FSA faz aniversário e cresce no mercado exterior
Nascida da paixão pelo instrumento musical de origem afro-peruana e da confecção artesanal, a FSA Cajons comemora sua primeira década na indústria presente em cada vez mais países.

Atualmente o Tajon conta com três versões: o modelo Tajon Standard é aquele que deu forma e nome ao instrumento, unificando a versatilidade do cajon e as possibilidades sonoras de uma bateria, com A 67 x L 53 x P 40 cm, pesando 11 kg e acompanhando peles de 8”, 10” e 14” no mesmo instrumento.
A partir dele, contando com sua estrutura e tecnologia, surgiram dois modelos: o Tajon Master, com acabamento laqueado e tendo como principal diferencial a utilização de peles da empresa norte-americana Evans Drumheads, e o Tajon Flip, que possui uma parte escamoteável, para deixar o instrumento mais confortável em apresentações, podendo ser utilizado com duas sonoridades de pele — uma com o Tajon fechado e outra com ele aberto.
Em 2018, a empresa comemora seu 10º aniversário e planeja lançar dez novos produtos ao longo do ano e organizar dez workshops com endorsers renomados.
A ação começou durante a feira Musikmesse, na Alemanha, onde lançaram o novo cajon Touch Magnetic. “É o quinto ano que a gente participa da expo e tivemos a visita de vários distribuidores”, contou Victor.
O Magnetic Cajon é o novo modelo da série Touch. Este cajon tem um ímã de neodímio na pele e, conforme ele é puxado para o meio da pele, vai secando o grave, por exemplo. “É muito legal porque é um modelo que ainda não tinha no mercado, ninguém fez até hoje.”
Cajons lá fora
Pois é, você leu bem: distribuidores. Os cajons da FSA já estão presentes em vários países do mundo.
Em julho de 2017, a empresa fechou uma parceria com o Grupo Algam, um grande distribuidor de instrumentos musicais e equipamentos de áudio profissional na Europa, disponibilizando os cajons também em lojas da Espanha, Portugal, Alemanha, França, Bélgica, Holanda e Luxemburgo.
A empresa ainda está presente nos Estados Unidos com a MLCF.
“O acordo de distribuição com o Grupo Algam reafirma o comprometimento da FSA Cajons com sua produção”, comentou o diretor. “Mas toda empresa tem de considerar vários fatores ao trabalhar com o mercado internacional. Primeiro, você tem que aprender novas culturas, uma nova forma de negociar, porque cada país tem diferentes ideologias e modos de fazer negócios.”
Além da Europa, o Grupo Algam iniciou seus trabalhos em mais um mercado promissor com o lançamento da Algam China. A Ásia é mais um território interessante para a FSA e a empresa já está negociando para fechar distribuição na China no próximo semestre.
Todos os modelos do portfólio da FSA Cajons são encontrados nas lojas europeias. “São os mesmos produtos, com qualidade idêntica. Não estamos diferenciando a produção, afinal, valorizamos o mercado nacional e pretendemos que os músicos europeus possam ter a mesma experiência sonora que os cajoneros da América Latina”, disse Victor.
Para poder atender o mercado nacional e o comércio exterior, a empresa ampliou a linha de produção em sua fábrica. “Chegar a esse ponto na exportação é maravilhoso. Pensamos nisso, lutamos para conseguir, mas nunca imaginei que iria vender para uma empresa de exportação e que o produto seria tão bem-aceito”, afirmou.
Fácil de tocar

