicitados. Se é o vendedor, se irá receber o pagamento caso venda a prazo ou em condições especiais. Além disso, precificar um produto da maneira errada pode gerar prejuízos. Afinal, US$ 50 preço FOB (Free on Board, em que o vendedor garante os custos da exportação até o embarque) é bem diferente de US$ 50 preço CIF (Cost, Insurance and Freight), em que o vendedor é responsável por bancar todos os custos de documentação, seguro e o frete até a porta do comprador.
Outro ponto que se deve levar em consideração é a forma de pagamento. As mais comuns são Pagamento Antecipado (Advance Payment), Cobrança Bancária (Collection), Documentária ou Limpa, Carta de Crédito (L/C, Letter of Credit) e Simples Remessa ou Pagamento Postecipado (Remmitance)
Existem modalidades mais complexas que vinculam a remessa dos documentos da operação ao pagamento, além de novas modalidades que surgiram graças à internet, como cartão de crédito internacional, cartão de débito, intermediadores de pagamento (ex.: PayPal, Google Wallet etc.) e vale-postal internacional (Correios).
5. Exporta Fácil
Se você é um pequeno comerciante e deseja, de forma prática, começar a atuar em outros países enviando pequenas encomendas, os Correios possuem uma boa opção para começar a atuar no exterior. O Exporta Fácil tem preço bastante competitivo, elimina a parte burocrática do Radar e a necessidade de lançar no Siscomex, bastando apenas preencher um formulário para enviar sua remessa ao exterior, além de atender mais de 200 países. Veja mais no site https://www2.correios.com.br/exportafacil/
Enfim, exportar pode não ser uma atividade simples. Atuar em outros mercados pode ter seus desafios, mas se o empreendedor se preparar e, especialmente, desejar expandir os seus negócios, conseguirá crescer de maneira consistente e evitará ficar refém da saúde do mercado doméstico. E aí? Quer começar a se preparar? Procure associações do seu segmento e a Apex-Brasil (https://www.apexbrasil.com.br/). Desejamos muito sucesso em sua jornada mercadológica!
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Gestão
Tendências de gestão para 2026 que as lojas de música devem adotar
Publicado
5 dias agoon
15/01/2026
Eficiência operacional, inteligência de dados e cultura de serviço impulsionam o novo ciclo do varejo musical.
O setor de instrumentos musicais entra em 2026 com desafios claros: consumidores mais informados, margens pressionadas, concorrência digital global e cadeias logísticas que ainda se ajustam após anos de disrupções.
Para se manterem competitivas, as lojas especializadas precisam transformar sua gestão interna — não apenas o marketing ou a força de vendas. A seguir, as principais tendências de gestão empresarial que devem definir o varejo musical em 2026 — e como aplicá-las.
1) Gestão orientada por dados (Data-driven retail)
A intuição dá lugar à evidência.
O que envolve
- KPIs de giro por categoria (guitarras, áudio, teclados, percussão)
- Margem por fornecedor e por SKU
- Dados de abandono, recompra e ticket médio
- Análise de estoque versus sazonalidade
Ferramentas recomendadas
- CRM
- ERP integrado ao e-commerce
- Painéis simplificados de BI
Objetivo: decisões mais precisas e compras mais inteligentes.
2) Redução estratégica de estoque
Não se trata de ter mais produtos, mas os produtos certos.
Práticas para 2026
- Curadoria de portfólio baseada em giro
- Redução de SKUs pouco rentáveis
- Modelos de consignação com marcas
- Previsão de demanda baseada em dados históricos e sazonalidade (volta às aulas, festivais, fim de ano)
Resultado: menos capital imobilizado e fluxo de caixa mais saudável.
3) Cultura de serviço e experiência
O cliente não compara apenas preço, mas atendimento, suporte e confiança.
Foco em
- Onboarding do cliente no pós-venda
- Programas de fidelização reais (aulas, manutenção, ofertas premium)
- Protocolos de atendimento claros e mensuráveis
- Guias internos para demonstrações, linguagem e experiência em loja
Diferencial: a loja deixa de ser apenas um ponto de venda e passa a atuar como centro de apoio musical.
4) Profissionalização da equipe
Embora a indústria musical dependa historicamente de talento apaixonado, 2026 exige capacitação formal e metas claras de desempenho.
Ações
- Plano de formação: vendas consultivas, áudio e manutenção básica
- Avaliações trimestrais e objetivos mensuráveis
- Bonificação vinculada à satisfação do cliente, e não apenas ao volume de vendas
5) Serviços integrados como modelo de negócio
O valor não está apenas no produto.
