Amplificadores
Review Fender Frontman 25r
Publicado
10 anos agoon
Review Fender Frontman 25r: O assunto é timbre? Então pra ele tamanho não é documento
Muito timbre sim, pouco tamanho também. O Frontman 25r é um pequeno amplificador transistor de 25W RMS que resume a alma da Fender em todos os sentidos. Basta uma plugada pro guitarrista sentir que está diante de um clássico brilho que o fará viajar a qualquer estação de rádio dos últimos 70 anos, só pra se ter uma noção da longevidade da marca.

“É comum meus alunos e amigos se impressionarem com sua qualidade, principalmente pelo tamanho”
A Fender é umas das companhias norte-americanas de maior destaque mundial no que se refere a amplificadores e instrumentos de cordas.
Foi com ela que Hendrix incendiou o Woodstock no final dos anos 60, sem contar sua história antes das loucuras dessa década. Sua fundação foi em 1946, para ser mais exato, dando o start ao seu legado revolucionando a forma de se fazer música, e mais precisamente a música moderna como a conhecemos nos dias de hoje, e convenhamos, continua agradando a cada nova geração.
Fender Frontman 25r: o pequeno notável
Tenho esse ampli há pelo menos 3 anos e nesse tempo ele sempre resolveu muitas necessidades, desde aulas, ensaios, reviews até eventos ao vivo de menor porte. Antes do frontman 25r eu já conhecia o frontman 212r, que é da mesma linha porém maior, mas particularmente o timbre do Frontman 25r agrada mais, apesar de menor no tamanho e na potência.
Durante esse tempo com o Frontman pude experimentá-lo com diversas guitarras, pedais e cabos, e a personalidade Fender se mantém muito aparente, lembrando que o timbre é característico para quem realmente curte a sonoridade da marca, e sério, é muito comum meus alunos e amigos se impressionarem com sua qualidade, principalmente pelo tamanho.
Experiência própria
Algo interessante é que o amplificador trabalha bem com baixos ou com altos ganhos (de drive/distorção) e nem tanto com médios ganhos, engraçado não é?
Veja bem, utilizando uma guitarra com single em um pedal de drive o som fica incrível, já que é a mesma configuração nos rocks mais clássicos. Já uma guitarra com single, ligado a uma distorção de médio ou alto ganho, o som tende a perder definição, e dependendo da regulagem da distorção perde muita definição.
Porém, fiz um teste com o captador Extreme Hot da marca Sérgio Rosar (mini humbucker) usado em uma Telecaster e teve um desempenho incrível, com muita definição e estabilidade, também por ter usado corda de tensão 0.11 no instrumento. Isso quer dizer que os humbuckers, ou mini humbuckers fazem um bom casamento com o amplificador, nesse caso o Frontman respondeu muito bem a altos ganhos, pelo fato de um captador humbucker gerar mais estabilidade no som em distorções do que um captador single. Lembre-se de que estamos tratando de um amplificador transistor, certo?
Pontos importantes
O Fender Frontman 25r é notoriamente um pequeno clássico, com seu visual estilo vintage, detalhes cromados, logo Fender no tecido ortofônico muito bem acabado, além dos tradicionais knobs, fazendo jus a qualquer grande amplificador da marca.
Porém nem tudo nele é perfeito, mesmo sendo um Fender. Com seu pequeno tamanho também vem suas limitações.
Potência? nem pensar. Você não vai extrair grandes coisas com um falante de 10” e 25W RMS. Mas se a idéia é deixá-lo no seu quarto de estudos, seus vizinhos te ouvirão estudar guitarra. Num quarto pequeno você pode dar um show com o volume no 5 e sua mãe não vai ouvir a TV, mas essa qualidade de volume fica restrita ao estudo. Já no palco ela vai quebrar um bom galho, desde que seja microfonado e bem equalizado na mesa. Eu mesmo uso assim e garanto que funciona.
É importante apontar que o volume satura a partir do 5 no canal limpo, principalmente se o guitarrista curte usar bastante grave, como no meu caso.
Isso não é algo que o músico vai querer, é claro! Há situações em que isso pode ser inconveniente.
Porém há uma forma de driblar esse problema. Basta utilizar o canal sujo com o ganho da distorção do amplificador no volume mínimo, contando apenas o volume do canal para controlar a altura do som. Nesse caso o amplificador gera o efeito da válvula e duas coisas ocorrem: a primeira é corte das sobras de frequências parando de estourar o som, e segunda é que a sonoridade passa a ficar saturada no canal, dando a sensação de amplificador valvulado, melhorando em muito o desempenho do amplificador. Esse mesmo macete pode ser usado em qualquer transistor.
Outro ponto negativo do amplificador que é um padrão Fender como de outras marcas, é ter a voltagem apenas em 110V. Isso pode ser facilmente resolvido com um transformador. Se bem que uma tradicional chave de voltagem ajudaria, e muito.
Tá, legal! é um transistor. Mas, e se tivesse ao menos uma válvula, Vai!
Tudo bem, eu compartilho dessa tentação e desejo, mas lembre-se que o preço seria muito superior e seus 25W RMS já não se enquadraria mais tanto assim em um amplificador para estudo, sendo que esse é justamente o foco.
Vamos aos detalhes
O Fender Frontman 25r possui 25W RMS, transistorizado, 110V, 1 falante de 10” Fender (sem especificação de outra marca) e 11,4Kg. Nem leve, nem pesado. Na medida para um transporte tranquilo.
