Guitarra
Lap Steel com shape de skate: conheça os produtos da inovadora Musicboard
Publicado
5 anos agoon
A Musicboard é uma empresa que faz Lap Steel com shape de skate, unindo a paixão pelo instrumento, pelo surf e pelo skate dos criadores. Quer conhecer mais?
Originada no Havaí e geralmente confeccionada em uma tábua, a lap steel é uma guitarra de origem havaiana que possui certas peculiaridades, sendo as principais: a forma de tocar na horizontal com o emprego de uma barra feita de material metálico que percorre todas as dimensões da escala, sonoridade viva e rascante. Canções clássicas de bandas e artistas como Pink Floyd, Beatles, Neil Young e Yes foram gravadas utilizando o instrumento.
Apaixonado pela sonoridade do instrumento, por surf e skate, Thales Rosa, empresário, músico e designer, somou forças com seu primo, o luthier e músico Corellio Rosa, e juntos desenvolveram um produto inédito no mercado brasileiro: uma lap steel feita a partir de um shape de skate. A partir do lançamento, renomados músicos como Mônica Agena, Renato Galozzi, Evandro Mesquita (Blitz), Wilson Sideral, Phil (CPM22), Doca Rolim (Skank), Marcinho Eiras, Marlos da Banda Onze 20, Rodrigo Suricato (Barão Vermelho e Suricato), Faiska Borges, dentre outros, abraçaram a ideia e passaram a utilizar o produto.
Para entender um pouco sobre a Lap Steel Musicboard, conversamos com o Thales. Ele nos explicou um pouco sobre a gênese do produto, a receptividade do mercado, novidades que a empresa pretende lançar, dentre outros assuntos.

Thales Rosa
Como surgiu a ideia de fabricar Lap Steel usando shape de skate?
Thales Rosa: Nosso projeto surgiu com a gravação de um EP com trilhas sonoras para filmes de skate e surf que deu origem ao nome Musicboard. Esse projeto está nas principais plataformas digitais com o nome Thales Rosa Musicboard, o “Canal Off’ de televisão utilizou algumas de nossas trilhas em alguns programas. Juntando a paixão pelo design, música, surf e skate, eu e meu primo Corellio Rosa, que é luthier, tivemos a ideia de construir uma lap steel em um shape de skate para termos um diferencial no mercado e também para melhorar o custo de fabricação para sermos mais competitivos. Nosso propósito como marca é fazer o maior número de pessoas tocarem a Lap Steel Musicboard, que é um instrumento fascinante e pouco difundido no Brasil.
Quais foram as principais dificuldades durante o desenvolvimento do produto?
Thales Rosa: Acredito que o desconhecimento sempre é a maior dificuldade. Foram necessárias muitas adaptações, nada foi fácil. Desde o cálculo das oitavas reduzidas na escala até a fabricação do nosso shape, que é feito especialmente para nós pela Wood Light, com um reforço entre as lâminas para sustentar a afinação e não semitonar.
Tudo foi um grande desafio, mas também foi um grande aprendizado. Posso citar como exemplo, o processo de esconder a parte elétrica do instrumento. Precisávamos criar uma peça usinada para ser termo moldada no shape para cobrir a parte elétrica e se moldar aos concaves do shape. Hoje podemos falar que dominamos o processo de construção e estamos bem felizes com isso, mas até chegar a um resultado satisfatório foi trabalhoso e um pouco demorado.
O músico geralmente é um consumidor muito crítico. O produto foi bem aceito no mercado?
Thales Rosa: Muito legal essa pergunta. Nosso slogan é: “Uma experiência visual e sonora”. Isso diz muito sobre a Musicboard, o primeiro contato visual é sempre com desconfiança e ao mesmo tempo com um espanto positivo. Quando é tocada gera outro sentimento positivo porque o timbre e o volume de som são surpreendentes. Isso se dá por vários motivos, temos uma tensão alta em uma escala curta, usamos cordas SG Andreas Kisser (calibre 0.13) e captadores Malagoli especialmente desenvolvidos, que propiciam muito ganho nos graves e sustain. Além disso, como não existe contato dos dedos, é preciso usar um slide, que entregamos junto com o instrumento.
