Setup de equipamentos dos Rolling Stones
Publicado
10 anos agoon
Setup de equipamentos dos Rolling Stones: os instrumentos e equipamentos usados pela lendária banda britânica de rock The Rolling Stones
Composta atualmente por Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood, a icônica banda, pertencente ao Rock and Roll Hall of Fame desde 1989, tem vencido o passo do tempo e se mantido vigente até agora, atraindo cada vez mais novas gerações de seguidores.
Confira os setup de equipamentos dos Rolling Stones
Mick Jagger: voz e guitarra
Microfones: Se falamos de microfones, a Shure sempre destaca sua popularidade. No caso de Mick, temos como referência que ele tenha usado o microfone vocal SM58 (SM é um acrônimo de Studio Mic), funcional tanto ao vivo como no estúdio, conhecido pela sua construção robusta, feedback e seu manejo da resistência ao ruído, além do microfone vocal SM7B, usado como microfone vocal ou para as harmonias. De igual forma, o Reslo RV Ribbon Microphone e o microfone condensador C-12 da AKG têm sido usados por Jagger.
Guitarra: Nesta lista encontramos a Hummingbird Acoustic-Electric Guitar da Gibson e três guitarras mais por parte da Fender: uma Stratocaster, uma Jaguar e outra Telecaster.
Keith Richards: guitarra principal
Guitarras: Quando tinha cerca de 15 anos, sua mãe lhe deu sua primeira guitarra, a qual aprenderia a tocar seguindo o ritmo de Billie Holiday, Louis Armstrong e Elvis Presley. Diz-se que Richards possui aproximadamente 3 mil guitarras em sua coleção privada. Por parte da Gibson, destacam-se a ES-355, que foi usada por Keith em cada turnê da banda desde 1997 — em 2006 ele mostrou uma ES-345 branca; as Les Paul Juniors, que tem usado tanto single como double-cutaway desde 1973, tocando frequentemente uma TV-yellow couble-cutaway apelidada “Dice”, a qual usa desde 1979, e a Hummingbird desde fins dos anos
60. Outra das mais destacadas e uma das guitarras principais no palco é a Fender Telecaster de 1953, apelidada “Micawber” por uma personagem da novela David Copperfield, de Charles Dickens, a qual conta com cinco cordas de afinação aberta — G (-GDGBD). O pickup do braço tem sido substituído por um PAF humbucking da Gibson e o outro da ponte por um lap steel da Fender. A “Micawber” é usada geralmente para tocar “Brown Sugar”, “Before They Make Me Run” e “Honky Tonk Women”. Outras Telecaster usadas no palco são uma de 1954 que tinha dois apelidos – “Malcolm” e “Number 2” -; uma Custom de 1967 e outra de 1975 que reapareceu na cena em 2005.
Amplificadores e efeitos: Desde os anos 90, Richards tem usado uma variedade de “tweed” Twins da Fender no palco. Para efeitos, embora através dos anos tenha usado desde o Gibson Maestro fuzzbox até um wah-wah e phaser, ele se inclina por combinar “o amplificador correto com a guitarra correta” para alcançar o som que deseja.
Ronnie Wood: guitarra e baixo
Wood na maioria das vezes toca sua Sunburst Fender Stratocaster de 1955 e 1956 durante as sessões no estúdio e ao vivo, e uma Gibson J-200 durante os sets acústicos. Também usa uma Firebird da Gibson, seu modelo signature Duesenberg, uma gama de guitarras Versoul, incluindo seu modelo custom shop, e seu modelo signature da ESP, baseado na sua Fender Telecaster de 1958.
Amplificadores e efeitos: Ronnie usa amplificadores Princeton da Fender e Mesa Boogie, além de pedais de efeitos da Boss.
Charlie Watts: bateria
Quando Charlie tinha cerca de 13 anos começou a interessar-se pela bateria. Em 1955, seus pais lhe deram de presente seu primeiro drum kit, que praticava enquanto ouvia sua coleção de álbuns de jazz. Watts toca as baterias da Gretsch, usando uma 1957 rund badge de madeira de maple natural. Também conta com um prato Zildjian Swish Knocker e um thin crash que a Zildjian lhe deu. Seu ride é um 18” UFiP flat ride. Com respeito às baquetas, Charlie usa seu modelo de série signature da Vic Firth, Charlie Watts (SCW), que se caracteriza por uma ponta ovalada alongada para os sons de pratos dark.
