Lojista
Loja: OpenStage fornece espaço para incentivo à música
5 min de leitura
A OpenStage vem fazendo um trabalho especial que vai além da venda de produtos. Há na loja um palco aberto para músicos e estudantes, levando entretenimento para a comunidade local.
A OpenStage abriu suas portas em julho de 2014, na zona sul de Porto Alegre, a partir de vários insights que Eduardo Barcellos, seu diretor, teve buscando um formato de negócio inovador, acessando outras lojas do segmento e apresentações de escolas de música.

Eduardo Barcellos
A estrutura da loja conta desde o início com um espaço para apresentações com capacidade para uma audiência de cem pessoas, bar e café profissional, setor de discos de vinil, CDs, DVDs, livros, moda e luthieria. Desde a abertura do espaço já receberam mais de 400 shows de música autoral, de iniciantes a bandas e músicos de sucesso internacional, sempre com entrada franca, em um ambiente apropriado para famílias. Também foram realizados mais de cem apresentações e recitais de escolas de música e mais de 80 workshops das mais diversas marcas e assuntos.
“A loja nasceu com um DNA inovador e de vanguarda”, disse Eduardo. “Eu diria que a evolução que tivemos foi enquanto modelo de negócio, de marca, pois tornamo-nos referência nacional no segmento, mesmo estando longe dos grandes centros e sendo apenas uma loja.”
A OpenStage estará iniciando em breve uma operação em um shopping center da cidade, e pretendem abrir mais uma loja na zona norte de Porto Alegre.
Já a loja on-line nasceu junto com a física. “Ela nos auxilia como vitrine, apesar de ter estrutura de e-commerce de última geração. Nossa venda é praticamente toda na loja física.”
Tanto no ambiente on-line quanto no físico é possível encontrar marcas como Fender, Gibson, Tagima, PRS, Epiphone, Squier, Pearl, Xpro, Giannini, Rozini, Shure, Basso, D’Addario, Elixir, JBL, Oneal, Ibanez, Tecniforte e Santo Angelo, entre outras. Os itens mais vendidos são os acessórios em geral, violões, guitarras, ukuleles, contrabaixos, baterias, microfones e cajons.
Além da moderna estrutura da loja, também é oferecido serviço de luthieria completa para instrumentos de corda.
Palco na loja
O Palco de Todos foi um dos principais “pilares” da abertura da loja: “Tínhamos o entendimento de que não existia local adequado para as crianças e adolescentes das escolas tocarem e receberem seus familiares. Outra motivação para a existência do palco foi que, no momento da abertura da loja, inexistiam locais para se apresentar apenas com música autoral na cidade, além da dificuldade de músicos de elevado conteúdo cultural e artístico em obter espaço adequado para apresentar os seus trabalhos. Colocamos um palco completo, com tratamento acústico, sistema de gravação avançado e ao vivo, backline de excelente qualidade, tudo à disposição de todos os músicos e estudantes que desejem utilizar o espaço”, contou Eduardo.
De fato, a loja toda sempre foi pensada para oportunizar experiências, “logo, toda a área é apropriada para hands-on, eu diria que é uma loja hands-on music”, enfatizou. “Importante dizer que tivemos pouquíssimos problemas com acidentes e/ou quebras de equipamentos devido ao nosso conceito.”
O diretor destacou que essa estratégia ajudou muito a atrair mais público para a loja, com a realização de eventos semanais, que muitas vezes recebem mais de 50 pessoas. “Já tivemos alguns eventos com público acima de 200 pessoas.”
“Sem dúvida, todo o conceito, desde o Palco de Todos, passando pela arquitetura, bar, café, espaço de discos de vinil, moda, o convite para que as pessoas toquem os instrumentos sem pressa, pressão e/ou quaisquer inconvenientes, a sensibilidade em buscar soluções para os clientes, o relacionamento com os músicos e escolas, e principalmente a energia da nossa equipe, sempre disposta a ouvir, tocar, pesquisar tudo sobre música e pessoas são diferenciais da nossa loja”, destacou Eduardo.
O trabalho não para
Mas isso não é tudo. A loja está desenvolvendo vários projetos para adequar seu conceito à realidade do mercado: “Estamos lançando o OpenClub para aproximar mais o relacionamento com as pessoas que gostam da nossa proposta. Estamos à procura de investidores, parceiros, para começar a expansão a partir de uma lapidação nos modelos em que atuamos neste momento, pois esses cinco anos de existência já nos mostraram muitas coisas que funcionaram bem e que precisam ser amplificadas, e outras que não funcionaram como esperávamos e que precisam ser ajustadas e/ou encerradas”.
