Músico
Entrevista Marquinho Sax: “2020 foi um ano de muita criatividade”
Publicado
5 anos agoon
Na pandemia, os músicos tiveram que se reinventar e procurar modos de continuar ativos. Isso impulsionou a criatividade ainda mais. Como? Conheça aqui a experiência de Marquinho Sax.
Marquinho Sax tem uma trajetória na música de quase 30 anos e, com certeza, deve ter passado por muitos momentos bons e não tão bons na sua carreira. Muitos podem pensar que a pandemia foi um golpe baixo para os músicos e o mercado musical, mas, afortunadamente, isso não é totalmente certo.
Os shows pararam, sim, mas o mercado não parou. As empresas continuaram trabalhando em novos produtos e serviços, e os músicos também tiveram que se reinventar, buscando modos de continuar tocando, de subsistir, de interagir. No meio disso, também surgiram oportunidades para seguir crescendo e ser ainda mais criativo.

Marquinho e uma das suas criações: a máscara com zíper!
“Mesmo depois de tantos anos atuando ativamente em diversas áreas no cenário musical, a pandemia foi um enorme estopim para a minha criatividade”, conta Marquinho Sax, saxofonista, professor de saxofone e palestrante. “Nos primeiros dez dias fiquei em choque. Como eu já transmitia lives há muito tempo, ei ênfase às lives temáticas, com aulas gratuitas, na intenção de ajudar os colegas saxofonistas, mas logo na sequência criei um projeto voluntário chamado ‘Música na Varanda’, com o qual eu visitava os condomínios verticais e realizava gratuitamente um pocket show. Foram aproximadamente 3.500 famílias (apartamentos) atingidas diretamente e, segundo pesquisa realizada por uma associação de síndicos, 10 mil famílias atingidas no total, somando os prédios vizinhos. Para poder tocar e me proteger, tive a ideia de criar uma máscara facial que me permitisse tocar. Levei a ideia para uma confecção e eles colocaram um zíper. Desde então, após demonstrá-la em vídeos, a empresa passou a fabricar esse modelo sob encomenda e até estão vendendo para outros países!”.
Está vendo? Este é um exemplo de que, mesmo nos momentos que parecem mais difíceis, sempre há uma luz no final do caminho. Quer mais? Marquinho continua: “Na expectativa de que em julho as coisas voltariam ao normal, não dei sequência ao projeto nos condomínios, mas desenvolvi um acessório revolucionário para saxofone. Uma empresa gostou da ideia e juntos lançamos o acessório que já se tornou um sucesso entre os saxofonistas no Brasil: o UP! by Plastireed & Marquinho Sax. Além disso, participei de diversos vídeos collab com vários artistas do Brasil, Peru, Venezuela e também ministrei uma masterclass para músicos do Panamá”.
No nosso mercado, a criatividade também vem da mão do equipamento. Marquinho conta mais sobre a tecnologia que ele usa nesta entrevista.
M&M: O que você tem feito nos últimos meses?
Desde o início de setembro, as atividades voltaram para mim nos restaurantes e no laboratório de análises clínicas, que não parou mesmo durante a pandemia. Aliás, foi lá que eu testei pela primeira vez a máscara com abertura para músicos de sopro.
M&M: Continuou gravando em casa e fazendo streaming?
Sim, eu já transmito lives há muitos anos, mas com a quarentena preparei um home studio mais elaborado, com um cenário aprimorado, para poder oferecer um visual mais interessante. Estou usando uma interface iRig Pro Duo com uma mesa digital que me acompanha desde 2015.
M&M: Se for um show ao vivo, que equipamento acostuma usar?
Este é o meu principal meio de atuação. Trabalho com “música ao vivo” de segunda a segunda, e desde dezembro de 2019 estou usando apenas um iPad conectado ao meu PA portátil. Hoje tenho dois sistemas Mackie, sendo um PA line array compacto SRM-Flex e uma caixa Mackie FreePlay Live. Para uma performance mais interessante, também uso uma pedaleira TC Helicon Voice Live Play Electric com um microfone wireless iVox.
M&M: Isso é interessante. Como a tecnologia ajuda na sua profissão? Algumas pessoas podem pensar que é só ter um sax e pronto, mas o equipamento vai muito além, não é?