Novos pilares
- Luthieria e manutenção
- Locação e test-drive estendido
- Escola de música integrada
- Salas privadas de ensaio
- Assistência técnica em pro-audio e informática musical
Essa diversificação reduz a dependência exclusiva das vendas e aumenta a fidelização.
6) Alianças estratégicas
Em vez de competir de forma isolada, as lojas ganham força ao se conectar ao ecossistema:
- Produtores locais
- Escolas e professores
- Casas de shows e igrejas
- Influenciadores e criadores
- Marcas boutique e luthiers
7) Digitalização operacional e automação
Menos tarefas repetitivas, mais foco no cliente.
Exemplos
- Controle automatizado de estoque
- Sistema de tickets para pós-venda
- Confirmações automáticas via WhatsApp
- Integração entre catálogo, faturamento e envio
8) Enfoque financeiro conservador e resiliente
Estabilidade será decisiva em 2026.
Boas práticas
- Reservas financeiras equivalentes a 3–6 meses de custos fixos
- Crédito negociado com fornecedores
- Planejamento de compras por sazonalidade
- Auditorias semestrais
As lojas de instrumentos musicais que prosperarão em 2026 serão as que conseguirem combinar:
- Visão estratégica e controle operacional
- Tecnologia e cultura de serviço
- Diversificação e eficiência
- Capacitação da equipe e proximidade com a comunidade
O instrumento já não é vendido apenas pela paixão: ele é gerido com disciplina, informação e experiência humana.
A mensagem-chave do ano: profissionalizar sem perder a alma musical.
Gestão
Tendências de marketing para 2026 que as lojas de música devem adotar
Publicado
2 semanas agoon
06/01/2026
Segmentação precisa, conteúdo educativo e experiências híbridas impulsionam a próxima fase do varejo musical.
O mercado de instrumentos musicais entra em 2026 mais competitivo e digital do que nunca.
Após anos de transformação acelerada pelo e-commerce, pelo conteúdo curto e pela profissionalização dos músicos independentes, as lojas especializadas precisam atualizar suas estratégias para dialogar com um consumidor mais informado, exigente e multicanal.
A seguir, as principais tendências de marketing que os retailers do setor musical devem considerar para manter relevância e aumentar conversão.
1) Conteúdo educativo como núcleo da estratégia
Músicos — especialmente iniciantes e intermediários — buscam orientação antes de comprar.
Em 2026, as lojas mais bem-sucedidas não apenas vendem: ensinam.
O que fazer
- Séries de vídeos curtos com dicas de instrumentos
- Lives semanais com testes de equipamentos e Q&A
- Comparativos técnicos e guias de compra por estilo musical
- Minicursos gratuitos para geração de leads
Resultado esperado: mais autoridade de marca, maior retenção e conversão orgânica.
2) Microinfluenciadores e artistas locais
O marketing de influência continua forte, mas migra para perfis regionais, credíveis e próximos do público real.
Bandas da cidade, professores, técnicos e criadores independentes funcionam melhor do que celebridades.
Estratégias
- Embaixadores locais com incentivos reais
- Ativações em escolas e estúdios
- Depoimentos autênticos, sem roteiro comercial
3) Experiência híbrida: loja física + digital
O cliente quer tocar o instrumento e pesquisar/comprar online.
Ações eficazes
- Tours digitais da loja
- Agendamento para testes privados
- Chat ao vivo com especialistas
- “Compre e retire” + áreas de teste rápido
A venda presencial segue forte, sustentada por suporte digital contínuo.
4) Personalização e CRM aplicado
A segmentação refinada deixa de ser opcional.
O músico valoriza recomendações personalizadas de acordo com nível, estilo e orçamento.
Como implementar
- CRM com histórico de preferências e compras
- E-mails segmentados (bateristas, guitarristas, escolas, igrejas)
- Ofertas personalizadas e upselling técnico (cordas, peles, interfaces, cabos premium)
5) Conteúdo focado no processo criativo
O músico atual quer mostrar como cria, não apenas o que compra.
Formatos-chave
- Demos criativas
- Conteúdo “direto do home studio”
- Bastidores de gravação: “como fiz este loop/riff/groove”
- Play-along com instrumentos da loja
A criação emociona mais do que um catálogo frio.
6) Marketing educativo para pais
O aumento de estudantes jovens recoloca os pais no centro da decisão.
É fundamental uma comunicação clara, sem excessos técnicos, focada em valor pedagógico, durabilidade e serviço.
Mensagens importantes
- Guias “primeiro instrumento”
- Benefícios cognitivos da música
- Planos de upgrade e manutenção
7) Comunidade como diferencial competitivo
No mercado globalizado, a loja local vence quando se torna um ponto de cultura.
