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Reabertura do mercado de entretenimento no Brasil
Publicado
6 anos agoon
Por
Gabriel Benarrós
Reabertura do mercado de entretenimento no Brasil. Entretenimento em vias de reativação? Veja o que está acontecendo em todo o mundo e analise o que poderia ser feito aqui
Entretenimento, assim como turismo e hospedagem, são os segmentos mais brutalmente afetados pelo COVID19. Recentemente, a Eventbrite, uma das maiores empresas no segmento de tickets no mundo, demitiu 45% da empresa pessoas e fechou sua operação no Brasil. A empresa tinha aberto capital na bolsa (IPO) em Setembro de 2018 ao preço de US$34 por ação (atualmente negociados em $8.56).
A empresa é só um exemplo do enorme dano que o mercado de entretenimento vem sofrendo. Segundo a Wired UK, houver uma redução de 85% em novas reservas no AirBnB durante o período referido pela revista como o “apocalipse” da empresa. No Brasil não foi diferente. Eu vi de perto o impacto sofrido por empresas dos mesmos segmentos. Segundo a FIPE, “atividades artísticas, criativas e espetáculos” estão entre os 5 ramos mais afetados pelo COVID (Secretaria de Cultura e Economia Criativa).
Entretenimento ao vivo não só é o primeiro mercado a ser afetado pelo lockdown, é também o último a voltar à normalidade. No final de Março, quando a China já caminhava para a reabertura, o volume de passagens de metrô e tráfego de automóveis, já correspondiam a 50% e 90%, respectivamente, do volume histórico. Enquanto isso, as bilheterias de cinema mostravam quase nenhuma recuperação.
Para tornar a coisa ainda mais complicada, novos surtos de contágio são esperados, uma vez que começarmos a relaxar as restrições, como foi o caso em várias outras epidemias como MERS ou Gripe Espanhola.
Muitos especulam que essa segunda onda pode ser ainda mais tóxica para a indústria de entretenimento ao vivo. “O retorno desse novo coronavírus é a sombra que paira sobre o futuro dos esportes, shows e todos os eventos em massa” (Wall Street Journal, 17/Abr). Nos USA, essa segunda onda acertaria o país em Setembro, justamente no início da temporada de futebol americano. Scott Gottlieb, o antigo “Food and Drug Administration Commissioner”, coloca aglomerações em massa no final da fila no seu plano de retomada. Os estádios repletos de fãs estão condicionados a um outono sem novos picos e a um robusto sistema de testes e rastreamento para identificar e isolar novos casos.
E a tão esperada vacina? Para ser franco, a vacina pode estar muito mais distante do que gostaríamos de acreditar. Gottlieb afirma que devemos assumir que “a vacina pode demorar 2 anos” (14/Abr). Já o segundo o Vice-Presidente de Taiwan, estima a chegada de uma vacina em um ano e meio. Antes disso, “vamos precisar manter medidas de distanciamento social em um estado de semi-normalidade” diz o Vice-Presidente e também epidemiologista com doutorado na Johns Hopkins University (18/Abr). Bill Gates, que tem tido notório envolvimento com a crise, também fala de um período de, no mínimo, 18 meses. Anthony Fauci, Diretor do National Institute of Allergy and Infectious Diseases, estima que talvez consigamos reduzir o prazo para mais próximo de um ano, mas afirma que não quer “prometer demais” (15/Abr). Previsões otimistas, como a de Ursula von der Leyen — Presidente da European Commission — que defendeu que poderíamos ter uma vacina antes do outono (17/Abr), são exceção à regra entre as autoridades em saúde pública.
A retomada do mercado de entretenimento em outros países
É difícil imaginar uma retomada de eventos nas circunstâncias atuais, porém seria ingênuo duvidar da capacidade humana de adaptação ou da criatividade dos empreendedores em entretenimento ao redor do mundo. Nesse sentido, podemos nos beneficiar da experiência dos países que estão à nossa frente na cronologia da pandemia. Nesses, já podemos observar o retorno dos eventos em uma “nova normalidade.”

Casas noturnas em Shanghai, como a “44KW” e “Elevator”, estiveram entre as primeiras a reabrir em 12 e 20 de Março, respectivamente. A abertura de casas, mesmo com público reduzido, mostra um avanço importante na retomada do mundo do entretenimento. A China havia atingido seu pico em Janeiro.
