Conecte-se conosco
Shure

Audio Profissional

Como montar seu home studio – Capítulo III

Publicado

on

Chegou o momento de falar sobre as interfaces para nosso home studio, mas primeiro começamos com uma pequena história da gravação.

E aqui estamos para entender melhor o que é esse tal de home studio, do que se compõe, como funciona e para quê serve. Historiando um pouco, vamos entrar no túnel do tempo e voltar à época em que só havia um microfone disponível para gravar cantor e seus acompanhantes, toda a banda, ou mesmo uma orquestra inteira. E olhe que tem muita gente que mesmo nos dias de hoje começa com um microfone só…

Em se tratando de uma canção – poema musicado – o mais importante era quem cuidava do vocal, que ficava mais perto do microfone. Em seguida, por ordem de distância, vinham os instrumentos de som delicado e baixo volume, que por isso mesmo precisavam ser gravados mais de perto, e à medida que os instrumentos fossem mais cheios de volume, eram colocados mais à distância do microfone. Talvez isso explique porque os bateristas são seres algo distantes e solitários…

Todos eram gravados ao mesmo tempo. Então os ensaios eram primordiais, tanto os individuais como os coletivos. Gravar um show ao vivo era um exercício um tanto impossível, mas há registros destas proezas, certamente feita por um técnico audacioso. Vale lembrar que – por mais que alguns músicos ainda se oponham – ensaiar faz parte da produção musical, e não é uma etapa a ser realizada dentro do estúdio, o que ainda acontece com frequência.

Então foram se sucedendo as invenções, desde mais de um microfone, gravadores diversos desde os que gravavam no sulco de uma matriz de disco, gravadores de fita magnética, até chegar nas gravações digitais feitas com em fita magnética – como o DAT, Digital Audio Tape – até o uso dos discos rígidos dos computadores. O precursor do home studio talvez tenha sido o “porta studio”, um gravador de quatro canais do final do século passado.

Publicidade

Este era um gravador de fita cassete, com controles para gravar 4 canais ao mesmo tempo, que depois podiam ser resumidos em um só canal, e a este se somavam os outros 3 para se regravar mais instrumentos e assim por diante. Um banda chamada The Beatles usou muito este recurso no seu começo. Então já não era necessário gravar todo mundo ao mesmo tempo, e começou a ficar mais fácil gravar de forma mais elaborada.

E A PLACA EMPLACOU

placaA meta seguinte seria melhorar a qualidade das gravações, desde o uso de microfones mais sofisticados, até o armazenamento das gravações. E uma vez resolvidos estes problemas, começou-se a pensar na qualidade do som gravado. Pré-amplificadores, efeitos, e todo um caminho entre a captação do som e seu armazenamento e depois a reprodução. Tinha chegado o momento de se colocar algo entre o microfone a as caixas de som, que já tratamos nas outras edições.

Um simples amplificador, com seus estágios de pré-amplificação e potência, já era pouco. Ao mesmo tempo, os gravadores foram cedendo lugar a outras formas de armazenar o som, que começaram a ser guardados em discos rígidos, vários tipos de disquetes e outros dispositivos digitais. A informática e sua linguagem passou a dialogar com a eletrônica, e o tradutor desta conversa musical foi a interface, popularmente conhecida como “placa de som”.

A princípio era placas “espetadas” na placa principal dos computadores – as “placas-mãe” – com suas entradas e saídas para microfone, sinal de áudio, fones de ouvido ou dispositivos que amplificassem o som e o recebessem. Mais tarde, as placas começaram a ser externas, envoltas em vários tipos de estruturas em formatos diversos, e com a portabilidade podiam viajar com seus usuários, sem precisar levarem junto todo o computador.

Marcas e modelos começaram a procriar como coelhos. Linhas e séries com nomes criativos, desde os de ilhas do Caribe até nomes de espaçonaves, brigavam nas prateleiras das lojas de áudio e eletrônica. Os preços proibitivos começaram a dar lugar a modelos populares, e, até hoje, a questão principal era a quantidade de entradas e saídas que uma interface oferecia, além dos recursos os mais diversos que acompanhavam os produtos.