Durante todos esses 27 anos sempre precisei montar o meu próprio equipamento de som, exceto quando estou de sideman. Isso foi ótimo porque me impulsionou a buscar um equipamento cada vez mais prático, rápido e fácil de montar. Com este equipamento que uso desde dezembro de 2019, a minha vida literalmente mudou! Nada de cabos, nada de mesa de som física. A tecnologia Bluetooth presente neste meu novo equipamento me permite trabalhar apenas com o PA portátil e um iPad.
M&M: A tecnologia mudou também o modo como você produz música?
Sim, antigamente, para uma boa captação dos meus instrumentos, eu atendia os arranjadores e produtores nos seus respectivos estúdios ou em algum grande estúdio no qual estavam trabalhando. Atualmente, com pouco equipamento, consigo captar, preparar e mandar o material no conforto do meu home studio e enviar com uma qualidade altíssima. Viva a tecnologia!
M&M: Você é endorser de alguma marca?

Apresentação na rua com caixa Mackie FreePlay Live
Sim. Recebi convites de parceria de algumas empresas das quais já era cliente e apaixonado por seus produtos, e com alegria eu os endosso. São elas:
- Barkley Mouthpieces – boquilhas para saxofones. Uso nos meus três instrumentos desde 2005 e recentemente a empresa lançou uma boquilha com a minha assinatura, a MS8 Signature Marquinho Sax.
- Eagle Instrumentos Musicais – saxofones de altíssima qualidade, que utilizo desde 2004. Em 2010 recebi deles um convite para uma parceria que completa dez anos com chave de ouro, pois em alguns dias iremos lançar o Eagle MS80 Signature Marquinho Sax, um saxofone de categoria profissional com várias customizações que eu solicitei.
- Silverstein Works – empresa norte-americana de acessórios para instrumentos de sopro. Eu os endosso desde 2006 utilizando suas incríveis abraçadeiras e, em outubro de 2019, na minha participação na Music China, eles me convidaram para conhecer as palhetas sintéticas Alta Ambipoly. Em janeiro, na NAMM Show 2020, selamos mais essa parceria e passei a endossar também as palhetas.
- Um dos mais famosos e talentosos luthiers de sopro do Brasil, Will Pitondo, me convidou para conhecer o tudel para saxofones totalmente handmade. Eu me apaixonei e o endossei logo após a primeira nota tocada com ele: o Tudel Super Neck kl Will Pitondo.
- Este 2020 está sendo o ano dos lançamentos signature. Recebi um convite da empresa Safe Box Cases para assinar uma linha de cases Marquinho Sax.
- Em 2020, juntamente com a PlastiReed, desenvolvi e assino o estabilizador e potencializador de harmônicos UP! Plastireed & Marquinho Sax. O UP! potencializa os harmônicos em toda a extensão do instrumento. Evita a refração do som na região inicial do tudel, evitando perda de harmônicos importantes enquanto promove a estabilidade nas notas das extremidades (graves e agudos).
- Ainda no final de 2019 recebi uma proposta de parceria com a empresa Seegma Pro Audio para utilizar exclusivamente os sistemas de som Mackie. Sempre fiquei encantado com a alta qualidade das mesas de som Mackie, tanto que na primeira oportunidade comprei uma. A fidelidade do som desses produtos é o que mais me encanta.
Em outubro conheci o PA portátil Mackie SRM-Flex na Music China 2019. Ele ainda não havia sido lançado na América. Quando retornei ao Brasil, enviei uma foto desse PA para um grande amigo que trabalha na Seegma Pro Audio, mas ainda não sabia que eles estavam assumindo a marca no Brasil. Quando soube, fiquei muito feliz e, na sequência, participei de uma demonstração para os revendedores. Nessa ocasião, recebi o convite para essa parceria, que para mim é uma enorme honra!
M&M: Então quando começou a usar Mackie?
No final dos anos 1990, tive uma mesa de som pequena, incrível, mas foi no final de 2019 que troquei todo o meu PA — seis caixas no total — por dois sistemas Mackie. No laboratório, em restaurantes pequenos e para as serenatas ou apresentações ao ar livre, onde não há a opção de energia elétrica, uso a caixa Mackie FreePlay Live; nos eventos maiores, como festas de casamento, jantares dançantes ou quando posso tocar mais alto, uso a caixa Mackie SRM-Flex. Em algumas ocasiões, eu somo as duas!
