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Grandes eventos: Conectando várias bandas num único palco
Como será que as locadoras estão ligando várias bandas em grandes festivais de música? E como será que eles fazem a montagem e a desmontagem delas no show em poucos minutos? Como fazem para passar som?
Nesta publicação, vou te falar alguns procedimentos que são usados para ter o melhor resultado. Antes de ligar várias bandas, ou seja, antes de colocar a mão nos cabos, é desenvolvido uma metodologia do que vai ser feito no processo de planejamento.
Ainda lá, nas reuniões, para decidir sobe o evento, é analisado as bandas, suas necessidades (riders) e a melhor forma para o atendimento. Neste momento, tudo é levado em consideração. Por exemplo, o tamanho quanto altura e largura é muito importante para decidir o praticável.
Nisto é avaliado a movimentação de entrada e saída no palco. Já que o trânsito pode esbarrar em alguma cenografia derrubando algo. Ou ter que passar por cima de algum desnível que realmente seja transtorno à entrada ou saída.
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Também é pensado no espaço onde serão colocados após a passagem de som e como ficará a organização, por onde entra e sai neste espaço e no palco. E tem festival que até o posicionamento no enquadramento na TV pode ser ponto para decisão.
São nestas reuniões que se decide o equipamento que será colocado para atendimento. Em muitos festivais, isto é feito com muitos equipamentos para serem escolhidos pelos técnicos e, em outros, somente um pedido no rider é atendido. E é aí que a dor de cabeça aumenta, pois como deixar pronto várias bandas para que a troca delas no palco seja de forma rápida e precisa?
Ligando várias bandas no multicabo
Para estes eventos é utilizado um multicabo, ou vários, do tipo multipino. Que é daquele que você desconecta o cabo da caixa de conexão. E neste caso, não é só o da caixa grande (stagebox com splliters) que divide o sinal para as mesas da frente (PA), do palco (Monitor), da gravação e/ou TV.

Stagebox com splliters (medusa com pernas pra duas mesa)
Também as pequenas caixas de distribuição (subsnake), que em média tem 12 vias, que ficam próximas aos instrumentos e levam o sinal para o stagebox. Se todas as bandas usassem os mesmos canais nas mesmas posições, seria só desconectar o subsnake de uma bateria e ligar na outra.
Mas como isto não ocorre, cada banda tem sua particularidade, ao ter várias stagebox com os cabos em multipino, a história é muito facilitada.
Entrando e saindo prontas do palco
Imagina aí, cada banda já ficar com cabeamento, pedestal e microfones conectados e prontos. Elas entrando ou saindo do palco assim, chegando e só ligando os multipinos dos subsnakes conforme cores e números.
Stagebox com splliters também é conhecido como medusa. Quando se usa um só, acaba que é preciso ficar trocando as conexões, recebidas pelos subsnakes, para colocar cada canal conforme a sequência que a banda pede.
Existe um risco muito grande de algum cabo estragar neste manejo, onde o mais comum é o fio romper na solda. Aí, para evitar estes problemas, grandes festivais usam várias medusas (stagebox com splliters). Estas várias meduas (stagebox) tem splliters em multipino também. É um conector bruto de grande, que solta cabos com mais de 160 condutores internamente. Ou seja, com mais de 54 canais em um único cabo, que vai cada um para uma mesa.
E como é na outra ponta, lá na mesa?
Ligando várias bandas em várias mesas de som
Como as coisas são megas em grande eventos, os locadores cumprem os riders, atendendo as necessidades conforme são pedidas (e claro, cobrando por isto). Algumas vezes, usam vários do mesmo modelo, para adiantar para os profissionais as configurações e checagens quanto a atração que estes técnicos atendem.
E como eles deixam todas estas bandas ligadas ao mesmo tempo? Alguns locadores preferem usar multipino para que o cabo do splliter entre direto pra mesa. Já outros preferem não ficar arriscando desconectar de uma pra outra e deixa vários cabos passados e a troca só sendo feita lá no palco, no stagebox (medusa).
Assim, várias mesas de modelos diferentes, ou não, são interligadas ao stagebox da que sua atração vai estar usando de forma muito rápida e simples. Inclusive, tem uma pequena mesa de som para receber os sinais de DJ, locutor, apresentador ou qualquer outra coisa a parte das apresentações.
Com ela, os sinais ficam facilmente em uso, sem a dor de cabeça de mudança de cenas ou dependência do favor do operador da banda. E a saída destas várias mesas, como são ligadas para o processamento, se serão vários LR saindo delas?
Conectando as mesas no processamento
Grandes locadores acaba não usando uma mesa de som como master. O que seria usar uma mesa de som para receber o som de todas e delas ir para o processamento (processadores). Existem equipamentos que fazem troca A/B entre duas mesas com bastante qualidade e existem os splliters que funcionam como matrizes que fazem recebimentos de vários sinais e enviam para vários sinais.
Um exemplo: Se o recebimento no processador é só de L/R e forem usadas quatro mesas, então, é só configurar o splliter.
Usa ele como duas entradas de cada mesa para duas saídas, comutando entre elas quando cada banda for se apresentar. E quando o operador prefere ter o controle do sub, ou de outra via, fora do controle do L/R? Também se torna simples, pois é só criar uma nova rota neste matrix, de recebimento de sinais dos consoles para o processamento.

