Músico
Opinião: O momento é de ação
A economia mundial está à beira de um precipício, e ao invés de ter receio, o salvamento cabe a nós. O momento é de ação!
Não espere nenhuma solução dos governos, porque instituições são frias e não empáticas , e pessoas com problemas, com sentimentos e resiliência, são o calor que a humanidade necessita nesse momento.
Mas é preciso frisar que falo de pessoas amadurecidas, que não se desesperam, e que lutam por si e pelo próximo.
Gente com sonhos, mas não ilusões…
A música é formada de sonhos possíveis em esforço pessoal, de lembranças, de aspirações, inspirações, e protestos, enquanto arte, mas enquanto mercado, movimenta muito capital, emprega muitas pessoas, dá o rumo de muitas vidas, e a “sociedade” parece estar “surda” à essa verdade.
Nesse rumo de analise, nunca foi um mercado frio e impessoal, nem nas suas fraudes artísticas populares, que dirá no trabalhador do dia à dia, desde o músico ao afinador de piano.
No mercado musical, todos estamos sob a mesma premissa, não de viver, mas de sobreviver devido ao descaso com “encantos da arte”, que movimentam uma solidez mercadológica imensa.
Cabe a nós a “reinvenção da roda”, pois teremos que rever as obviedades deixadas de lado por muitos.
A reestruturação do mercado, e o foco na formação do consumidor futuro, o que nesse momento torna-se dificil e incerto, e a ciência de que virtualização excessiva dos meios, não materializa os fins, se faz evidente, bem como que a terceirização de produção na China, enquanto erro, deve ser assimilada, aprendida e não repetida, já que a economia mundial, ao depender de um só país em muitas áreas, passa a estar num processo de “extermínio” do crescimento de cada economia regional, de cada sistema de produção e geração de empregos, e passa a praticar uma espécie de “esquema ponze”, de “eu compro, consumo e vendo, e me iludo achando que vou ficar rico”, enquanto subtraio de mim e enriqueço outros.
A ambição e a avareza do lucro fácil iludiram muita gente, e isso agora tem que ficar no passado.
Sonhos e Ilusões são coisas diferentes, pois Sonhos tem um foco alcançável , com a luta diária, e aprendizado, já ilusões tem a base no inalcançável, no impossível, e no não meritório.
Sabe seu método de ter marca sem fabricar nada, na facilidade do menor preço? Já não é mais possível.
Agora é hora de pedir prazo, mas dar condições de pagamento, de pedir compreensão, mas ser compreensivo.
Tentar comparar com crises anteriores é bobagem, porque nunca houve uma crise dessa magnitude, cuja tal globalização agravou.
O mundo sem fronteiras com “um pulinho” entre países, também é o paraíso para uma pandemia.
É hora de EVOLUÇÃO, e não necessariamente de PROGRESSO, e ambas palavras tem pesos e significados diferentes.
A força está em como resolver, sem teorizar problemas.
Problematização é entrave, teorização é ficção, e só há solução em se dar o tempo para em “olhar calmo”, decidir o rumo.
A emotividade individual também é passível de conduzir a quedas quando exacerbada numa crise.
Quando se sentir pertencendo a um “mercado supérfluo “, lembre-se que o tamanho aproximado do negócio do qual você faz parte, foi estimado em tamanho, nas suas principais áreas de fabricação de instrumentos em 2018 (Cordas, Teclados, Percussão etc…), nos principais países, como sendo um mercado de 7,5 Bilhões de Dólares, e isso não abrange as áreas de acessórios, áudio profissional e iluminação de eventos, muito menos consegue abraçar a totalidade de movimentação de compra e venda de usados, bem como número de pessoas que vivem direta ou indiretamente desse meio, turismo ligado a música, e assim sendo, na realidade isso pode ser 10 vezes maior, e aí se pergunte; Somos tão pequenos na economia mundial?
Para escrever este texto houve uma pesquisa com dados de organizações de pesquisa, e descobri que são estimativas vagas, inexatas, visão aproximada e rasa, que não conseguem ver o tamanho real do gigante que é o mercado musical, porque até para interpretar os dados lhes falta aprofundamento e fundamento.
Onde há alguém ouvindo música ali está uma ramificação do mercado musical, seja na trilha do video game, seja no jingle político, ou na abertura do programa, não há silêncio, mas há sim, uma ausência de reconhecimento real da importância da música, que diverte, que acalma, que cura, e que da emprego, motivação e objetivos.
Músico
Dessecantes e umidificadores: como controlar a umidade em instrumentos e equipamentos de áudio
O controle correto da umidade ajuda a evitar danos em madeiras, eletrônica e componentes sensíveis.
Em muitas regiões da América Latina —especialmente em países como Brasil, Colômbia e México— a umidade ambiental é um dos fatores que mais afetam a durabilidade de instrumentos musicais e equipamentos de áudio.
Guitarras que deformam, conectores oxidando, ruído em microfones ou falhas em equipamentos eletrônicos muitas vezes têm a mesma origem: variações de umidade no ambiente.
