Músico
Som grande e pesado para a Mastodon
Publicado
8 anos agoon
Descubra o arsenal de equipamentos do grupo americano, uma banda com influências de groove metal, rock progressivo, hardcore punk, stoner metal e outros
Com duas indicações ao Grammy 2018 por seu álbum Emperor of Sand e a música “Sultan’s Curse”, é o momento de explorar os equipamentos usados pelos integrantes da banda de heavy metal Mastodon.
Formada no ano 2000, a Mastodon, originária da Geórgia, Estados Unidos, é formada pelo baixista Troy Sanders, os guitarristas Brent Hinds e Bill Kelliher e o baterista Brann Dailor.
Troy Sanders, baixo
Sanders começou a tocar quando pegou o baixo do seu irmão mais velho e decidiu testá-lo — e o baixo ainda era para canhoto, e ele era destro. Meses depois convenceu seu pai a comprar um baixo para ele. Na Mastodon, compõe suas próprias linhas de baixo e é conhecido por tocar com diferentes estilos e técnicas, além de usar tanto os dedos quanto uma palheta.
Baixo: Troy conta com baixos de diferentes marcas, como Godlyke, Yamaha, Ibanez, Fender, Wal e Warwick. Entre seus instrumentos mais destacados estão os modelos Prophecy II, Precision, Jazz, Jaguar Deluxe e Jaguar Signature, da Fender. Da Squier, também tem um modelo Jaguar Signature, que se une ao Streamer Stage II da Warwick e aos modelos da Yamaha BB2004, BB2024 e TRB1004j.
Amplificadores: Aqui vemos o amplificador e a caixa Blacksmith da TC Electronic, as caixas Orange AD200B e SP410, um Ampeg SVT-VR stack e um cabeçote SVT-4 PRO, caixas Mesa 8”x10”, um cabeçote Mesa Engineering Titan V12, outro cabeçote Mesa Boogie Big Block 750 e uma caixa 4”x12” (pedais sintetizadores).
Pedais e efeitos: Troy costuma usar pedais como MXR Octave Deluxe, MXR El Grande Bass Fuzz, vintage Sovtek Big Muff Pi, Cobrahawk B12 Fuzz, Moog MF-104SD Moogerfooger Analog Delay, pedais para baixo Moog Taurus, Electro-Harmonix POG Polyphonic Octave Generator, DiGiTech Bass Whammy, o RV-5 Digital Reverb e o GEB-7 Bass Equalizer da Boss, Morley Wah Pedal, Voodoo Lab Pedal Power 2 Plus, Sanford Bluebeard Fuzz, Fern DI, o Tall Font Russian da Wren and Cuff, o Corona Chorus da TC Electronic e um condicionador de potência Monster Power Pro 2500.
Brent Hinds, guitarra
Originalmente tocando o banjo, Hinds aprendeu seu estilo característico de seleção híbrida rápida emulando digitações de banjo na guitarra. Com frequência utiliza as escalas menor pentatônica, menor natural e harmônica menor na sua execução, bem como muitos hammer-ons, pull-offs e legatos.
Uma das suas guitarras favoritas é a reconhecida Flying V da Gibson, embora também encontremos uma Goldtop Les Paul, uma Les Paul Florentine, uma Lucite Flying V construída pela Electrical Guitar Company, uma Gibson SG, uma Gibson SG Custom, uma Gibson Explorers, uma Dan Armstrong Plexi da Ampeg e uma Michael Kelly Phoenix Hollowbody. Também possui duas guitarras personalizadas First Act: uma de seis cordas e uma DC Lola de 12 cordas. Em 2016, a Epiphone Guitars anunciou uma guitarra signature para ele, baseada na sua Silverburst Flying V Custom que apresenta seus captadores característicos Lace Hammer Claw.
Amplificadores e efeitos: A Boss encabeça a lista com o Compressor CS-3 e o Tuner TU-2, somando-se depois a Monster Effects com seu Mastortion, a Ibanez com o Tube Screamer TS-9, o Line 6 e o DL4 Delay Modeler, o Pedal Power da Voodoo Labs e um Enema FX Mingebox. Desde 2014, Brent está usando a JMP Series da Marshall e um Diezel VH-4.
Bill Kelliher, guitarra
Na Mastodon, Kelliher desempenha vários papéis, incluindo coro, partes complexas de guitarra e às vezes guitarra principal, dividindo com Brent Hinds a função de guitarrista.