Com isso tudo mais o encaixe do shape no colo do músico, conseguimos a aceitação de músicos profissionais e amadores. Hoje temos o prazer de ter em nosso time nomes como: Mônica Agena, Renato Galozzi, Evandro Mesquita, Wilson Sideral, Phil (CPM22), Doca Rolim (guitarista sideman do Skank), Marcinho Eiras, Marlos (Banda Onze 20), Rodrigo Suricato e agora lançamos o modelo signature do Faiska, que para nós foi uma grata surpresa por toda a sua trajetória na música e no universo do slide.
Vocês já pensaram em desenvolver novos instrumentos utilizando shape de skate?
Thales Rosa: Com shape de skate não, mas lançamos esse ano a Musicboard Surf e a pedaleira analógica Kosmic MB6, uma parceria que deu muito certo com o Fábio da BV Tronic Pedas. A Musicboard Surf tem o line de uma pranchinha de surf que funcionou muito bem, o corpo dela é em Cedro e quem produz é a Carrozza Guitars com usinagem em CNC. A pedaleira é um console multiefeito com Drive, Tremolo, Delay, Reverb, Simulador de Gabinete e Booster.
O produto é customizável, isto é, pode ser fabricado seguindo as especificações do cliente?
Thales Rosa: Sim, temos a Musicboard personalizada. A primeira vantagem que acho é que o músico terá um instrumento único, com a sua arte e seu nome. Isso é muito legal porque o músico participa desde o início do processo da criação da arte, que também é feita por nós. Pode ser feito com foto, logo da banda e o que a imaginação deixar. Também é possível alterar o captador (sempre humbucker) e as tarraxas. Isso vai de cada músico, mas geralmente as personalizadas são entregues na mesma configuração das originais com a arte do músico.
Qual é a sensação de ver um instrumento fabricado pela empresa nas mãos de músicos como Faiska, Doca Rolim, Evandro Mesquita, Wilson Sideral e outros?
Thales Rosa: Cara, isso é a realização de vários sonhos juntos. Conhecer todos esses ícones, conversar com eles sobre música e vê-los em ação não tem preço.
Não me esqueço do Sideral me contando sobre o espanto do público quando ele tocou com a Musicboard pela primeira vez, pois eles levantaram os celulares para registrar o momento. Isso foi demais! Sem palavras!
Alguma novidade para este finalzinho de ano?
A novidade para o final de 2020 é um curso online de Lap Steel que estamos lançando. Muitos clientes e amigos sempre me procuraram para dar aulas, dicas etc. Daí surgiu a ideia de criarmos um método de ensino e o curso. Mesmo com essa parada do mercado por causa da pandemia nós nos movemos, produzimos muito porque sempre acreditamos no mercado nacional.
Considerações finais
Thales Rosa: Agradecer é sempre bom e faz bem. Durante nossa pequena história fomos abraçados por muitas pessoas e a maioria delas se tornaram amigos de verdade e nos acolheram, até por perceberem que nosso projeto tem uma alma leve, característica que vem dos esportes com pranchas. Lifestyle, vida simples, não conformismo com as regras do mercado e por aí vai. Juntando toda essa energia positiva só nos resta agradecer a todos que fazem parte dessa grande família.
Maiores informações no site, loja virtual, Instagram, YouTube, Facebook e Spotify da Musicboard.
*Autor: Álvaro Silva (ahfsilva@gmail.com) é apaixonado por música, guitarra e luteria. Criador do blog Guitarras Made In BraSil – espaço dedicado à divulgação dos trabalhos de profissionais brasileiros que produzem guitarras, contrabaixos e violões custom shop.
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Guitarra
Benson Instrumentos apresenta linha de guitarras Brave Series
Publicado
1 dia agoon
27/01/2026
Linha desenvolvida em parceria com o guitarrista Deléo conta com seis modelos e destaca o uso de captadores Tipo Ftron em configurações exclusivas.
