Audio Profissional
Como montar seu home studio – Capítulo 21
Conheça o Impact, o synth de percussion do Studio One.
O Impact é um instrumento virtual do pacote do Studio One desde suas primeiras versões. Pode parecer uma bateria eletrônica comum, mas tem alguns truques escondidos na manga, truques que não são bem explicados ou não têm nada explicado.
Uma bateria eletrônica é um tocador de amostras otimizado para produzir sons de percussão e criar beats. A PreSonus juntou alguns kits no Impact e há outros criados por terceirizados disponíveis, como o MVP Loops e o The Loop Loft, mas fazer seus próprios kits é tão fácil quanto arrastar qualquer som do navegador do Studio One para os pads do Impact.

A edição de amostras do Impact inclui a exibição da forma de onda, mudança de velocity, corte da amostra e audição da amostra selecionada na barra de velocities
Uma amostra pode ser cortada para remover o silêncio do início ou do fim usando as configurações Offset Start / End embaixo da forma de onda. Pra fazer esses cortes à direita muitas vezes é preciso dar um zoom in / out nos dados, e o Impact esconde as ferramentas pra fazer isso. Uma barra longa e outra curta aparecem logo abaixo da forma de onda: a mais curta à direita define o tamanho da janela dos dados, enquanto a mais longa à esquerda move essa janela por todo o comprimento da amostra.
Cada pad do Impact pode disparar até 4 amostras diferentes, o que abre muitas possibilidades. O uso mais comum disso é para a mudança da velocity. Talvez você queira amostras de uma caixa sendo tocada muito de leve (pp), bastante de leve (p), com mais força (f) ou muito alta (ff). Para adicionar amostras nos pads basta manter pressionada a tecla Shift enquanto arrasta e solta a amostra no pad. Cada mostra vai ser adicionada à extremidade mais forte das faixas de velocity, então cuidado pra que elas fiquem adicionadas na ordem certa, arrastando a partir do toque mais leve até a mais forte. Uma amostra pode ser removida clicando na sua barra de velocity e depois no botão de “ – “ (menos) à direita.
Por padrão, todos os valores de velocity são divididos por igual nas amostras do pad. O alcance de cada bloco fica visível na barra acima da forma de onda. Clicando na barra específica de velocity, a amostra é atribuída ao tipo de toque que você clicar. Acontece que intervalos de velocity iguais para cada amostra não são bons na prática para imitar percussão de verdade. É melhor que poucas peças tocam com valores de velocity muito leves ou muito fracas, enquanto a maioria das peças usa as velocities do meio. Os melhores tamanhos variam dependendo do som, do controlador, do gênero musical e do jeito de tocar. Dessa forma é melhor personalizar as velocities para cada amostra. Basta arrastar os limites de cada faixa de velocity na sua barra de valores de velocity.
Mas nem só para as velocities é útil ter várias amostras em um só pad, o que nos leva a um outro truque do Impact. Clique no campo Layer Mode no canto inferior direito da janela do Impact e você verá que a velocity é só uma de 3 formas que o Impact usa para reunir amostras em um pad.

Round Robin apenas passa pelas amostras, soando o próximo da lista de peças antes de voltar para o primeiro e assim por diante. Você não precisa ter 4 amostras em cada pad, podem ser só 2, de modo que o pad alterna entre elas. Por exemplo, se poderia carregar um prato de condução e uma cúpula de chimbal para fazer uma marcação de notas de meio-tempo. Aí então eu só precisaria programar as notas de 1/2 tempo para ter uma parte com o chimbal nos meios-tempos e o prato nos tempos.
A outra opção do Layer Mode é Random, um modo no qual cada toque será feito por uma das amostras escolhidas aleatoriamente, o que pode ser útil apenas para introduzir uma variedade diferente usando a sensibilidade de velocity.
Mesmo sendo o Impact dirigido para sons de bateria e percussão, você pode carregar qualquer amostra desejada nos seus pads. Uma carga de amostras mais longas faz o Impact funcionar como um sistema de gatilhos disparando playbacks. Não foi medido o tamanho máximo de cada amostra aceita, mas para fazer isso há algumas a saber sobre o bloqueio de controles na parte de baixo à direita da janela do Impact.
A dica para usar amostras longas no Impact é o controle deslizante Decay, que deve estar todo para cima para tocar uma amostra muito longa
O campo Play Mode tem um menu com 4 opções:
One Shot Poly – toca toda a amostra, com gatilhos adicionais tocando cópias
One Shot Mono – toca toda a amostra, com gatilhos adicionais cortando e recomeçando a tocar