Instrumentos Musicais
Korg apresenta phase8, um sintetizador acústico baseado em vibração real
Publicado
8 horas agoon
04/03/2026
O novo instrumento combina ressonadores físicos e controle eletrônico para uma experiência sonora mais expressiva e tátil.
A Korg anunciou o phase8, um sintetizador acústico de oito vozes que propõe uma abordagem pouco comum: gerar som por meio de vibração física real, e não apenas processamento digital.
O instrumento utiliza ressonadores de aço ativados eletromecanicamente, criando um comportamento sonoro mais próximo de um instrumento acústico do que de um sintetizador tradicional.
Som que pode ser tocado
O phase8 permite interação direta com o som. Os músicos podem golpear, pressionar ou tocar levemente os ressonadores para modificar a resposta sonora em tempo real, introduzindo variações naturais difíceis de reproduzir apenas com software.
O sistema inclui 13 ressonadores afinados cromaticamente — sendo oito utilizáveis simultaneamente — que podem ser trocados para adaptar a afinação e o caráter tonal do instrumento.
Um controle chamado AIR regula o quanto a interação física influencia o resultado final, reforçando a sensação de um instrumento “vivo”.
Pensado para performance e criação sonora
Mais do que um sintetizador convencional, o phase8 foi desenvolvido para aplicações como:
- performances eletrônicas ao vivo
- sound design experimental
- produção híbrida acústico-digital
- estúdios criativos em busca de novas texturas sonoras
A proposta acompanha uma tendência crescente entre músicos que buscam recuperar a interação física dentro de ambientes eletrônicos cada vez mais digitais.
Integração com setups atuais
O instrumento inclui sequenciador interno e conectividade completa:
- MIDI e USB-MIDI
- sincronização Sync
- controle CV para sistemas modulares
Isso permite integração direta com estúdios, rigs de palco e configurações analógicas.
Eletrônica com comportamento acústico
O phase8 representa uma abordagem híbrida no design de instrumentos ao combinar precisão eletrônica com resposta física real. Em vez de simular o comportamento acústico, o sistema produz som por vibração tangível, abrindo novas possibilidades expressivas para músicos e criadores.
ISE
ISE cria fundação para impulsionar formação, inovação e impacto social no setor AV
Publicado
8 horas agoon
04/03/2026
Nova iniciativa amplia a atuação do evento além da feira anual e aposta no desenvolvimento profissional e tecnológico da indústria audiovisual.
A Integrated Systems Europe (ISE) anunciou a criação da ISE Foundation, uma nova iniciativa voltada a fortalecer o ecossistema audiovisual e de integração de sistemas por meio de programas contínuos de formação profissional, apoio à inovação e projetos de impacto social.
Lançada durante a edição 2026 do evento, sob o lema “Powering On, Together”, a fundação nasce em parceria com as entidades AVIXA e CEDIA, além do apoio institucional da Prefeitura de Barcelona e do Governo da Catalunha. O objetivo é ampliar a contribuição da ISE para o setor ao longo de todo o ano — e não apenas durante os dias de feira.
Formação profissional como prioridade
Um dos principais focos da iniciativa é enfrentar a escassez de profissionais qualificados no setor AV, desafio apontado por fabricantes, integradores e prestadores de serviço em diversos mercados.
Entre as ações previstas está o programa Training the Trainers, que capacita educadores com competências alinhadas às demandas reais da indústria, utilizando conteúdos desenvolvidos por AVIXA e CEDIA. Após um projeto piloto realizado na Catalunha em 2025, a expectativa é expandir o programa para até 150 instituições de ensino.
A fundação também planeja iniciativas como AV Career Days e novos caminhos de formação técnica profissional a partir de 2027, criando uma ponte mais direta entre educação e empregabilidade no setor audiovisual.

Apoio contínuo a startups e inovação
Outro eixo estratégico da ISE Foundation é o incentivo à inovação. A iniciativa dá continuidade ao trabalho iniciado pelo Innovation Park, área que reuniu 130 startups durante a ISE 2026.
