Lojista
Foco no cliente na Elo Musical
A loja fica em Bauru, SP, mas seu trabalho se expande também para outros Estados. Com instrumentos e equipamento de áudio em estoque, realizam interessantes eventos para agregar valor e serviço ao cliente

Em 1995, mudou-se para a Avenida Duque de Caxias, esquina com Rua Antonio Alves, umas das principais vias de acesso da cidade, onde se encontra até hoje com ambiente climatizado e amplo estacionamento.
No início a loja trabalhava somente com instrumentos de sopro e órgãos eletrônicos. Aos poucos vieram os violões, guitarras, baixos, baterias e outros. “Na década de 1980 só tínhamos acesso a instrumentos nacionais. Com a abertura do mercado para os importados nos anos 1990, começamos a trabalhar com as marcas mais consagradas do mundo da música”, contou Ondil Fogaça da Silva Junior, gerente comercial.
Com a implantação do Plano Real em 1994, e a equiparação do real com o dólar, os produtos importados ficaram ainda mais baratos e atrativos. Nessa época, 90% do estoque da loja era de produtos importados.
A partir do ano 2000, com a contratação de um dos mais experientes técnicos de som da região, a loja se especializou em sonorização de ambientes como igrejas, casas de shows, indústrias e hospitais.
Hoje, a Elo Musical conta com uma área de 270 m² de instrumentos expostos, mais estoque, escritório e estacionamento, atendendo Bauru e região.
Além da loja física, uma ferramenta forte da empresa é o seu site, criado em 2010. “Mesmo não tendo uma venda on-line expressiva, o site é fundamental, pois todos pesquisam os produtos no Google antes de comprar. Aproximadamente 70% dos clientes que chegam à loja já viram o produto no site”, disse. Esse fator, junto com as indicações de clientes, permite à loja vender também em Estados fora de São Paulo.
Produtos disponíveis
A empresa conta com uma ampla variedade de instrumentos musicais e produtos de som em seu estoque, sendo os equipamentos de áudio, violões, teclados e pianos eletrônicos os mais pedidos por seus clientes.
Essa variedade também pode ser encontrada nas marcas disponíveis de instrumentos, como Tagima, Takamine, Epiphone, Fender, Ibanez, Crafter, Eagle, Giannini, Memphis, Phoenix, Rozini, Strinberg, Jupiter, Yamaha, Shelter, Casio, Korg, Roland, Tokai, DBX, Marshall, Meteoro, Landscape, Pearl, Nagano, RMV, FSA, Contemporânea, Luen, Zildjian, Krest, Zoom, Boss, Focusritte, Santo Angelo e outras. Na parte de áudio, tem Yamaha, Soundcraft, WLS, JBL, Shure, AKG, Oneal, Behringer, Karsect, LeSon, Superlux, Tag-Sound, Attack, PLS e mais.
É importante destacar as várias marcas nacionais no estoque. Como detalhado anteriormente, elas são Rozini (violão, viola e cavaco), Giannini (cordas), Tokai (órgão eletrônico), Oneal (equipamentos de áudio), Attack (equipamentos de áudio), Contemporânea (percussão), Luen (percussão), FSA (cajons) e Santo Angelo (cabos).
“A aceitação dessas marcas e de seus produtos é boa devido à qualidade que apresentam na relação custo-benefício”, comentou Junior, destacando que um grande diferencial da loja é a “credibilidade junto aos clientes, graças à transparência e à honestidade no atendimento. Também contamos com vendedores especialistas por área que prestam consultoria aos clientes. Só vendemos o que de fato irá atender às necessidades dos clientes”.
Eventos fazem parte
Além de um bom atendimento, a Elo Musical também se importa com o relacionamento com os clientes por meio da realização de workshops, sempre com entrada franca.
A loja tem parceria com uma casa noturna vizinha — o Jack Music Pub —, que conta com uma estrutura completa para esses eventos, como acomodações, som etc.