TIPOS DE CONEXÃO

conexaoAs interfaces precisam ser ligadas ao computador e seus periféricos através de um cabo. E com este cabo e seus plugs apareceram diversas formas de enviar o sinal, os chamados protocolos. Cronologicamente eles aumentam sua velocidade, medida por Mbps – Megabytes por segundo – sendo os protocolos mais conhecidos os chamados USB (Universal Serial Bus) em suas versões 1 (12 Mbps), 2 (480 Mbps) e 3 (até 5 Gbps), Firewire (até 800 Mbps) e Thunderbolt (10 Gbps). Cada um deles tem seu plug exclusivo, que permite reconhecer pelo formato qual protocolo está em uso.

Mais recentemente tivemos o aparecimento de uma tecnologia que permite passar o sinal através de cabos de rede Ethernet – aqueles azuis usados para ligar modems – em alta velocidade e capazes de conduzir muitos canais simultaneamente. Para escolher a sua interface você terá que verificar quais entradas/saídas tem o seu computador. PCs rodando Windows geralmente usam USB e Macs usam USB, Firewire, e os mais recentes Thunderbolt. Adaptadores existem, mas não os recomendo.

Publicidade

A maioria das interfaces mais acessíveis aos iniciantes usa o protocolo USB, aquele mesmo que liga sua impressora, HDs externos e outros itens ao computador, e há inclusive microfones razoáveis que se conectam via USB. A versão mais nova é a 3, então uma interface com USB 2 terá menor velocidade. Neste momento entramos em um polêmico assunto que é a obsolescência programada das interfaces, que atinge também outros itens de home studio, gerando reclamações dos usuários.

A interface precisa ser compatível com o sistema operacional que você está usando no computador. Entre as versões do Windows 7, 8 e 10 há muitas interfaces que funcionam ou não, o mesmo acontecendo entre os sistemas da Apple – OS X – 10.9, 10.10, 10.11, 10.12 e 10.13. O cidadão compra uma interface, o sistema operacional é atualizado, e o fabricante não tem o driver – pequeno aplicativo que faz funcionar a interface – atualizado. Ou pior: resolve não produzir mais o driver, e avisa explicitamente sua opção.

Para ficar em um só exemplo, a marca M-Audio sempre produziu boas interfaces USB e Firewire. Mas foi vendida para outros conglomerados empresariais por duas vezes, e estes resolveram descontinuar o desenvolvimento dos drivers, deixando os consumidores a ver navios, inclusive este que vos escreve neste momento. Outro caso clássico é a atualização dos sistemas da Apple, anuais, e que vão deixando os usuários em apuros principalmente quanto ao uso de interfaces. Os últimos Macs simplesmente aboliram as entradas Firewire de sua linha.

Para quem está começando, aconselharia as interfaces USB básicas, quase todas com apenas 2 canais de entrada, uma saída para a amplificação – monitores amplificados ou amplificadores e monitores passivos (ver Home Studio 2) – uma saída para fones de ouvido, algum tipo de pré-amplificador, circuito Phanton Power para microfones condensadores (ver Home Studio 1) e controles de volume de entrada e saída. Geralmente uma entrada é para microfone e a outra para um instrumento musical.

Isso não significa que você só poderá gravar voz e guitarra, por exemplo. Simultanemente sim, mas com o uso do programa de gravação – as chamadas DAWs, Digital Audio Workstations – poderão ser gravados inúmeros canais, sempre usando apenas uma entrada. Logo, interfaces mais simples ainda, com apenas uma entrada, também servirão. Há modelos bem baratos, que podem ser usados até que, naturalmente, você continue a equipar melhor o seu home studio. Consulte a parte do texto “O Que Temos No Mercado Nacional” com os preços.

Publicidade

ÁUDIO & MIDI

audio midiOutra dúvida comum, é se você vai precisar de uma interface apenas de áudio, ou uma que também tenha entradas e saídas MIDI – Musical Instruments Digital Interface. Este é outro protocolo, criado nos anos 80, que permite o uso daqueles instrumentos virtuais, geralmente disparados por um teclado, e mais recentemente pelas guitarras e violões com captadores MIDI. Eu recomendo uma interface de áudio e MIDI, pois bons recursos de criação estarão disponíveis usando gravações MIDI em conjunto com os áudios gravados.