Para reduzir esses problemas utilizam-se dessecantes, sistemas anti-umidade e umidificadores. No entanto, o uso inadequado também pode gerar efeitos indesejados.
O fator mais importante: estabilidade
Mais importante do que atingir um número exato é manter a umidade estável.
De forma geral, os níveis considerados seguros são:
- Umidade relativa: entre 40 % e 55 %
- Temperatura: entre 20 °C e 24 °C
Quando o ambiente se mantém dentro dessa faixa, diminuem problemas como oxidação, desafinação e falhas eletrônicas.
Quando usar dessecantes ou anti-umidade
Dessecantes, como sílica gel ou absorvedores de umidade, são usados para reduzir o excesso de umidade.
Eles são úteis em:
- cases de instrumentos
- racks de áudio
- flight cases
- estúdios localizados em regiões costeiras ou tropicais
Entre os problemas que ajudam a evitar estão:
- oxidação de conectores
- condensação em microfones
- deterioração de falantes
- deformação de instrumentos de madeira
Em racks e cases de transporte, pequenos dessecantes ajudam a proteger equipamentos sensíveis.
Quando usar umidificadores
Em ambientes muito secos —ou em salas com ar-condicionado constante— pode ocorrer o efeito oposto: ar excessivamente seco.
Nesse caso, o uso de umidificadores pode proteger instrumentos de madeira como:
- violões
- guitarras acústicas
- violinos
- pianos
Baixa umidade pode causar:
- rachaduras na madeira
- trastes salientes
- instabilidade na afinação
Umidificadores de case ajudam a manter o equilíbrio do instrumento.
Quando evitar o uso
Um erro comum é utilizar esses produtos sem medir a umidade do ambiente.
O ideal é usar primeiro um higrômetro digital, que mede temperatura e umidade.
Entre os problemas frequentes estão:
- excesso de dessecantes ressecando madeira
- uso de umidificadores em locais já úmidos
- sílica saturada que perde eficiência
O objetivo não é eliminar a umidade, e sim mantê-la equilibrada.
Soluções práticas para cases, salas e racks
Cases de instrumentos
- usar sílica gel em regiões úmidas
- usar umidificadores em regiões secas
- evitar guardar instrumentos molhados após shows
Salas e estúdios
- monitorar o ambiente com higrômetro
- usar desumidificador em climas tropicais
- evitar fluxo de ar direto sobre instrumentos
Racks e equipamentos
- inserir pequenos dessecantes dentro do rack
- garantir ventilação adequada
- evitar armazenamento em locais fechados e úmidos
Pequenos cuidados, grandes resultados
Muitos problemas técnicos em instrumentos e equipamentos começam com condições ambientais inadequadas.
Controlar a umidade ajuda a:
- aumentar a vida útil dos equipamentos
- manter estabilidade de afinação
- evitar falhas intermitentes
- reduzir custos de manutenção
Em estúdios, lojas ou turnês, controlar o ambiente faz parte do sistema de áudio.
Músico
Como transportar instrumentos e equipamentos de áudio em turnês e shows
O que acontece antes do palco muitas vezes define o que acontece sobre ele.
No universo das turnês e produções ao vivo, a qualidade do som não depende apenas do equipamento utilizado ou da experiência do técnico. Uma parte importante do resultado — e também dos problemas — começa muito antes do primeiro acorde: durante o transporte.
Instrumentos musicais e sistemas de áudio são projetados para suportar uso intenso, mas não necessariamente manuseio inadequado. Vibrações constantes, variações de temperatura, pressão mal distribuída ou embalagens incorretas podem gerar danos progressivos que só aparecem quando o sistema já está em operação.
Por isso, transportar corretamente não é apenas uma questão logística. É parte do cuidado técnico com o equipamento.
O case não é acessório — é parte do sistema
Um erro comum é tratar o case apenas como proteção básica. Na prática, o tipo de case determina o nível de estresse mecânico que o equipamento sofrerá durante a viagem.
Instrumentos costumam viajar melhor em estojos rígidos com interior moldado, capazes de absorver impactos sem transferi-los diretamente ao instrumento. Já no áudio profissional, flight cases com estrutura reforçada e espuma de densidade adequada ajudam a reduzir vibrações contínuas — um dos fatores que mais desgastam o equipamento ao longo do tempo.
Não basta resistência externa. O interior precisa impedir qualquer movimento. Um equipamento que se desloca poucos milímetros dentro do case durante horas acumula microimpactos suficientes para afetar conectores, válvulas e componentes sensíveis.
O inimigo silencioso: a vibração
Diferente de um impacto forte — facilmente percebido — a vibração constante provoca desgaste gradual e quase invisível. Drivers de alta frequência, válvulas, membranas e partes mecânicas são especialmente vulneráveis.
Em sistemas de PA, por exemplo, as altas frequências costumam ser as primeiras a apresentar perda de desempenho quando o transporte não é bem amortecido. Em baterias, tensões irregulares sobre cascos e ferragens podem causar desalinhamentos mesmo sem quedas ou pancadas aparentes.