“Foi emocionante e surreal, não só ver os amigos novamente depois de tanto tempo, mas também ouvir a música no sistema de som e dançar juntos” reporta Kristen Ng, que toca como DJ na cidade de Chengdu para o Resident Advisor, que já anuncia uma lista de atrações concentradas em Beijing, Chengdu e Shanghai.
Com os primeiros sinais de retorno, uma das perguntas que surgem com mais freqüência é “qual a nossa previsão de retorno”? Embora seja impossível estimar uma data com confiança, podemos analisar as diversas previsões de outros países. Baseado nos anúncios de diversos governos e em colaboração com a Ingresso Certo, produzimos a análise abaixo. Na coluna “Lockdown” temos o tempo em que cada país ficou sob lockdown total ou parcial. A coluna seguinte, “LD + Eventos”, mostra a quantidade de dias adicionais após o lockdown durante os quais o respectivo país planeja ficar sem eventos de massa.

Por exemplo, a Alemanha ficou em lockdown por 41 dias e planeja retomar grandes eventos em 4 meses com os primeiros grandes shows em setembro. Eu também “plotei” as reaberturas anunciadas dos diferentes tipos de eventos conforme estes vêm sendo anunciados. No exemplo, museus alemães reabrem esta semana. Pela análise, observamos que a média global para o retorno de eventos de massa é de 84 dias a partir do relaxamento do lockdown. Além disso, existe consenso sobre diferenças de risco entre eventos: por exemplo, museus, exposições e eventos ao ar livre apresentam menor risco do que grandes shows.
Coreia do Sul: A “quarentena do dia-a-dia”
Estudar casos específicos em outros países também pode nos dar muitos insights sobre a nossa própria retomada. A Coreia do Sul conteve a epidemia de forma magistral através de uma combinação de testes em massa e medidas de distanciamento social. Os sul-coreanos conseguiram inclusive conduzir suas eleições legislativas em meio à pandemia com número recorde de votantes.

Restaurantes e bares passaram a adotar a distância de 2 metros entre mesas, com cadeiras intercaladas ou em zig-zag. Karaokês passaram a adotar “capas” nos microfones e, seguindo recomendações do governo, estabelecimentos passaram a ter um quarantine manager para supervisionar os protocolos de reabertura e saúde. Para eventos de esporte, o governo pede aos torcedores que evitem gritar (por conta do risco de contaminação por saliva), abraçar e fazer “high-fives” e baixou um decreto específico contra cuspir em estádios. Sessões de autógrafo também são desencorajadas. A liga de baseball se prepara para retornar no dia 5 de Maio.
Alguns países nórdicos instituíram “shows drive-in” como forma de driblar o coronavírus. O cantor dinamarquês Mads Langer recentemente vendeu 500 ingressos em alguns minutos para show na cidade de Aarhus, Dinamarca— anunciado apenas 6 dias antes do show.

No geral, interações sociais como um todo estão sendo repensadas. Este tipo de mudança representa um impacto enorme em países como o Brasil, onde temos a cultura de beijar no rosto pessoas que acabamos de conhecer. Os sul-coreanos, que já se reprogramaram para se apresentarem a 2 metros de distância, criaram um nome para esta nova etiqueta: a “quarentena do dia-a-dia”.
China: A Carteira de Imunidade
Outra iniciativa que vem recebendo muita atenção é a ideia de uma “carteira de imunidade”. Na América do Sul, a ideia foi anunciada pelo Presidente Piñera do Chile, em 24 de Abril: “Este plano vai incluir novas ferramentas que nos fornecem a ciência e a tecnología. Por exemplo, a implementação de um plano em massa de testes rápidos de anticorpos, para poder entregar a Carteirinha COVID-19 a todos aqueles que reunam os requisitos.” A Alemanha também aderiu ideia e Fauci declarou que os EUA estão considerando. A ideia de “prover aqueles que já foram testados com uma identidade médica que poderia ser verificada por empresas, escolas e agências públicas” também é mencionada no plano Roadmap to Pandemic Resilience do Safra Center de Harvard.