Você pode, por exemplo, criar uma bateria, baixo e teclado MIDI, inserindo notas com o mouse ou usando o teclado comum de digitação do seu computador de mesa ou notebook, sem o uso de um teclado MIDI. Terá então uma espécie de “playback” para gravar seu violão ou outro instrumento real. Nos dias de hoje, a qualidade dos instrumentos virtuais é muito satisfatória, e muitos ouvintes espertos costumam ser enganados, tomando como real o que é virtual, até mesmo um saxofone tocado via guitarra MIDI.

Se reconhecem as interfaces com MIDI pelas entradas e saídas de forma redonda, com 5 furinhos, onde se conectam os cabos MIDI, com plugs de 5 pinos. Curiosamente, este tipo de conexão era usada nos antigos gravadores de fita cassete Philips para o áudio. Foi a contribuição da empresa para a criação do protocolo MIDI – em hardware e software – quando ela, Roland, e outras empresas se reuniram para a sua criação, deixando de lado a concorrência e beneficiando o usuário. Bons tempos que poderiam ter feito escola, mas…

Feita a escolha entre interface apenas de áudio ou também com MIDI, o que encarecerá um pouco esta última opção, resta saber a quantidade de entradas e saídas de que você vai precisar. Quanto mais entradas e saídas, mais cara a interface. Mas há uma grande quantidade de pequenas interfaces com 2, 4, 6 e 8 entradas e saídas, que podem ser uma opção para, desde o início, você ter possibilidades de gravar simultaneamente sua banda com qualidade. A partir de mais entradas e saídas, chegamos na praia das interfaces semi, ou profissionais.

Outro parâmetro de medição da qualidade das interfaces é a proporção bits / kHz (bits por kilohertz, ou 1.000 Hertz). Um CD tem 16 bits / 44 kHz, mas há interfaces que suportam 24 bits / 48 kHz, ou 24 bits / 96 kHz, ou 24 bits / 192 kHz. Vamos entrar neste assunto mais complexo em outras edições. Mas números maiores nem sempre indicam que o som estará melhor, ou ainda, se o seu ouvido vai perceber alguma diferença entre estes valores. Parta do princípio que uma interface de 24 bits / 96 kHz é uma ótima escolha.

O QUE TEMOS NO MERCADO NACIONAL

Muita gente começa a ideia de montar um home studio a partir de um tablet, ou mesmo um smartphone. E muita gente tem feito até gravações de trabalhos profissionais usando, por exemplo, um iPad, eu me incluo nessa turma. Então vamos enumerar 10 interfaces, de 1 a 8 canais, como sugestão para quem está começando. As primeiras são interfaces extremamente portáteis, cabem no bolso, têm uma qualidade de áudio e MIDI que nada deixa a desejar, e funcionam com iPhones e iPads, além de PCs e Macs.

Publicidade

IRig Pro I/O

Resolução de 24 bits / 96 kHz, Phanton Power, pré-amplificador, conexão lightning USB, 1 entrada / 1 saída, preço médio R$ 1.100 / áudio e MIDI (mini-DIN)

irig io

 

 

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

 

 

IRig Pro DUO

Resolução de 24 bits / 96 kHz, Phanton Power, pré-amplificador, conexão lightning USB, 2 entradas / 2 saídas, preço médio R$ 1.500 / áudio e MIDI (mini-DIN)

irig io

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

 

 

 

Behringer UCA 202

Resolução de  24 bits / 48 kHz, USB, saída para fones de ouvido e saída ótica, 2 entradas / 2 saídas padrão plug RCA, preço médio de R$ 300 / só áudio

Publicidade

behringer aca

 

 

 

 

 

Publicidade

Behringer UMC 202 HD 

Resolução de até 24 bits / 192 kHz, Phanton Power, pré-amplificador Midas, USB, saída para fones de ouvido, 2 entradas / 2 saídas, preço médio de R$ 500 / só áudio

Behringer UMC HD

 

 

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

Behringer UMC 204

Resolução de 24 bits / 96 kHz, Phanton Power, pré-amplificador, USB, saída para fones de ouvido, 2 entradas / 2 saídas, preço médio de R$ 700 / áudio e MIDI

