Iluminação
O foco da SGM no desenvolvimento de produtos LED
Melhores processos, estudo detalhado da tecnologia LED, novos produtos e tendências. Veja mais nesta entrevista.
Há anos, a empresa SGM concentra seu trabalho na produção de aparelhos de LED e o estudo dessa tecnologia permitiu ter produtos cada vez mais especializados para diferentes segmentos do mercado.

Ben Díaz
Ben Díaz, que anteriormente era responsável pelo mercado da América do Sul, agora é gerente de produto da SGM e conta vários detalhes interessantes nesta entrevista.
M&M: Quais tendências da SGM você percebe no desenvolvimento de aparelhos de iluminação?
Ben: Acho que o mercado de iluminação está se movendo cada vez mais para parâmetros tecnológicos, em vez de se concentrar exclusivamente nos efeitos ou na constante renovação de produtos. Migramos das perspectivas iniciais nos anos 1970, quando tudo era novo e cheio de possibilidades, para uma situação na qual a premissa fundamental é tornar nossa indústria sustentável, sólida, adaptável. É aí que a tecnologia de alto nível tem peso e onde a SGM quer estar. Acho que seja um momento realmente fascinante. Pela primeira vez na história, todos no mundo da iluminação estão percebendo a importância de fabricar aparelhos com tecnologias bem projetadas, preparados para as necessidades reais de um mercado em constante mudança. Sentimo-nos confortáveis nesse ambiente de inovação e detalhes.
M&M: Alguma coisa mudou na linha de produção da SGM nos últimos anos que você possa destacar?
Ben: Somos uma empresa bastante moderna nesse sentido, pois nosso sistema de produção é totalmente modular e nossos operadores são treinados para desenvolver múltiplas tarefas de acordo com as necessidades. A SGM ama o equilíbrio entre dedicação humana e precisão robótica. Investimos em máquinas de alta precisão para tarefas específicas de vedação e usamos cada vez mais a impressão 3D para prototipagem. Adicionamos mais máquinas de teste em nossos processos, porque estamos especialmente interessados em prever o que pode dar errado no futuro. Estudamos cada vez mais o comportamento dos LEDs e componentes que montamos em nossas luzes, e temos mais túneis de calibração nas linhas de montagem para reduzir tempos e garantir o perfeito funcionamento de nossos algoritmos na cor.
M&M: A empresa focou principalmente o uso da tecnologia LED. Quais foram os avanços ou mudanças nessa tecnologia nos últimos anos?

