Audio Profissional
Fabricação e instalação de sistemas na DB Tecnologia Acústica
Sediada em Vera Cruz (RS), a empresa fabrica caixas acústicas profissionais para uso em diferentes aplicações. Vamos conhecê-la?
A DB Tecnologia Acústica nasceu em 2002 com o objetivo de realizar projetos e caixas acústicas para residências, mas a qualidade e a sonoridade dos produtos chegaram aos ouvidos dos profissionais ligados ao ramo da música, que começaram a procurar a empresa para desenvolver projetos e caixas profissionais.
Atualmente, a DB conta com mais de 45 modelos de caixas acústicas, alguns com alto-falantes projetados especialmente pela empresa e outros fabricados em parceria com as companhias italianas B&C Speakers e Eighteen Sound — que foi adquirida recentemente pela B&C. Vamos descobrir mais nesta entrevista com o proprietário e diretor financeiro Gerson Werner.
POR TRÁS DA EMPRESA
A DB Tecnologia surgiu no Rio Grande do Sul como um hobby. Os proprietários – Gerson Werner, Alexandre Eidt e Luis Hesse – começaram a desenvolver caixas para os amigos e isso foi se tornando uma coisa mais séria. “Fomos desenvolvendo os produtos tentando melhorá-los cada vez mais, e com isso nasceu a DB”, contou Gerson.
Em 2008 tiveram acesso a alguns componentes importados da Eighteen Sound e, com o uso deles, houve um avanço muito grande nas linhas da DB Tecnologia, passando a trabalhar com produtos de maior qualidade sonora, mais definição de timbres e presença em todo o mercado nacional. A empresa vem até hoje nesse crescendo, abrindo novos mercados e contratando representantes em todos os estados para divulgar a marca e seu trabalho.
M&M: Quantos funcionários vocês têm hoje?
Gerson: Temos 12 funcionários mais os sócios que trabalham diretamente na empresa. Temos também 12 representantes no Brasil que atuam em vários estados. Em alguns estados não há representantes, mas temos muitos lojistas parceiros que são atendidos.
M&M: Qual é o público de vocês?
Gerson: Trabalhamos muito com igrejas, um público que representa uma fatia grande do mercado e que escolhe nossos produtos por serem compactos, além da opção em acabamento em branco ou preto. Também temos um público que pede produtos maiores para sonorização de shows, teatros etc. O nosso catálogo é bem variado e atinge quase que todos os nichos de mercado na linha de áudio.
M&M: Em média vocês trabalham com quantas linhas de produtos atualmente?
Gerson: Hoje são 45 modelos de caixas, desde monitores de referência, solo e side full, subs, caixas top e line array. Mas recentemente lançamos a linha de caixas ativas devido a solicitação de nossos clientes.
M&M: São de madeira ou injetados?
Gerson: Tudo madeira. Toda a parte de marcenaria é feita dentro da empresa e terceirizamos toda a parte de metal, telas, a parte de fly das caixas e a pintura do metal. Mas a pintura e a fabricação da caixa são feitas dentro da empresa.
M&M: Qual é o seu papel dentro da empresa?
Gerson: Eu me encarrego da parte administrativa e financeira, mas tenho dois sócios, Alexandre que cuida da área comercial e dá suporte à área técnica e Luis que trabalha na área de projetos. Somos em três no total, mas acabamos nos envolvendo em todas as áreas.
M&M: Vocês sempre venderam para lojas ou vendiam direto?
Gerson: Na verdade, a DB sempre procurou trabalhar com lojistas, porque dessa forma é melhor atingir o cliente, já que para a empresa atender diretamente o público é preciso ter uma estrutura muito grande de atendimento. Já o lojista consegue atender melhor determinada região e consegue dar uma assistência melhor ao cliente final. Estamos baseados no Rio Grande do Sul e para atender alguém em Fortaleza, por mais rápido que seja, levaria no mínimo 48 horas. Já se tiver um lojista lá, ele consegue atender esse cliente no mesmo dia, em duas ou três horas. Hoje trabalhamos com venda direta apenas para sonorização de grandes porte. Os projetos em igrejas e teatros são realizados por meio de parceiros.
M&M: Qual é sua visão sobre a “demanda de qualidade” hoje?
Gerson: Hoje infelizmente se busca muito por preço e isso é uma dificuldade muito grande para as empresas nacionais. É complicado competir com os preços dos produtos que vêm da China, então, nesse sentido, a DB tentou sair do foco de linha “popular”, com preço para competir com os chineses. Tentamos trabalhar de uma maneira diferente com um produto diferenciado, com uma qualidade diferenciada, um componente importado de boa qualidade para justamente não competir em termo de preço, mas sim em qualidade, sendo que na maioria dos casos concorremos diretamente com produtos importados e algumas empresas nacionais.
M&M: O que seria um produto diferenciado para a DB?
Gerson: O que a gente busca em um produto diferenciado é que a caixa de som possa reproduzir realmente o que o microfone está captando. Seja um instrumento ou a voz de um cantor, essa caixa tem de reproduzir toda a gama de frequências de forma natural e precisa não cortando frequência. É isto que a DB busca: o detalhe, que as pessoas que estão ouvindo realmente possam identificar os detalhes de cada instrumento, da voz.
M&M: Falando em line arrays, com que marcas importadas vocês competem?
Gerson: É bem difícil dizer com quem competimos. Tentamos buscar um timbre de line array importado top. Sempre nos comparamos com os melhores e tentamos buscar por um produto de qualidade top. Claro que nem sempre se consegue, mas na nossa realidade hoje, conseguimos deixar nossos produtos ao lado dos importados sem medo. Falo isso porque tem aquela coisa de que os produtos importados são bons e os nacionais nem tanto, então acho que seria importante para o mercado brasileiro valorizar os produtos nacionais. Creio que temos capacidade de ter bons produtos de qualidade em todos os setores, mas infelizmente isso é uma coisa cultural do brasileiro, de achar que o que vem de fora é melhor.
M&M: Você acha que essa cultura da apologia ao importado melhorou de alguns anos para cá?
Gerson: Vejo que a cultura está mudando lentamente, até porque vemos que tem muita coisa importada chegando e dizendo ser muito boa, e ao vermos em ação, não é isso que ocorre. É uma coisa que ainda vai demorar algum tempo para mudar completamente, pois temos produtos nacionais de excelente qualidade.
Mais informações: dbtecnologiaacustica.com.br
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Brasil: Allen & Heath amplia presença no Carnaval de Salvador com Avantis e dLive
Evento reuniu mais de 3 milhões de pessoas e exigiu soluções de mixagem para operação contínua em múltiplos palcos.
O Carnaval de Salvador 2026 reuniu mais de 3 milhões de pessoas ao longo de seis dias em Salvador da Bahia, mantendo sua posição como um dos maiores eventos de música ao vivo do mundo.
Durante o evento, a Allen & Heath esteve presente com consoles Avantis e dLive, utilizadas em trios elétricos e camarotes, ambientes que exigem operação rápida e estável.
Entre os artistas da programação estiveram Bell Marques, Claudia Leitte, Leo Santana, Carlinhos Brown e Tomate.