No entanto, o país que utilizou mais amplamente este recurso foi a China, onde clubes já “escaneiam” QRCodes dos convidados na entrada indicando seu status de saúde. Para receber o status, os Chineses precisaram baixar um aplicativo que contém um algoritmo que avalia o status de saúde de cada cidadão e que está integrado aos principais apps da China (das companhias Alibaba Group, Tencent Holdings e Baidu). Praticamente todo chinês tem esses aplicativos no smartphone — mais ou menos como é com o WhatsApp no Brasil. Os aplicativos funcionam de forma diferente dependendo da cidade e província e pedem informações dos usuários para complementar a análise. Algumas das perguntas são invasivas para padrões ocidentais, incluindo o histórico de viagens e identificação de pessoas conhecidas diagnosticadas com o vírus — você acha que no Brasil as pessoas reportariam um conhecido?
Ao entrar no metrô, fazer check-in em um hotel ou entrar em uma casa noturna, o usuário precisa mostrar o status de saúde com a esperança de receber o código verde. O código vermelho indica que a pessoa está infectada. Amarelo indica que a pessoa está potencialmente infectada — ela pode ter tido, por exemplo, contato com alguém infectado e não terminou a sua quarentena de duas semanas em casa. Vermelho, that’s bad news.
O Chimelong Paradise em Guangzhou — o maior parque de atrações da China com capacidade para 50 mil convidados e área de 60 hectares — passou a aceitar convidados no dia 30 de Abril desde que apresentassem o código de saúde verde.

O cartão de imunidade não é livre de controvérsias. A OMS se pronunciou afirmando que não é 100% comprovado que todos os infectados necessariamente desenvolvam anticorpos. Outra objeção levantada é que o cartão pode gerar desconforto social, criando preconceito entre imunizados e não imunizados. Finalmente, conforme apontado em relatório da Goldman Sachs, países do Ocidente não possuem a unificação política e tecnológica Chinesa que permite implementar uma solução padronizada em tempo recorde com acesso quase irrestrito a informações individuais.
A comunidade científica, no entanto, pende cada vez mais para a conclusão de que, em praticamente, todos os casos, uma pessoa que foi imunizada, não pode contrair novamente o vírus. “O risco de ser infectado mais de uma vez com SARS-CoV-2 é nulo”, segundo o epidemiologista Gregory Gray da Duke University. Além do mais, o cartão de imunidade não precisa ser utilizado em 100% dos eventos ou ter absoluta efetividade. Basta que ele seja eficaz o suficiente. Este tipo de argumento seria equivalente a dizer que você prefere não ter detectores de metal nos aeroportos porque eles funcionam “apenas” 90% das vezes. Em conjunto com outras medidas de segurança, esta pode ter um efeito prático importante na retomada dos eventos.
Retomada no País do Carnaval
O Brasil mostra diferenças importantes em relação a países como a Coreia do Sul e China.
Precisamos pensar em soluções que levem em conta nossa limitação em termos de testes de massa, nossas normas sociais de privacidade, liberdades individuais e a cultura brasileira.
Abaixo compartilho algumas lições importantes que a nossa equipe identificou que têm se saindo particularmente bem na luta contra o COVID e que são aplicáveis ao Brasil no curto prazo. Não falarei de medidas gerais de higiene aplicáveis a todas as indústrias — estas já estão amplamente documentadas (aqui você pode encontrar as diretrizes gerais da OMS). Destacarei, orientações práticas e específicas para o mercado de entretenimento.
Alemanha: A ordem de retomada do setor de eventos
Um primeiro consenso que surge é que existe uma ordem lógica de retomada. Analisando o comportamento ao redor do mundo, museus, parques e exposições são os primeiros a reabrir. A Alemanha já se prepara para abrir o Museu Barberini em Potsdam no dia 6 de Maio. Além das máscaras e protocolos de higiene, o museu operará sem os guias de áudio analógicos e com vidros plexiglass nas bilheterias.
“Ingressos de papel também são coisa do passado”, diz Dorothee Entrupp, coordenadora da reabertura dos museus. Tanto guias de áudio como ingressos ficam agora disponíveis online.
Baseado no “perfil de risco” de cada evento é possível prever uma ordem de reabertura. Recomendo avaliar 2 eixos na análise, o potencial de contágio de um evento e o número de pessoas no evento.