Desde 2016, Kelliher é endorser da ESP Guitars, que lançou dois modelos signature para ele: a high end ESP Bill Kelliher e a LTD BK-600, de custo mais acessível. As guitarras têm um corpo no estilo Eclipse, feito em mogno, sem corte de cintura, um set de três peças de mogno ao longo do braço com diapasão de ébano de 22 trastes e longitudes de escala de 24,75. Sobre o hardware, contam com sintonizadores de bloqueio e tunomatic Tone Pros e pontes de bloqueio stoptail. Também utilizam captadores signature de Bill Lace Dissonant Aggressor com um switch de três vias e botões de um só volume e tom.
Amplificadores e efeitos: Tanto Bill quanto Brent usam a série Thunderverb da Orange, e Bill foi visto com o Dual Rectifier da Mesa Boogie. A Friedman Amplification lançou um amplificador signature para o Bill chamado Butterslax. A pedaleira de Kelliher inclui um Tube King da Ibanez, um TU-2 Tuner da Boss, um M-135 Smart Noise Gate da MXR e um pedal Jamman Looper da DiGiTech. Devemos incluir também o Source Selector 1X6 Rack Mount Audio Switcher, da Audiotech Guitar Products.
Brann Dailor, bateria
Dailor é endorser e usuário das baterias e hardware Tama, os pratos da Meinl, as peles da Evans e as baquetas Vater.
Bateria – Tama Starclassic Performer B/B: bumbo 22”x18”, tom 10”x8”, tom 12”x9”, tom
13”x10”, floor tom 16”x16”, snare 14”x6” Starphonic Brass.
Pratos – Meinl: 14″ Mb20 Heavy Soundwave Hi-Hat, 18″ Mb20 Heavy Crash, 20″ Mb20 Heavy Crash, 8″ Classics Medium Bell, 21″ Mb8 Ghost Ride.
Peles – Evans: para o bumbo: EQ3 Clear – EQ3 Reso Black; para os toms: G2 Clear – G1 Clear; para o snare: Power Center Snare Batter – 300 Snare Side.
Hardware – Tama: Speed Cobra Double Bass Pedal, Iron Cobra Lever-Glide Hi-Hat Stand, 1st Chair Ergo-Rider Drum Throne.
Baqueta – Vater: 5B.
Instrumentos Musicais
Como escolher produtos de manutenção sem arruinar o instrumento
Publicado
8 horas agoon
04/02/2026
Guia prático para limpar, proteger e conservar guitarras, baixos, baterias, teclados e equipamentos sem riscos desnecessários.
Cuidar bem de um instrumento não é apenas uma questão estética. Uma manutenção incorreta pode danificar acabamentos, ressecar madeiras, comprometer componentes eletrônicos e reduzir drasticamente a vida útil do equipamento. Em um mercado cheio de produtos “milagrosos”, saber o que usar — e o que evitar — se tornou essencial para músicos, técnicos e lojas.
A regra de ouro é simples: nem tudo o que limpa é seguro para instrumentos musicais.
O maior inimigo: produtos domésticos
Grande parte dos danos irreversíveis em instrumentos vem do uso de produtos de limpeza comuns. Devem ser evitados:
- Álcool comum ou isopropílico em acabamentos pintados
- Limpador multiuso e limpa-vidros
- Silicone líquido ou em spray
- Desengordurantes
- Ceras automotivas
- Produtos com amônia ou solventes fortes
Esses produtos podem:
- Opacar ou rachar o verniz
- Reagir quimicamente com a pintura
- Penetrar em madeiras porosas
- Danificar plásticos, colas e serigrafias
- Deixar resíduos difíceis de remover
Nem todo acabamento é igual
Antes de usar qualquer produto, é fundamental saber qual é o tipo de acabamento do instrumento.
Nitrocelulose
- Muito comum em instrumentos vintage ou de inspiração clássica
- É um acabamento delicado e sensível
- Reage facilmente com álcool, silicone e solventes
- Deve ser limpo apenas com pano seco ou produtos específicos para nitro
Poliéster e poliuretano
- Mais resistentes e comuns em instrumentos modernos
- Aceitam uma limpeza um pouco mais firme, mas não solventes
- Ainda assim, o ideal é usar produtos próprios para instrumentos
Madeiras porosas (sem verniz ou apenas oleadas)
- Escalas de rosewood, ébano, pau-ferro etc.