A proteção não depende apenas do case individual, mas também da organização dentro do veículo. A distribuição correta do peso evita pressão indevida sobre instrumentos, cones e estruturas acústicas.
Temperatura e umidade: riscos frequentemente ignorados
O deslocamento entre cidades expõe os equipamentos a mudanças climáticas constantes. A madeira reage expandindo e contraindo, enquanto a eletrônica pode sofrer condensação ao passar rapidamente de ambientes frios para quentes.
Abrir um case imediatamente após uma mudança brusca de temperatura pode gerar umidade sobre circuitos ou cápsulas de microfones. Por isso, muitos técnicos preferem aguardar alguns minutos para que o equipamento se estabilize antes de ligá-lo.
Hábitos simples, como evitar guardar equipamentos úmidos ou permitir ventilação antes de fechar os cases, ajudam a prevenir falhas difíceis de identificar posteriormente.
Menos improviso, mais consistência
Em turnês profissionais, a diferença entre uma montagem tranquila e um dia problemático costuma estar na repetição de processos claros. Identificação adequada, organização lógica e rotinas consistentes de carga e descarga reduzem erros humanos e agilizam o trabalho da equipe.
O transporte deixa de ser um momento improvisado e passa a integrar o fluxo técnico do espetáculo.
Transportar bem também é cuidar do som
Quando um instrumento chega estável ao palco, mantém afinação, resposta e confiabilidade. Quando um sistema de áudio é transportado corretamente, preserva sua coerência sonora e reduz o risco de falhas inesperadas.
Na produção ao vivo, muitas decisões importantes acontecem longe do público. O transporte é uma delas. E, embora raramente seja percebido, costuma ser o primeiro passo para que tudo soe como deveria quando as luzes finalmente se acendem.
Estúdio de Gravação
Ovy Ayvu cria palco real para artistas autorais em São Paulo
A Ovy Ayvu vem se consolidando como um novo agente de fortalecimento da cena musical independente paulistana ao oferecer, de forma gratuita, estrutura profissional para gravação, produção e lançamento de artistas autorais.
Desde setembro de 2025, a produtora, que também atua como selo e gravadora, passou a desenvolver o projeto Ovy Sessions, voltado à valorização dos processos criativos e à ampliação de vozes historicamente marginalizadas no mercado.
O projeto surgiu a partir da percepção de que a produção musical independente costuma ser observada apenas pelo resultado final, sem atenção ao percurso criativo, às escolhas estéticas e às histórias que antecedem cada lançamento. A partir disso, a Ovy Ayvu transformou uma sala em um pequeno palco permanente, investindo recursos próprios para criar um espaço físico de acolhimento, escuta e criação artística, onde o tempo e o processo têm a mesma importância que a obra final.
Mais do que prestar serviços técnicos, a proposta da Ovy Sessions é democratizar o acesso à criação musical em nível profissional. O projeto busca garantir que artistas independentes possam desenvolver seus trabalhos com dignidade, qualidade técnica e cuidado estético, em condições semelhantes às de grandes produções, algo ainda pouco acessível fora dos circuitos tradicionais da indústria.
Segundo Will Felix, diretor e produtor executivo da Ovy Sessions, o projeto tem sido mantido integralmente com recursos próprios. “Inscrevi o projeto em editais de cultura, mas até agora não fomos contemplados. Todos os recursos utilizados são nossos. Seguimos buscando parcerias institucionais e investimentos para ampliar o alcance e o número de artistas atendidos”, afirma. Atualmente, a produtora lança um artista por mês, com a meta de alcançar lançamentos quinzenais, dependendo da viabilidade financeira.
A Ovy Ayvu mantém um processo seletivo permanente para novos participantes. Os critérios incluem trabalho exclusivamente autoral, trajetória independente e afinidade com a filosofia do projeto, que entende a música como presença, encontro, experiência e reflexão. O formulário de inscrição está disponível em www.ovyayvu.art.
Além das sessions, a Ovy Ayvu atua como selo e gravadora, sendo responsável por toda a produção audiovisual e digital dos artistas que passam pela casa. Os lançamentos são distribuídos pelo próprio selo, fortalecendo a autonomia artística e ampliando o alcance das obras. Já participaram do projeto artistas como Gabriela Capassi, Uma Luiza da Folha e Natânia Borges. Em dezembro, chega às plataformas o álbum de Brenda Umbelino. O formato prevê o lançamento de um single na primeira semana, seguido da session completa no canal da produtora no YouTube.
Para 2026, a Ovy Ayvu planeja expandir sua atuação com dois novos projetos: Ayvu Sessions e Sarau da Ovy, ambos voltados à circulação contínua, ao registro e à difusão de artistas independentes. A iniciativa reforça o papel da produtora como um espaço ativo de criação, formação de público e fortalecimento da música autoral no contexto urbano de São Paulo.
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