O potencial de contágio de um evento é proporcional à quantidade de pontos de contato entre as pessoas no evento, que possam gerar transmissão. Eventos ao ar livre ou com circulação de ar de qualidade, são menos arriscados. Nesse sentido, museus, exposições e parques temáticos permitem contato controlado através de novas rotinas de circulação de pessoas. No museu Barberini, por exemplo, visitantes são guiados em um caminho circular de forma que jamais cruzem uns aos outros (Deutsche Welle). Está lógica de circulação de pessoas pode ser aplicada em São Paulo em museus como o MIS, MASP e na Pinacoteca (onde pode-se, por exemplo, manter apenas uma porta aberta para circulação unidirecional).
Acreditamos que é possível reabrir museus no curto prazo, criando um momento muito marcante para a cultura no nosso país, onde estes se tornariam, por um período de tempo, a principal opção de entretenimento do brasileiro.
Singapura: Controle de Fluxo de Pessoas
Controle de fluxo de pessoas será um dos pontos chave na retomada. No dia 27 de Abril, a IAAPA (Asia-Pacific Global Association for the Attractions) publicou uma série de diretrizes voltadas à retomada em parques de atrações. Além das diretrizes gerais de higiene e digitalização de processos, a associação inclui uma autodeclaração de imunidade e orientações estritas sobre o número de pessoas por período de tempo. A American Alliance of Museums adotou uma estratégia de ingressos que “expiram” após certo tempo. Desta forma, os convidados têm um período definido de tempo durante o qual podem ficar no museu. Além do “one-way-flow”, a AAM também postula que o museu deve ter, no máximo, duas entradas e eliminar a circulação por espaços apertados. Os alemães limitaram a densidade de pessoas a 1 pessoa por 15 m² em Brandenburg.
Singapura adotou um cuidado especial com sinalização (American Alliance of Museums) em filas, mesas, quiosques e todos os ambientes nas exposições. Até os convidados se acostumarem com as novas medidas de distanciamento social, praticamente todo o fluxo de pessoas deve ser marcado.

Califórnia: Nova Lógica para Assentos Marcados
Estes fluxos são especialmente importantes em eventos com assentos marcados. O governo do estado da Califórnia suspendeu temporariamente a marcação de assentos online (CDPH Guidance for the Prevention of COVID-19 Transmission, Março, 2020), exigindo que os convidados sentem a, no mínimo, 1,8 metros (6 ft.) de distância um do outro, intercalando cadeiras. A figura do usher — aquele moço que antigamente nos mostrava onde sentar no cinema com uma lanterna — retorna na época do COVID para guiar os convidados.

Outra forma de abordar o problema é criar marcações definidas de distância, porém esta estratégia tem a desvantagem de separar membros da mesma família.

Após digerir diversos guias, acreditamos que o retorno do mercado de eventos está baseado em 4 variáveis: (1) avaliação de risco por tipo de evento; (2) timing de reabertura de cada segmento; (3) protocolos de retorno por tipo de evento — os quais eu resumo abaixo — e, por fim, (4) nossos ciclos de aprendizado com cada evento que ocorrer.
Os protocolos podem ser resumidos em 3 passos conforme a imagem abaixo e reiteramos a sugestão da Apresenta Rio (Associação da Indústria do Entretenimento), para que eventos que cumpram todas as exigências recebam um selo “COVID-0” (“leia-se COVID-ZERO”).

Ciclos de aprendizado
Por fim, gostaria de levantar um ponto que vem sendo deixado de lado na discussão. Muito debate vem acontecendo sobre quando reabriremos o mercado em geral quando provavelmente deveríamos estar muito mais focados em entender o impacto dos eventos no nosso sistema de saúde.
Em outras palavras, nosso foco deveria estar voltado não só em estabelecer um calendário de relaxamento, mas em utilizar tecnologia para entender o impacto de cada tipo de evento no grupo de convidados. Este acompanhamento pode ser feito através dos aplicativos utilizados para acesso em eventos com consentimento dos usuários. Por exemplo, um grupo de usuários interessados em participar de um evento, pode concordar em passar feedback não só sobre seu status de saúde, mas também sobre as condições gerais do evento. Dessa forma, com a ajuda do público, podemos entender qual o nível de risco que cada evento apresenta. Se após, por exemplo, duas semanas, nenhum convidado reportar problemas de saúde, podemos relaxar progressivamente a retomada.

