Empresa produtora de eventos de música na Espanha, The Music Republic, adaptou o formato dos seus shows para seguir as medidas de segurança impostas pela pandemia com a ajuda de sistemas da DAS Audio.
The Music Republic, uma das empresas mais relevantes na indústria da música, por trás de eventos que vão desde grandes festivais como o Arenal Sound, Viña Rock ou Madrid Salvaje, até turnês de artistas nacionais e internacionais, decidiu criar um formato de evento diferente para se adaptar à pandemia.
Para tal, contaram com os sistemas DAS Audio para realizar, durante este verão europeu, mais de 300 shows por toda a Espanha em cidades como Valência, Sevilha, Toledo, Granada, Madrid ou Cádiz, entre outras, e com um grande número de artistas como Cepeda, M Clan, El Cigala, Ismael Serrano, El Kanka, Dani Fernández, Rayden, Maldita Nerea, Viva Suecia e Martita de Granà.
Para sonorizar os eventos, a série Aero2 foi escolhida junto com 16 Aero-40A, acompanhados de quatro subwoofers UX-218A, na configuração E/D. Foi utilizado o DASnet para controle e monitoramento dos sistemas, além da ferramenta de otimização DASAim baseada em filtros FIR, que possibilitou controlar a energia dos sistemas nas áreas do público (evitando poluição sonora no entorno), adaptando-se a diferentes locais e alcançando um nível de pressão uniforme nas áreas da plateia.
A The Music Republic indica que a temporada começou com muita incerteza, plateias muito pequenas e produções totalmente novas adaptadas, seguindo as necessidades de cada show e, assim, garantindo a sua realização com total segurança para todos.
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Por outro lado, vale mencionar que, em todos os eventos realizados, os assistentes tiveram de permanecer sentados o tempo todo. Além disso, a The Music Republic tem sido muito rigorosa na aplicação da regulamentação em vigor, obrigando o uso de máscaras, mantendo uma distância segura em todas as áreas comuns, proibindo que fumem nos arredores, com serviço de limpeza permanente ou disponibilizando álcool em gel para os assistentes em todas as áreas.
Guia prático para limpar, proteger e conservar guitarras, baixos, baterias, teclados e equipamentos sem riscos desnecessários.
Cuidar bem de um instrumento não é apenas uma questão estética. Uma manutenção incorreta pode danificar acabamentos, ressecar madeiras, comprometer componentes eletrônicos e reduzir drasticamente a vida útil do equipamento. Em um mercado cheio de produtos “milagrosos”, saber o que usar — e o que evitar — se tornou essencial para músicos, técnicos e lojas.
A regra de ouro é simples: nem tudo o que limpa é seguro para instrumentos musicais.
O maior inimigo: produtos domésticos
Grande parte dos danos irreversíveis em instrumentos vem do uso de produtos de limpeza comuns. Devem ser evitados:
Álcool comum ou isopropílico em acabamentos pintados
Limpador multiuso e limpa-vidros
Silicone líquido ou em spray
Desengordurantes
Ceras automotivas
Produtos com amônia ou solventes fortes
Esses produtos podem:
Opacar ou rachar o verniz
Reagir quimicamente com a pintura
Penetrar em madeiras porosas
Danificar plásticos, colas e serigrafias
Deixar resíduos difíceis de remover
Nem todo acabamento é igual
Antes de usar qualquer produto, é fundamental saber qual é o tipo de acabamento do instrumento.
Nitrocelulose
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Muito comum em instrumentos vintage ou de inspiração clássica
É um acabamento delicado e sensível
Reage facilmente com álcool, silicone e solventes
Deve ser limpo apenas com pano seco ou produtos específicos para nitro
Poliéster e poliuretano
Mais resistentes e comuns em instrumentos modernos
Aceitam uma limpeza um pouco mais firme, mas não solventes
Ainda assim, o ideal é usar produtos próprios para instrumentos
Madeiras porosas (sem verniz ou apenas oleadas)
Escalas de rosewood, ébano, pau-ferro etc.
