Audio Profissional
Audio-Technica faz balanço e se articula para 2023
Alex Azevedo e o compositor Frejat: parceria de década
Alexandro Azevedo, executivo da Audio Technica no Brasil, fala à Música & Mercado sobre a marca em 2022 e projetos.
Em entrevista à Música & Mercado, Alexandro Azevedo reflete sobre 2022 e indica o caminho da marca Audio-Technica no Brasil para os próximos anos.
Música & Mercado: Alex, qual o balanço da Audio Technica você pode fazer em 2022?
Alexandro Azevedo: Foi um ano de “saída” da pandemia onde os clientes e lojistas começaram a voltar com maior intensidade ao mercado e feiras, gerando maior movimento e negócios até então represados pelos anos da pandemia.
Por outro lado as faltas de produtos, devido aos efeitos da pandemia, foram reduzidas por um planejamento prévio em 2021, porém ainda sentidas em algumas linhas de produto como os mics wireless.
Nossos distribuidores toparam esta estratégia conjunta e se prepararam para atender o mercado principalmente dos produtos curva A.
Tivemos também a chegada de reforços nas equipes dos distribuidores que ajudaram a estreitar os laços com os lojistas e integradores, demonstrando produtos através de Roadshows, Feiras e outros eventos. Fomos para a rua junto com o mercado e estivemos presente na maioria dos Estados do país.
Música & Mercado: Se compararmos os anos de pandemia, como você observou a reação do mercado perante a exposição da marca, vendas, números etc?
Alexandro Azevedo: Em termos de números seguimos crescendo muito expressivamente e principalmente ganhando destaque em alguns segmentos como os nossos fones da Série M e linhas de microfones AT20 e AT40, presentes nos estúdios de gravação, podcasters e nos ouvidos de vários músicos brasileiros e do público em geral.
Leia também:
- Audio-Technica ATH-SQ1TW sem fio para música, filmes, jogos e muito mais
- Microfone dinâmico hipercardióide AE 6100 da Audio-Technica
- Microfone Audio-Technica AT5047 para estúdio e uso doméstico
- Microfone condensador PRO70 da Audio-Technica para voz ou instrumentos
Série 3000 da Audio-Technica, sistema de monitoramento in-ear sem fio
Esse ano também marcou nosso aniversário de 60 anos no qual tivemos algumas iniciativas e produtos comemorativos ao aniversário, como o remake do nosso Sound Burguer que chegará ao Brasil agora em Janeiro. Foi também o ano onde nos consolidamos como o maior fabricante de toca-discos, cápsulas e agulhas do mundo, além de nos mantermos nos top 3 em linhas de microfones e headphones.
Certificamos mais algumas dezenas de produtos com a Anatel e seguimos expandido o portfólio para atender os fãs brasileiros da marca que não abrem mão de ter produtos AT.
Mudamos também nossa forma de se comunicar com o cliente, seja no contato direto, nas redes sociais ou em nosso website .com.br buscando uma linguagem mais atualizada e que interage com o cliente
Tudo isto resultou em maior Market Share, mais vendas e a consolidação da Audio-Technica Brasil que comemorou no dia 15 de dezembro, seus dois anos de existência.
O mercado definitivamente entendeu que fincamos a bandeira e que respeitamos e entendemos o Brasil buscando atender o brasileiro com a atenção que ele merece.
Música & Mercado: A concorrência entre as marcas de menor valor agregado atrapalha, mesmo considerando um posicionamento diferente?
Alexandro Azevedo: No mercado de mics e fones continuamos percebendo que o mercado de produtos entry level segue aumentando a oferta com certa agressividade em preços. Entendemos que é saudável o cliente ter opções de compra variadas, mas percebemos uma elevada movimentação por parte dos mesmos para marcas com maior renome, seja por questões de qualidade e durabilidade ou simplesmente por questões aspiracionais.
Também ficou evidente que o usuário segue buscando qualidade sonora atrelada a facilidades de conectividade, como os assistentes de voz, e alta duração de bateria, onde nossos fones com tecnologia Bluetooth foram destaque, seja na categoria True Wireless (TW) com o nosso ATH-CKS50TW e suas incríveis 50h de bateria (incluindo case) e graves estremecedores, ou até mesmo nos Over Ear com o nosso renomado ATH-M50x na versão Bluetooth.
Música & Mercado: Quando se fala em tendências, para onde vai o mercado de microfones e fones?
Alexandro Azevedo: Devido ao elevado pedido dos nossos clientes, a partir de 2023 passaremos a oferecer também a nossa caixa de som amplificada com Bluetooth SP65X que antes era vendida somente em um combo com o nosso toca-discos LP60XBT. São mais de 12h de música com conexão multiponto, microfone para chamadas telefônicas e fácil conexão com os produtos A-T.