A principal vantagem que ambas me proporcionam é a praticidade de não precisar mais usar mesa de som. A FreePlay, em especial, além de ser muito discreta, tem o fato de ter uma grande autonomia quando utilizada apenas “na bateria”. Ela me permitiu fechar muitos, muitos contratos durante a pandemia, pois as homenagens de aniversário, serenatas românticas e festivas foram o grande carro-chefe e que me garantiram continuar trabalhando durante a quarentena.
M&M: Falando no geral, tem algum produto ou instrumento que você goste mais de usar?
Amo todos os meus instrumentos, acessórios e equipamentos. Eu me considero um grande privilegiado por poder usar apenas produtos top de linha, me sinto como um piloto de Fórmula 1, que são profissionais que trabalham com o que há de melhor disponível no mercado automobilístico. É até difícil eleger apenas um item para citar, mas, neste momento, a minha queridinha é a Mackie FreePlay Live, um som perfeito em um tamanho perfeito, com uma versatilidade de tirar o fôlego. Eu jamais poderia imaginar que seria possível uma única caixa de som, o mesmo equipamento, ser usado para tocar minha playlist enquanto faço minhas atividades do dia a dia no escritório, ser o meu home theater e ainda poder ser usado como PA para eu trabalhar.
M&M: Você usa software?
Sim, uso o ProTools para as gravações e produções de áudio particulares e de outros produtores.

Estabilizador e potencializador de harmônicos UP! Plastireed & Marquinho Sax
M&M: O que você acha dos softwares para criação musical?
Acho maravilhosos. São ferramentas fantásticas que permitiram e permitem ao músico moderno extravasar sua criatividade em diversas áreas da música, seja na notação musical, no caso de um um arranjador que consegue preparar uma grade para uma orquestra ou big band em apenas uma fração do tempo que era necessário antigamente, quando o mesmo apenas possuía o papel e a caneta. Atualmente recebo guias de produções incríveis para adicionar o sax e a cada dia as guias estão mais perfeitas, o que facilita muito a interpretação para nós, solistas.
M&M: Falando sobre criação e o mercado musical em geral, como você vê esse aspecto no Brasil hoje?
O brasileiro sempre foi e tem essa fama de ser muito criativo. Apesar de a pandemia do novo Covid-19 ter sido um acontecimento inesperado e um período muito triste, para o brasileiro também foi uma fase que despertou ou turbinou a criatividade, tanto de músicos e produtores que se adaptaram à nova realidade e se reinventaram com novas formas de apresentar sua arte, como de fabricantes e lojistas que, por sua vez, também tiveram que se adaptar. Vi muito comerciante que outrora não investia no e-commerce correndo para montar sua loja virtual, assim como também vi e estou vendo um significativo aumento nas vendas. Isso mesmo! Logo após o primeiro momento, quando as criações e inovações ainda estavam incubadas, notei grande interesse por parte de músicos hobistas em reativar suas habilidades investindo em novos instrumentos e equipamentos para se ocuparem ou suportarem melhor a triste quarentena. Apesar de muitos lojistas e intermediários desse setor falarem o oposto, eu vi e vejo esse aumento, logo concluo que em um período difícil como este que estamos passando foi muito interessante ver quanto a população em geral passou a valorizar mais a música! Ansioso para que os grandes espetáculos retornem. Sigo com os meus pocket shows!
M&M: Em que você está trabalhando atualmente?
Neste momento estou retomando as performances ao vivo e, juntamente com as empresas que endosso, preparando o lançamento de três produtos com a minha assinatura, uma enorme honra e responsabilidade para mim. São eles: o saxofone Eagle MS80 Signature Marquinho Sax, a boquilha Barkley MS8 Signature Marquinho Sax e a linha de cases Safe Box Cases MS800 Signature Marquinho Sax.
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Estúdio de Gravação
Ovy Ayvu cria palco real para artistas autorais em São Paulo
Publicado
2 semanas agoon
06/02/2026
A Ovy Ayvu vem se consolidando como um novo agente de fortalecimento da cena musical independente paulistana ao oferecer, de forma gratuita, estrutura profissional para gravação, produção e lançamento de artistas autorais.
Desde setembro de 2025, a produtora, que também atua como selo e gravadora, passou a desenvolver o projeto Ovy Sessions, voltado à valorização dos processos criativos e à ampliação de vozes historicamente marginalizadas no mercado.