“Acredito que os novos mercados serão pautados na colaboração, na troca, e não na concorrência. Os novos players de sucesso precisam ser disruptivos na sua essência, o conhecimento deve ser compartilhado. Eu me coloco à disposição do mercado em geral, distribuição, indústria ou varejo, para atuar como consultor, parceiro comercial, coach para empreendedores… Atualmente estamos em busca de investidores e/ou parceiros para expandir o nossa marca abrindo filiais ou novos negócios a partir do know-how da OpenStage”, comentou Eduardo.
E finalizou dizendo: “Vejo nosso segmento com uma necessidade de adequação urgente, tanto no modelo de loja quanto na relação distribuidor-varejo. Acredito que a principal forma de incrementar as vendas passa pelo aquecimento da nossa economia, junto com uma mudança de mindset dos distribuidores e varejistas, passando a incentivar de maneira efetiva e sem exclusividades a cena musical local, a fomentar o ensino de música, a disponibilizar equipamentos e locais adequados cada vez mais para que as pessoas tenham acesso à música ao vivo”.
- Café dentro da loja
- Discos
- Eventos externos
- Fachada
- Fachada
- Criança tocando na loja
- Eduardo
- Showroom
- Palco na loja
- Palco principal
- Guitarras
- Discos
- Evento
- Público
- Evento Kiko
Lojista
Lojas: Aprenda a reduzir as devoluções por erro de especificação
Menos problemas no pós-venda começam com atendimento claro e orientação correta no balcão.
Devoluções representam custo direto, desgaste no relacionamento com o cliente e perda de tempo para a equipe da loja. No varejo de instrumentos musicais e áudio, a maioria desses casos não está ligada a defeitos de fabricação, mas a expectativas mal alinhadas no momento da venda.
Quando um produto retorna, o prejuízo vai além da logística. Há impacto no caixa, no estoque e, muitas vezes, na confiança do cliente. Por isso, reduzir devoluções passa menos por política de troca e mais por qualidade no atendimento inicial.
Onde começam os erros de especificação
Um dos fatores mais comuns é o uso de linguagem excessivamente técnica sem verificar se o cliente compreendeu. Termos como potência, impedância, tipo de conector, compatibilidade e aplicação prática fazem parte do dia a dia do vendedor, mas nem sempre são claros para quem está comprando.
Quando essas informações não são traduzidas para situações reais de uso, cresce a chance de o cliente levar para casa um equipamento que não atende à sua necessidade.
Outro ponto crítico é não investigar o cenário completo de uso. Um equipamento pode ser tecnicamente correto, mas inadequado para o contexto específico do cliente. Confirmar onde será utilizado, com que frequência, em que ambiente e em conjunto com quais outros produtos reduz significativamente o risco de erro.
Também é essencial explicar o que o produto não faz. Mostrar limites técnicos não atrapalha a venda; ao contrário, evita frustração futura. Transparência protege a loja e fortalece a relação de confiança com o consumidor.
Dicas práticas para reduzir devoluções no dia a dia da loja
- Pergunte antes de indicar Entenda onde o equipamento será usado, se é para estúdio, palco, igreja, streaming ou uso doméstico.
- Traduza termos técnicos em situações reais Explique potência, conexões e compatibilidade com exemplos práticos, não apenas com números.
- Confirme o conjunto completo Verifique se o cliente já possui os cabos, fontes, interfaces ou acessórios necessários para o funcionamento correto.
- Explique limites sem receio Deixe claro o que o produto não faz ou para que não é indicado.
- Evite pressupostos Não assuma nível técnico, conhecimento ou experiência do cliente.
- Reforce a orientação no fechamento da venda Uma breve revisão do uso antes de finalizar a compra ajuda a alinhar expectativas.
O impacto direto no resultado da loja
Quanto mais clara for a venda, menor será o custo invisível da devolução. No varejo, esses custos — retrabalho, tempo perdido, desgaste com fornecedores e clientes — são dos mais perigosos, justamente porque não aparecem de imediato no faturamento.
Lojas que investem em atendimento consultivo reduzem devoluções, fortalecem a reputação e constroem relações mais duradouras com seus clientes.
