Ano passado a empresa decidiu abrir um escritório próprio no Brasil e este ano anunciaram a finalização do seu relacionamento comercial com a Decomac. Qual é a situação hoje?
Durante a AES Brasil Expo, a D.A.S do Brasil teve seu próprio estande mais uma vez — a abertura desta filial tinha sido anunciada na feira Expomusic no ano passado — e dessa vez sem a colaboração da Decomac, empresa que distribuiu a marca durante duas décadas. Muito foram os burburinhos ao redor dessas mudanças, e ninguém melhor do que Gonzalo Aguirre, diretor da marca para a América Latina, para esclarecer as dúvidas e falar sobre a situação da empresa hoje, não só no Brasil mas em toda a região.
Gonzalo Aguirre, Manuel Peris (CEO) e Eduardo Lopez
Final de uma etapa
No Brasil foram 20 anos de atuação conjunta com a distribuidora Decomac e, após um acordo financeiro e comercial, a D.A.S. decidiu atuar diretamente. “Vimos que o Brasil tinha um potencial a ser explorado onde a Decomac não atuava. No presente é complicado pensarmos neste País como nosso mercado principal — por causa da crise —, mas estamos bastante otimistas no longo prazo”, comentou Gonzalo.
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A filial brasileira da D.A.S. — localizada em São Paulo — já está passando por seu primeiro ano de transição. Um grande contêiner chegou em maio e agora começarão a trabalhar nas vendas para aumentar o faturamento.
Gonzalo identificou o varejo como um setor muito importante, assim como projetos e instalações, por intermédio das lojas. Além disso, a empresa potencializará os seminários e treinamentos por todo o Brasil, incluindo webnários.
Também estão abrindo assistências técnicas oficiais e terão estoque permanente de peças e produtos. Para tanto, foram investidos US$ 12 milhões. “Mais do que crescimento, queremos ter uma presença sólida em todo o Brasil. Desejamos atender todos os clientes existentes e atrair novos com a imagem da marca de fabricante europeu de qualidade que oferece uma excelente relação de qualidade, preço e serviço. Também estamos criando uma rede de representantes e de lojas”, reforçou o diretor. “Fábrica no Brasil? É um sonho. A longo prazo é uma opção, sobretudo para produtos mais competitivos para as lojas”, disse.
Escritório brasileiro
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A abertura da filial brasileira tem como objetivo três pontos principais: dar mais credibilidade e reforçar o vínculo com os clientes já existentes; ter maior controle no serviço e atendimento ao cliente, e poder focar em outros setores e aplicações que têm potencial para a D.A.S., como lojas, sonorização, projetos e igrejas.
Até agora, a empresa tem contratado funcionários que já possuíam uma trajetória com a D.A.S. A estrutura já conta com três vendedores internos, dois apoiadores (administração e vendas), um técnico de som e um engenheiro. Mas também tem toda a estrutura e apoio da sede na Espanha. Eduardo Lopez, gerente de desenvolvimento na Espanha, por exemplo, visita o Brasil uma vez por mês.
“Estamos montando uma rede de representantes e procuramos profissionais comprometidos e com valores. Isto é o mais importante: ética. Pensamos sempre a longo prazo, por isso estamos caminhando passo a passo. Temos excelentes clientes históricos praticamente no País inteiro, e é por meio do exemplo deles, e por eles, que iremos desenvolver nossa política. Vale destacar que estamos abrindo novos canais, focaremos em workshops, participação em eventos, webnários etc. O melhor marketing é oferecer o melhor suporte possível”, explicou Gonzalo com convicção.
No resto da região?
Na América em geral, o fabricante está atuando desde os anos 70 e foi o primeiro mercado no qual entraram fora da Espanha. Além disso, a empresa reconheceu que seu primeiro mercado são os Estados Unidos, país onde fica a filial D.A.S. Audio of América, em Miami, dando suporte técnico para a América Central e o Caribe com uma grande instalação de 100 mil m2.
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Segundo dados da empresa, há cerca de dez anos a D.A.S. está entre as três marcas líderes na região, atuando em todos os segmentos, de grandes a pequenos, com parceiros antigos como Macaio na Argentina e Audiomúsica no Chile.
“Abrimos nosso escritório nos Estados Unidos, com estoque, para ficarmos mais ágeis e facilitar a entrega do serviço para os países latino-americanos. Oferecemos todo o suporte técnico, além de seminários e formação. Criamos um relacionamento de longo prazo com nossos distribuidores, que compartilham nossa filosofia de trabalho. Sempre que escolhemos um distribuidor, pensamos a longo prazo. Temos uma relação de muitos anos com nossos distribuidores, como na Argentina, no Chile, no México e no Peru, entre outros”, comentou Gonzalo.
O México é um dos países onde a D.A.S. está vendendo bem, assim como a Guatemala. Já a Argentina e a Colômbia são historicamente mercados muito bons para a empresa, onde apostam fortemente nos distribuidores para reforçar o trabalho.
