NAMM Show
Luteria: Jacarandá Brasileiro para instrumentos musicais somente com licença da CITES
IBAMA oficializou que Jacarandá da Bahia (inclusive de demolição) deverá ter licença para construção de instrumentos musicais
A CITES (Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens) emitiu uma notificação oficial informando o Jacarandá da Bahia (Dalbergia Nigra) tem seu uso controlado, somente liberado as peças provenientes de plano de manejo regular perante o Ibama e essa origem deverá ser comprovada no momento da emissão da licença CITES.
Já para as madeiras comercializadas no Brasil, todo fornecedor deverá emitir o DOF (Documento de Origem Florestal) além de, obviamente, a Nota Fiscal.
O que é o Documento de Origem Florestal (DOF) ?
O Sistema DOF é uma ferramenta eletrônica federal que integra os documentos de transporte florestal federal e estaduais, com o objetivo de monitorar e controlar a exploração, transformação, comercialização, transporte e armazenamento dos recursos florestais. É por meio deste sistema que as empresas emitem eletronicamente o DOF (documento de origem florestal).
Madeiras dentro da lei
Como prática recomendada, as empresas e luterias de instrumentos musicais e acessórios, componentes da montagem de um instrumento, devem continuar trabalhando em conformidade com suas autoridades brasileiras para evitar penalização.
Entrevista com Natália von Gal Milanezi (IBAMA)
Entrevista com a diretora do uso sustentável da biodiversidade e florestas, Natália von Gal Milanezi, para saber mais.
É possível utilizar o Jacarandá da Bahia (Dalbergia Nigra) com madeiras que já se encontram em estoque antigo, sem documentação?
Resposta: A legislação somente permite que seja extraída madeira de espécie constante do anexo I se proveniente de plano de manejo regular perante o Ibama, e essa origem deverá ser comprovada no momento da emissão da licença CITES.
Sites como Mercado Livre tem diversos fornecedores de madeiras de demolição. Elas podem ser vendidas, doadas e utilizadas?
R: Para utilização de madeira de demolição de espécie CITES, como no caso do Jacarandá da Bahia entre outras, é necessário laudo técnico de especialista comprovando a idade e origem da madeira.
Quais as penalidades para o uso de madeira irregular?
R: As infrações contra a flora constam do Decreto 6514/2008, mas o enquadramento específico dependeria do caso.
Documentação oficial
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Organizações envolvidas na decisão junto a COP18/CITES
Na CoP18, a NAMM organizou uma reunião de mais de 100 partes interessadas para entender os esforços de conservação e as complexidades políticas enfrentadas por músicos e fabricantes de instrumentos musicais, incluindo autoridades da administração da CITES, organizações de conservação e representantes da indústria, incluindo:
Federação Americana de Músicos da Estados Unidos e Canadá; ANAFIMA – Associação Nacional da Indústria da Música; Associação Argentina de Fabricação de Instrumentos Musicais; Associação de Orquestras Britânicas; A Associação de Música Australiana; Bundesverband der deutschen Musikinstrumentenhersteller e.V .; C.F. Martin & Co .; Guitarras de colagem; Confederação das Indústrias Europeias da Música (CAFIM); Dismamusica; Fender Musical Instruments Corporation; Soluções baseadas em floresta, LLC; Organização Francesa de Instrumentos Musicais (CSFI); Aliança Internacional de Fabricantes de Violino e Arco para Espécies Ameaçadas de Extinção; Associação Internacional de Fabricantes de Violino e Arco; Federação Internacional de Músicos; Associação Internacional de Produtos de Madeira; Associação de Instrumentos Musicais do Japão; Liga de Orquestras Americanas; Live Performance Australia; Madinter Trade; Associação das Indústrias da Música; Associação Nacional de Comerciantes de Música; Orquestras Canadá; Paul Reed Smith; PÉROLA *; A Academia de Gravação; O SOMM – Society of Music Merchants e. V .; Symphony Services Australia; e Taylor Guitars.
Instrumentos Musicais
As melhores novidades de baixo e afins do NAMM Show 2026
Os destaques para baixistas apresentados em Anaheim.
A NAMM Show 2026 não foi apenas uma vitrine para guitarristas e produtores. O evento também apresentou uma safra relevante de lançamentos, reedições e ferramentas voltadas aos baixistas.
Entre instrumentos, amplificação e acessórios para baixo, estas foram algumas das novidades mais comentadas, que chamaram a atenção de músicos e lojistas durante a feira.
Ernie Ball Music Man 50th Anniversary StingRay
Um lançamento com peso histórico. Para celebrar os 50 anos do StingRay — um dos baixos mais influentes de todos os tempos — a Ernie Ball Music Man apresentou uma edição comemorativa que mantém o caráter sonoro clássico do modelo, com acabamentos e detalhes de nível premium.