Para 2018 estão previstos workshops de guitarra, de metais (trompete, trombone e trompa), de baterias e outros, que serão anunciados em breve.
Também haverá o 3º Encontro de Bateras de Bauru, que promete ser ainda maior do que os dois primeiros, contando com a participação de bateristas da cidade e região.
Sem dúvida essas iniciativas ajudam a movimentar o mercado, um setor restrito e com muita concorrência. Junior explica: “Acho o mercado musical brasileiro pequeno, se comparado com o tamanho da nossa economia. Hoje o que mais fomenta o nosso segmento são as igrejas que investem em equipamentos de áudio e a música gospel, tanto de igrejas evangélicas como das católicas. Nas igrejas, as pessoas têm um contato direto com música ao vivo e se sentem motivadas a aprender a tocar um instrumento. Além disso, para aumentar o mercado musical, imagino investimentos nas escolas com o ensino obrigatório da música, formação de orquestras e fanfarras, apresentações de músicos e bandas”.
“Pelo nosso lado, a empresa continuará focando a qualidade no atendimento, a parceria e o treinamento em igrejas, a venda de produtos com maior valor agregado e a captação de novos clientes por meio de ferramentas digitais como Google e Facebook”, destacou.
Mais informações: elomusical.com.br
Lojista
Tecnologia em instrumentos musicais cria novas oportunidades para o varejo
Impressão 3D, inteligência artificial e realidade imersiva impulsionam novos modelos de negócio.
A adoção de tecnologias como impressão 3D, inteligência artificial (IA) e realidade virtual (VR) e aumentada (AR) começa a impactar diretamente o varejo de instrumentos musicais, abrindo novas frentes em portfólio, serviços e experiência do cliente.
No ponto de venda, a impressão 3D permite avançar em modelos de personalização sob demanda. Lojas especializadas já testam a produção de peças, acessórios e adaptações específicas, reduzindo a necessidade de estoque e ampliando a oferta sem aumento proporcional de capital imobilizado.
Segundo a NAMM, personalização e flexibilidade na produção estão entre os fatores que mais influenciam a decisão de compra no setor.
A inteligência artificial, por sua vez, ganha espaço como ferramenta de apoio comercial. Sistemas baseados em IA permitem analisar o perfil do cliente, nível técnico e preferências, tornando o atendimento mais direcionado e aumentando a taxa de conversão.
Além disso, a presença de IA em produtos — especialmente instrumentos digitais e softwares — cria oportunidades de venda adicional, elevando o ticket médio e incentivando a venda consultiva.
Já as tecnologias imersivas, como VR e AR, começam a transformar a experiência dentro das lojas. Essas soluções permitem simular o uso de equipamentos, realizar demonstrações virtuais e treinar equipes de vendas de forma mais eficiente.
Na prática, o ponto de venda evolui para um ambiente mais experiencial, no qual testar, aprender e comparar produtos passa a ser parte central da jornada de compra.
Especialistas indicam que essas tecnologias também contribuem para atrair novos públicos, ao reduzir barreiras de entrada no aprendizado musical.
Diante desse cenário, o principal desafio para o varejo está na implementação estratégica dessas ferramentas, priorizando aplicações com impacto direto em vendas, fidelização e diferenciação competitiva.
Como aplicar tecnologia em lojas de instrumentos em 30 dias
A adoção de tecnologias como inteligência artificial, impressão 3D e realidade imersiva pode ser feita de forma gradual no varejo musical. A seguir, um plano de ação dividido em quatro semanas, com foco direto em resultado comercial.
Semana 1: Diagnóstico e definição de foco
Objetivo: Identificar onde a tecnologia gera impacto em vendas.
- Analisar categorias com maior margem (ex.: guitarras, home studio, áudio pro).
- Mapear demandas recorrentes dos clientes (personalização, aprendizado, teste).
- Definir prioridade: vendas, experiência ou fidelização.
Ação prática: Escolher 1 categoria para projeto piloto.
Semana 2: Implementação rápida (baixo investimento)
Objetivo: Colocar soluções simples em operação.
