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Opinião: Por que sou contra LIVES GRATUITAS Cultura e entretenimento – Um setor que gera 936 bilhões/ano

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A cultura movimenta 13% do PIB nacional gerando uma base de 936 bilhões/ano. Esse ano prejuízo ainda é incalculável.

Seja você a pessoa que está saindo para trabalhar ou você que está em casa nesse momento da pandemia fazendo sua parte para diminuirmos a curva, saiba que em ambos os casos você está sendo entretido e alimentado por informações on line e dessas informações 87% tem música atrelada direta ou indiretamente.

A trilha sonora no seriado da Netflix , do video game, nos programas de tv, novelas, as milhares de lives em Instagram, Facebook, YouTube ou em novos apps como Tik Tok que são puro entretenimento.

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Quarenta por cento dos usuários da internet no Brasil são também ouvintes de podcasts e o país já é o segundo maior consumidor do formato, segundo dados do Spotify, atrás apenas dos Estados Unidos. O consumo de streaming cresceu mais de 20% na pandemia , somos o 3º país no mundo que mais paga por esse serviço.

O Brasil tem quatro das cinco maiores audiências mundiais do YouTube com marcas de 3 milhões de engajamento simultâneo, isso mesmo SIMULTÂNEOS o que significa AO MESMO TEMPO.

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Sabe o que isso significa?? A importância avassaladora que a música tem na vida das pessoas auxiliando na saúde mental e emocional de bilhões de pessoas que viram suas vidas mudadas de cabeça prá baixo de repente , sem nenhum aviso prévio.

No entanto em uma pesquisa recente do “Sunday Times” onde 10.000 pessoas responderam quais seria os 5 serviços essenciais e os 5 não essenciais durante a pandemia, a música figurou como a primeira na lista dos serviços essenciais. Mas oras bolas, se a música existe em tudo, como pode ser não essencial? Simples: Porque você acredita que isso não tem valor, que você pode ver e TER de graça.

Isso acontece porque vocês foram acostumados a vida inteira a ouvir histórias como a Cigarra e a Formiga, onde a cigarra não fazia nada, ela vagabundeava no verão tocando e cantando, enquanto as formigas trabalhavam. Pois bem, na minha história a formiga só produzia tanto porque a música da Cigarra fazia seu trabalho ter mais produtividade.

A música é a ÚNICA atividade que trabalha simultaneamente os dois lados do cérebro fazendo com que o corpo caloso que é uma estrutura do cérebro que conecta os hemisférios cerebrais direito e esquerdo tal qual uma ponte fique mais fortalecido, o que aumenta as ramificações por onde as informações transitam lhe proporcionando novas habilidades e sinapses.

Também auxilia no controle da pressão arterial, ajuda no tratamento do Alzheimer, tira pessoas da depressão, ajuda na coordenação motora, foco, disciplina, paciência, memorização, responsabilidade, auto estima, confiança, ajuda a se relacionar e se comunicar melhor, proporciona interação social, facilidade em aprender novos idiomas , matemática, trabalhar em equipe, ter raciocínio lógico, criatividade e ainda libera dopamina, que é um neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem estar.

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Musicoterapia, já ouviu falar? Projetos de música em tratamento de doentes terminais dentro de hospitais, comprova que além de humanizar o tratamento para pacientes e familiares alcança efeitos fisiológicos e psicológicos nos pacientes.

Empresas que usam a música na sua rotina , aumentam sua produtividade. Crianças que têm contato com música aprendem a ler e a escrever com mais facilidade. A música impacta tão fortemente a vida de uma pessoa que pode definir seu sucesso ou seu fracasso profissional.

Será que esses argumentos são suficientes prá você DAR VALOR à música como ela merece?

Recentemente vários editais da cultura sofreram ataques de vários políticos, principalmente do PARTIDO NOVO. Em um LIVE com a vereadora Janaina Lima, escutei dela: -“Vocês não são privilegiados, que toquem de graça” , como se querer TRABALHAR fosse uma esmola para nós , ARTISTAS.

Claro que o país passa por um momento péssimo, TODOS estão sofrendo e TODOS merecemos APOIO. Não entendo porque ajudar um tem que exclui o outro.