Propostas
- Jam sessions e showcases
- Clínicas com artistas
- Sessões de teste guiado para iniciantes
- Programas de fidelização para professores
Quem cria comunidade, mantém relevância.
8) Transparência e sustentabilidade
A nova geração valoriza empresas com propósito.
Aposta para 2026
- Políticas de reparo e reposição
- Programas de instrumentos recondicionados
- Comunicação ética sobre preços e procedência
Em 2026, as lojas que prosperam não competem apenas por preço ou estoque, mas por conexão, conhecimento e experiência.
As palavras-chave do ano serão:
- Ensinar antes de vender
- Integrar marketing digital + experiência in-store
- Criar comunidade musical local
- Personalizar o contato com cada músico
O consumidor já mudou. Agora, o varejo musical precisa tocar no mesmo ritmo.
Automação, venda consultiva e experiência omnichannel marcam o novo ciclo do varejo musical.
O comércio de instrumentos musicais chega a 2026 com um consumidor mais informado, digitalizado e exigente. As lojas já não podem depender apenas de estoque e atendimento tradicional: o mercado demanda experiências personalizadas, agilidade logística e assessoria especializada.
A seguir, uma análise das tendências de vendas que definirão o setor em 2026 e que os varejistas musicais precisam adotar para permanecer competitivos.
1) Venda consultiva: o vendedor se transforma em assessor musical
O cliente já pesquisou antes de chegar à loja. Ele busca confiança e orientação, não pressão.
Como aplicar
- Capacitação técnica contínua da equipe
- Scripts de recomendação por nível e estilo musical
- Demonstrações práticas e comparativas
- Acompanhamento pós-venda real (afinação, setup, dicas)
Objetivo: fidelizar e reduzir devoluções, aumentando o ticket médio.
2) Omnicanalidade real: o cliente compra onde quiser
A experiência deve ser fluida entre loja física, site e WhatsApp.
Ações
- Catálogo online atualizado com estoque real
- Click & Collect com atendimento rápido
- Testes na loja agendados pela web
- Chat com vendedor especializado em tempo real
Resultado: mais conversões e menos atrito.
3) Social selling e presença em plataformas de vídeo curto
TikTok, Instagram e YouTube Shorts já influenciam mais do que o Google nas compras musicais.
Estratégia
- Lives de venda (packs, kits, “teste e leve”)
- Catálogos integrados às redes sociais
- Vídeos curtos: demos, comparativos, dicas rápidas
- Criadores e professores locais amplificando o alcance
4) Modelos de assinatura e financiamento flexível
A acessibilidade impulsiona vendas. Gerações mais jovens preferem pagamento mensal à compra integral.
Oportunidades
- Planos Rent-to-own (aluguel com opção de compra)
- Assinatura de instrumentos para estudantes
- Pacotes mensais para estúdio (controlador + DAW + monitores)
- Financiamento em parcelas pequenas e transparentes
5) Programas de “upgrade” e recompra
O músico evolui e quer melhorar seu equipamento sem perder investimento.
Ações
- Programa de troca de instrumento
- Crédito mediante entrega de usados
- Venda certificada de produtos recondicionados
Benefício: retenção e atração de novos músicos.
6) Serviços como extensão da venda
A venda em 2026 não termina no balcão.
Serviços-chave
- Setup inicial gratuito
- Manutenção programada
- Afinação e calibração
- Upsell inteligente: cordas, baquetas, cabos premium, capas, cases
- Aulas presenciais e online associadas
7) Microexperiências na loja
A loja deixa de ser apenas ponto de venda e se torna um espaço musical.
Ideias
- Área de teste silencioso
- Miniestúdio demo
- Jam sessions intimistas
- Apresentações acústicas e clínicas
A experiência física volta a ser um diferencial.
8) Dados e CRM para segmentar e reter
O sucesso não está apenas em vender, mas em manter o cliente ativo.
Aplicações práticas
- Segmentação por instrumento, nível e orçamento
- E-mails personalizados conforme perfil
- Alertas de manutenção e reposição (cordas, peles)
- Promoções relevantes, não genéricas
É preciso fazer a diferença
O varejo musical entra em uma fase em que o diferencial está na experiência, no conhecimento e no relacionamento de longo prazo — e não apenas no estoque ou no preço.
As lojas que liderarão 2026 serão aquelas que adotarem:
- Venda consultiva e especializada
- Estratégias digitais com conteúdo útil
- Programas de financiamento, serviços e retenção
- Experiências híbridas que conectam comunidade e tecnologia
O lema do ano será claro: “Não é apenas vender instrumentos, é acompanhar a evolução do músico.”
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