Entradas
Uma entrada P10 para guitarra mais duas entradas auxiliares, uma para footsweet para controle de drive externo e outra entrada RCA, para conexão de CD player, celular ou qualquer outro eletrônico compatível. Como vimos é um amplificador para estudo e é interessante esse recurso, mas não espere muito já que é apenas para um playback superficial, a caixa não tocará um som perfeito devido a ausência de um tweeter que reproduza bem os agudos.
Canais
- 1 canal limpo (clean) com 1 controle de volume.
- 1 canal sujo (drive) com 1 controle de volume mais 1 controle de ganho do drive.
É válido citar que esse canal possui um drive forte, dando uma boa sensação de fritada, mas com muita limitação. Não chega a ser uma distorção de alto ganho mas fornece uma boa curtida.
Reverb
O frontman possui um reverb digno de Fender. Sua extensão funciona para diversos estilos e oferece um bom clima e ambiência. Faz belo jogo com o drive, e se for bem combinado se toca um belo clássico plugando a guitarra direto no garoto.
Equalizador
Possui 3 vias de equalização, grave (que tem um belo e aparente corpo), médio (com bela definição sem muitos exageros) e agudos (que possui o característico brilho Fender).
Em todas as vias se nota as diferenças ao experimentar diversas regulagens e sua extensão de frequência é bastante significativo, o que é muito bom e isso tende qualquer guitarrista.
Quer saber se o Frontman 25r rola pra você?
O Fender Frontman 25r é indicado para alunos, estudantes de guitarra e para professores, além de servir muito bem em pequenos ensaios.
Outra indicação é sua aplicação em igrejas, já que o timbre do Frontman funciona muito bem com a vibe britânica que as igrejas tem adotado em suas músicas. Nesse caso, um microfone que envie o sinal para a mesa resolve a questão da baixa potência.
Não indicado para guitarristas com estilo mais pesado, principalmente se o guitarrista gosta ou depende de um amplificador de alta potência, o amplificador não suprirá essa necessidade. Mas é certo dizer que mesmo esses músicos devem curtir o Frontman 25r para estudos.
Prós: Timbre, peso e funções.
Contras: Ser apenas 110V e satura no som limpo.
Quer ouvir o som? Se ligue no video abaixo:
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NAMM 2026: VOX apresenta os novos AC15 e AC30 Hand-Wired Greenback
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A VOX anunciou duas novas adições à sua clássica família de amplificadores AC: o AC15 Hand-Wired Greenback e o AC30 Hand-Wired Greenback.
Os novos modelos são voltados a guitarristas que buscam o caráter tradicional da marca, mas com um timbre mais quente, médios mais presentes e saturação mais precoce, graças ao uso de falantes Celestion Greenback.
Ambos os amplificadores são construídos com circuitos fiéis aos projetos vintage, montagem totalmente hand-wired e recursos modernos que ampliam a versatilidade em estúdio e no palco. A proposta não é simplesmente recriar os modelos antigos, mas oferecer uma nova voz dentro da linha AC, mantendo o DNA sonoro da VOX.
O AC15HWR1 Greenback preserva o brilho, a dinâmica e a resposta ao toque que consagraram o AC15, mas adiciona um caráter mais encorpado e focado nos médios. A seção de potência com válvulas EL84, combinada com o Greenback, permite atingir a saturação mais cedo e explorar o overdrive britânico em volumes mais controláveis. O modelo inclui master volume, loop de efeitos com buffer FET (com bypass) e reverb de mola valvulado com controles independentes de nível e tonalidade.
Já o AC30HWR2 Greenback aplica o mesmo conceito ao lendário formato de 30 watts com dois falantes Greenback de 12”. O resultado é um AC30 com caráter um pouco mais escuro, médios mais presentes e uma transição ao overdrive mais suave, sem perder o headroom e a projeção típicos do modelo. Ele também conta com reverb valvulado dedicado e loop de efeitos transparente.
Com essas novas versões, a VOX atende músicos que valorizam o feeling dos amplificadores clássicos, mas querem mais controle, confiabilidade e uma resposta sonora diferente tanto no palco quanto no estúdio. Os novos modelos podem ser vistos no estande #6802 da VOX na NAMM.
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NAMM 2026: Ashdown anuncia nova fase do retorno à fabricação no Reino Unido
Publicado
1 semana agoon
22/01/2026
A Ashdown Engineering anunciou durante o NAMM Show 2026 a Fase 2 do seu retorno à fabricação no Reino Unido.
Ampliando a estratégia iniciada em setembro de 202, a empresa lança os cabeçotes ABM EVO IV e as linhas de gabinetes UK-ABM e Classic produzidos em território britânico.
De acordo com a empresa, este novo passo reforça um compromisso de longo prazo com o design, a engenharia e a produção britânica. Para 2026, a Ashdown prepara o lançamento de cinco novas linhas de amplificadores fabricados no Reino Unido, todas com início de entregas previsto ainda para o mesmo ano.
Entre as novidades, a marca destaca a nova série UK-RBM, voltada a baixistas profissionais que buscam potência, controle tonal e flexibilidade em um formato moderno e mais leve. A linha inclui cabeçotes e novos gabinetes desenvolvidos especialmente para este sistema.

Os cabeçotes UK-RBM contam com recursos como Sub-Harmonic Generator, compressão integrada, overdrive com simulação de válvula e Analogue Cab Sim, permitindo ir de timbres modernos e definidos a sons mais encorpados e complexos. Já os gabinetes foram redesenhados e utilizam falantes italianos Sica NEO com tweeters ajustáveis, em caixas de madeira leve, pensadas para oferecer resposta rápida, clareza e projeção controlada.
Fabricada artesanalmente no Reino Unido e com componentes premium, a série UK-RBM representa mais um passo importante da Ashdown em sua nova fase de produção local, com foco em músicos profissionais e aplicações de alto nível.
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