- Implementar ferramentas básicas de IA (atendimento ou recomendação).
- Criar kits de venda (ex.: interface + microfone + fone).
- Testar personalização em itens simples.
Ação prática: Criar um fluxo de recomendação guiada (WhatsApp ou site).
Semana 3: Experiência no ponto de venda
Objetivo: Tornar a loja mais experiencial.
- Montar espaço de demonstração (ex.: setup de home studio).
- Oferecer testes assistidos.
- Usar recursos imersivos simples (vídeos, simulações).
Ação prática: Criar uma “zona demo” com produtos estratégicos.
Semana 4: Conversão e ajuste
Objetivo: Transformar experiência em receita.
- Medir ticket médio antes e depois.
- Ajustar abordagem comercial (venda consultiva).
- Oferecer serviços agregados (setup, treinamento).
Ação prática: Lançar combo: produto + serviço.
Indicadores principais
- Ticket médio
- Taxa de conversão
- Tempo de permanência na loja
- Venda de acessórios
Erros comuns
- Investir em tecnologia sem treinar a equipe
- Não acompanhar indicadores
- Implementar tudo ao mesmo tempo
- Focar na tecnologia e não no cliente
No varejo musical, tecnologia é meio, não fim. O diferencial continua sendo a experiência — agora ampliada por ferramentas digitais.
Lojista
Lojistas: O que o cliente espera da loja além do preço
Conhecimento técnico, clareza no atendimento e segurança na decisão pesam mais do que descontos.
O comportamento do consumidor mudou de forma significativa nos últimos anos. Hoje, grande parte dos clientes chega à loja depois de pesquisar preços, assistir a vídeos, ler comparativos e acompanhar opiniões em redes sociais. Nesse cenário, competir apenas pelo valor monetário se tornou não apenas difícil, mas insustentável para o varejo especializado.
Quando o cliente entra em uma loja física, ele já conhece o produto. O que ele busca no vendedor é confirmação, orientação e redução de risco. Quer saber se aquilo que pesquisou realmente atende à sua necessidade, se é compatível com o que já possui e se não vai gerar problemas após a compra.
Esse movimento muda o papel da loja. Ela deixa de ser apenas um ponto de venda e passa a funcionar como um filtro técnico entre a informação disponível na internet e a decisão final do cliente.
Clareza virou valor — não obstáculo à venda
Um dos erros mais comuns no atendimento é omitir limitações para “não atrapalhar a venda”. Na prática, o efeito costuma ser o oposto. Explicar claramente o que o produto faz, o que não faz, quais acessórios são necessários e quais cuidados devem ser tomados cria uma relação mais equilibrada.
O cliente atual prefere ouvir uma restrição antes da compra do que descobrir, em casa, que o equipamento não atende ao uso pretendido. Transparência reduz frustração, devoluções e conflitos no pós-venda — e aumenta a confiança na loja.
Experiência ainda importa — e muito
Apesar do avanço do comércio online, a experiência presencial continua sendo um diferencial relevante no varejo de instrumentos musicais e áudio. Poder testar, tocar, ouvir e comparar produtos com orientação técnica segue sendo um fator decisivo, especialmente em categorias onde o som, a ergonomia e a aplicação prática fazem diferença.
Quando essa experiência é bem conduzida — com explicações claras e sem pressão — o preço deixa de ser o único critério. O cliente passa a avaliar o conjunto da solução, e não apenas o valor final.
O novo valor do vendedor: reduzir incerteza
Mais do que convencer, o vendedor hoje precisa ajudar o cliente a tomar uma decisão segura. Isso envolve entender o contexto de uso, antecipar dúvidas e evitar erros comuns de especificação ou compatibilidade.
Nesse modelo, o atendimento deixa de ser apenas comercial e se torna consultivo. E lojas que adotam essa postura tendem a construir relacionamento, não apenas fechar uma venda pontual.
Dicas práticas para alinhar a loja às expectativas do cliente atual
- Parta do que o cliente já sabe Reconheça que ele pesquisou e use isso a favor do atendimento, complementando a informação com contexto técnico.