Naturalmente, não será possível estabelecer causalidade, ou seja, saber se o convidado foi infectado por conta de más condições de higiene no evento ou por outro motivo não relacionado. Porém, será possível identificar correlações importantes.
Como, por exemplo, a porcentagem dos convidados em eventos com cadeiras intercaladas que apresentaram sintomas, ou medir a efetividade estatística de carteiras de imunidade em eventos.
Comparando esses resultados com as taxas “de controle”, ou seja, com a taxa de contágio média, é possível concluir, com enorme precisão estatística, qual impacto eventos ao vivo realmente apresentam no alastramento do vírus. De outra forma, estamos “navegando no escuro” e conduzimos nossa retomada baseada no “bom senso”. Isso precisa acabar o quanto antes, para dar espaço à certeza científica, principalmente se pretendemos congelar uma indústria inteira durante vários meses seguidos.
Na nossa matriz de risco (público x potencial de contágio), seria sensível incluir um terceiro eixo: a vulnerabilidade econômica. Em outras palavras, quanto mais vulnerável um segmento, mais rapidamente precisamos aprender a medir o impacto que ele realmente tem no nosso sistema de saúde. Depois de cerca de um mês de paralisação no Brasil, acredito que tenhamos identificado as diretrizes gerais — que espero ter conseguido resumir aqui. Agora, é hora de começarmos a tirar as nossas próprias conclusões, o mais rápido possível com objetivo de salvar um mercado que movimenta US$15 bilhões por ano no Brasil e emprega milhares de pessoas.
Esta matéria foi postada originalmente neste link.

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Eventos
ISE 2026: Connected Classroom retorna com foco no futuro da educação
Publicado
2 dias agoon
09/01/2026
Espaço interativo da ISE, patrocinado pela Logitech, volta a destacar tecnologias de aprendizagem com IA, VR/AR e colaboração, reforçando compromisso social com a educação global.
A Integrated Systems Europe (ISE) anunciou o retorno do Connected Classroom, powered by Logitech, para sua segunda edição na ISE 2026. Após uma estreia bem-sucedida em 2025, o espaço volta com um foco ampliado nas tecnologias que estão transformando a educação em escala global, combinando experiências imersivas, demonstrações práticas e impacto social concreto.
Localizado no Hall 2, o Connected Classroom ocupará uma área de 120 metros quadrados e será estruturado em quatro zonas interativas, cada uma voltada a diferentes necessidades educacionais. A proposta é apresentar, em um ambiente realista, como soluções audiovisuais integradas e ferramentas de colaboração podem apoiar o ensino presencial, híbrido e remoto.
Tecnologia aplicada ao ensino
Na ISE 2026, os visitantes poderão experimentar na prática o uso de tecnologias como inteligência artificial, gaming educacional, realidade virtual e aumentada, além de plataformas colaborativas. Entre as soluções em destaque estão o Rally Camera Streamline Kit e o Reach, da Logitech, voltados ao ensino com vídeo; o Mevo, para criação de conteúdo pelos alunos; e o MX Ink, direcionado a experiências imersivas em AR e VR.
O Connected Classroom demonstra como essas ferramentas podem simplificar a condução das aulas, viabilizar o ensino híbrido de forma fluida e estimular um aprendizado mais ativo e colaborativo, apoiado por mobiliário colaborativo, displays interativos e recursos de streaming.
Da indústria para a sala de aula
O projeto nasceu a partir de uma conversa entre Jason Whitcomb, fundador da Kinetic Culture, e o especialista em marketing de produto Jeff Boggess, sendo posteriormente desenvolvido pela ISE em parceria com a Logitech. Segundo Whitcomb, a iniciativa surgiu da intenção de gerar um impacto positivo que extrapolasse o ambiente da feira. “O Connected Classroom começou como uma conversa informal e se transformou em uma ponte entre a inovação da indústria e as salas de aula ao redor do mundo”, afirmou.