Multivia multipino para entrar em mesas de som
Passagem de som de várias bandas
Festivais sérios ($$$) exigem passagem de som, não é este negócio da ‘banda chegar na hora e sair tocando‘. Não tem 10 minutos de alô som, muita microfonia e desrespeito com público. Nestes festivais, os locadores colocam duas ou mais equipes para atendimento. Uma faz o atendimento da passagem de som e a outra faz o atendimento no valendo da apresentação.
Como falei, as coisas são sérias, bem feitas, bem documentadas e com vários investimentos ($$$). Os profissionais cumprem uma metodologia para que o posterior técnico (do valendo) possa dar continuidade de forma perfeita ao atendimento do anterior.
Não é uma coisa que só fica na cabeça de uma pessoa e a outra tem que tentar adivinhar. Inclusive, não tem o faz tudo, são especialistas em áreas.
Ligando as bandas
Imagina se o especialista que ficará responsável pelas ligações do stagebox (medusa) também tem que ficar aumentando ou abaixando DJ? Não tem como, ele tem planilha que é estudada junto ao outro companheiro para que seja sincronizado os passos.
Eles definem o que vão fazer pra passagem de som e pro valendo de cada atração. Qualquer coisa que vá surgir de surpresas, é tratado como surpresa. Inclusive, pontuado assim em suas planilhas, pois fazer o patch é uma coisa séria.
Se na hora do valendo o bumbo chega no canal da voz, lascou tudo. Num tanto de conexões, que foi feito na passagem de som, se perde muito tempo para encontrar o que foi conectado aonde. É importantíssimo uma metodologia de trabalho. Quando estou como o cara do patch (patchman), e estou ligando várias bandas, tem dado certo fazer marcações com cores, números e letras.

Desenho de um palco básico de um festival
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Sennheiser lança DeviceHub, plataforma na nuvem
Solução permite monitoramento remoto, controle por níveis de acesso e operação escalável de dispositivos conectados.
A Sennheiser anunciou o lançamento do DeviceHub, uma plataforma em nuvem desenvolvida para centralizar a gestão de dispositivos AV em ambientes corporativos e educacionais.
Disponível em versão beta pública, a solução inicia com suporte para a linha TeamConnect Bar e faz parte de um plano de expansão com novos dispositivos ao longo de 2026.
Monitoramento e controle remoto
O DeviceHub permite acesso via navegador com recursos como:
- monitoramento em tempo real
- diagnósticos e alertas
- controle de acesso baseado em perfis
A proposta é oferecer visibilidade completa do sistema e permitir ações preventivas antes que falhas impactem reuniões ou aulas.
De acordo com Iain Horrocks, a plataforma representa um avanço na gestão de ecossistemas AV conectados.
Gestão em larga escala
A plataforma organiza os dispositivos por salas, prédios, campus ou regiões, refletindo a estrutura real das operações.
Com isso, equipes podem:
- gerenciar múltiplos ambientes em uma única interface
- navegar rapidamente entre locais
- visualizar o status do sistema de forma clara
O lançamento acompanha a demanda por soluções centralizadas em ambientes híbridos e distribuídos.
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México: Show de Shakira no Zócalo reúne mais de 400 mil pessoas
Evento em praça pública na Cidade do México exigiu projeto de som com cobertura uniforme em larga escala.
Mais de 400 mil pessoas acompanharam o show de Shakira no Zócalo de la Ciudad de México, em um dos maiores eventos recentes realizados em espaço público na capital mexicana.
Além da dimensão do público, a produção enfrentou um desafio central: garantir uniformidade sonora, pressão e inteligibilidade em uma área aberta de grandes proporções.
O sistema foi desenvolvido em parceria com Clair Global e Eighth Day Sound Systems, com tecnologia da d&b audiotechnik.