Empresa na Dinamarca
Ben: Para nós, o estudo do LED é fundamental, pois não produzimos nenhum outro tipo de fonte de luz. Passamos muito tempo pesquisando a incidência do calor no LED, bem como sua manipulação precisa. Estamos interessados em tornar o LED cada vez mais controlável e eficiente, e acreditamos que a chave está no gerenciamento térmico, na seleção baseada em parâmetros confiáveis e no desenvolvimento de software. Como avanço do próprio LED, gostaria de destacar o fato de que os LEDs brancos estão se tornando mais poderosos e mais confiáveis, e, portanto, mais interessantes.
M&M: A empresa continua fabricando tudo na Dinamarca ou tem dado passos em direção à China?
Ben: Continuamos a projetar e fabricar tudo na Dinamarca, sim. Mantemos todo o controle sobre peças e montagem, o que nos permite elevar continuamente os padrões, oferecer excelentes prazos de entrega sem reduzir os processos de qualidade e não depender de empresas externas. Eficiência e design funcional estão no DNA desse país. Há um grande senso de independência e isso permite que nossos funcionários ofereçam um desempenho enorme, além de um grande interesse em melhorar cada processo. Aprendemos com a nossa equipe todos os dias, pois os departamentos de produção e desenvolvimento estão intimamente relacionados. Todos esses fatores são muito valiosos para a SGM e dependem de que os produtos sejam projetados e construídos no mesmo local.
M&M: Que produtos da SGM são os mais vendidos no mundo todo?
Ben: Nossas vendas dos P-10, Q-10 e P-6 dispararam. Os usuários tradicionais da SGM entenderam suas possibilidades desde o primeiro dia graças ao impacto do P-5 e do Q-7 no mercado, e os novos usuários adoram ter tanto impacto quanto versatilidade. Nossos movings G-Spot e G-Profile Turbo continuam a vender de forma excelente, e estamos vendo cada vez mais pedidos de G-4 Wash do mundo de broadcast. Mas, sem dúvida, o nosso catálogo de POI está fazendo a diferença. Somos cada vez mais populares no segmento arquitetônico.
M&M: Quais foram os mais recentes lançamentos da empresa?
Ben: Recentemente começamos a produção do G-7 Spot, e tem sido um grande desafio para nós, pois estamos implementando tecnologias completamente diferentes de outros movings que temos em nosso catálogo. O G-4 Wash Motorized Barndoors tem sido o nosso grande lançamento para ambientes televisivos e teatrais, e nossos VPL impactaram fortemente instalações como fachadas interativas, cassinos ou cruzeiros. E, claro, o P-6, um wash que, a julgar pelas vendas, está destinado a ser nossa grande ponta de lança nos próximos anos.
M&M: No que a empresa está trabalhando atualmente? Pode adiantar alguma coisa?
Ben: Apresentamos na feira Prolight+Sound um moving diferente de tudo o que fizemos antes. Foi mostrado como um protótipo, então não posso confirmar seu nome definitivo ou suas especificações 100%. Mas estamos falando de um projetor móvel que combina um feixe de extrema coerência e longo alcance com um estrobo-blinder muito poderoso. Não estamos falando de um híbrido, mas algo além disso. Este produto não emula diferentes ângulos de feixe ou aplicações; literalmente tem duas fontes de luz completamente diferentes montadas no mesmo aparelho. A melhor maneira de imaginar o que você pode fazer é pensar em um refletor parabólico de grande abertura capaz de gerar efeitos diferentes através de um beam concentrado de alto contraste. Se você adicionar um estrobo no centro do refletor, com a mesma potência e ângulo que dois Q-7, mas em um espaço quatro vezes menor… então falamos de um efeito completamente diferente de tudo o que foi visto até agora. É provisoriamente chamado de “G-7 Beam” e temos certeza de que vai dar muito que falar.
M&M: Para onde você acha que irá o futuro da iluminação?
Ben: Bom, continuamos insistindo na confiabilidade dos aparelhos e o tempo provou que estamos certos. Quando a SGM falava sobre luzes IP65 em 2011, nem todos entenderam sua função. Hoje ninguém fala de mais nada. Nos últimos dois anos, temos elevado o padrão até o IP66, e inventamos e desenvolvemos o conceito do desumidificador eletromecânico, que, em nossa opinião, é tão importante para a iluminação quanto a invenção da tecnologia LED aplicada. Vemos o futuro da iluminação focado na redução do consumo, aumentando eficiências e otimizando o gerenciamento térmico. Felizmente, estudamos esses processos desde 2009.
M&M: E as telas LED?
Ben: Acreditamos que a convergência entre luz e vídeo é praticamente inevitável. É algo que pode ser visto claramente na proliferação de instalações de iluminação nas quais o mapeamento de pixels ou a integração de imagens se tornam muito importantes. Achamos que também nesse sentido a confiabilidade dos sistemas desempenhará um papel fundamental. Projetamos nossos VPL para isso, e também para reproduzir fontes de vídeo, geradores de efeitos e parâmetros de iluminação sob o mesmo sistema modular. Será interessante ver para onde o desenvolvimento dessas tecnologias nos levará.
Distribuidor no Brasil: Hot Machine
Iluminação
Bad Bunny utiliza 286 Claypaky Ultimo Sharpy em sua turnê mundial
O design de iluminação do “Debí Tirar Más Fotos World Tour” aposta em efeitos de beam de alta intensidade para shows em estádios.
A turnê mundial “Debí Tirar Más Fotos World Tour”, do artista Bad Bunny, utiliza 286 luzes Claypaky Ultimo Sharpy como parte do sistema de iluminação do espetáculo.
A produção acompanha o lançamento do álbum de mesmo nome e já passou por estádios na América Latina, Europa e outros mercados internacionais.
Design de iluminação para grandes palcos
O design de iluminação da turnê foi desenvolvido por Marcus Jessup, lighting designer e fundador da empresa Moving Through Space, sediada em Miami.
Segundo Jessup, a proposta foi criar uma experiência visual em que iluminação, cultura e emoção ajudassem a construir a narrativa do espetáculo.
“O ‘Debí Tirar Más Fotos World Tour’ não é apenas um show, mas um ambiente vivo onde luz, cultura e emoção se movem juntas para contar uma história”, explicou.
O sistema conta com 286 luminárias Ultimo Sharpy, fornecidas pela empresa de rental 4Wall. O design do show foi desenvolvido pela Sturdy.Co, enquanto a programação ficou a cargo da The Burner Company.

Beam de alta potência para shows ao ar livre
O Ultimo Sharpy foi escolhido principalmente por sua capacidade de produzir feixes de luz extremamente intensos, algo essencial para apresentações em estádios e eventos ao ar livre.
“Como muitos shows são realizados ao ar livre, eu precisava de um equipamento capaz de produzir beams muito fortes”, afirmou Jessup.
O designer também destacou a velocidade de movimento e o baixo peso do equipamento, características que facilitaram sua instalação na estrutura do palco.
Um dos desafios técnicos do projeto foi encontrar luminárias leves o suficiente para serem instaladas sobre o grande videowall do palco.
Entre os momentos mais marcantes do espetáculo está a abertura do show, quando os Ultimo Sharpy se concentram no centro do palco enquanto o artista surge no lift.