Toggle – a primeira mensagem Note On começa a tocar a amostra e a próxima pára
Note On / Off – a mensagem Note On toca a amostra e uma mensagem Note Off pára
O que estes modos todos têm em comum é que eles permitem a reprodução de toda a amostra, mas o comprimento da reprodução é de fato determinado pelos controles de envelope AHD na seção do amplificador logo acima
Por isso, você poderia pensar que para reproduzir uma amostra de 2 minutos de duração, você precisaria apenas deslizar o controle deslizante Hold (H) até o final, onde exibe um valor de tempo de espera infinito. Mas na verdade isso só permite a reprodução de 10 segundos. Aqui entra o truque: deslize o controle deslizante Decay (D) até o topo. Assim posso dizer quanto tempo a amostra vai tocar
O Impact não tem todos os recursos de processamento do synth Presence do Studio One, e muito menos a edição e o processamento de um sampler completo, como o MOTU MachFive 3 ou o Kontakt. mas tem alguns recursos espertos de modelagem de amostras. Um deles é o filtro multimodo em cada bloco, oferecendo 3 variações diferentes: passa-baixas (frequências), passa-altas e passagem de banda.
O filtro para cada pad pode ser selecionado a partir de 9 tipos de filtros diferentes

O usos destes filtros em amostras de bateria, combinado com o envelope e as modulações de velocity pode produzir sons interessantes. Por exemplo, arrastei um par de caixas direito/esquerdo em um pad, apliquei um filtro de passagem de banda para cortar apenas a amostra da esquerda, e coloquei o pan ligeiramente para os lados, apenas fora do centro. O filtro passa-altas também pode produzir variações de uma amostra, o que faz este recurso dos filtros ser útil quando se tem apenas uma amostra de um som.
Outro recurso esperto é o campo Stretch Factor no canto inferior direito. Ele é na verdade um controle da taxa de reprodução, um multiplicador de andamentos. Você pode defini-lo entre um intervalo de 10 vezes a velocidade normal até 0,1 (10 vezes mais lento do que a velocidade normal). Experimente configurá-lo em 3 ou 4 para uma amostra de prato. O Stretch Factor parece ser o único parâmetro além do início e fim da amostra que pode ser definido com base por amostra, em vez de uma base por pad.
O Impact exige pouca potência do processador, o que abra as portas para o uso de múltiplas instâncias. Uma instância pode ser dedicada à caixa: toques de mão esquerda e direita, na borda, na lateral, escovas, rolos, os rudimentos de caixa. Uma segunda instância pode ser para o chimbal.
Tem gente que faz beats adicionando peças enquanto uma sequência acompanha. O comando Track -> Transform -> Transform to Audio Track captura o que você gravou dessa forma. Quando estiver pronto para fazer a mixagem final, escolha o comando Event -> Explode Pitches to Tracks para processar e mixar cada peça separadamente. Isso também facilita o arquivamento das peças, transformando cada faixa em áudio quando o projeto estiver pronto.