Configuração de áudio
O PA principal utilizou sistemas GSL com subwoofers SL-Subs, alimentados por amplificadores D90, oferecendo controle de graves e cobertura precisa.
Para garantir consistência ao longo da praça, foram instaladas quatro torres de delay com sistemas KSL e amplificação D40, mantendo sincronização e definição mesmo a grandes distâncias.


Referência em produção de grande escala
O projeto reforça a complexidade técnica envolvida em eventos de grande porte em espaços públicos, onde engenharia de áudio e planejamento acústico são fundamentais para a experiência final.
O show se consolida não apenas pela audiência, mas também como referência técnica em produção de eventos massivos na América Latina.
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Como posicionar monitores de estúdio corretamente
Posicionamento, altura e ambiente impactam diretamente na qualidade da escuta.
O posicionamento dos monitores de estúdio é um dos fatores mais importantes para garantir uma audição precisa. Em home studios, erros simples podem comprometer a percepção de graves, imagem estéreo e equilíbrio geral da mixagem.
Triângulo de escuta: base do setup
O ponto de partida é o triângulo equilátero:
- A distância entre os monitores deve ser igual à distância de cada monitor até o ouvinte
- Os monitores devem estar direcionados para os ouvidos
Esse posicionamento melhora a imagem estéreo e a definição do som.
Altura correta
Os tweeters devem estar na altura dos ouvidos na posição de trabalho.
Se estiverem muito acima ou abaixo, a resposta em frequência será alterada, principalmente em médios e agudos.
Distância das paredes
Monitores muito próximos de paredes ou cantos podem causar:
- Excesso de graves
- Problemas de fase
- Perda de definição
Como referência:
- Manter 20–50 cm de distância da parede traseira
- Evitar posicionamento em cantos
Em ambientes pequenos, monitores com ajuste para proximidade de parede podem ajudar.
Simetria do ambiente
A posição de escuta deve ser simétrica em relação às laterais da sala.
Isso evita distorções na imagem estéreo.
Evitar, por exemplo:
- Um lado com parede e outro aberto
- Diferenças grandes de móveis ou superfícies
Isolamento e apoio
Não é recomendado posicionar os monitores diretamente sobre a mesa.
O ideal é usar:
- Espumas isolantes
- Suportes dedicados
Isso reduz vibrações e melhora a resposta de graves.
Tratamento acústico básico
Mesmo sem um estúdio tratado profissionalmente, algumas soluções ajudam:
- Painéis absorventes nos pontos de reflexão
- Bass traps nos cantos
- Evitar superfícies muito reflexivas próximas
Volume de trabalho
Misturar em volumes muito altos pode prejudicar a percepção.
Níveis moderados ajudam a:
- Melhorar o equilíbrio da mixagem
- Reduzir a fadiga auditiva
- Tomar decisões mais consistentes
Ajustes práticos
Cada sala responde de forma diferente. Por isso:
- Teste diferentes posições
- Use músicas de referência
- Faça ajustes progressivos
Um bom posicionamento é o primeiro passo para uma escuta mais confiável e mixagens mais consistentes.
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