Operação técnica em larga escala
As condições do carnaval —com palcos móveis e jornadas prolongadas— exigem consoles com flexibilidade, estabilidade e rapidez de operação.
Recursos como DEEP Processing, Dyn8 e RackUltra FX foram utilizados para processamento dinâmico e efeitos diretamente nas consoles.



Suporte e treinamento no local
A operação contou com o suporte da equipe da Allen & Heath na América Latina, em conjunto com o distribuidor Audio Systems Brazil, que realizou treinamentos e suporte técnico durante o evento.
A presença reforça o posicionamento da marca em produções ao vivo de grande porte na América Latina.



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Brasil: Pro On e Bose Professional reforçam posicionamento com evento técnico
O Bose Experience Day reuniu integradores e especialistas em um momento de transformação para o áudio profissional no Brasil.
A aliança entre o Grupo Pro On e a Bose Professional deu mais um passo adiante no Brasil com o Bose Experience Day, um evento técnico focado em treinamento, demonstrações práticas e desenvolvimento do mercado de integração AV.
O evento reuniu integradores, engenheiros, consultores e empresas de locação em um contexto que, segundo o setor, demanda cada vez mais conhecimento técnico aplicado e soluções integradas. Profissionais de áreas como corporativa, hotelaria, educação, entretenimento e locais de culto participaram, refletindo a ampla gama de aplicações que atualmente impulsionam a demanda por sistemas de áudio profissional.
Mais do que uma apresentação de produtos, o evento foi concebido como um espaço para experiência direta. Durante o dia, os participantes puderam interagir com as soluções mais recentes da marca, como as plataformas Luna, Veritas e Forum, em cenários reais voltados para instalações fixas. O foco foi entender como essas tecnologias se comportam em termos de desempenho acústico, integração de rede e escalabilidade.
“Nosso objetivo é criar um ambiente onde os profissionais possam ouvir, testar e entender como o sistema se comporta em um projeto real. Isso é fundamental no áudio profissional”, explica Bruno Dantas, do Grupo Pro On.
O compromisso com eventos presenciais reflete uma característica estrutural do setor. Diferentemente de outros segmentos tecnológicos, a tomada de decisão em áudio ainda depende muito da experiência direta de audição. Para Dantas, esses encontros também desempenham um papel estratégico na construção do mercado: “Além do aspecto técnico, esses eventos fortalecem o relacionamento entre fabricantes, distribuidores e integradores, e geram oportunidades de negócios concretas”.