Evitar devoluções não é apenas uma questão operacional. É uma decisão estratégica.
Lojista
A onda do “pro-am”: sua loja está preparada?
Músicos amadores impulsionam a demanda por equipamentos de nível profissional para home studio e live streaming.
Nos últimos anos, o mercado musical vem consolidando um perfil de consumidor que desafia as categorias tradicionais: o pro-am (professional-amateur). Trata-se de músicos não profissionais — ou sem dedicação exclusiva — que investem em equipamentos comparáveis aos utilizados em estúdios, produtoras e palcos profissionais, tanto para produção musical em casa quanto para transmissões ao vivo.
Longe de ser um fenômeno marginal, essa tendência está redefinindo a relação entre fabricantes, lojas especializadas e usuários finais.
O que impulsiona o consumidor pro-am
O crescimento do home studio e do live streaming musical responde a uma combinação de fatores. Por um lado, o acesso a plataformas de distribuição e monetização digital reduziu as barreiras de entrada para publicar músicas, oferecer aulas, realizar showcases ou transmitir apresentações a partir de casa. Por outro, os avanços tecnológicos em interfaces de áudio, microfones, controladores e softwares profissionais tornaram acessíveis ferramentas que antes eram exclusivas de ambientes corporativos ou de broadcast.
Nesse contexto, muitos músicos amadores já não buscam “produtos de entrada”. Buscam qualidade sonora, estabilidade e confiabilidade — atributos tradicionalmente associados a equipamentos profissionais.
Do hobby à mentalidade profissional
A mudança não é apenas técnica, mas também cultural. O consumidor pro-am adota rotinas, critérios e referências do universo profissional: compara especificações, pesquisa fluxos de trabalho, acompanha recomendações de engenheiros e criadores de conteúdo e prioriza marcas com reputação em ambientes exigentes.
O resultado é um músico que grava em casa com padrões próximos aos de estúdio, cuida de toda a cadeia de áudio e entende que a qualidade técnica faz parte de sua identidade artística, mesmo que a música não seja sua principal fonte de renda.
Impacto no varejo especializado
Para lojas de instrumentos musicais e áudio profissional, esse perfil representa oportunidades claras — e também desafios. O pro-am não compra por impulso nem apenas por preço. Ele valoriza orientação técnica, demonstrações práticas e soluções integradas.
Kits de gravação, pacotes para streaming, combinações de microfone, interface e software, ou sistemas compactos para uso ao vivo tornam-se mais atrativos do que produtos isolados. Além disso, esse consumidor evolui rapidamente: retorna para novas compras, atualiza e expande seu sistema com maior frequência do que o amador tradicional.
Educação e conteúdo como diferencial
Outro aspecto relevante do pro-am é a busca constante por conhecimento. Tutoriais, workshops, comparativos e conteúdos educativos influenciam diretamente a decisão de compra. Para o varejo especializado, isso transforma a educação do cliente em uma ferramenta estratégica: não apenas vender equipamentos, mas explicar por que e como utilizá-los melhor.
Lojas que oferecem clínicas, demonstrações ao vivo, conteúdo próprio ou suporte pós-venda fortalecem o relacionamento com esse público e se posicionam como parceiras técnicas, e não apenas como pontos de venda.
Um mercado que veio para ficar
Tudo indica que a onda pro-am não é passageira. A profissionalização do consumo musical, mesmo fora dos circuitos tradicionais, reflete uma mudança estrutural na forma de criar, compartilhar e monetizar música. Para fabricantes e varejistas, compreender esse perfil — suas motivações, expectativas e hábitos — será fundamental para sustentar o crescimento em um mercado cada vez mais híbrido entre o amador e o profissional.
Lojista
Tecnologia em instrumentos musicais cria novas oportunidades para o varejo
Impressão 3D, inteligência artificial e realidade imersiva impulsionam novos modelos de negócio.
A adoção de tecnologias como impressão 3D, inteligência artificial (IA) e realidade virtual (VR) e aumentada (AR) começa a impactar diretamente o varejo de instrumentos musicais, abrindo novas frentes em portfólio, serviços e experiência do cliente.
No ponto de venda, a impressão 3D permite avançar em modelos de personalização sob demanda. Lojas especializadas já testam a produção de peças, acessórios e adaptações específicas, reduzindo a necessidade de estoque e ampliando a oferta sem aumento proporcional de capital imobilizado.