Nunca devem receber produtos com silicone
Use apenas óleos ou condicionadores específicos, em pouca quantidade e poucas vezes por ano
Guia rápido: o que usar em cada caso
Guitarras e baixos
Corpo e acabamento:
Pano de microfibra seco ou levemente umedecido
Produtos específicos para instrumentos
Nunca usar produtos de limpeza domésticos
Escala (rosewood, ébano, pau-ferro):
Condicionador próprio 1 ou 2 vezes por ano
Não encharcar a madeira
Remover sempre o excesso
Trastes:
Pano seco ou lã de aço fina (com extremo cuidado e protegendo os captadores)
Baterias
Cascos:
Mesmo cuidado das guitarras: pano seco ou produto específico
Nada de silicone ou cera automotiva
Ferragens:
Pano seco
Se houver oxidação leve, usar produto específico para metais aplicado no pano, nunca direto na peça
Peles:
Apenas pano levemente úmido, se necessário
Teclados, synths e equipamentos eletrônicos
Carcaça:
Pano de microfibra seco ou muito levemente umedecido
Nunca borrifar líquido diretamente
Teclas e painéis:
Produto neutro aplicado no pano
Evitar álcool forte e qualquer solvente
Conectores:
Limpador de contato específico, com moderação
Sinais de alerta
Se depois da limpeza você notar:
Manchas esbranquiçadas
Superfície pegajosa
Perda de brilho ou mudança de cor
Cheiro químico persistente
Provavelmente foi usado um produto inadequado.
Menos é mais
Um dos erros mais comuns é limpar demais. Excesso de produto:
Satura a madeira
Acumula resíduos
Atrai poeira
Acelera o desgaste
Na maioria dos casos, um pano seco e constância fazem mais pelo instrumento do que qualquer químico.
Manutenção sempre
A manutenção correta não depende de produtos caros nem de soluções milagrosas, mas de usar o que é adequado para cada material e evitar improvisos com produtos domésticos. Um instrumento bem cuidado preserva seu valor, sua estética e, principalmente, seu som.
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Na manutenção, como no áudio: menos intervenção, mais fidelidade.
O que começou como um projeto pensado exclusivamente para o mercado brasileiro acaba de ganhar projeção internacional.
A Hernan Voyzuk Project Series, desenvolvida em parceria direta com a fábrica turca Bosphorus Cymbals, passa a integrar gradualmente o catálogo global da marca, em um movimento pouco comum no mercado de pratos: uma série signature criada por um especialista, e não por um artista famoso.
Segundo Hernán Voyzuk, diretor da Bosphorus Brasil, a expansão internacional não fazia parte do plano original. “Numa primeira etapa, a série foi pensada exclusivamente para o mercado brasileiro, mas quando começamos a divulgá-la através de vídeos nas redes sociais, muitos bateristas e especialistas do mundo todo começaram a perguntar sobre o lançamento e a entrar em contato diretamente com a fábrica”, explica.
Diante desse interesse espontâneo, a própria Bosphorus avaliou a possibilidade de ampliar o alcance do projeto.
“A partir disso, a fábrica me consultou sobre a possibilidade de lançar a série em nível global. Ela passará a entrar progressivamente em vários países, de acordo com os mercados onde a Bosphorus possui distribuição”.
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Reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de 20 anos
Do ponto de vista da fábrica, o lançamento internacional representa mais do que a chegada de um novo produto. Para Voyzuk, trata-se de um reconhecimento direto ao trabalho desenvolvido ao longo de duas décadas.
“Trabalho em conjunto com a fábrica há 20 anos no desenvolvimento de novas séries. Participei ativamente da criação das séries Samba e Syncopation, que hoje já fazem parte da identidade da marca”.
Essa relação foi determinante para que os artesãos turcos propusessem um passo inédito. “Eles me disseram que havia chegado o momento de eu desenvolver minha própria série, aproveitando todo o conhecimento adquirido ao longo de tantos anos. É um reconhecimento ao trabalho realizado e também uma aposta em uma série signature criada por um especialista, algo realmente inédito no mercado”.