No caso dos Mics o aumento da procura pelas linhas sem fio denota que o cliente quer mais versatilidade, mas sem abrir mão da qualidade. Nos convencionais dinâmicos ou condensadores nosso desafio foi oferecer os nossos já conhecidos produtos em uma melhor condição de preço. Um exemplo emblemático é o nosso AT-2020 que em 2019 possuía preço sugerido de venda de R$ 1.499,00 e hoje é de R$ 799,00.
Não podemos deixar de falar de um dos queridinhos do mercado de instalação que foi o lançamento mundial do nosso microfone de teto ATND-1061 que caiu nas graças do público brasileiro, oferecendo mais por menos e com altíssima qualidade.
Música & Mercado: Com novo governo, como a Audio Technica avalia o cenário e sua influência na cultura, show biz e consequentemente nos negócios?
Alexandro Azevedo: Este ano de 2022 também marcou a nossa reaproximação com o showbiz, pois lançamos o nosso sistema de monitoramento sem-fio System 3000 IEM onde o nosso amigo Frejat recebeu a primeira unidade no Brasil e agora não abre mão de subir ao palco com ele.
Tivemos o baterista Williams com seu inseparável fone ATH-M50x que juntamente com a Ludmila ganharam o Grammy com o álbum “Numanice”.
No mundo das pick-ups e fones para DJs selamos a parceria com o jovem DJ Schillist que despontou nas paradas musicais e grandes festivais com o single “Be Someone”.
Nossos fones seguem sendo usados pelos maiores podcasters do Brasil e até mesmo no vídeo promocional da Copa do Mundo, o que demonstra que quando se fala em fone de monitoramento o nome a ser lembrado é Audio-Technica.
Dessa forma seguiremos investindo nestas parcerias e entendemos que 2023 será um ano de muitas mudanças no cenário sócio-econômico, mas definitivamente será um ano “musical” no que tange a investimentos na cultura.
Porém nem tudo foram flores em 2022, pois a polarização política acabou afetando em parte os negócios no trimestre mais esperado do ano. A insegurança acabou tomando conta do mercado e sentimos um elevado receio do empresariado principalmente do final de Novembro em diante.
Seguiremos apoiando os lojistas, oferendo excelentes produtos com um preço justo. Preços estes que sempre tomamos o cuidado de planejar-los pensando em todos os canais e de forma a evitar batalhas de preços, deixando o lojista tranquilo e salvaguardando as respectivas margens.
Enfim, estamos contentes com a presença que a Audio-Technica conquistou nestes quase três anos de nova gestão no Brasil e ávidos por seguir garantindo este “futuro analógico” que nos espera e que coexiste na perfeição com as tecnologias atuais.
Shopping
Audio Profissional
Subwoofer CRMS-LFE18sl mkII da Alcons Audio com design ultrafino
Sistema LFE incorpora driver de 18” e resposta estendida para aplicações de alta exigência.
A Alcons Audio anunciou o CRMS-LFE18sl mkII, um subwoofer de perfil ultrafino desenvolvido para aplicações de alta exigência em ambientes de cinema, estúdios e espaços de mixagem profissional.
O modelo faz parte da série CRMS (Cinema Reference Monitor Systems) e foi projetado como um sistema LFE (Low Frequency Effects), com foco em oferecer reprodução precisa em baixas frequências, com controle de transientes e resposta linear.
O sistema integra um driver de 18 polegadas de alta excursão com dupla bobina de 3”, capaz de atingir deslocamentos de até 30 mm, o que permite maior faixa dinâmica em comparação com subwoofers convencionais.
Um dos diferenciais do CRMS-LFE18sl mkII é seu design compacto, com profundidade reduzida, o que facilita sua instalação em espaços limitados, permitindo configurações em parede, teto ou estruturas suspensas sem comprometer o desempenho acústico.
O subwoofer oferece uma resposta em ambiente que pode se estender abaixo de 10 Hz, juntamente com alta precisão na reprodução de impulsos, características essenciais para aplicações onde a fidelidade em baixas frequências é crítica.
Para sua operação, o sistema foi otimizado para trabalhar com controladores amplificados dedicados da marca, que integram processamento específico para ajuste de fase, otimização de resposta e compensação de cabeamento, com o objetivo de manter consistência em diferentes configurações.
O CRMS-LFE18sl mkII é voltado para estúdios de pós-produção, salas de mixagem, cinemas de alto padrão e ambientes onde se exige reprodução precisa de efeitos de baixa frequência, consolidando a tendência de soluções de alto desempenho em formatos mais compactos.