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Mas nem vou entrar no contexto governo e política, vou falar de você, que está em casa e acha que música não tem importância nesse momento de pandemia. Peço que vocês revisem sua forma de encarar a música e a forma que você respeitará esse trabalho depois de todos os argumentos que lhe dei.

Sempre brinquei com meus amigos que me convidam para um festa dizendo: “Adriana leva a Sanfona” eu respondo: Liga prá meu escritório e acerta com eles, achei que você estava convidando a PF e não a PJ…mas brincadeiras a parte, eu sei que eles não fazem por mal, mas nunca ouvi eles pedirem para o amigo médico levar a mala para uma consulta rápida durante a festa. E parem de vir com esse papo: “Olha tive uma idéia, você toca no evento que minha empresa vai fazer e você se divulga porque terá um monte de empresário”.

E nessa época de São João meu telefone não para, todo mundo quer que eu toque na festinha da FIRMA dizendo “pode ser SÓ uma meia hora numa live mesmo”, hehehe então deixa eu explicar, qdo eu estou atuando como PJ, eu cobro qdo eu estou com instrumento ou quando abro a boca para cantar, seja ao vivo, seja on line que é o “NOVO NORMAL”.

Estou sempre engajada em ações sociais, me ofereço e toco de graça com todo amor , mas quem ganha dinheiro como uma empresa, cobra dos seus clientes mas não quer me pagar, chama o que?

Veja bem , eu não sou radical. Não estou falando das LIVES com amigos, lives compartilhadas, lives entrevista onde converso, toco 2,4 músicas dentro do contexto, lives minha onde converso com fãs sobre muitos assuntos. Eu tô falando das LIVES SHOW, estou falando de gente que me chama e diz: ” OI, vou fazer um evento junino no meu insta, aí eu te apresento e você podia fazer o seu show pros meus seguidores, claro que seria uma troca né? tem muita gente lá , você pode se divulgar”… Jesuis dai-me paciência prá explicar prá essas pessoas que eu SOU UMA EMPRESA!!!!

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Parem de pedir LIVES GRATUITAS, afinal não custa nada né?! ERRADO, custa sim!!! custa anos investimento em estudo, aperfeiçoamento, cursos, horas de estudo, investimento em instrumentos, equipamento, uma vida sem estabilidade , sem 13º , sem férias, viajando 3 dias prá ganhar um, correndo risco na estrada, sem Natal, Ano Novo, custa meu contador, minha assessoria de imprensa, meu escritório, as pessoas que trabalham comigo , meu vídeoclip que você assiste, o estúdio da música que foi contratado prá gravar a música que você ouve, CUSTA SIM E CUSTA MUITO. Cada foto, clip, música, aparição. Isso é trabalho.

Tudo isso não chega nas suas mãos por mágica. Cada música que você ouve teve mais de 20 pessoas envolvidas ganhando prá você ouvir essa música.

Parece duro né? Mas não é !! Duro é estarmos 3 meses sem poder trabalhar e ainda ouvir uma pessoa querer ver uma live de graça achando que temos obrigação de entreter de graça quem está sentado no seu sofá. Duro é ver pessoas não valorizando esse trabalho e não pagando R$ 10,00 que seja para ter o privilégio de ouvir a arte dessa pessoa, mas gastando R$ 100,00 em cerveja.

Leia também:

Esse texto é para você, que não valoriza a arte.

Claro que tem muita gente bacana, consciente. Já fiz shows com ingressos vendidos e o meus fãs e amigos, aqueles que valorizam o que faço e quem sou, pagaram para me ver, mas isso tem que VIRALIZAR, tem que ser hábito. Sabe aquela coisa de 1º mundo, que a pessoa pega o jornal e paga sem ter ninguém? Pois é, meu sonho é que você quando veja uma live rolando, já saque o cartão e entenda que aquilo tem valor e precisa ser pago sem ninguém ter que pedir.
Eu falei o tempo todo em primeira pessoa, mas tudo que escrevi você pode usar com o artista que você gosta, porque tenha a certeza , ele ficará feliz.