O projeto surgiu a partir da percepção de que a produção musical independente costuma ser observada apenas pelo resultado final, sem atenção ao percurso criativo, às escolhas estéticas e às histórias que antecedem cada lançamento. A partir disso, a Ovy Ayvu transformou uma sala em um pequeno palco permanente, investindo recursos próprios para criar um espaço físico de acolhimento, escuta e criação artística, onde o tempo e o processo têm a mesma importância que a obra final.
Mais do que prestar serviços técnicos, a proposta da Ovy Sessions é democratizar o acesso à criação musical em nível profissional. O projeto busca garantir que artistas independentes possam desenvolver seus trabalhos com dignidade, qualidade técnica e cuidado estético, em condições semelhantes às de grandes produções, algo ainda pouco acessível fora dos circuitos tradicionais da indústria.
Segundo Will Felix, diretor e produtor executivo da Ovy Sessions, o projeto tem sido mantido integralmente com recursos próprios. “Inscrevi o projeto em editais de cultura, mas até agora não fomos contemplados. Todos os recursos utilizados são nossos. Seguimos buscando parcerias institucionais e investimentos para ampliar o alcance e o número de artistas atendidos”, afirma. Atualmente, a produtora lança um artista por mês, com a meta de alcançar lançamentos quinzenais, dependendo da viabilidade financeira.
A Ovy Ayvu mantém um processo seletivo permanente para novos participantes. Os critérios incluem trabalho exclusivamente autoral, trajetória independente e afinidade com a filosofia do projeto, que entende a música como presença, encontro, experiência e reflexão. O formulário de inscrição está disponível em www.ovyayvu.art.
Além das sessions, a Ovy Ayvu atua como selo e gravadora, sendo responsável por toda a produção audiovisual e digital dos artistas que passam pela casa. Os lançamentos são distribuídos pelo próprio selo, fortalecendo a autonomia artística e ampliando o alcance das obras. Já participaram do projeto artistas como Gabriela Capassi, Uma Luiza da Folha e Natânia Borges. Em dezembro, chega às plataformas o álbum de Brenda Umbelino. O formato prevê o lançamento de um single na primeira semana, seguido da session completa no canal da produtora no YouTube.
Para 2026, a Ovy Ayvu planeja expandir sua atuação com dois novos projetos: Ayvu Sessions e Sarau da Ovy, ambos voltados à circulação contínua, ao registro e à difusão de artistas independentes. A iniciativa reforça o papel da produtora como um espaço ativo de criação, formação de público e fortalecimento da música autoral no contexto urbano de São Paulo.
Music Business
Ecad e Secretaria da Cultura de SP firmam parceria sobre licenciamento musical no estado
Publicado
2 semanas agoon
05/02/2026
O Ecad e a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo firmaram uma parceria para ampliar a conscientização e incentivar o licenciamento correto da execução pública de música em todo o território paulista.
A iniciativa reforça que o pagamento de direitos autorais é obrigatório por lei e essencial para valorizar compositores, intérpretes e demais criadores, garantindo a continuidade da produção musical.
O projeto foi lançado nesta segunda-feira (26/01), durante o encontro anual do governo estadual com gestores de Cultura dos 645 municípios paulistas. Entre as ações previstas estão orientações sobre a necessidade de autorização prévia para a execução pública de música e a realização de workshops de capacitação voltados a gestores culturais. As formações serão conduzidas pelo CULTSP PRO – Escolas de Profissionais da Cultura, programa de qualificação dedicado aos setores culturais e criativos.
Segundo Karina Guerreiro, gerente regional do Ecad em São Paulo, o estado ocupa uma posição estratégica no ecossistema musical brasileiro. “São Paulo tem um papel central na música do país, tanto pelo volume de arrecadação quanto pelo impacto cultural e econômico que gera. Essa parceria reforça nosso compromisso de orientar os gestores públicos sobre a importância do licenciamento musical correto, garantindo que os criadores sejam remunerados de forma justa”, afirmou.
Dados do Ecad indicam que São Paulo lidera a arrecadação de direitos autorais de execução pública no Brasil. Em 2025, o estado ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão arrecadado, o que representa 51% do total nacional. O resultado evidencia a relevância paulista na promoção do licenciamento musical e seus reflexos positivos para a economia criativa e as políticas culturais.
Para a secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Marilia Marton, a parceria traz benefícios diretos aos municípios. “Conhecer e compreender os direitos autorais é fundamental para a gestão cultural, especialmente em um país onde a música é um dos principais pilares da cultura. Essa troca de conhecimento fará a diferença para os gestores e para o fortalecimento do setor”, concluiu.