Audio Profissional
BandBox chega ao Brasil e inaugura categoria de amp portátil inteligente com IA que trabalha sem internet
Solo a R$ 1.699 e Trio a R$ 3.599 chegam ao mercado nacional com separação de instrumentos em tempo real, mixer de quatro canais e até 10 horas de autonomia
Existe um problema que todo músico que estuda, ensina ou cria fora do estúdio conhece bem. O cubo de prática básico não entrega o que o músico de hoje precisa. Montar um rig com pedalboard, amplificador e ferramenta de aprendizado custa espaço, peso e dinheiro. E os amplificadores portáteis com entrada para instrumento que existem no mercado, em geral, funcionam mais como alto-falante do que como equipamento de músico de verdade.
O JBL BandBox foi construído para atacar exatamente essa lacuna — e chegou ao Brasil no dia 7 de abril de 2026 com um lançamento que, por si só, já disse alguma coisa sobre a proposta do produto.
Um palco para quem usa instrumento de verdade
O evento aconteceu em São Paulo e foi conduzido por Fabiano Carelli, guitarrista do Capital Inicial há mais de duas décadas. Não um apresentador de palco, não um influenciador de tecnologia — um músico profissional que conhece a rotina de quem toca ao vivo e em estúdio.
Ao lado dele, uma lista que atravessou gerações e estilos: Clemente, fundador dos Inocentes e figura central da Plebe Rude; Charles Gavin, baterista da primeira formação dos Titãs; Rayane Fortes, cantora, guitarrista e multi-instrumentista cearense que virou todas as cadeiras no The Voice Brasil e hoje acumula projeção internacional; Thaide, nome do hip-hop nacional; e Felipe Vassão, produtor com múltiplos Grammy Latinos no currículo — responsável por álbuns de Emicida e Jota.pê, com mais de 400 mil seguidores no Instagram e um canal ativo sobre produção musical.
O evento foi lotado, com presença de jornalistas, lojistas de todo o Brasil, criadores de conteúdo e convidados do mercado. E o que aconteceu no palco não foi demonstração controlada: os músicos pegaram o BandBox ao vivo, sem ensaio prévio, e mostraram o equipamento em uso real. O resultado surpreendeu. Ver um instrumento sendo amplificado, efeitos sendo trocados em tempo real e a separação de elementos funcionando diante de uma plateia que entende de som é diferente de ver um vídeo institucional. É a diferença entre acreditar no produto e entender o que ele faz.
O que é o BandBox — e por que o enquadramento importa
A linha tem dois modelos. O BandBox Solo é compacto: até 30W de saída, uma entrada de guitarra ou microfone, reprodução de música via Bluetooth, afinador, metrônomo, looper, pitch shifter, modelos de amplificador e efeitos clássicos como phaser, chorus, tremolo e reverb. A bateria dura até seis horas. Conecta ao computador por USB-C e funciona como interface de áudio direta para o DAW — sem equipamento adicional.

O BandBox Trio é o modelo para grupos: 135W com woofer de 6,5″ e dois tweeters de 1″, quatro entradas simultâneas para instrumentos e microfones, mixer de quatro canais com tela LCD integrada, efeitos de microfone, bateria substituível e até 10 horas de autonomia. Dá para plugar guitarra, baixo, microfone e ainda ter canal livre. Ambos se conectam ao app JBL One para controle avançado de equalização, modelos de amp e cadeia de efeitos — mas os recursos básicos funcionam sem ele, direto no hardware.
O enquadramento correto não é caixa Bluetooth, não é cubo de prática, não é amp de palco. É uma categoria nova: amplificador portátil inteligente, com ferramentas de prática, criação e gravação no mesmo bloco.
A Stem AI: o diferencial que a imprensa internacional foi testar
O recurso central da linha é a tecnologia Stem AI: separação em tempo real de vocais, guitarra e outros elementos de qualquer música reproduzida via Bluetooth, sem necessidade de internet e sem upload prévio de arquivo. O músico escolhe o que quer remover ou isolar — a guitarra para aprender um solo, a voz para cantar por cima, a bateria para trabalhar o groove — e o processamento acontece direto no hardware.
Aplicativos como o Moises fazem algo parecido, mas exigem que o arquivo seja enviado antes. O BandBox faz isso enquanto a música toca. Essa diferença tem consequência prática real em sala de aula, em sessão de prática e no palco de um evento como o que aconteceu ontem em São Paulo.