“Uma coisa que chamou a atenção foi que muitas pessoas comentaram o seguinte: ‘Eu nunca toquei nenhum instrumento musical, nunca fui músico, mas fui à igreja e vi uma pessoa tocando cajon e achei legal, achei que era fácil. Comprei um e hoje eu também toco cajon na igreja’. Ou o cara viu em um barzinho e hoje também toca lá ou com amigos. Então o cajon é um instrumento que engloba todos os ritmos em nível mundial, um instrumento que se adapta ao rock, ao pop, ao flamenco, ao samba. Essa versatilidade em qualquer tipo de ritmo acaba introduzindo a pessoa à música. É como o pandeiro, um instrumento facílimo de tocar também, mas esse é mais focado no samba. Tem muita iniciação de pessoas na música por meio do cajon. É muito legal porque estamos trazendo as pessoas para o universo musical”, enfatizou o diretor.
Pode ser um instrumento fácil de tocar, mas a qualidade sempre tem de estar presente. Esse é outro ponto destacado para a FSA. “Um bom cajon é um cajon que tem alguns critérios de construção. Tem que ser resistente; tem que seguir alguns critérios de tratamento de madeira, porque ela não pode ficar nem muito seca, nem muito úmida. Tem todo um processo com a madeira que tem que ser feito para se obter uma qualidade de som boa. O acabamento também é algo com que a gente se preocupa bastante e começamos a mudar, pois já não é só de madeira. Nesse aspecto, começamos a trazer designs novos para o cajon, artes diferentes, séries diferentes, e isso atrai as pessoas. Com isso você pode ir trazendo a identidade da pessoa para o instrumento dela”, explicou.
Mais novidades na Music Show
A FSA Cajons vai participar da Music Show, de 13 a 16 de setembro, em São Paulo, onde fará um lançamento bem significativo. Será que haverá uma cajonada multitudinária?
“Estamos muito empolgados com a feira. Acredito que será um sucesso porque vai atrair muitos consumidores finais, e essa interação entre o consumidor e o fabricante é ótima. Não se trata só de negócios. Convidamos todo mundo para nos visitar e ver de perto as novidades!”, concluiu Victor.
Músico
Como evitar clipping em interfaces de áudio
Ajustes simples ajudam a preservar a qualidade da gravação e evitar distorções.
O clipping é um dos problemas mais comuns em gravações de áudio, especialmente em home
studios. Ele ocorre quando o sinal de entrada ultrapassa o limite que a interface de áudio consegue processar, resultando em distorção indesejada.
Apesar de ser frequente, o clipping pode ser evitado com ajustes básicos durante a captação.
O que é clipping e por que ele acontece
O clipping acontece quando o nível do sinal ultrapassa 0 dBFS (decibéis full scale) no ambiente digital. Quando isso ocorre, o sistema não consegue reproduzir o pico do áudio corretamente, “cortando” a forma de onda.
O resultado é uma distorção que não pode ser corrigida posteriormente.
Como identificar clipping
Alguns sinais ajudam a reconhecer o problema:
- LEDs vermelhos ou indicadores de “clip” na interface
- Picos constantes no medidor do software
- Som áspero ou distorcido na gravação
Se o medidor está encostando no máximo, o risco de clipping é alto.
Ajuste de ganho: o principal cuidado
O controle mais importante é o ganho de entrada (gain).
Boas práticas:
- Ajuste o ganho para que o sinal fique entre -18 dBFS e -6 dBFS
- Evite que o sinal chegue próximo de 0 dB
- Faça testes antes de gravar
Um sinal mais baixo é mais seguro do que um sinal alto demais.
Distância e posicionamento do microfone
O volume do sinal também depende da fonte sonora.
- Afaste o microfone de fontes muito altas
- Evite picos inesperados (gritos, ataques fortes)
- Ajuste a posição conforme a dinâmica do instrumento
Use o pad (quando disponível)
Algumas interfaces possuem botão PAD, que reduz o nível de entrada.
- Ideal para instrumentos com saída alta
- Útil em gravação de bateria, amplificadores ou vocais intensos
Monitore sempre durante a gravação
Gravar sem monitorar aumenta o risco de erro.
- Use fones ou monitores
- Observe o medidor em tempo real
- Ajuste conforme a performance
Headroom: por que deixar “folga”
Headroom é a margem de segurança antes do clipping.
No áudio digital, manter espaço evita distorção e facilita a mixagem.
Diferente do analógico, não há benefício em gravar “no limite”.
Erro comum: gravar alto demais
Muitos iniciantes acreditam que sinal alto significa melhor qualidade.
Na prática:
- Áudio digital funciona melhor com margem
- Plugins e mixagem compensam o volume depois
Evitar clipping não depende de equipamentos avançados, mas de atenção ao ganho, monitoramento e configuração básica.
Com ajustes simples, é possível garantir gravações limpas, com mais qualidade e maior controle na etapa de mixagem.
Audio Profissional
Audio-Technica amplia linha com novos microfones shotgun on-camera
Modelos ATV-SG1 e ATV-SG1LE focam na captura de áudio para produção de vídeo para criadores.
A Audio-Technica apresentou os microfones shotgun ATV-SG1 e ATV-SG1LE, desenvolvidos para uso direto em câmera e voltados a criadores de conteúdo, videomakers e produções audiovisuais.
Os dois modelos utilizam cápsula de 14 mm e tubo acústico de 100 mm, configuração que permite captação direcional do som, priorizando a fonte principal e reduzindo ruídos de ambiente.
Os microfones contam com suporte antivibração integrado e tecnologia de proteção contra interferências, com o objetivo de minimizar ruídos gerados por movimentos da câmera ou por equipamentos eletrônicos próximos.
O modelo ATV-SG1 oferece recursos adicionais, como controle de ganho, filtro de corte de graves e gravação de pista de segurança, atendendo a usuários que buscam maior controle durante a captação.
Já o ATV-SG1LE adota uma abordagem mais simples, com operação plug-and-play e alimentação direta pela câmera, dispensando bateria.
Ambos os modelos podem ser montados diretamente em câmeras DSLR ou mirrorless, reforçando a proposta de soluções compactas para captura de áudio em vídeo, em um contexto de crescimento da produção de conteúdo digital.
Captadores
Von Frankenstein Monster Gear lança novo humbucker
Captador combina design patenteado, imãs cerâmicos e construção personalizada.
A Von Frankenstein Monster Gear anunciou o lançamento do humbucker VON FRANKENSTEIN MONSTER, desenvolvido em parceria com o designer de captadores JD Mauro, da Route 30 Pickups.
O modelo é resultado de cinco anos de pesquisa e desenvolvimento, com foco em oferecer alto ganho aliado à definição sonora. O captador utiliza 12 polos do tipo hex bolt personalizados, três imãs cerâmicos de grandes dimensões e bobinas enroladas manualmente.
O projeto foi testado em diversos protótipos com o guitarrista Doyle Wolfgang Von Frankenstein, buscando adequar o desempenho ao seu estilo de execução.

Entre as especificações, o captador apresenta resistência média de 13,3 kOhms e indutância de 7,4H, características que contribuem para graves mais controlados e maior clareza em volumes elevados.
O modelo conta ainda com base em aço niquelado com acabamento preto e capa aberta com pintura eletrostática, oferecendo proteção aos componentes internos. A construção permite compatibilidade com diferentes espaçamentos de cordas em guitarras elétricas.
Segundo a empresa, o lançamento marca a expansão do portfólio, que passa a incluir soluções eletrônicas além das cordas para guitarra, com foco em músicos que buscam desempenho consistente em aplicações de alto ganho.
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