Um marco pessoal e profissional
Ver um prato com seu nome ganhar alcance global é, para Voyzuk, um momento de forte carga emocional.
“É um misto de sensações que me remetem aos meus primeiros passos com a bateria, ao aprendizado com meus grandes mestres na Argentina, a todo o processo de evolução e ao contato com inúmeros bateristas ao redor do mundo”, relata. “É uma realização pessoal e profissional muito forte, resultado de muitos anos de estudo, pesquisa e compartilhamento de conhecimento”.
Um som autoral com linguagem universal
A identidade sonora do Hernan Voyzuk Project Ride nasce de uma referência clara: o jazz e o legado de Tony Williams.
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“Conheci o Tony Williams muito cedo, quando tinha 11 anos, e isso foi determinante na minha formação musical. Sua sonoridade sempre foi uma referência nos meus estudos”, afirma.
Para Voyzuk, essa base não limita o alcance do produto — pelo contrário. “O jazz e o legado do Tony Williams são universais. Acredito que esse tipo de sonoridade sempre será bem recebida em qualquer parte do mundo”.
Brasil como polo criativo da indústria
O lançamento internacional também reforça o papel do Brasil como criador de produtos de alto nível para o mercado global.
“O Brasil sempre foi uma referência mundial de música de excelência, com músicos de altíssimo nível. Projetos como esse ajudam a mostrar que também podemos oferecer instrumentos de altíssima qualidade, com criatividade e conhecimento técnico”.
Expectativas para 2026
Este ano será estratégico para a Bosphorus Cymbals Brasil. “Em 2025 celebramos 20 anos da marca no Brasil, algo muito significativo. Mesmo enfrentando desafios, conseguimos fortalecer o prestígio da Bosphorus no país”, destaca Voyzuk.
Entre os planos estão mais ações educacionais e presença reforçada em eventos do setor “Seguiremos com nossos eventos ‘Bateristas e Prateristas’, focados em educação e troca de conhecimento, e já estamos programando nossa terceira participação na Conecta+ Música & Mercado, um evento consolidado e fundamental para nossos projetos no Brasil”.
A Hertom Guitars anunciou o lançamento da Série Stage, nova linha de violões desenvolvida com foco no uso ao vivo.
A proposta é atender músicos que utilizam o instrumento predominantemente plugado, em apresentações, ensaios e situações de palco que exigem praticidade, agilidade e confiabilidade.
A Série Stage vem equipada com o pré-amplificador Fishman Flex Plus-T, com controles externos de fácil acesso e afinador embutido de forma discreta. A escolha do sistema prioriza a resposta sonora em linha e a usabilidade em ambientes ao vivo, onde ajustes rápidos durante passagens de som e apresentações são parte da rotina. O conjunto também permite o uso de recursos de controle de feedback, aspecto relevante para músicos que enfrentam volumes elevados no palco.
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Em termos construtivos, os violões da Série Stage mantêm o padrão já conhecido da Hertom, herdando acabamento e características sonoras da linha Unity. A diferença está no posicionamento: enquanto a Unity foi pensada como uma série mais abrangente, a Stage adota uma abordagem mais direta, voltada especificamente para quem toca plugado com frequência e precisa de acesso imediato aos controles eletrônicos.
Outro ponto considerado no desenvolvimento da linha foi a logística de transporte. Ao contrário da Série Unity, que acompanha case rígido, a Série Stage é fornecida com bag de alta qualidade, facilitando o deslocamento entre ensaios e apresentações sem abrir mão da proteção do instrumento.
A nova linha chega ao mercado com quatro shapes diferentes, que, combinados a variações de madeiras e cores, totalizam 12 modelos. Os preços estimados ficam entre R$ 6.500 e R$ 8.000, posicionando a Série Stage como uma opção estratégica dentro do portfólio da marca.