Behringer UMC

 

 

 

Publicidade

 

 

 

 

 

Publicidade

Focusrite Solo

Resolução de até 24 bits / 192 kHz, Phanton Power, pré-amplificador, USB, saída para fones de ouvido, 1 entrada / 1 saída, preço médio de R$ 850 / só áudio

Focusrite Solo

 

 

 

Publicidade

 

Focusrite Scarlett 2i2 

Resolução de até 24 bits / 192 kHz, Phanton Power, pré-amplificador, USB, saída para fones de ouvido, 2 entradas / 2 saídas, preço médio de R$ 1.000 / só áudio

Focusrite Scarlett i

 

 

Publicidade

 

 

 

Focusrite Scarlett 2i4

Resolução de até 24 bits / 192 kHz, Phanton Power, pré-amplificador, USB, saída para fones de ouvido, 2 entradas / 2 saídas, preço médio de R$ 1.300 /  áudio e MIDI

Publicidade

Focusrite Scarlett i

 

 

 

 

 

Publicidade

Focusrite Scarlett 18i8

Resolução de até 24 bits / 192 kHz, Phanton Power, pré-amplificador, USB, saída para fones de ouvido, 4 entradas / 4 saídas, preço médio de R$ 2.500 / áudio e MIDI

Focusrite Scarlett i

 

 

 

Publicidade

 

 

 

Roland UA 1010 Octa Capture

Resolução de até 24 bits / 192 kHz, Phanton Power, pré-amplificador, USB, saída para fones de ouvido, 8 entradas / 8 saídas, preço médio de R$ 3.700 / áudio e MIDI

Publicidade

Roland UA Octa Capture

 

 

 

 

2 EM 1, 3 EM 1

be finalAtento à expansão dos home studios, o mercado sempre procura oferecer produtos simplificados, desde a invenção dos famosos aparelhos de som “3 em um”, que reproduzem rádio, discos e fitas. Hoje já temos interfaces embutidas em mixers – pequenas mesas de som – também muito usados nos home studios. Recentemente os mixers pequenos, ou mesmo os grandes, passaram a ser encontrados também no formato de software, até mesmo em telas de toque. Para o amor ou o ódio dos técnicos de som que adoram girar botões ou puxar faders.

Por módicos R$ 400 (preço médio), a Behringer oferece um pequeno mixer equipado com interface USB, 5 entradas – sendo 4 com plugs RCA e uma P10/XLR – saídas para fones e/ou headsets (mic e fone separados) e ajuste de ganho: Xenyx 302 USB. É uma opção para quem vai trabalhar com podcasts, ou mesmo para economizar algum no início da montagem do primeiro home studio, com uma qualidade compatível com o custo-benefício.

Publicidade

yamaha finalE por R$ 1.300 (preço médio), a Yamaha oferece um belo mixer de 10 canais, com efeitos FX, e uma interface USB de 24 bits / 192 kHz com 2 entradas e 2 saídas, 4 entradas de áudio com pré-amplificadores. Se tiver algum amigo voltando da Europa, peça para ele lhe trazer um mixer/interface/controlador MIDI K-Mix, da Keith Mc Millen, que é o 3 em 1 do momento na Inglaterra, onde custa apenas US$ 579, reunindo entradas e saídas de áudio e MIDI espertas (foto da abertura da matéria).

A interface é o coração do seu home studio. Por ela são bombeados os sinais de entrada e saída dos sinais de áudio e MIDI, os fazendo chegar de suas origens aos seus destinos, com pressão adequada, mas também sujeita a variações inadequadas, se o operador abusar da alimentação, excesso de sedentarismo, etc.

Zeus

Audio Profissional

Beyma amplia a série LEX com o novo 15LEX1200Nd

Publicado

on

beyma lex 750x500

Fabricante reforça portfólio para subgraves, mid-bass e sistemas line array com três novos desenvolvimentos voltados a aplicações profissionais.

A Beyma anunciou a expansão da família LEX, voltada para reforço de subgraves, com o lançamento do 15LEX1200Nd, além da apresentação do 15MLEX1000Nd e do waveguide SG-10 para sistemas line source.

