A instalação inclui laboratórios de última geração, espaços de treinamento e áreas de demonstração para reforçar a conexão com seus clientes.
Eastern Acoustic Works (EAW) anunciou a abertura de sua nova sede em Franklin, Massachusetts. Esta moderna instalação de 5.200 metros quadrados marca um marco importante na trajetória da empresa, destacando seu compromisso com a excelência em soluções de áudio para os mercados de som ao vivo e instalação.
Um espaço estratégico e eficiente
Localizada a apenas 45 minutos de Boston e 30 de Providence, a nova sede central reúne todas as operações da EAW sob o mesmo teto. O espaço inclui:
3.000 m² para produção e armazenamento, equipados com sistemas avançados que permitem prazos de entrega mais curtos.
560 m² de laboratórios de engenharia, projetados para testes acústicos de alta precisão.
280 m² para treinamento e demonstração em interiores**, além de um estúdio para treinamentos virtuais.
280 m² dedicados ao suporte técnico interno.
1.100 m² de escritórios.
A instalação também conta com amplas áreas de demonstração ao ar livre, uma novidade nas operações da EAW, incluindo zonas de projeção de 53 e 91 metros com estruturas de até 12 metros para configurações de sistemas de grande escala.
Inovação em testes e produção
O laboratório acústico da EAW, conhecido como “PIT Lab,” possui tetos altos que permitem medições mais precisas, especialmente em frequências baixas. “O desenvolvimento e teste de produtos no local reforçam nossa capacidade de oferecer soluções acústicas superiores”, comentou Geoff McKinnon, diretor sênior de engenharia da EAW. A modernização da área de produção também permite uma personalização mais ágil dos produtos, incluindo opções de cores. Segundo TJ Smith, presidente da EAW, “a melhoria na logística e capacidades de produção nos permite superar as expectativas de nossos clientes em qualidade e prazos de entrega.”
Espaços de treinamento e demonstração
A sala de treinamento em interiores oferece um ambiente versátil para a formação de clientes e demonstrações de produtos. As áreas de demonstração ao ar livre permitem mostrar os sistemas de alto-falantes em condições reais. Essas características reforçam o compromisso da EAW com a transparência e a validação prática de seus produtos.
Um design focado na colaboração
“O melhor da nova sede é como a proximidade entre os departamentos fomenta uma maior interação e comunicação”, afirmou Smith. Ter áreas como suporte ao cliente, serviço técnico e engenharia em contato diário otimiza a eficiência da empresa no atendimento aos clientes. Além disso, a localização em Franklin oferece vantagens em relação à sede anterior em Whitinsville, com uma distribuição mais funcional e adaptada às necessidades modernas. “O ambiente de Franklin, com sua ampla oferta de hotéis e restaurantes, nos permite receber clientes de forma mais confortável e profissional”, acrescentou Smith.
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Conexão com a indústria do som ao vivo
A proximidade de locais icônicos da Nova Inglaterra, como o Gillette Stadium e o Xfinity Center, destaca a conexão da EAW com o setor de som ao vivo. “Estar a 15 minutos desses importantes espaços nos ajuda a atrair talentos e fortalecer nosso relacionamento com a indústria, recuperando nosso legado no áudio profissional”, ressaltou Smith. A nova sede da EAW, localizada em 19 National Drive, Franklin, MA, está aberta para receber clientes mediante agendamento.
A Powersoft vai apresentar na ISE 2026, no estande #7F300, as novas tecnologias AnyMATE e SpeakerMATE.
Criadas para adicionar identificação, monitoramento e troca de dados diretamente a caixas passivas, sem necessidade de cabeamento de rede adicional ou alimentação externa.
A proposta muda o conceito tradicional do áudio instalado, onde a inteligência costuma estar concentrada apenas em dispositivos ativos. Com o AnyMATE, a comunicação de dados acontece pelas próprias linhas de caixas, permitindo que o amplificador atue como um hub tanto de áudio quanto de informações.
O SpeakerMATE é a primeira aplicação prática da plataforma: um módulo compacto que pode ser integrado à caixa ou instalado externamente, ideal tanto para novos projetos quanto para atualizações de sistemas existentes. Após a instalação, o dispositivo é reconhecido automaticamente pelo software Armonía+ da Powersoft, simplificando a configuração e reduzindo erros.
Além da identificação da caixa, o SpeakerMATE incorpora sensores para monitorar temperatura, posição e nível de pressão sonora, além de armazenar dados de instalação e manutenção. Integrado a serviços em nuvem, o sistema também permite o monitoramento remoto de grandes instalações distribuídas.
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A ISE 2026 acontece de 3 a 6 de fevereiro, em Barcelona.
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A Neumann anunciou o relançamento do M 50 V, uma reedição fiel de um dos microfones mais icônicos da história da gravação.