A Benson Instrumentos lançou recentemente sua nova linha de guitarras Brave Series. Desenvolvida em parceria com o guitarrista Deléo, a novidade marca uma nova etapa para a marca e já começa a movimentar o cenário musical brasileiro ao unir design autoral, inovação técnica e forte identidade sonora.
A Brave Series chega inicialmente ao mercado com seis modelos, cada um com propostas estéticas e sonoras distintas:
- Brave One – Satin Black e Satin Olympic White
- Brave Two – Satin Black e Satin Olympic White
- Brave Three – Silver Sparkle
- Brave Five – Satin Black e Satin Olympic White
- Brave Six – Lake Placid Blue Sparkle e Charcoal Sparkle
- Brave Nine – Satin Black



O principal diferencial da linha está na adoção de captadores modelo Tipo Ftron aplicados em guitarras inspiradas no design Jazzmaster, uma combinação ainda pouco explorada no mercado nacional. Conhecidos por oferecerem um timbre mais suave, equilibrado e com controle de agudos, esses captadores atendem especialmente músicos que buscam clareza, definição e dinâmica, características valorizadas em estilos como o worship e o pop moderno.
Entre os lançamentos, a Brave Nine se destaca como o modelo mais inovador da série. Trata-se de uma Stratocaster em configuração HSS na qual o tradicional humbucker foi substituído por um captador Tipo Ftron, tornando-se uma proposta inédita entre guitarras produzidas no Brasil. A configuração amplia a versatilidade do instrumento sem abrir mão da identidade sonora da linha.



Além do conceito sonoro, a Brave Series também chama atenção pelo acabamento e construção. Os modelos contam com opções satin e sparkle, ferragens coreanas de alto padrão e acompanham bag exclusiva. Os preços sugeridos variam entre R$ 4.000 e R$ 4.800, com o intuito de posicionar a linha no segmento intermediário-premium do mercado nacional.
O modelo combina alto desempenho, precisão para alta ganho e uma tampa de ébano Pale Moon de forte impacto visual.
A Cort Guitars apresentou a KX500 Pale Moon, guitarra elétrica desenvolvida para músicos que buscam desempenho técnico consistente e identidade visual diferenciada. O modelo já está disponível globalmente por meio de distribuidores locais e lojas online.
A KX500 Pale Moon possui corpo em mogno, gerando timbres quentes, com destaque para médios e graves definidos. A tampa de ébano Pale Moon confere visual marcante, acentuado pelo acabamento Natural Black Burst fosco de poro aberto, que valoriza o desenho natural da madeira.
O braço parafusado de cinco peças em maple torrado e nogueira melhora estabilidade e ressonância. O perfil em “D” mede 19,5 mm no primeiro traste e 21,5 mm no décimo segundo, com escala de 25,5″. A escala em ébano Macassar possui 24 trastes jumbo de aço inoxidável, raio de 15,75″, marcadores laterais luminescentes e inlays em formato de gota. O conjunto inclui nut Graph Tech Black TUSQ de 43 mm e tensor de dupla ação com ajuste tipo spoke nut.
Na parte eletrônica, o modelo traz humbuckers Seymour Duncan Nazgul (ponte) e Sentient (braço), voltados tanto para alta ganho quanto para passagens mais dinâmicas, com graves sólidos e definição nos limpos e solos. O controle é simples, com volume, tone e chave de três posições.
O hardware inclui tarraxas com trava Cort e ponte hardtail Cort com string-through-body, contribuindo para sustain e transferência de vibração. De fábrica, a KX500 Pale Moon vem equipada com cordas D’Addario EXL110.
Guitarra
As guitarras mais vendidas no mundo em 2025 e quais tendências explicam seu sucesso
Publicado
1 mês agoon
18/12/2025
Análise para o leitor de Música & Mercado sobre o que está impulsionando o mercado global de guitarras e por que certos modelos se destacam.
O mercado mundial de guitarras continua em crescimento em 2025: o segmento de guitarras elétricas está especialmente forte, e o volume de vendas já movimenta bilhões de dólares.