Segundo a NAMM, personalização e flexibilidade na produção estão entre os fatores que mais influenciam a decisão de compra no setor.
A inteligência artificial, por sua vez, ganha espaço como ferramenta de apoio comercial. Sistemas baseados em IA permitem analisar o perfil do cliente, nível técnico e preferências, tornando o atendimento mais direcionado e aumentando a taxa de conversão.
Além disso, a presença de IA em produtos — especialmente instrumentos digitais e softwares — cria oportunidades de venda adicional, elevando o ticket médio e incentivando a venda consultiva.
Já as tecnologias imersivas, como VR e AR, começam a transformar a experiência dentro das lojas. Essas soluções permitem simular o uso de equipamentos, realizar demonstrações virtuais e treinar equipes de vendas de forma mais eficiente.
Na prática, o ponto de venda evolui para um ambiente mais experiencial, no qual testar, aprender e comparar produtos passa a ser parte central da jornada de compra.
Especialistas indicam que essas tecnologias também contribuem para atrair novos públicos, ao reduzir barreiras de entrada no aprendizado musical.
Diante desse cenário, o principal desafio para o varejo está na implementação estratégica dessas ferramentas, priorizando aplicações com impacto direto em vendas, fidelização e diferenciação competitiva.
Como aplicar tecnologia em lojas de instrumentos em 30 dias
A adoção de tecnologias como inteligência artificial, impressão 3D e realidade imersiva pode ser feita de forma gradual no varejo musical. A seguir, um plano de ação dividido em quatro semanas, com foco direto em resultado comercial.
Semana 1: Diagnóstico e definição de foco
Objetivo: Identificar onde a tecnologia gera impacto em vendas.
- Analisar categorias com maior margem (ex.: guitarras, home studio, áudio pro).
- Mapear demandas recorrentes dos clientes (personalização, aprendizado, teste).
- Definir prioridade: vendas, experiência ou fidelização.
Ação prática: Escolher 1 categoria para projeto piloto.
Semana 2: Implementação rápida (baixo investimento)
Objetivo: Colocar soluções simples em operação.
- Implementar ferramentas básicas de IA (atendimento ou recomendação).
- Criar kits de venda (ex.: interface + microfone + fone).
- Testar personalização em itens simples.
Ação prática: Criar um fluxo de recomendação guiada (WhatsApp ou site).
Semana 3: Experiência no ponto de venda
Objetivo: Tornar a loja mais experiencial.
- Montar espaço de demonstração (ex.: setup de home studio).
- Oferecer testes assistidos.
- Usar recursos imersivos simples (vídeos, simulações).
Ação prática: Criar uma “zona demo” com produtos estratégicos.
Semana 4: Conversão e ajuste
Objetivo: Transformar experiência em receita.
- Medir ticket médio antes e depois.
- Ajustar abordagem comercial (venda consultiva).
- Oferecer serviços agregados (setup, treinamento).
Ação prática: Lançar combo: produto + serviço.
Indicadores principais
- Ticket médio
- Taxa de conversão
- Tempo de permanência na loja
- Venda de acessórios
Erros comuns
- Investir em tecnologia sem treinar a equipe
- Não acompanhar indicadores
- Implementar tudo ao mesmo tempo
- Focar na tecnologia e não no cliente
No varejo musical, tecnologia é meio, não fim. O diferencial continua sendo a experiência — agora ampliada por ferramentas digitais.
-
Amplificadores3 semanas agoAmplificador BEAM MINI da Blackstar com modelagem digital e uso portátil
-
Empresas4 semanas agoBrasil: Darlan Terra assume supervisão de vendas da Pro On Group
-
Audio Profissional2 semanas agoQSC ganha canal focado em lojas com distribuição da Quick Easy no Brasil
-
Audio Profissional1 semana agoBandBox chega ao Brasil e inaugura categoria de amp portátil inteligente com IA que trabalha sem internet
-
Músico1 semana agoCena independente perde Michel Kuaker
-
Lojista4 semanas agoLojistas: O que o cliente espera da loja além do preço
-
Instrumentos Musicais3 semanas agoÉ oficial: Mike Terrana é novo parceiro da Williams
-
Audio Profissional2 semanas agoAudio-Technica Brasil amplia equipe e reforça atuação no mercado de integração