- Explique limites com naturalidade Falar sobre o que o produto não faz evita problemas futuros e fortalece a credibilidade da loja.
- Valide compatibilidades antes de vender Conferir conexões, potência, aplicações e uso real reduz erros e devoluções.
- Transforme teste em orientação Não basta testar: explique o que o cliente está ouvindo, sentindo ou comparando.
- Troque desconto por confiança Um cliente seguro da escolha tende a pagar mais e voltar.
O ponto central
O cliente atual não espera apenas um produto. Ele espera segurança na decisão. E isso não se entrega com desconto agressivo, mas com conhecimento técnico, clareza na comunicação e um atendimento consistente.
No varejo musical, preço atrai. Confiança sustenta.
Lojista
Lojas: Worship jovem impulsiona vendas de instrumentos no Brasil?
Igrejas se consolidam como um dos principais polos de formação de músicos e movimentação do varejo musical.
Nos últimos anos, lojistas de diversas regiões do Brasil relatam um padrão semelhante: boa parte das vendas de instrumentos de entrada e intermediários tem origem no ambiente religioso, especialmente no movimento jovem ligado ao worship contemporâneo.
A música nas igrejas não é novidade. O que mudou foi escala, profissionalização e impacto no mercado.
Formação musical dentro das igrejas
Enquanto escolas públicas reduziram ou eliminaram educação musical formal, muitas igrejas ampliaram:
- ministérios de louvor estruturados
- bandas fixas com ensaios semanais
- equipes técnicas de som e vídeo
- cursos internos de música
Isso criou um ambiente contínuo de aprendizado e prática musical.
Para muitos jovens, o primeiro contato com guitarra, teclado ou bateria acontece dentro da igreja — e não na escola.
Quais instrumentos mais giram?
Segundo relatos de varejistas, os produtos com maior procura nesse segmento incluem:
- guitarras e violões eletroacústicos
- teclados e pianos digitais
- baterias acústicas e eletrônicas
- contrabaixos
- sistemas de PA compacto
- microfones e interfaces básicas
Há também demanda crescente por:
- in-ear monitors
- pedaleiras digitais
- controladores MIDI
- mesas digitais de pequeno porte
Ou seja, o impacto vai além do instrumento tradicional e atinge áudio profissional.
Profissionalização do worship
O worship contemporâneo incorporou estética de produção moderna, com influência de pop e música eletrônica.
Isso elevou o nível técnico exigido:
- uso de tracks e playback
- integração com software
- gravações ao vivo
- transmissões em streaming
Consequentemente, igrejas passaram a investir em equipamentos mais sofisticados.
Movimento cultural e econômico
O Brasil possui um dos maiores mercados religiosos do mundo, com milhões de frequentadores ativos semanalmente.
Esse ambiente cria:
- demanda constante por músicos
- reposição de instrumentos
- formação de novos talentos
- consumo recorrente de acessórios
Para o varejo, trata-se de um fluxo contínuo, menos dependente de modismos temporários.
É o único motor de crescimento?
Não. O mercado também é impulsionado por:
- home studio
- produção digital
- criação de conteúdo
- ensino online
Mas, em diversas cidades médias e pequenas, o ambiente religioso tornou-se um dos principais polos de prática musical presencial.
O que o lojista precisa entender
Ignorar esse público significa deixar de compreender uma parte relevante da demanda atual.
No entanto, é importante:
- evitar estereótipos
- entender necessidades técnicas específicas
- oferecer soluções completas (instrumento + áudio + suporte)
- construir relacionamento de longo prazo
O worship não é apenas um estilo musical — é um ecossistema que envolve músicos, técnicos e produção.
Tendência estrutural?
Enquanto houver renovação geracional dentro das igrejas e investimento em música ao vivo, a influência desse movimento tende a continuar relevante no varejo.
Para muitos jovens brasileiros, a igreja é hoje o principal palco de formação musical.
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