Patrocinadora principal pelo segundo ano consecutivo, a Logitech vê o espaço como uma plataforma de inovação e de entendimento das mudanças no setor educacional. Para Gaurav Bradoo, Head of Product & Portfolio da Logitech, a educação é uma das áreas de maior crescimento estratégico para a empresa, e o Connected Classroom permite acompanhar como os ambientes de aprendizagem estão evoluindo globalmente.
Legado e responsabilidade social
Além de apresentar inovações em EdTech, o Connected Classroom reforça o compromisso social da ISE. Uma parcela significativa dos equipamentos exibidos será doada à União Internacional de Telecomunicações (ITU) e ao projeto Giga, do UNICEF, que tem como objetivo conectar todas as salas de aula do mundo à internet. Após a ISE 2025, mais de 30 equipamentos da Logitech utilizados no espaço foram destinados ao Giga Connectivity Center.
Para Mike Blackman, diretor-geral da Integrated Systems Events, o projeto vai além da demonstração tecnológica. “O Connected Classroom representa um compromisso com a transformação social. Ao apoiar o programa Giga, ajudamos a garantir que crianças em todo o mundo tenham acesso às ferramentas necessárias para aprender e se desenvolver”, destacou.
Combinando experiência imersiva, tecnologia de ponta e responsabilidade social, o Connected Classroom se consolida como um dos destaques da ISE 2026.
Edição comemorativa dos 125 anos do evento terá cinco dias de conteúdos sobre negócios, IA, liderança, educação, áudio e tecnologia do entretenimento.
A NAMM (National Association of Music Merchants) anunciou a programação educacional completa do NAMM Show 2026, que contará com mais de 200 sessões voltadas às comunidades de membros da associação. O evento será realizado de 20 a 24 de janeiro de 2026 e marcará os 125 anos da NAMM, reunindo cinco dias de educação, shows ao vivo, eventos especiais, lançamentos de produtos e ativações de marcas.
A agenda tem início na terça-feira, 20 de janeiro, quando profissionais de todo o mundo — incluindo varejistas, distribuidores, compradores corporativos, artistas, influenciadores, educadores e imprensa especializada — se encontrarão ao redor de mais de 4.000 marcas expositoras. Os conteúdos abordam temas considerados estratégicos para o setor, como inovação em negócios, inteligência artificial, liderança, marketing, educação musical, tecnologia e produção de eventos ao vivo.
“O NAMM Show 2026 expandiu sua programação educacional com uma nova e robusta série de summits de meio período e período integral nos dois primeiros dias, além de sessões gratuitas ao longo de toda a semana”, afirmou John Mlynczak, presidente e CEO da NAMM. “Todos os anos, o NAMM Show entrega conteúdos relevantes e transformadores para ajudar a construir um futuro sólido para a indústria musical.”
Negócios, liderança e varejo
O Business Track, por meio do programa NAMM U, reunirá cerca de 50 sessões dedicadas ao desenvolvimento de negócios, com foco em inteligência artificial, liderança, marketing, experiência do cliente e estratégias para o varejo do futuro. Também entram em pauta temas como redes sociais, tarifas e programas de aulas.
Entre os destaques estão o NAMM Marketing Summit, o Retail Financial Summit e o encontro Women of NAMM: Leadership Amplified. As tradicionais NAMM U Breakfast Sessions também retornam, incluindo palestras sobre liderança em cenários de incerteza e uma apresentação do CEO da Guitar Center, Gabe Dapporto, sobre a evolução do varejo musical.
Produção de áudio e tecnologia musical
O Audio Production & Music Technology Track contará com mais de 65 sessões por meio dos programas TEC Tracks, A3E e Worship Musician Summit. A programação inclui o novo TEC Tracks Studio Summit, painéis sobre o futuro dos estúdios de gravação, o impacto da IA na criatividade, técnicas de mixagem, sincronização audiovisual e som ao vivo.
Entre as sessões em destaque estão Mixing a Hit: Andrew Scheps on Hozier’s “Too Sweet” e The Evolution of Sampling in the Age of AI. A Audinate também oferecerá três dias de treinamentos oficiais em Dante durante o evento.
Tecnologia do entretenimento e eventos ao vivo
O Entertainment Technology Track reúne mais de 25 sessões voltadas a profissionais de iluminação, design de produção, rigging, turnês e segurança de eventos. A agenda inclui o Entertainment Technology Summit, além de sessões gratuitas válidas para créditos ETCP, abordando temas como redes de iluminação, fluxos de trabalho, saúde mental em turnês e segurança em eventos ao vivo.