Os novos modelos atendem à demanda por soluções de alto desempenho em touring, instalações fixas e projetos de caixas acústicas profissionais.

15LEX1200Nd: subwoofer para aplicações exigentes

Projetado para radiadores diretos e caixas band-pass, o 15LEX1200Nd apresenta:

  • Fs de 36 Hz
  • 2400 W Program
  • Xmax de ±11 mm
  • Sensibilidade de 97 dB

O modelo incorpora a tecnologia patenteada Malt Cross®, que reduz perdas por compressão térmica e melhora a estabilidade sob alta potência.

A proposta é atender fabricantes e integradores que buscam subwoofers de 15” com alta excursão e controle térmico eficiente.

15MLEX1000Nd: eficiência para mid-bass

Zeus

Após o lançamento do 14MLEX1000Nd, a Beyma amplia a série com a versão de 15 polegadas.

O 15MLEX1000Nd oferece:

Publicidade
  • Fs de 38 Hz
  • Sensibilidade de 100 dB
  • 2000 W Program

Voltado para aplicações de mid-bass em sistemas full-range de alto SPL, o modelo também utiliza o sistema Malt Cross® de refrigeração.

A série MLEX complementa a linha LEX, preenchendo a faixa entre subgrave e médio-grave com alta eficiência.

SG-10: waveguide de 10” para line array

O novo SG-10 amplia a família de waveguides SG para sistemas line array.

Desenvolvido com ferramentas avançadas de simulação, o modelo busca gerar frente de onda plana e resposta isofásica controlada, requisitos essenciais em projetos line source de alta precisão.

Continue Lendo

Audio Profissional

Bose Professional lança DM12SE, o maior da linha DesignMax

Publicado

on

Bose DM12SE 750x500

A Bose Professional anunciou o lançamento do DesignMax DM12SE, o modelo mais potente e de maior porte da sua reconhecida família de caixas DesignMax.

O novo equipamento é um sistema coaxial de montagem em superfície, desenvolvido para oferecer áudio de faixa completa e alta durabilidade em instalações comerciais internas e externas.

O DM12SE combina a estética elegante da série DesignMax com a potência e robustez exigidas por ambientes como teatros, lojas de varejo, espaços de hospitalidade e templos religiosos. Projetado para aplicações de alta potência, a caixa oferece graves profundos capazes de preencher grandes ambientes e cobertura cônica consistente de 102 graus.

No coração do sistema está um transdutor coaxial de 12 polegadas resistente às intempéries, que proporciona clareza e equilíbrio tonal em toda a faixa de frequências. Esse design de fonte pontual alinha fisicamente os drivers de altas e baixas frequências, garantindo resposta de frequência uniforme e alinhamento de fase preciso em toda a área de cobertura.

“Este lançamento representa uma expansão estratégica da nossa atual família DesignMax de caixas de montagem em superfície, teto e pendentes”, afirmou John Maier, CEO da Bose Professional. “O novo modelo de 12 polegadas adiciona mais potência à elegante estética DesignMax e foi projetado para combinar perfeitamente com o restante da linha, oferecendo aos clientes opções para criar sistemas coesos com diferentes modelos e áudio consistente em qualquer projeto”.

Pensado para oferecer versatilidade de instalação, a caixa resistente às condições climáticas inclui um suporte metálico robusto com ajuste de inclinação e rotação para uso externo, permitindo posicionamento preciso e estabilidade de longo prazo. Isso o torna adequado para aplicações como templos religiosos, espaços de artes cênicas e áreas externas.

Publicidade
Conecta+2025

Integradores também poderão aproveitar configurações otimizadas de fábrica ao utilizar o DM12SE em conjunto com amplificadores e processadores Bose Professional, garantindo desempenho consistente desde a instalação inicial.

“O DM12SE representa um novo equilíbrio entre desempenho e design estético moderno nesta categoria”, afirmou Shawn Watts, vice-presidente de Produto. “Seu driver de 12 polegadas oferece extensão de graves profunda e impactante, muitas vezes eliminando a necessidade de um subwoofer separado, além de proporcionar excelente saída e headroom”.