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Não se iluda, essas Lives bombadas são pagas por grandes marcas. Marilia Mendonça ganhou uma fortuna para fazer a live usando as Havaianase e por ai vai. As marcas perceberam que elas tem muito mais engajamento por muito menos investimento e essa moda vai permanecer mesmo pós pandemia. Nesse caso a live está sendo “gratuita” porque está sendo paga por uma marca. Mas nesse funil são poucos que serão agraciados por essas marcas.
Por isso SOU CONTRA A LIVE GRATUITA.

São 90 dias que o mundo do entretenimento está parado.

LEIAM E REFLITAM. PAGUEM PELA MÚSICA! PAGUEM PELO NOSSO TRABALHO.

Contei isso tudo pra falar pra vcs que estou numa luta solitária, talvez uma Dom Quixote de saias? pode ser , mas alguém tem que dizer NÃO.

Quer ouvir um show de música nas redes sociais ? Pague.
SOU CNPJ, respeite minha empresa.

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Deezer/Ipsos: 97% das pessoas não distinguem música feita por IA de criação humana

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A Deezer divulgou um estudo global inédito, realizado pela Ipsos, que revela um dado alarmante: 97% das pessoas não conseguem diferenciar músicas totalmente geradas por Inteligência Artificial das produzidas por artistas humanos.

A pesquisa envolveu 9 mil participantes em oito países, incluindo o Brasil, e investigou percepções sobre IA, direitos autorais e o futuro da criação musical. Estudo aponta urgência por transparência e remuneração justa.

O levantamento indica amplo apoio a políticas de identificação clara de faixas geradas por IA, preocupação com o uso indevido de material protegido e receio quanto ao impacto econômico sobre músicos e compositores. Segundo a Deezer, cerca de 50 mil faixas criadas integralmente por IA são carregadas diariamente, representando 34% de todos os envios feitos à plataforma.

“Os resultados mostram que as pessoas se importam com a música e desejam saber se estão ouvindo IA ou humanos. Também há um consenso de que modelos de IA não devem ser treinados com obras protegidas sem autorização”, afirmou Alexis Lanternier, CEO da Deezer. A plataforma é atualmente a única a detectar e rotular faixas 100% geradas por IA.

Principais conclusões globais

  • 97% dos participantes erraram ao tentar identificar músicas de IA em teste cego.
  • 71% ficaram surpresos e 52% relataram desconforto por não diferenciar as faixas.
  • 80% defendem rotulagem clara para conteúdo gerado por IA.
  • 73% querem saber quando uma plataforma recomenda faixas feitas por IA.
  • 65% consideram inaceitável usar músicas protegidas para treinar IA.
  • 70% acreditam que a IA ameaça a remuneração de artistas.
  • Apesar das preocupações, 66% ouviriam músicas geradas por IA por curiosidade.

Brasil: curiosidade elevada e forte adesão à IA

O país se destacou como um dos mais receptivos à tecnologia:

  • 76% dos brasileiros demonstram curiosidade em relação à IA — o maior índice entre os oito países.
  • 42% utilizam ferramentas de IA semanalmente ou mais.
  • 62% acreditam que a IA pode ajudar a descobrir novas músicas.
  • 59% veem papel importante da tecnologia na criação musical nos próximos dez anos.

Por outro lado, 60% temem perda de criatividade na produção musical e 65% enxergam risco à remuneração de artistas.

Assim como no cenário global, 97% não identificaram a diferença entre faixas humanas e músicas de IA no teste proposto.

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Transparência e ética seguem como prioridades

Os brasileiros apoiam amplamente a identificação de músicas geradas por IA (77%), e 67% consideram antiético usar material protegido para criar músicas sintéticas. Além disso, 64% acreditam que o pagamento por faixas de IA deve ser menor do que o destinado a obras humanas.

A pesquisa reforça que, diante da explosão de conteúdo sintético no streaming, o futuro da música depende de transparência, responsabilidade e políticas que garantam justiça aos criadores.

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Guia prático: como regularizar o uso de música com o ECAD

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Entenda como funciona a arrecadação de direitos autorais e evite multas desnecessárias.

O ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) é o órgão responsável pela cobrança e distribuição dos direitos autorais referentes à execução pública de música no Brasil. Isso inclui qualquer local ou evento onde músicas sejam tocadas — seja ao vivo, por rádio, TV, playlists digitais ou sistemas de som ambiente.

Se o seu negócio utiliza música como parte da experiência do público, é essencial regularizar a utilização com o ECAD para evitar cobranças retroativas e processos judiciais.

  1. Quem precisa pagar o ECAD

De acordo com a Lei nº 9.610/98 (Lei dos Direitos Autorais), é considerado “execução pública” qualquer uso de música fora do ambiente doméstico.

Isso inclui:

  • Bares, restaurantes e cafés com música ambiente ou ao vivo
  • Hotéis, academias, lojas e salões de beleza
  • Festas, casamentos e eventos corporativos
  • Rádios, TVs e transmissões pela internet
  • Plataformas digitais que exibam música

Mesmo que a música seja apenas de fundo, o uso é considerado público.

  1. Como é calculado o valor

O valor da licença é definido de acordo com o Regulamento de Arrecadação do ECAD, considerando:

  • Tipo de utilização (ao vivo ou mecânica ou transmissão)
  • Tamanho da área sonorizada
  • Frequência de uso (eventual ou contínuo)
  • Capacidade de público
  • Localização e tipo de atividade do estabelecimento

O cálculo é feito pela equipe do ECAD com base em tabelas específicas, e o pagamento pode ser mensal ou por evento.

  1. Como regularizar

O processo é simples e pode ser feito online:

1️⃣ Acesse o site oficial: www4.ecad.org.br


2️⃣ No menu “Licencie sua música”, “Eu uso música” > “Simulador de cálculo”, selecione o tipo de uso (bar, evento, academia etc.)


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3️⃣ Preencha o cadastro com as informações do local e da música utilizada


4️⃣ Receba o boleto e mantenha o pagamento regular
(Obs: no site do Ecad é possível fazer uma simulação do valor a ser pago, mas para emitir o boleto é necessário procurar a nossa unidade mais próxima).

Ao se licenciar, o ECAD emite um certificado de autorização que comprova que o uso é legal.
(Obs: não emitimos nota fiscal. O boleto quitado é o comprovante de pagamento).

  1. O que acontece se não pagar

Quem utiliza música sem autorização viola a Lei dos Direitos Autorais.

O ECAD pode:

  • Enviar notificações e realizar visitas de fiscalização
  • Cobrar valores retroativos referentes ao período de uso irregular
  • Acionar judicialmente o estabelecimento

As decisões judiciais podem incluir indenizações e pagamento de custos retroativos, além de prejudicar a reputação do negócio.

  1. Para onde vai o dinheiro

O ECAD distribui 85% de tudo o que arrecada para os titulares de direitos autorais — compositores, intérpretes, músicos e produtores fonográficos.


Os 9% restantes ficam com o ECAD para administração e 6% são destinados às associações que representam os artistas.

Isso significa que pagar o ECAD é remunerar quem cria a música — o compositor, o músico e o intérprete que tornam o ambiente mais agradável para o público.

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Dica extra: mantenha o cadastro atualizado

Empresas que mudam de endereço, ampliam área sonorizada ou passam a fazer eventos com música ao vivo precisam atualizar os dados junto ao ECAD.

Isso evita divergências e novas cobranças.

Em resumo

O ECAD é parte essencial da cadeia produtiva da música no Brasil.


Regularizar o uso musical não é apenas uma obrigação legal, mas também um gesto de respeito à arte e aos artistas.


Ao manter o licenciamento em dia, seu negócio contribui para que a música continue a inspirar e movimentar o país.

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ECAD: O que você precisa saber

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Entidade, atividades de arrecadação e multas no setor musical brasileiro.

O ECAD — Escritório Central de Arrecadação e Distribuição — é uma entidade privada, sem fins lucrativos, encarregada da arrecadação e distribuição dos direitos autorais de execução pública musical no Brasil.

Ele é administrado por sete associações de gestão coletiva: ABRAMUS, AMAR, ASSIM, SBACEM, SICAM, SOCINPRO e UBC. 


O ECAD opera com base nas leis 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais) e 12.853/13, que regulamentam os direitos autorais no país.