- Nunca devem receber produtos com silicone
- Use apenas óleos ou condicionadores específicos, em pouca quantidade e poucas vezes por ano
Guia rápido: o que usar em cada caso
Guitarras e baixos
Corpo e acabamento:
- Pano de microfibra seco ou levemente umedecido
- Produtos específicos para instrumentos
- Nunca usar produtos de limpeza domésticos
Escala (rosewood, ébano, pau-ferro):
- Condicionador próprio 1 ou 2 vezes por ano
- Não encharcar a madeira
- Remover sempre o excesso
Trastes:
- Pano seco ou lã de aço fina (com extremo cuidado e protegendo os captadores)
Baterias
Cascos:
- Mesmo cuidado das guitarras: pano seco ou produto específico
- Nada de silicone ou cera automotiva
Ferragens:
- Pano seco
- Se houver oxidação leve, usar produto específico para metais aplicado no pano, nunca direto na peça
Peles:
- Apenas pano levemente úmido, se necessário
Teclados, synths e equipamentos eletrônicos
Carcaça:
- Pano de microfibra seco ou muito levemente umedecido
- Nunca borrifar líquido diretamente
Teclas e painéis:
- Produto neutro aplicado no pano
- Evitar álcool forte e qualquer solvente
Conectores:
- Limpador de contato específico, com moderação
Sinais de alerta
Se depois da limpeza você notar:
- Manchas esbranquiçadas
- Superfície pegajosa
- Perda de brilho ou mudança de cor
- Cheiro químico persistente
Provavelmente foi usado um produto inadequado.
Menos é mais
Um dos erros mais comuns é limpar demais. Excesso de produto:
- Satura a madeira
- Acumula resíduos
- Atrai poeira
- Acelera o desgaste
Na maioria dos casos, um pano seco e constância fazem mais pelo instrumento do que qualquer químico.
Manutenção sempre
A manutenção correta não depende de produtos caros nem de soluções milagrosas, mas de usar o que é adequado para cada material e evitar improvisos com produtos domésticos. Um instrumento bem cuidado preserva seu valor, sua estética e, principalmente, seu som.
Na manutenção, como no áudio: menos intervenção, mais fidelidade.
Cabos
Como evitar a degradação de cabos, conectores e patchbays
Publicado
1 semana agoon
28/01/2026
Cuidados simples que evitam ruídos, falhas intermitentes e prejuízos no estúdio e na estrada.
Em estúdios, palcos e sistemas instalados, os cabos e conectores quase sempre são os primeiros a falhar — e os últimos a receber manutenção. Na prática, uma enorme parte dos problemas de ruído, perda de sinal e falhas intermitentes nasce exatamente aí: cabos cansados, conectores oxidados e patchbays mal cuidados.
A boa notícia: a maioria desses problemas pode ser evitada com procedimentos simples e rotina básica de manutenção.
Vida útil: cabos balanceados vs. desbalanceados
Nem todos os cabos envelhecem da mesma forma.
- Cabos balanceados (XLR, TRS balanceado) têm maior imunidade a ruído e costumam resistir melhor ao tempo, desde que bem construídos e bem tratados.
- Cabos desbalanceados (TS, RCA) são mais sensíveis a interferência e ao desgaste da blindagem. Em ambientes de uso intenso, sua vida útil costuma ser menor.
O que mais desgasta cabos:
- Dobras sempre no mesmo ponto
- Tração pelo conector
- Enrolamento incorreto
- Umidade, suor e poeira
Sinais claros de oxidação e fadiga
Alguns sintomas típicos:
- Estalos ao mexer no cabo
- Queda intermitente de sinal
- Mudanças de nível ou timbre sem explicação
- Conectores opacos, esverdeados ou com resíduos
Em patchbays, a oxidação interna costuma aparecer como:
- Canais que falham só em determinadas posições
- Contatos que “voltam” quando o patch é movimentado
Nesses casos, limpeza preventiva com produto específico para contatos costuma resolver — e prolongar bastante a vida útil do sistema.
Como enrolar corretamente (e por que isso muda tudo)
O método correto é o over-under (sobre–baixo), padrão em touring profissional.
Vantagens:
- Evita torção interna do condutor
- Reduz estresse mecânico no cobre e na malha
- Faz o cabo “cair reto” ao desenrolar
- Aumenta significativamente a vida útil
Enrolar sempre “girando para o mesmo lado” cria memória mecânica e, com o tempo, rompe o condutor por dentro, mesmo que o cabo pareça perfeito por fora.
Patchbay: o coração — e o ponto mais crítico
Em muitos estúdios, o patchbay é: “O coração do sistema e, muitas vezes, a maior fonte de problemas.”
Boas práticas:
- Exercitar os pontos de conexão periodicamente
- Limpar contatos uma ou duas vezes por ano
- Identificar tudo claramente
- Evitar cabos de baixa qualidade em rotas críticas
Um patchbay mal cuidado pode comprometer todo o sistema, mesmo com equipamentos de alto nível.