Aguilar Octamizer DLX
Este pedal de oitava expandida foi um dos efeitos mais comentados do evento. Desenvolvido para baixistas que buscam texturas modernas, o Octamizer DLX permite criar oitavas acima, abaixo e sinais limpos, com controles dedicados, ampliando as possibilidades criativas.

Tone Hammer 210 Combo (Aguilar)
Apesar de já ter sido abordado em outro conteúdo, o amplificador merece destaque no universo do baixo. O Tone Hammer 210 entrega 300 W em um combo compacto, voltado a palcos pequenos e médios, mantendo boa projeção e clareza sonora.

ESP / LTD Series – Novos baixos
A ESP apresentou oito novos modelos de baixo na NAMM 2026, disponíveis em versões de 4 e 5 cordas, com diferentes acabamentos. Os instrumentos contam com eletrônica e materiais pensados para versatilidade, ampliando o portfólio da marca para diversos estilos musicais.

Dingwall Jacob Umansky “Sol” Signature Bass
A Dingwall aproveitou o evento para lançar o baixo signature de Jacob Umansky. O modelo multiescala traz captadores FDV e ajustes de design voltados para dinâmica e um timbre contemporâneo.

Cort GB Short Scale
A Cort apresentou um baixo de escala curta (30 polegadas), com foco em conforto, tocabilidade e resposta sonora consistente. Equipado com eletrônica moderna e pré-amplificador Markbass integrado, o modelo busca ser uma opção acessível sem abrir mão de presença sonora.

Ibanez Mode Series Basses
A Ibanez renovou sua linha com a Mode Series, disponível em versões de 4, 5 e 6 cordas. Os modelos combinam visual clássico com braço em maple torrificado, corpos em freixo ou alder e captadores Delta SJ, priorizando articulação de timbre e conforto ao tocar.

Aria Pro II Cliff Burton Signature Reissue
Um lançamento de caráter histórico e emocional. A Aria trouxe de volta o modelo signature do lendário baixista Cliff Burton, do Metallica, em comemoração aos 40 anos de seu legado. A reedição promete manter as características que tornaram o instrumento original icônico, adaptadas às necessidades dos músicos atuais.

A NAMM reafirma que…
Mais do que uma lista de produtos, a NAMM Show 2026 evidenciou algumas tendências claras no mercado de baixo:
- Modernização de clássicos: modelos históricos, como o StingRay, e reedições consagradas reforçam a relevância contínua do baixo elétrico.
- Diversidade de formatos: escalas curtas, multiescala e baixos de 6 cordas mostram que os fabricantes estão atentos a diferentes estilos, gêneros e perfis de músicos.
- Tecnologia e criatividade sonora: efeitos dedicados e avanços em pré-amplificação indicam um foco crescente em versatilidade e expressão musical.
NAMM Show
NAMM 2026: Kepma apresenta a F2S Lamplight, novo acústico-eletroacústico Grand Auditorium
A Kepma Guitars anunciou durante o evento o lançamento da F2S Lamplight, um violão acústico-eletroacústico no formato Grand Auditorium que traz um sistema eletrônico voltado à criação musical.
O novo modelo foi desenvolvido para músicos que buscam não apenas qualidade sonora, mas também um instrumento com proposta estética própria e recursos pensados para palco, estúdio e uso doméstico.
Construção e proposta sonora
O F2S Lamplight traz tampo sólido de Sitka spruce torrefado, assim como o leque harmônico do mesmo material. O processo de torrefação, segundo a Kepma, aumenta a estabilidade estrutural, melhora a resposta tonal e entrega um som mais “maduro” desde o primeiro dia de uso. O fundo e as laterais são feitos em Ovangkol laminado, com acabamento em alto brilho. O cavalete é de jacarandá sólido e a pestana é de osso natural.
O braço de mogno é reforçado com duas barras de fibra de carbono e tensor de dupla ação, enquanto a escala em ébano técnico de 2 mm recebe ajuste PLEK, garantindo precisão e tocabilidade já de fábrica.
Design e acabamentos premium
Visualmente, o F2S se destaca pela incrustação Lamplight em madeiras Padauk africano e Boxwood, acompanhada por detalhes em madrepérola, binding ABS na cor marfim, escudo com padrão de jacarandá e tarraxas seladas na relação 1:18. O braço tem acabamento acetinado para uma sensação mais rápida ao tocar, e o instrumento já vem com botões para correia, pronto para uso em palco.