Audio Profissional
Audio-Technica Brasil amplia equipe e reforça atuação no mercado de integração
Empresa anuncia contratação de Lucas Parreira para desenvolvimento de negócios no segmento audiovisual.
A Audio-Technica Brasil anunciou a expansão de sua equipe como parte da estratégia de crescimento no país, com foco no mercado de integração. O principal movimento é a contratação de Lucas M. Parreira, que assume a função de Market Development.
Segundo Alexandro de Azevedo, presidente da empresa no Brasil, a iniciativa reforça o posicionamento da marca no segmento. “A contratação do Lucas Parreira reforça o compromisso da empresa em ampliar sua atuação no mercado de integração, um dos pilares estratégicos para o avanço do áudio profissional”, afirma.
Com mais de 14 anos de experiência no setor de áudio e vídeo, Parreira possui atuação em design técnico, integração de sistemas, produção ao vivo e áreas comerciais. O profissional também é certificado CTS pela AVIXA e possui formação em tecnologias de AV em rede, DSP, vídeo e automação.
De acordo com a empresa, a chegada de Lucas busca fortalecer o relacionamento com integradores e parceiros no Brasil, ampliando a presença em projetos corporativos, educacionais, governamentais e de entretenimento.
A movimentação ocorre em um contexto de investimento contínuo na estrutura local. Recentemente, a equipe da Audio-Technica Brasil realizou encontros estratégicos para alinhamento de objetivos e planejamento das próximas etapas da operação.
Audio Profissional
Problemas comuns em sistemas wireless e como evitá-los
Interferência, antenas e baterias estão entre as principais causas de falhas.
O uso de sistemas wireless é cada vez mais comum em shows, ensaios e produções audiovisuais. Ainda assim, falhas técnicas simples podem comprometer o desempenho quando alguns cuidados básicos não são adotados.
Entre os problemas mais frequentes estão interferência de radiofrequência (RF), posicionamento inadequado de antenas e uso de baterias com baixa carga.
Interferência RF: cortes e ruídos no áudio
A interferência ocorre quando outras transmissões utilizam a mesma frequência, causando falhas no sinal.
Esse cenário é comum em locais com muitos dispositivos sem fio, como eventos e ambientes urbanos.
Como evitar:
- Fazer varredura de frequência antes de usar
- Trocar de canal ao perceber interferência
- Evitar múltiplos sistemas na mesma frequência
Na prática: Se o som começar a falhar, mudar a frequência costuma resolver rapidamente.
Antenas mal posicionadas: perda de sinal
A transmissão depende de um caminho livre entre transmissor e receptor. Obstáculos físicos podem bloquear o sinal.
Boas práticas:
- Manter linha de visada sempre que possível
- Evitar cobrir a antena com o corpo
- Posicionar o receptor em local elevado
Na prática: Se o sinal cai ao se movimentar, o problema geralmente está na posição das antenas.
Baterias: falhas simples de evitar
Baterias fracas ou inadequadas são causa frequente de interrupções.
Muitas vezes, a falha não está no sistema, mas na alimentação de energia.
Como prevenir:
- Utilizar baterias carregadas ou novas
- Ter sempre baterias reserva
- Não misturar baterias novas com usadas
Na prática: Trocar as baterias antes de apresentações evita imprevistos.
Outros fatores importantes
- Distância excessiva entre transmissor e receptor
- Presença de estruturas metálicas
- Uso de vários sistemas sem coordenação
Grande parte dos problemas em sistemas wireless pode ser evitada com ajustes simples. Verificar frequência, posição e bateria antes do uso é suficiente para garantir maior estabilidade.
Audio Profissional
WDC Networks passa a distribuir soluções Harman em áudio profissional
Parceria reforça estratégia de consolidar presença no mercado Pro-AV no Brasil.
A WDC Networks anunciou a inclusão das soluções da Harman em seu portfólio de áudio profissional, em um movimento que amplia sua atuação no mercado Pro-AV no Brasil.
A parceria foi apresentada oficialmente ao mercado no dia 25 de março de 2026, durante evento na sede da empresa, em São Paulo, voltado a integradores de diferentes regiões do país. A apresentação contou com a participação de Bruno Moura, vice-presidente e general manager da Harman para a América Latina.
Com o acordo, a WDC passa a distribuir inicialmente as marcas AMX, BSS, Crown e JBL, ampliando sua oferta para projetos de pequeno, médio e grande porte. A empresa também trabalha na introdução da marca Martin, voltada a aplicações de entretenimento e iluminação arquitetural.
Segundo a companhia, a integração das soluções da Harman fortalece a estratégia de atuação como fornecedor completo para o mercado, reunindo em um único portfólio tecnologias de processamento, controle, amplificação e sonorização.
De acordo com Bruno Rigatieri, diretor Comercial e de Marketing da WDC Networks, a nova parceria complementa o conjunto de marcas já distribuídas pela empresa, permitindo atender diferentes etapas de projetos de áudio profissional com maior abrangência.
A iniciativa ocorre em um contexto de expansão do mercado de áudio e vídeo profissional no país, com aumento da demanda por soluções integradas em projetos corporativos, eventos e entretenimento.
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