Disponível nas cores preto ou branco, o DesignMax DM12SE foi desenvolvido para instalações permanentes, nas quais desempenho acústico e integração estética com o ambiente são igualmente importantes.

Publicidade
Conecta+2025
Continue Lendo

Alto Falante

Celestion apresenta tecnologia Lensguide para melhorar diretividade e coerência sonora

Publicado

on

celestion lensguide 750x500

Nova solução de guia de onda busca eliminar limitações acústicas tradicionais em sistemas line array e reforço sonoro.

Durante a ISE 2026, a Celestion apresentou a Lensguide, uma nova tecnologia patenteada de guia de onda desenvolvida para otimizar simultaneamente a resposta em frequência e o controle de diretividade em sistemas de áudio profissional — dois fatores que historicamente exigem compromissos técnicos no projeto acústico.

A tecnologia foi demonstrada como parte de uma nova geração de designs de waveguides, horns e waveshapers voltados especialmente para aplicações de line array e reforço sonoro de alta performance.

O problema que a tecnologia busca resolver

Nos projetos tradicionais de cornetas e guias de onda existe um dilema conhecido: melhorar o controle de dispersão geralmente compromete a uniformidade da resposta em frequência, enquanto priorizar a resposta tonal tende a reduzir o controle direcional do som.

Na prática, isso pode gerar:

Publicidade
  • cobertura irregular em grandes ambientes
  • variações sonoras entre diferentes áreas do público
  • menor inteligibilidade fora do eixo principal
  • necessidade de ajustes mais complexos durante a calibração do sistema

A proposta da Lensguide é justamente eliminar esse equilíbrio forçado.

O que muda na prática

Zeus

Segundo as informações técnicas apresentadas, a inovação utiliza um design interno com corrugações acústicas calculadas com precisão, capazes de controlar o percurso do som dentro da guia de onda.

Esse controle melhora a coerência do front de onda, trazendo benefícios diretos para sistemas profissionais:

  • resposta em frequência mais uniforme

  • cobertura sonora mais consistente

  • maior inteligibilidade vocal

  • menor necessidade de correções intensivas via DSP

  • comportamento mais previsível em arrays

Na operação diária, isso pode reduzir o tempo de ajuste e facilitar resultados consistentes entre diferentes eventos e instalações.

Aplicações e escalabilidade

Outro destaque da Lensguide é sua flexibilidade de aplicação. A tecnologia pode ser adaptada para:

  • um único driver de compressão
  • múltiplos drivers em array
  • diferentes formatos de sistemas e aplicações

Essa escalabilidade amplia o potencial de uso tanto em sistemas touring quanto em instalações fixas.

Impacto para integradores e engenheiros de sistema

Para integradores e técnicos de som, o principal ganho está na previsibilidade acústica do sistema.

Um controle mais preciso do front de onda permite:

Publicidade
  • projetos de cobertura mais eficientes
  • menor interferência entre caixas
  • maior correspondência entre simulação e resultado real

Em ambientes onde tempo de montagem e ajuste são fatores críticos, essas melhorias representam ganho operacional direto.

Uma tendência de desenvolvimento acústico

O lançamento da Lensguide reforça uma tendência crescente no áudio profissional: resolver desafios acústicos já no design físico do sistema, reduzindo a dependência exclusiva do processamento digital para correções posteriores.

Em vez de compensar limitações com DSP, a proposta é que o sistema já nasça acusticamente mais coerente desde sua engenharia mecânica.

Shure
Continue Lendo
MusicaeMercado
MusicaeMercado

Áudio

D-One

Leia também

Brasil de Tuhu 750x500 Brasil de Tuhu 750x500
Cultura7 meses ago

Iniciativa inspirada em Villa-Lobos leva concertos gratuitos a escolas públicas de SP

Brasil de Tuhu une educação, cultura e inclusão; em agosto, passa por cidades da Grande São Paulo e interior. A...

teatro opus rio 750x500 teatro opus rio 750x500
Cultura11 meses ago

Teatro Opus Città anuncia inauguração com atrações nacionais e internacionais

Espaço cultural na Barra da Tijuca funcionará em soft opening ao longo de 2025 e terá capacidade para até 3...