Este artigo analisa quais modelos estão liderando as vendas, por que estão sendo tão procurados e quais tendências globais merecem atenção. A ideia é oferecer informação útil tanto para músicos quanto para distribuidores, luthiers e profissionais do setor.
Quais modelos estão entre os mais vendidos
Embora nem sempre sejam divulgados dados exatos de volume por modelo em todos os mercados, existem pistas consistentes:
- Um relatório da Reverb indica que as marcas dominantes em vendas em 2024 foram Fender, Gibson, PRS e Epiphone.
- Outra análise aponta que, em 2025, as guitarras elétricas estão vendendo ao dobro do ritmo das acústicas em nível global.
- Sobre modelos específicos: entre os mais recomendados para 2025 aparece a PRS SE CE 24 Standard pela versatilidade, qualidade de construção e bom preço.
- No segmento de entrada, a Squier Sonic Telecaster é outro exemplo de alta rotatividade devido à sua acessibilidade.

Fatores que explicam por que se vendem tanto
A seguir, alguns dos principais motivos por trás do forte desempenho do mercado de guitarras e dos modelos mais vendidos:
Domínio da guitarra elétrica
Segundo diversos relatórios, em 2025 o segmento elétrico cresce mais rápido que o acústico: os dados sugerem uma relação de aproximadamente 2 para 1 nas vendas de elétricas em relação às acústicas. Isso ocorre por motivos como maior versatilidade tonal, demanda em gêneros populares e influência das redes sociais, que favorecem estilos elétricos.
Modelos de valor intermediário com alta qualidade
As marcas têm oferecido modelos de “nível médio” que entregam construção, som e desempenho muito próximos aos de linhas superiores, mas com preços mais acessíveis. Isso atrai iniciantes e músicos intermediários que desejam fazer upgrade. A PRS SE CE 24, por exemplo, destaca-se nesse segmento.
Influência da internet, redes sociais e ensino online
O interesse por tocar guitarra segue elevado graças aos tutoriais online, criadores de conteúdo e maior acessibilidade aos instrumentos. O crescimento do mercado também está ligado ao avanço da educação musical online.
Mercados emergentes e produção globalizada
Países fora do eixo tradicional EUA/Europa já representam uma parcela significativa da demanda. Ao mesmo tempo, a fabricação e a distribuição global mais eficientes têm permitido reduzir custos e ampliar o alcance das marcas.
Tendência de estilos clássicos com releituras modernas
Modelos que resgatam designs icônicos (como Telecaster, Stratocaster, Les Paul) com atualizações modernas têm boa saída. Os consumidores buscam familiaridade somada a melhorias técnicas.
Mercado de usados e renovação constante
Embora este artigo trate de vendas de instrumentos novos, é relevante notar que o mercado de guitarras usadas também cresce e impulsiona ciclos de troca.

Quais são as implicações para a indústria musical
- Distribuidores e lojas: investir em modelos elétricos de valor intermediário e manter bom estoque com prazos curtos de entrega.
- Fabricantes e marcas: apostar em versões de entrada, atualizar clássicos e acompanhar a expansão dos mercados emergentes.
- Músicos e instrutores: entender que a demanda por guitarras elétricas continua a crescer, abrindo oportunidades para ensino, conteúdo online e serviços de manutenção.
- Mercado latino-americano (e Brasil): muitas das tendências globais também se refletem localmente — modelos elétricos, preços acessíveis, ensino online e novas gerações buscando seu primeiro instrumento.
Em 2025, o mercado de guitarras vive um momento de consolidação elétrica, com modelos bem posicionados em preço e qualidade, forte influência digital e expansão global. Embora nem todos os dados de unidades por modelo estejam disponíveis publicamente, a combinação de relatórios e guias especializadas permite identificar quais instrumentos dominam as vendas e por quê.
Para quem atua em distribuição, fabricação, ensino ou está simplesmente buscando sua próxima guitarra, compreender essas dinâmicas é fundamental para tomar melhores decisões. A guitarra não é apenas um símbolo cultural — é também um produto extremamente vivo dentro da indústria musical global.
Áudio
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