Soluções práticas para estúdio e estrada
No estúdio:
- Inventário e rodízio de cabos
- Testes periódicos com multímetro ou testador
- Limpeza preventiva anual
- Substituição imediata de cabos suspeitos
Na estrada e em eventos:
- Separar cabos por tipo e comprimento
- Usar bags ou cases ventilados
- Etiquetar tudo
- Nunca guardar cabos úmidos ou sujos
Infraestrutura invisível — mas crítica
Num mercado cada vez mais exigente em confiabilidade, cabos, conectores e patchbays deixaram de ser acessórios. Eles fazem parte da infraestrutura crítica do áudio.
Comprar bons cabos é importante. Cuidar bem deles é o que realmente protege o investimento. Que cuidados você toma?
Músico
Como preparar o equipamento para sessões longas de gravação
Publicado
3 semanas agoon
13/01/2026
Quando você sabe que vem por aí uma sessão longa — seja em estúdio, ao vivo ou em um fluxo híbrido — a chave não é apenas o músico ou o engenheiro estarem prontos: o equipamento também precisa do seu próprio “pré-show”.
Prepará-lo corretamente ajuda a evitar falhas, ruídos inesperados, perda de dados e até danos custosos. A seguir, um guia prático para deixar tudo estável antes de apertar o “rec”.
- Aquecimento das válvulas: a partida suave que evita dores de cabeça
Equipamentos valvulados — amplificadores, pré-amplificadores, compressores e alguns microfones — apresentam melhor desempenho após alguns minutos de aquecimento. Ligar e começar a gravar imediatamente pode provocar variações de timbre ou o surgimento de ruídos de fundo.
Recomendações rápidas:
- Ligue os equipamentos valvulados 10 a 20 minutos antes de gravar.
- Evite ciclos repetidos de liga/desliga; prefira períodos de uso longos e estáveis.
- Verifique se há cheiro estranho ou pequenos estalos em válvulas antigas — sinais de que podem precisar de substituição.
Esse cuidado simples garante um som mais estável, consistente e previsível ao longo da sessão.
- Testes de ruído: melhor identificar problemas antes do take perfeito
Quanto maior o tempo de gravação, maiores as chances de surgirem ruídos de aterramento, interferências, ventiladores, cabos desgastados ou fontes externas. Uma checagem rápida pode salvar o dia.
Checklist essencial:
- Verifique os ganhos e procure picos anormais nos pré-amplificadores.
- Ouça com fones se há hum de 50/60 Hz, zumbidos ou cliques.
- Organize e fixe cabos para evitar movimentos ou atritos.
- Confira ruídos de ar-condicionado, computadores e racks.
- Faça uma gravação-teste de um minuto e reproduza — alguns ruídos só aparecem na captura.
Detectar um problema antes evita retrabalho e ajuda a preservar o momento criativo.
- Backup de configurações em DSPs e pedaleiras: seguro contra imprevistos
Equipamentos digitais — DSPs, pedaleiras multiefeito, modeladores, mesas e processadores — dependem de presets e configurações que podem se perder por falhas elétricas, erros de firmware ou ajustes acidentais.
Antes de sessões longas:
- Faça sempre backup.
- Exporte presets e cenas para USB ou nuvem, quando disponível.
- Em sistemas como Helix, Quad Cortex, Headrush, Axe-FX ou Kemper, salve uma cópia completa da sessão ou projeto.
- Em DSPs de estúdio ou sala, preserve o arquivo do projeto antes de qualquer alteração.
Leva poucos minutos e pode evitar horas de reconstrução.
- Gestão de energia e proteção contra picos: o inimigo silencioso
Em sessões longas, o risco não está apenas no cansaço, mas também na instabilidade da rede elétrica. Uma alimentação inadequada pode gerar ruídos, perda de presets e até danos permanentes ao equipamento.
Boas práticas:
- Use reguladores de tensão ou power conditioners confiáveis.
- Instale protetores contra surtos em racks e pedaleiras.
- Sempre que possível, utilize um UPS (no-break) para evitar desligamentos repentinos.
- Não conecte equipamentos sensíveis no mesmo circuito de cafeteiras, iluminação ou ferramentas elétricas.
Com energia estável, o equipamento dura mais e a sessão flui sem interrupções.
Uma sessão longa de gravação não é apenas uma questão de resistência, mas de prevenção. Aquecer válvulas, checar ruídos, fazer backup de configurações e proteger a energia cria um ambiente confiável para que músicos, técnicos e engenheiros se concentrem no que realmente importa: capturar uma performance memorável.
Áudio
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