Sistema bolt-on e foco em praticidade
O modelo incorpora a tecnologia bolt-on neck-body detachable da Kepma, que permite a remoção do braço do corpo, facilitando manutenção e transporte, além de garantir alinhamento consistente ao longo do tempo — um recurso raro nesta faixa de preço.
Eletrônica L1 Smart Loop AcoustiFex
Um dos grandes diferenciais do F2S Lamplight é o sistema L1 Smart Loop AcoustiFex, que vai além da simples captação eletroacústica:
- Permite usar efeitos integrados como reverb, delay e chorus sem necessidade de amplificador.
- Conta com função de loop para gravar e sobrepor camadas diretamente na guitarra, voltado para composição, estudo e apresentações solo.
Segundo a Kepma, o sistema transforma o F2S em uma verdadeira plataforma criativa portátil, tanto plugada quanto desplugada.
Disponibilidade
A Kepma F2S Lamplight sai de fábrica com cordas Elixir Nanoweb .013–.052 e acompanha bag original da marca.
O modelo começará a ser distribuído nos Estados Unidos em junho de 2026, com preço sugerido de US$ 1.399,99 na versão com sistema L1 e US$ 1.199,99 na versão sem eletrônica.
Amplificadores
NAMM 2026: VOX apresenta os novos AC15 e AC30 Hand-Wired Greenback
A VOX anunciou duas novas adições à sua clássica família de amplificadores AC: o AC15 Hand-Wired Greenback e o AC30 Hand-Wired Greenback.
Os novos modelos são voltados a guitarristas que buscam o caráter tradicional da marca, mas com um timbre mais quente, médios mais presentes e saturação mais precoce, graças ao uso de falantes Celestion Greenback.
Ambos os amplificadores são construídos com circuitos fiéis aos projetos vintage, montagem totalmente hand-wired e recursos modernos que ampliam a versatilidade em estúdio e no palco. A proposta não é simplesmente recriar os modelos antigos, mas oferecer uma nova voz dentro da linha AC, mantendo o DNA sonoro da VOX.
O AC15HWR1 Greenback preserva o brilho, a dinâmica e a resposta ao toque que consagraram o AC15, mas adiciona um caráter mais encorpado e focado nos médios. A seção de potência com válvulas EL84, combinada com o Greenback, permite atingir a saturação mais cedo e explorar o overdrive britânico em volumes mais controláveis. O modelo inclui master volume, loop de efeitos com buffer FET (com bypass) e reverb de mola valvulado com controles independentes de nível e tonalidade.
Já o AC30HWR2 Greenback aplica o mesmo conceito ao lendário formato de 30 watts com dois falantes Greenback de 12”. O resultado é um AC30 com caráter um pouco mais escuro, médios mais presentes e uma transição ao overdrive mais suave, sem perder o headroom e a projeção típicos do modelo. Ele também conta com reverb valvulado dedicado e loop de efeitos transparente.
Com essas novas versões, a VOX atende músicos que valorizam o feeling dos amplificadores clássicos, mas querem mais controle, confiabilidade e uma resposta sonora diferente tanto no palco quanto no estúdio. Os novos modelos podem ser vistos no estande #6802 da VOX na NAMM.
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