Instrumentos Musicais
Como escolher produtos de manutenção sem arruinar o instrumento
Publicado
2 semanas agoon
04/02/2026
Guia prático para limpar, proteger e conservar guitarras, baixos, baterias, teclados e equipamentos sem riscos desnecessários.
Cuidar bem de um instrumento não é apenas uma questão estética. Uma manutenção incorreta pode danificar acabamentos, ressecar madeiras, comprometer componentes eletrônicos e reduzir drasticamente a vida útil do equipamento. Em um mercado cheio de produtos “milagrosos”, saber o que usar — e o que evitar — se tornou essencial para músicos, técnicos e lojas.
A regra de ouro é simples: nem tudo o que limpa é seguro para instrumentos musicais.
O maior inimigo: produtos domésticos
Grande parte dos danos irreversíveis em instrumentos vem do uso de produtos de limpeza comuns. Devem ser evitados:
- Álcool comum ou isopropílico em acabamentos pintados
- Limpador multiuso e limpa-vidros
- Silicone líquido ou em spray
- Desengordurantes
- Ceras automotivas
- Produtos com amônia ou solventes fortes
Esses produtos podem:
- Opacar ou rachar o verniz
- Reagir quimicamente com a pintura
- Penetrar em madeiras porosas
- Danificar plásticos, colas e serigrafias
- Deixar resíduos difíceis de remover
Nem todo acabamento é igual
Antes de usar qualquer produto, é fundamental saber qual é o tipo de acabamento do instrumento.
Nitrocelulose
- Muito comum em instrumentos vintage ou de inspiração clássica
- É um acabamento delicado e sensível
- Reage facilmente com álcool, silicone e solventes
- Deve ser limpo apenas com pano seco ou produtos específicos para nitro
Poliéster e poliuretano
- Mais resistentes e comuns em instrumentos modernos
- Aceitam uma limpeza um pouco mais firme, mas não solventes
- Ainda assim, o ideal é usar produtos próprios para instrumentos
Madeiras porosas (sem verniz ou apenas oleadas)
- Escalas de rosewood, ébano, pau-ferro etc.
- Nunca devem receber produtos com silicone
- Use apenas óleos ou condicionadores específicos, em pouca quantidade e poucas vezes por ano
Guia rápido: o que usar em cada caso
Guitarras e baixos
Corpo e acabamento:
- Pano de microfibra seco ou levemente umedecido
- Produtos específicos para instrumentos
- Nunca usar produtos de limpeza domésticos
Escala (rosewood, ébano, pau-ferro):
- Condicionador próprio 1 ou 2 vezes por ano
- Não encharcar a madeira
- Remover sempre o excesso
Trastes:
- Pano seco ou lã de aço fina (com extremo cuidado e protegendo os captadores)
Baterias
Cascos:
- Mesmo cuidado das guitarras: pano seco ou produto específico
- Nada de silicone ou cera automotiva
Ferragens:
- Pano seco
- Se houver oxidação leve, usar produto específico para metais aplicado no pano, nunca direto na peça
Peles:
- Apenas pano levemente úmido, se necessário
Teclados, synths e equipamentos eletrônicos
Carcaça:
- Pano de microfibra seco ou muito levemente umedecido
- Nunca borrifar líquido diretamente
Teclas e painéis:
- Produto neutro aplicado no pano
- Evitar álcool forte e qualquer solvente
Conectores:
- Limpador de contato específico, com moderação
Sinais de alerta
Se depois da limpeza você notar:
- Manchas esbranquiçadas
- Superfície pegajosa
- Perda de brilho ou mudança de cor
- Cheiro químico persistente
Provavelmente foi usado um produto inadequado.
Menos é mais
Um dos erros mais comuns é limpar demais. Excesso de produto:
- Satura a madeira
- Acumula resíduos
- Atrai poeira
- Acelera o desgaste
Na maioria dos casos, um pano seco e constância fazem mais pelo instrumento do que qualquer químico.
Manutenção sempre
A manutenção correta não depende de produtos caros nem de soluções milagrosas, mas de usar o que é adequado para cada material e evitar improvisos com produtos domésticos. Um instrumento bem cuidado preserva seu valor, sua estética e, principalmente, seu som.
Na manutenção, como no áudio: menos intervenção, mais fidelidade.
Áudio
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