Educação, professores e estudantes
O Educator & College Student Track apresenta uma versão renovada do Music Education Experience, com sessões destinadas a professores de música, docentes universitários e orientadores educacionais. Os conteúdos conectam práticas em sala de aula com o mercado profissional, abordando temas como carreiras em musicoterapia, trilhas sonoras para cinema, TV e games, e aplicações do áudio no ensino.
Em parceria com a College Music Society, o programa GenNext oferecerá cerca de 20 sessões voltadas a estudantes universitários e jovens profissionais, com orientações sobre carreiras sustentáveis nas áreas de negócios, manufatura, performance, produção, tecnologia e educação musical.
Eventos oficiais do NAMM Show 2026
Além da programação educacional, o NAMM Show 2026 contará com uma série de eventos oficiais ao longo da semana:
- Quarta-feira: NAMM Global Media Day e NAMM Retail Awards
- Quinta-feira: Industry Insights, TEC Awards, Bass Magazine Awards e Yamaha Night of Worship
- Sexta-feira: She Rocks Awards e Yamaha All-Star Concert
- Sábado: Grand Rally for Music Education e Parnelli Awards
Com uma agenda ampliada e alinhada aos principais desafios e oportunidades do setor, o NAMM Show 2026 se consolida como um dos encontros mais abrangentes da indústria musical global. Mais informações estão disponíveis no site oficial da NAMM.
Eventos
Festival Sensacional! anuncia datas e primeiros nomes da 13ª edição
Publicado
5 dias agoon
06/01/2026
O Festival Sensacional!, um dos eventos mais queridos e influentes da cena musical brasileira, confirmou as datas de sua 13ª edição: 7 e 8 de agosto de 2026, no Parque Ecológico da Pampulha, em Belo Horizonte.
Os primeiros nomes anunciados para o line-up de sábado (8) são Pabllo Vittar e Gaby Amarantos, com ingressos já disponíveis pela plataforma Sympla.
Mantendo o formato tradicional, o festival abre na sexta-feira (7) com uma noite especial cuja programação será divulgada em breve, seguida de um sábado dedicado a uma maratona de shows. Após celebrar 15 anos de trajetória em 2025, o Sensacional! inicia um novo ciclo, reforçando seu papel como vitrine de clássicos e espaço de descoberta para novos artistas.
Pabllo Vittar e Gaby Amarantos: o novo pop tropical no palco
Com carreiras que atravessam fronteiras, Pabllo Vittar e Gaby Amarantos representam o vigor do pop tropical brasileiro. Suas obras misturam tecnobrega, forró, arrocha, funk e outras expressões culturais que conectam tradição e contemporaneidade.
Gaby, que teve sua obra reconhecida como Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará, chega ao festival após ganhar um Grammy Latino e apresentar o show de Rock Doido, inspirado na estética da aparelhagem e na cultura paraense. Pabllo Vittar, ícone global e primeira drag queen a conquistar um MTV Europe Music Awards, vive um momento de turnês esgotadas e lança um novo EP, ampliando sua presença na música pop.
“Faz tempo que queríamos a Gaby Amarantos e a Pabllo Vittar no Sensacional!. As duas já tinham participado como convidadas em 2020, mas nunca com um show completo. Agora chegam em fases muito fortes de suas carreiras”, afirma Matheus Rocha, diretor de produção e um dos curadores do festival.
Mais de 15 anos de história
Criado em 2010 sob o Viaduto Santa Tereza, o Sensacional! foi um dos protagonistas da retomada do Carnaval de Rua de Belo Horizonte. Ao longo dos anos, ocupou locais como o Parque Municipal, a Praça da Savassi e a Esplanada do Mineirão, consolidando-se como peça-chave na vida cultural da cidade.
Desde 2022, o festival se estabeleceu no Parque Ecológico da Pampulha, recebendo nomes históricos da música brasileira — como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Djavan — e artistas que renovam a cena contemporânea, entre eles BaianaSystem, Duquesa, Boogarins, Marina Sena e Ana Frango Elétrico.
Áudio
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