O que o ECAD faz

As principais funções do ECAD são:

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  • Cobrar direitos autorais sempre que houver execução pública de músicas — em rádio, TV, eventos, shows, ambientes comerciais, plataformas digitais, etc.
  • Receber os valores pagos por esses usos, identificar as músicas executadas, apurar os titulares dos direitos e distribuir os valores às associações que representam esses titulares.
  • Manter em funcionamento o sistema de gestão coletiva: os titulares se filiam a uma das associações, cadastram suas obras musicais e fonogramas, e passam a ter direito de remuneração pelas execuções públicas.

Como funciona o sistema de arrecadação

a) Quem paga e quando

  • Qualquer utilização pública de música configura obrigação de pagamento, como bares, restaurantes, academias, shows, eventos, streaming e outros.
  • O valor é calculado com base em critérios que constam no Regulamento de Arrecadação, definido pelas associações que administram o ECAD. Fatores como o tipo de utilização (ao vivo ou mecânica), o ramo de atividade, a área sonorizada e a região socioeconômica podem influenciar o valor.
  • A cobrança pode ocorrer mediante boleto bancário e pode ser mensal (como para rádios, TVs, plataformas) ou eventual (como para shows ou eventos específicos).
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b) Processo de identificação e distribuição

  • Os usuários de música fornecem informações como roteiro musical (setlist) ou relatórios de execução. Em alguns casos, o ECAD faz visitas em estabelecimentos para registrar execuções ao vivo ou com som ambiente.
  • Após identificação das músicas tocadas, o ECAD faz a distribuição dos valores arrecadados. Dos valores arrecadados, 85% são repassados para os titulares (compositores, intérpretes, músicos, produtores fonográficos). Outros 6% são para as associações e 9% ficam com o ECAD para sua administração.

Multas e sanções

  • A utilização pública de música sem pagamento ou licenciamento constitui violação da Lei 9.610/98. O ECAD alerta que, no caso de falta de pagamento, o infrator pode responder judicialmente por uso não autorizado de obras musicais e fonogramas.
  • No entanto, é importante destacar que o ECAD não pode multar diretamente o usuário no local; eventuais sanções costumam resultar em processo judicial.
  • Algumas empresas ou setores que não regularizam o licenciamento podem ser alvo de fiscalização e autuação. Por exemplo, bares ou lojas que toquem música ambiente sem pagar direitos autorais podem ter risco de cobrança retroativa.

Críticas e transparência

  • O ECAD já foi alvo de críticas quanto à transparência na arrecadação e distribuição, à forma de cobrança e aos critérios utilizados. Em comissão da Câmara dos Deputados houve questionamentos públicos.
  • Mas é importante dizer que todos os balanços e relatórios anuais são publicados anualmente no site da ECAD, dando transparência aos números, resultados e atuação. Além disso, a própria Lei 9.610/98 estabelece que o ECAD é o único órgão no Brasil habilitado a atuar na arrecadação e distribuição dos direitos autorais de execução pública de músicas. Já que não pode existir outro órgão com a mesma função, o Ecad é sim um monopólio, mas um monopólio previsto em lei.

Por que isso importa para músicos, produtores e empreendimentos

  • Para músicos, compositores e produtores: estar filiado a uma associação e manter suas obras cadastradas significa ter direito à remuneração sempre que essas obras forem executadas publicamente.
  • Para empreendimentos que utilizam música (bares, academias, eventos, shows, plataformas digitais): é necessário verificar se há licenciamento adequado junto ao ECAD. O não pagamento coloca o estabelecimento em situação de risco legal.
  • Para o mercado em geral: o sistema de arrecadação e distribuição garante que a música, como expressão artística e negócio cultural, seja remunerada e sustentável.

O ECAD opera como um elo central entre os criadores de música e os espaços que utilizam essas obras. Por meio da arrecadação e distribuição dos direitos autorais de execução pública, ele cumpre papel essencial na cadeia produtiva da música no Brasil. Entender seu funcionamento — quem paga, como se calcula, como se distribui e quais os riscos de não regularização — é fundamental para músicos, editoras, produtores e usuários de música.

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