harmonias paulistas 750x500 harmonias paulistas 750x500
Cultura12 meses ago

Harmonias Paulistas: Série documental exalta grandes instrumentistas de SP e homenageia Tom Jobim

A música instrumental paulista ganha um novo espaço com a estreia da série Harmonias Paulistas, produzida pela Borandá Produções e...

dudu portes falece 750x500 dudu portes falece 750x500
Cultura1 ano ago

Falece o reconhecido baterista Dudu Portes

O mundo musical despede Dudu Portes, deixando sua marca no mundo da percussão. Nascido em 1948, Eduardo Portes de Souza,...

Cultura2 anos ago

Música transforma vidas de presos em projeto de ressocialização

A ressocialização de detentos no Brasil tem ganhado novas dimensões com projetos que unem capacitação profissional e arte. Iniciativas como...

paraiba prima 750x500 paraiba prima 750x500
Cultura2 anos ago

Paraíba: Editais do ‘ICMS Cultural’ incluem projeto para estudar música

Edital do Programa de Inclusão Através da Música e das Artes (Prima) planeja oferecer 392 vagas para jovens paraibanos que...

Academia-Jovem-Orquestra-Ouro-Preto-Creditos-Rapha-Garcia-006 Academia-Jovem-Orquestra-Ouro-Preto-Creditos-Rapha-Garcia-006
Cultura2 anos ago

Academia Jovem Orquestra Ouro Preto abre vagas para 2024

Criado para promover o ensino da prática orquestral, projeto abre edital para jovens músicos. As inscrições vão até 20 de...

OMB e Prefeitura de Maceio OMB e Prefeitura de Maceio
Cultura2 anos ago

Conselho Federal da OMB emite nota de repúdio ao Prefeito de Maceió. Entenda.

Desrespeito à legislação local acende debate sobre valorização da cultura alagoana. O conflito entre a classe artística de Maceió e...

saulo sandra 750x500 1 saulo sandra 750x500 1
Cultura2 anos ago

Quem Canta Seus Males Espanta: Sandra Sofiati e seu Corpo Sonoro

Nesse novo artigo de Quem Canta Seus Males Espanta, vamos sair um pouco dos instrumentos “externos”, e nos voltar para...

taliba taliba
Cultura3 anos ago

Talibã Queima Instrumentos Musicais no Afeganistão

Centenas de músicos fugiram do Afeganistão para escapar das restrições do Talibã à música, afetando a cultura musical O Talibã,...

maestro evandro 750x500 maestro evandro 750x500
Cultura3 anos ago

Maestro Evandro Matté fala sobre o Multipalco

À frente de três orquestras, a do próprio Theatro São Pedro, e da Orquestra Jovem, fruto de um projeto social,...

saulo teatro 750x500 saulo teatro 750x500
Cultura3 anos ago

Multipalco: Viagem ao centro da arte

Música & Mercado foi ao centro da capital gaúcha visitar a história cultural do Rio Grande do Sul em uma...

Adriana Sanchez Adriana Sanchez
Cultura3 anos ago

Como obter patrocínio de 100 mil ou mais para realizar seu projeto de música

Adriana Sanchez mostra como obter patrocínio de 100 mil ou mais para realizar seu projeto de música. Criadora da banda...

exportacao-de-musica exportacao-de-musica
Artigos3 anos ago

Exportação de música brasileira, uma boa ideia!

O Brasil possui uma série de dificuldades na exportação de sua música para uma audiência internacional, mesmo assim, exportar é...

Presidente da Anafima recebe medalha de reconhecimento cultural do Governo de SP Presidente da Anafima recebe medalha de reconhecimento cultural do Governo de SP
Cultura3 anos ago

Presidente da Anafima recebe medalha de reconhecimento cultural do Governo de SP

Daniel Neves recebeu a honraria durante o Prêmio Governo do Estado de São Paulo para as Artes 2022, na noite...

palco vazio palco vazio
Cultura4 anos ago

Retomada de eventos em 2021 recuperou 300 mil postos de trabalho, sem recuperar nível de emprego de 2019

Retomada de eventos em 2021 recuperou 300 mil postos de trabalho, sem recuperar nível de emprego de 2019. A evolução...