Apresentado originalmente em 1951, o M 50 tornou-se uma referência para captação de orquestras e foi fundamental no desenvolvimento da técnica Decca Tree, ainda hoje padrão em gravações de música clássica e trilhas sonoras.
O novo M 50 V mantém o conceito acústico original, incluindo a cápsula omnidirecional de pequeno diafragma montada em uma esfera de 40 mm. Como atualização, a Neumann adotou um diafragma de titânio, que melhora a estabilidade e a durabilidade sem alterar o caráter sonoro que consagrou o modelo.
O microfone combina o circuito original com uma válvula subminiatura de ruído extremamente baixo e um conector selado contra interferências de RF, adequado às exigências dos ambientes modernos de gravação. A fonte de alimentação NM V incluída se ajusta automaticamente à tensão da rede elétrica e é compatível tanto com o novo M 50 V quanto com unidades históricas do M 50.
Segundo a Neumann, cada unidade é fabricada à mão na Alemanha, sob encomenda, com produção limitada e controle individual de qualidade. O modelo é voltado principalmente para gravações orquestrais, música para cinema e produções em estéreo, surround e formatos imersivos, preservando a mesma resposta de graves, imagem espacial e comportamento transitório que tornaram o M 50 um padrão da indústria.
Além do uso histórico na música clássica, o M 50 também foi amplamente utilizado como microfone de ambiência em gravações de pop e jazz, especialmente para baterias, metais e conjuntos, graças à sua resposta omnidirecional e à sua característica presença nas altas frequências.
Cuidados simples que evitam ruídos, falhas intermitentes e prejuízos no estúdio e na estrada.
Em estúdios, palcos e sistemas instalados, os cabos e conectores quase sempre são os primeiros a falhar — e os últimos a receber manutenção. Na prática, uma enorme parte dos problemas de ruído, perda de sinal e falhas intermitentes nasce exatamente aí: cabos cansados, conectores oxidados e patchbays mal cuidados.
A boa notícia: a maioria desses problemas pode ser evitada com procedimentos simples e rotina básica de manutenção.
Vida útil: cabos balanceados vs. desbalanceados
Nem todos os cabos envelhecem da mesma forma.
Cabos balanceados (XLR, TRS balanceado) têm maior imunidade a ruído e costumam resistir melhor ao tempo, desde que bem construídos e bem tratados.
Cabos desbalanceados (TS, RCA) são mais sensíveis a interferência e ao desgaste da blindagem. Em ambientes de uso intenso, sua vida útil costuma ser menor.
O que mais desgasta cabos:
Dobras sempre no mesmo ponto
Tração pelo conector
Enrolamento incorreto
Umidade, suor e poeira
Sinais claros de oxidação e fadiga
Alguns sintomas típicos:
Estalos ao mexer no cabo
Queda intermitente de sinal
Mudanças de nível ou timbre sem explicação
Conectores opacos, esverdeados ou com resíduos
Em patchbays, a oxidação interna costuma aparecer como:
Canais que falham só em determinadas posições
Contatos que “voltam” quando o patch é movimentado
Nesses casos, limpeza preventiva com produto específico para contatos costuma resolver — e prolongar bastante a vida útil do sistema.
Como enrolar corretamente (e por que isso muda tudo)
O método correto é o over-under (sobre–baixo), padrão em touring profissional.
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Vantagens:
Evita torção interna do condutor
Reduz estresse mecânico no cobre e na malha
Faz o cabo “cair reto” ao desenrolar
Aumenta significativamente a vida útil
Enrolar sempre “girando para o mesmo lado” cria memória mecânica e, com o tempo, rompe o condutor por dentro, mesmo que o cabo pareça perfeito por fora.
Patchbay: o coração — e o ponto mais crítico
Em muitos estúdios, o patchbay é: “O coração do sistema e, muitas vezes, a maior fonte de problemas.”
Boas práticas:
Exercitar os pontos de conexão periodicamente
Limpar contatos uma ou duas vezes por ano
Identificar tudo claramente
Evitar cabos de baixa qualidade em rotas críticas
Um patchbay mal cuidado pode comprometer todo o sistema, mesmo com equipamentos de alto nível.
Soluções práticas para estúdio e estrada
No estúdio:
Inventário e rodízio de cabos
Testes periódicos com multímetro ou testador
Limpeza preventiva anual
Substituição imediata de cabos suspeitos
Na estrada e em eventos:
Separar cabos por tipo e comprimento
Usar bags ou cases ventilados
Etiquetar tudo
Nunca guardar cabos úmidos ou sujos
Infraestrutura invisível — mas crítica
Num mercado cada vez mais exigente em confiabilidade, cabos, conectores e patchbays deixaram de ser acessórios. Eles fazem parte da infraestrutura crítica do áudio.
Comprar bons cabos é importante. Cuidar bem deles é o que realmente protege o investimento. Que cuidados você toma?