A imprensa especializada testou e foi direta. O Guitar World classificou a ferramenta como uma das melhores que já viu para prática com IA. O Sound on Sound, referência técnica do setor de áudio, destacou que a inclusão de separação de stems em hardware autônomo, sem dependência de processamento em nuvem, é genuinamente significativa. A ressalva presente nos testes é que a separação não é perfeita em músicas com arranjos muito densos — mas o ponto relevante é que ela funciona bem o suficiente para uso prático real, e isso a imprensa confirmou com produto em mão.

O que isso inaugura para o ecossistema
Há uma geração de músicos — estudantes avançados, professores, produtores que trabalham em casa, criadores de conteúdo musical — para quem o setup ideal precisa ser compacto, completo e capaz de gravar. Esses músicos vivem hoje entre soluções parciais: o cubo básico que amplifica mas não tem recursos, o pedalboard que tem recursos mas ocupa espaço, a interface de áudio que grava mas não amplifica.
O BandBox tenta condensar tudo isso. Para professores e escolas de música, o Trio tem apelo direto: quatro entradas, ferramentas de acompanhamento com controle de elementos, looper e interface de gravação em um único equipamento portátil que substitui um rig inteiro em aulas individuais ou em grupo pequeno. Para o criador de conteúdo musical, a interface USB-C e a Stem AI são o argumento principal — gravar direto no DAW e montar acompanhamentos customizados em tempo real são funcionalidades com encaixe direto nesse perfil. Para o músico profissional que leva o instrumento de um lugar para o outro, o Solo é o equipamento que ele não encontrava nessa faixa.
E para as lojas de instrumento, o BandBox inaugura uma conversa nova. Não compete com o cubo de entrada. Compete com a decisão de não comprar nada — porque o músico ainda não encontrou um produto que fizesse tudo que ele precisava em um formato que coubesse na sua rotina.
O essencial
O JBL BandBox chega ao Brasil num momento em que o mercado de instrumentos carece de produtos que traduzam tecnologia de software em hardware portátil sem inflar o preço além do razoável. A separação de elementos em tempo real sem internet, combinada com amplificação, efeitos e interface de gravação em um só dispositivo, não tem precedente direto nessa faixa de preço e formato no Brasil — e o lançamento de ontem, com músicos de verdade mostrando o produto em uso real, foi a forma mais honesta de apresentar isso ao mercado.

Audio Profissional
Audio-Technica amplia linha com novos microfones shotgun on-camera
Modelos ATV-SG1 e ATV-SG1LE focam na captura de áudio para produção de vídeo para criadores.
A Audio-Technica apresentou os microfones shotgun ATV-SG1 e ATV-SG1LE, desenvolvidos para uso direto em câmera e voltados a criadores de conteúdo, videomakers e produções audiovisuais.
Os dois modelos utilizam cápsula de 14 mm e tubo acústico de 100 mm, configuração que permite captação direcional do som, priorizando a fonte principal e reduzindo ruídos de ambiente.
Os microfones contam com suporte antivibração integrado e tecnologia de proteção contra interferências, com o objetivo de minimizar ruídos gerados por movimentos da câmera ou por equipamentos eletrônicos próximos.
O modelo ATV-SG1 oferece recursos adicionais, como controle de ganho, filtro de corte de graves e gravação de pista de segurança, atendendo a usuários que buscam maior controle durante a captação.
Já o ATV-SG1LE adota uma abordagem mais simples, com operação plug-and-play e alimentação direta pela câmera, dispensando bateria.
Ambos os modelos podem ser montados diretamente em câmeras DSLR ou mirrorless, reforçando a proposta de soluções compactas para captura de áudio em vídeo, em um contexto de crescimento da produção de conteúdo digital.
-
Amplificadores2 semanas agoAmplificador BEAM MINI da Blackstar com modelagem digital e uso portátil
-
Empresas2 semanas agoBrasil: Darlan Terra assume supervisão de vendas da Pro On Group
-
Audio Profissional1 semana agoQSC ganha canal focado em lojas com distribuição da Quick Easy no Brasil
-
Instrumentos Musicais2 semanas agoÉ oficial: Mike Terrana é novo parceiro da Williams
-
Audio Profissional3 semanas agoBrasil: Pro On e Bose Professional reforçam posicionamento com evento técnico
-
Lojista4 semanas agoLojas: Worship jovem impulsiona vendas de instrumentos no Brasil?
-
Audio Profissional2 semanas agoBrasil: Allen & Heath amplia presença no Carnaval de Salvador com Avantis e dLive
-
Direitos Autorais4 semanas agoEcad distribui R$ 1,7 bilhão em direitos autorais em 2025