Desenvolvimento de marca e mercado
A Pro On é distribuidora da Bose Professional no Brasil há mais de dois anos, com uma estratégia que combina distribuição, suporte técnico e treinamento. O objetivo da empresa é posicionar a marca não apenas como fabricante, mas também como fornecedora de soluções completas para projetos de integração.
“O trabalho vai muito além das vendas. Investimos em treinamento, suporte a projetos e demonstrações para que os integradores possam aproveitar ao máximo as soluções”, afirma Dantas.
Essa abordagem é especialmente relevante em um mercado que passa por um processo de profissionalização. Nos últimos anos, integradores e consultores têm aumentado a demanda por sistemas mais robustos, com maior capacidade de integração com redes de dados e ferramentas de gerenciamento remoto.



Instalações fixas impulsionam o crescimento
Nesse cenário, os projetos de instalações fixas estão ganhando destaque em comparação com o segmento de eventos ao vivo. Ambientes corporativos, hotelaria, educação e locais de culto representam grande parte da demanda atual, impulsionada pela necessidade de sistemas confiáveis, escaláveis e fáceis de operar.
“O crescimento mais consistente hoje é na integração. São projetos que exigem planejamento, design e soluções completas, não apenas equipamentos”, diz Dantas.
Mesmo assim, o mercado de eventos permanece relevante, principalmente no segmento de locação, embora com uma dinâmica diferente em termos de investimento e atualizações tecnológicas.



Custos, adaptação e demanda sustentada
O contexto econômico também influenciou o comportamento do mercado. Fatores como o aumento dos custos de importação, as flutuações cambiais e os ajustes logísticos impactaram a estrutura de preços.
No entanto, o setor demonstrou adaptabilidade. “Hoje, vemos empresas planejando seus projetos com mais eficácia e buscando eficiência técnica. Apesar dos desafios, a demanda por qualidade permanece forte”, explica Dantas.



Próximos passos e tendências
Para 2026, a Pro On planeja expandir sua presença com mais treinamentos, demonstrações e eventos técnicos, além de fortalecer sua rede de integradores no país.
Essa iniciativa está alinhada com tendências claras no mercado global: o avanço do áudio em rede, a integração com sistemas de TI e a crescente demanda por soluções que permitam controle remoto e gerenciamento centralizado.
“Há uma demanda crescente por sistemas que combinem qualidade de som com facilidade de operação e integração tecnológica. Esse é o caminho que o mercado está seguindo”, conclui Dantas.
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Pleneo e Sennheiser anunciam kits inteligentes para salas de reunião
Soluções combinam áudio, vídeo e gestão centralizada para simplificar a implementação de ambientes corporativos de colaboração médios e grandes.
As empresas Pleneo e Sennheiser anunciaram dois novos kits para salas de reunião projetados para simplificar a instalação e permitir a padronização de ambientes corporativos de colaboração.
As soluções Pleneo Medium Room Kit e Pleneo Large Room Kit são voltadas para salas de até 50 m² e 90 m², respectivamente, e buscam resolver um desafio comum em reuniões híbridas: garantir captura de áudio clara e consistente para ferramentas baseadas em inteligência artificial.
Áudio pensado para reuniões inteligentes
Os kits incorporam os microfones de teto TeamConnect Ceiling Medium (TCC M) da Sennheiser, que utilizam tecnologia de beamforming automático para captar vozes em diferentes áreas da sala.
Esse tipo de captura de áudio é fundamental para aplicações como:
- reconhecimento de oradores
- transcrição automática
- análise de reuniões
- identificação de voz em plataformas colaborativas
Em salas maiores, essas funções dependem de um áudio estável e inteligível.

Implementação mais simples para equipes de TI
A arquitetura do sistema é baseada no Pleneo RoomHub, que conecta todos os dispositivos da sala e os gerencia através do Pleneo Room OS.
A plataforma permite:
- implantação automatizada das salas
- redução de ajustes manuais de áudio e vídeo
- padronização em múltiplos ambientes corporativos
A gestão centralizada é feita através do Pleneo Cloud, permitindo monitoramento e manutenção remota pelos departamentos de TI.
Vídeo com recursos de inteligência artificial
O sistema também inclui câmeras Pleneo RoomVision, que oferecem:
- acompanhamento automático do apresentador
- enquadramento inteligente dos participantes
Essas funções ajudam a tornar as reuniões híbridas mais naturais e organizadas.
Foco em escalabilidade corporativa
Segundo as empresas, os novos kits foram desenvolvidos para permitir que organizações implantem salas de reunião de grande porte de forma mais rápida, previsível e escalável, preparando os ambientes para fluxos de trabalho cada vez mais baseados em inteligência artificial.
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