OneBeat-virtual OneBeat-virtual
Cultura4 anos ago

OneBeat Virtual: inscrições de intercâmbio virtual para músicos 

Embaixada e Consulados dos EUA abrem inscrições de intercâmbio virtual para músicos até 11 de fevereiro O OneBeat Virtual busca...

nelson profissional musica 1200X500 nelson profissional musica 1200X500
Artigos4 anos ago

Manual de procedimentos do profissional da música

Guia básico sobre conceitos que os profissionais da música deveriam aplicar nas suas carreiras e no trato com outros no...

camara setorial de instrumentos musicais do parana camara setorial de instrumentos musicais do parana
Cultura4 anos ago

Câmara Setorial de Instrumentos Musicais do Paraná visita presidente da câmara Municipal de Curitiba

Yuris Tomsons, destacado pela Associação Comercial do Paraná para fazer a interlocução com os presidentes das comissões permanentes da Câmara...

robertinho-makemusic-day-donato robertinho-makemusic-day-donato
Cultura5 anos ago

Make Music: Robertinho Silva, Milton Nascimento e João Donato recebem homenagem no evento

Homenagem a Robertinho Silva, Milton Nascimento e João Donato: produção convida músicos de todo o Brasil para participar. Saiba como...

Projeto Garagem Projeto Garagem
Cultura5 anos ago

Presidente Prudente inaugura espaço dedicado a bandas de garagem

Espaço Garagem em Presidente Prudente contou com o apoio da loja Audiotech Music Store  Presidente Prudente/SP – O prefeito Ed...

mm campanha beetools 1200x500 mm campanha beetools 1200x500
Cultura5 anos ago

Música & Mercado apoia campanha em favor de artistas impactados pela pandemia

Idealizada e promovida pela Beetools, iniciativa destinará 25% da receita líquida das matrículas nos cursos da startup para garantir uma...

governo eventos 1200x500 governo eventos 1200x500
Cultura5 anos ago

Governo anuncia liberação de R$ 408 milhões em recursos para o setor de eventos

Secretaria Especial da Cultura afirma que auxílio deve ficar disponível ainda no primeiro semestre. Na última terça-feira (9), o governo...

saude musicos 1200x500 saude musicos 1200x500
Cultura5 anos ago

Brasileiro promove boa saúde entre músicos

Empresário brasileiro promove boa saúde entre músicos. Marcos Mendes, empresário, investidor no ramo de nutracêuticos, é um constante apoiador na...

nelson musico mundaçna 1200x500 nelson musico mundaçna 1200x500
Artigos5 anos ago

Opinião: Música é agente de mudança

Arte não é algo que seja isento de ideologia, porque o pensamento e o sentimento são suas bases enquanto materia-prima....

nelson geraçao músicos 1200x500 nelson geraçao músicos 1200x500
Cultura5 anos ago

Opinião: Me lembro como se fosse hoje

O mercado da música está passando por diversas mudanças, mas também está mudando o consumidor e o músico, com uma...

alysson tempo de aprender musica 1200x500 alysson tempo de aprender musica 1200x500
Cultura5 anos ago

Opinião: É tempo de aprender… Música!

E lá se vai 1/3 do ano trancado em casa. Desde março, pais que trabalham, filhos que estudam, todos se...

musica motivaçao 1200x500 musica motivaçao 1200x500
Cultura5 anos ago

Saúde: Automotivação no mercado da música

Todos nós fazemos música, e realizamos sonhos. Nunca se esqueça disso! Você sabe o que significa a palavra motivação? O...

alexandre musica 1200x500 alexandre musica 1200x500
Cultura5 anos ago

Música para quem vive de música – Volume 14

Continuamos apresentando grandes discos e filmes para sua cultura musical. Hoje temos Def Leppard, Sonny Rollins e Plebe Rude. Def...

Fernando vieira - jornalista Fernando vieira - jornalista
Cultura5 anos ago

Fernando Vieira: O amor à música como legado

Jornalista Fernando Vieira faleceu e deixou um imenso legado. Cabe a todos manterem a chama da música acesa. A morte...

Conecta+2025

Trending