Iluminação para produções de grande escala
Segundo Diego Becerra, marketing manager da Inner Circle Distribution, distribuidora exclusiva da Claypaky na América do Norte, produções desse porte exigem soluções capazes de reforçar o impacto visual do espetáculo.
“Grandes produções precisam de equipamentos que complementem e ampliem o impacto do show, e ficamos satisfeitos em participar desse projeto”, afirmou.
A turnê “Debí Tirar Más Fotos World Tour” continua ao longo deste ano com novas apresentações em estádios ao redor do mundo.
Fotos de: Eric Rojas; Edwin Rodriguez
Iluminação
Prolights apresenta Jet Beam120IP, moving head IP65 com fonte laser
Novo beam phosphor-laser de 120W mira produções indoor e outdoor que exigem potência e definição com melhor relação custo-benefício.
A Prolights lançou o Jet Beam120IP, um moving head beam com proteção IP65 e fonte phosphor-laser de 120W, projetado para gerar efeitos aéreos de longo alcance em aplicações profissionais.
O modelo combina intensidade elevada, feixe extremamente concentrado e construção robusta para uso em ambientes internos e externos.
Feixe ultrafino para grandes distâncias
Com temperatura de cor de 7.000 K, o equipamento produz um feixe de 0,6°, voltado para máxima projeção e contraste.
Especificações principais:
- Mais de 200.000 lux a 15 metros
- Lente frontal de 143 mm
- Foco motorizado para manter nitidez ao longo do feixe
O resultado é um beam denso e visível mesmo em palcos de grande porte.

Recursos para efeitos dinâmicos
O pacote de efeitos inclui:
- Roda de cores com 24 filtros (incluindo CTB e CTO)
- 29 gobos fixos
- Roda de animação
- Duplo frost
- Sistema de prismas com seis prismas distribuídos em duas rodas independentes
A proposta é criar texturas aéreas complexas mantendo intensidade e definição.
Construção IP65 para aplicações exigentes
Com chassi em liga de magnésio e certificação IP65, o Jet Beam120IP foi desenvolvido para suportar ambientes externos, festivais e turnês.
O controle é via DMX/RDM, com opção de conectividade wireless CRMX.
Posicionamento no mercado
O modelo surge como alternativa mais acessível dentro da categoria beam laser IP65, voltado a empresas de rental e produções que necessitam grande alcance com controle de investimento.
Veja mais neste vídeo.
Iluminação
Astera apresenta QuikBeam, novo spotlight LED sem fio compacto
Luz portátil com baterias intercambiáveis e controle flexível para eventos, broadcast e instalações rápidas.
A Astera amplia sua linha de iluminação sem fio com o lançamento do QuikBeam, novo spotlight LED desenvolvido para entregar alta intensidade luminosa em um formato compacto e portátil, voltado a produções que exigem rapidez de montagem e flexibilidade operacional.
O modelo passa a integrar a família Quik — ao lado dos já conhecidos QuikSpot e QuikPunch — trazendo um design fresnel com zoom variável e um sistema de baterias intercambiáveis pensado para empresas de rental, broadcast e produções ao vivo.
O que é o QuikBeam
O QuikBeam é uma luz LED com lente fresnel e zoom ajustável entre 13° e 60°, podendo atuar como uplight preciso, luz de destaque ou spotlight compacto em palcos, estúdios de TV e eventos corporativos.
O equipamento utiliza o Titan LED Engine, motor óptico já conhecido da marca pela reprodução fiel de cores e altos índices de CRI e TLCI, características importantes para aplicações em vídeo e iluminação profissional.
Entre os principais recursos:
- operação totalmente sem fio
- baterias substituíveis rapidamente
- controle via wireless DMX/CRMX e aplicativo Astera
- conectividade PoE (Power over Ethernet)
- proteção IP65 para uso interno e externo

Benefícios práticos no dia a dia
Mais do que potência, o QuikBeam foi desenvolvido para melhorar o fluxo de trabalho técnico.
- Baterias intercambiáveis: O sistema QuikBrick permite trocar baterias diretamente no local, evitando tempo de espera para recarga — algo especialmente relevante para locadoras e produções com agenda intensa.
- Instalações mais simples com PoE: A alimentação e o controle por um único cabo Ethernet reduzem cabeamento e agilizam instalações permanentes ou setups complexos.
- Controle preciso do feixe: O modo HotBeam oferece um feixe mais estreito e concentrado, ideal para destacar elementos cenográficos, arquitetura ou pontos específicos do palco.
Aplicações reais
O QuikBeam foi projetado para diferentes cenários profissionais:
- turnês e eventos corporativos
- estúdios de televisão e broadcast
- iluminação arquitetural temporária
- teatro e shows ao vivo
- eventos móveis e instalações rápidas
Também pode ser utilizado para efeitos visuais decorativos e pixel mapping em palco.
Uma mudança no desenho das luzes profissionais
O QuikBeam acompanha uma tendência crescente na iluminação profissional: equipamentos pensados não apenas pela potência, mas pela eficiência operacional. Mobilidade, autonomia energética e rapidez de instalação passam a ser fatores decisivos em produções modernas.
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