A plataforma de amplificação Duecanali, da Powersoft, tornou-se a base sonora de concertos, oficinas e atividades comunitárias na rede de unidades do Sesc São Paulo, que já conta com mais de 100 amplificadores Duecanali 1604 instalados em todo o estado.
O projeto é liderado pelo designer e consultor Reinaldo Pargas, da AVM Projetos e Consultoria em Tecnologia, parceiro do Sesc desde 2003. A instituição — fundada em 1964 e com 43 unidades ativas em 2025 — oferece diariamente cursos, exposições, espetáculos e programas educativos em diversas cidades paulistas.
Os amplificadores Duecanali 1604 de Powersoft garantem áudio de alta qualidade com baixo consumo de energia e mínima dissipação de calor, algo essencial em espaços que recebem, em um mesmo dia, oficinas pela manhã, shows à tarde e palestras à noite. O modelo entrega 800 W por canal (4/8 Ω) e até 2.000 W em bridge, permitindo alimentar caixas de baixa impedância ou linhas distribuídas de 70/100 V.
A AVM optou pela versão DSP+D, com processamento interno e conectividade Dante/AES67, possibilitando roteamento via IP e ajustes diretos no ArmoníaPlus, sem necessidade de DSP externo.
Segundo Pargas, a combinação de tamanho compacto, eficiência e baixa distorção tem sido decisiva para garantir sonoridade consistente em salas de diferentes formatos, otimizar rack rooms e reduzir o consumo energético. Além disso, o sistema permite atender às diretrizes técnicas rigorosas do Sesc e às demandas de artistas em circulação.
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A rede Sesc seguirá em expansão nos próximos meses, com novas unidades previstas em Marília e no Parque Dom Pedro II, onde a Powersoft deve novamente integrar a infraestrutura principal de áudio.
A IK Multimedia apresentou o iLoud Sub, um subwoofer de estúdio que promete redefinir o segmento ao combinar graves profundos e controlados com o menor formato da categoria.
O modelo se destaca por integrar o sistema de correção acústica ARC X, que calibra automaticamente o sub e qualquer monitor conectado, independentemente da marca, garantindo resposta equilibrada em diferentes ambientes.
Com extensão de graves até 25 Hz e driver de 6,5” acompanhado por dois radiadores passivos, o iLoud Sub entrega 200 W de potência de pico e foi projetado para proporcionar clareza e precisão em mixagens modernas. Segundo a fabricante, o DSP interno ajusta o comportamento do subwoofer e alinha o sistema completo, eliminando interferências acústicas e facilitando decisões de mixagem mais seguras.
O recurso de configuração automática do subwoofer — novidade do ARC X — alinha frequências graves e expande a resposta de qualquer par de monitores, revelando detalhes de kicks, baixos e efeitos sem comprometer o equilíbrio geral da mixagem.
Entre as conexões, o modelo inclui entradas e saídas XLR/RCA, USB para áudio digital e Bluetooth de alta qualidade. O produto é compatível com toda a linha iLoud e com monitores nearfield de outras marcas, além de setups compactos imersivos e salas de pós-produção.
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A IK Multimedia destaca o iLoud Sub como uma atualização para estúdios pequenos que buscam maior precisão, impacto e profundidade sonora em um formato minimalista.
iLoud Sub:
Formato compacto: Cabe em qualquer estúdio – não requer rearranjos
Extensão de graves até 25 Hz: Experimente todo o grave das produções modernas
Correção de sala ARC X: Alinhamento de sistema sem achismo
Configuração automática: Integração fácil com o estúdio e calibragem de subwoofer
Integra-se com monitores existentes: Funciona automaticamente com monitores de qualquer marca
Graves controlados, precisos e musicais: Mixagens se reproduzem facilmente em qualquer lugar
A engenheira de som direto Laura Zimmermann assinou um dos trabalhos mais marcantes do cinema brasileiro recente em Ainda Estou Aqui, filme de Walter Salles que entrou para a história ao se tornar a primeira produção brasileira a vencer o Oscar de Melhor Filme Internacional.
Seu trabalho rendeu o Grande Otelo 2025 da Academia Brasileira de Cinema.
Para atender às exigências do projeto — que recria ambientes sonoros dos anos 1970 até os dias de hoje — Zimmermann utilizou transmissores SMQV, SSM, LMB e HMa, além de receptores DSR4, SRc, DCR822 e DSQD da Lectrosonics. O foco do diretor na autenticidade levou a equipe a registrar sons reais sem interferências modernas, como gravações do mar em uma ilha remota e o som de carros de época com motores originais.
A preparação dos cenários também foi essencial. A casa principal recebeu tratamento acústico para permitir que os atores atuassem com liberdade sem comprometer a captação. Com filmagens entre Rio e São Paulo, Zimmermann destacou a estabilidade do sistema sem fio em um espectro de frequências complexo: durante seis semanas de gravação em interiores, não precisou alterar a frequência.
“Mesmo sendo o maior projeto da minha carreira, os equipamentos funcionaram com total consistência”, afirmou.
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Ainda Estou Aqui está disponível na Netflix, Apple TV, Amazon Prime Video e outras plataformas.