A proposta agora é oferecer acompanhamento após o evento, incluindo mentoria, conexão com investidores e acesso a redes internacionais do setor. A intenção é ajudar empresas emergentes a transformar protótipos em soluções comercialmente viáveis.
Tecnologia com impacto social
A fundação também incorpora um pilar de responsabilidade social, buscando aplicar tecnologias audiovisuais em projetos ligados à saúde, educação e cultura.
Parcerias já estão sendo desenvolvidas com organizações como o Hospital Sant Joan de Déu, a Fundació Joan Miró e iniciativas culturais vinculadas à Casa Batlló, explorando o uso do AV para ampliar acessibilidade e experiências educacionais.
Segundo Mike Blackman, diretor-geral da Integrated Systems Events, a criação da fundação formaliza um compromisso de longo prazo com o setor e com a cidade anfitriã: “A ISE Foundation fortalece nossa conexão com a indústria e com Barcelona, criando um legado duradouro baseado em inovação, desenvolvimento de talentos e colaboração.”
Uma ISE além da feira
Com a nova estrutura, a ISE passa a atuar não apenas como ponto de encontro anual do mercado, mas também como plataforma permanente de desenvolvimento profissional e tecnológico.
Mais detalhes sobre governança e cronograma dos programas deverão ser divulgados nos próximos meses, à medida que a fundação avança para sua fase operacional.
Equipamento para DJs
Música eletrônica passa a ser reconhecida como patrimônio cultural em São Paulo
Publicado
1 dia agoon
03/03/2026
Reconhecimento fortalece mercado, legitima a atuação de DJs e pode abrir caminho para inclusão em políticas públicas de incentivo.
O recente reconhecimento da música eletrônica como patrimônio cultural do Estado de São Paulo através da Lei nº 18.400/26 marca um novo capítulo para o setor no Brasil. Mais do que um gesto simbólico, a medida é vista por profissionais da área como um passo em direção à consolidação institucional e econômica de um segmento que movimenta eventos, festivais, turismo e produção cultural.
Para Taty Aguiar, DJ e empresária do setor, criadora do E-LAB Instituto, o mercado recebeu a notícia com entusiasmo. “Isto traz mais profissionalização e mais pessoas interessadas na música e em fazer música”, afirma.
De nicho a indústria estruturada
Nas últimas duas décadas, a música eletrônica deixou de ser restrita a clubes noturnos para ocupar múltiplos espaços.
Segundo Taty, o DJ ampliou sua atuação. “Não só em boates, mas em ambientes corporativos, em grandes shows, no cinema. Viraram parceiros em outros eventos, como no Carnaval e em projetos com outros ritmos musicais. A música se comunica e se integra em outros contextos.”
Essa transversalidade ajudou a consolidar o setor como parte relevante da cadeia produtiva da música, envolvendo produtores, técnicos de áudio, empresas de iluminação, marcas de equipamentos e estruturas de grande porte.

Impacto no mercado
O reconhecimento cultural tende a gerar três efeitos principais:
- Maior legitimidade institucional para o segmento
- Estímulo à formação profissional
- Fortalecimento da percepção pública sobre a atividade
Além disso, o enquadramento como patrimônio cultural pode abrir discussão sobre inclusão em políticas de fomento. “A lei de incentivos tem que incluir também”, defende Taty Aguiar.
A inclusão formal da música eletrônica em mecanismos de incentivo pode ampliar acesso a editais, financiamentos e programas culturais, equiparando o segmento a outras expressões já consolidadas.
Profissionalização em expansão
O perfil do DJ também mudou. Hoje, além da performance, o profissional atua como produtor musical, curador artístico e, muitas vezes, empreendedor.
Com maior reconhecimento institucional, a tendência é de aumento na oferta de cursos, formação técnica e estruturação empresarial do setor.
Um movimento cultural e econômico
A música eletrônica movimenta festivais, turismo, tecnologia, produção audiovisual e marcas globais. O reconhecimento como patrimônio cultural formaliza um fenômeno que já vinha se consolidando economicamente.
O próximo passo, segundo profissionais do setor, será garantir que esse reconhecimento se traduza em políticas públicas concretas e oportunidades reais de desenvolvimento.
Áudio
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