Lojista
Natal Groove focada na percussão e no bom atendimento
Publicado
9 anos agoon
A loja tem em seu mix todo tipo de produto, mas 70% das suas vendas vêm da percussão. Com marcas nacionais e internacionais, oferece atendimento especializado para todos os seus clientes

Flávio Carvalho
Flávio Carvalho, proprietário da Natal Groove, sempre teve paixão por música. “Ouvia meu avô tocar uma flauta de bambu que ele mesmo tinha feito. Minha mãe começou a estudar violão e, em seguida, passou para o teclado. Me apaixonei pela bateria. Como todo iniciante no instrumento, comecei como ‘air drum’, passei para as panelas e, com muita perseverança e enchendo o saco de todos, cheguei à minha primeira bateria”, contou.
Mesmo formado em engenharia, Flávio continuava com o sonho de ter um complexo musical em que a pessoa pudesse aprender a tocar, adquirir seu instrumento, conhecer novos músicos, ter a oportunidade de montar sua banda, ter onde ensaiar e, finalmente, registrar seu trabalho gravando um CD. Foi assim que decidiu tornar esse sonho realidade e começou a reformar um prédio da família na região central do comércio de Natal (Petrópolis) em dezembro de 2004. Inaugurou a loja Natal Groove em abril de 2005, contando hoje com a parte comercial e estúdios de ensaio e gravação.
A proposta sempre foi a mesma: oferecer ao cliente/músico qualidade aliada a um custo condizente. “Esse tem sido nosso diferencial no mercado local. Temos produtos entry level, mas sem abrir mão da qualidade, até produtos mais top. Isso também se estende aos estúdios, equipados com o que existe de melhor em instrumentos e tecnologia de áudio. Essa visão tem ajudado a nos manter no mercado e, consequentemente, a nos expandir, pois já duplicamos o tamanho da loja”, explicou o proprietário.
Oferta em estoque
A Natal Groove comercializa instrumentos musicais em geral, áudio e tecnologia e iluminação, mas o foco está nos instrumentos de percussão, respondendo por 70% das vendas. Algumas marcas com as que trabalham — internacionais e locais — são D’Addario, Evans, Remo, Aquarian, Tagima, Crafter, Korg, Casio, Stay, Odery, Pearl, Gretsch, Nell, Behringer, M-audio, Michael, Vogga, Edem, Vox, Superlux, Shure, LP, Contemporânea, Aquarian, Powerclick, Carvin, Randall, Fender, Ibanez, Marshall, Solid Sound, FSA, Krest, Zildjian, Gibraltar, Pro Mark, Vic Firth, Isoacustic, Alltech, Ultimate, Meteoro, Basso, Liverpool, Powerclick e Krest.
“Não queremos somente vender o instrumento, mas também oferecer ao cliente todos os acessórios que ele necessitar para agregar valor ao seu instrumento e mantê-lo em boas condições de uso”, disse Flávio.
Estúdios de ensaio e gravação
Os estúdios disponíveis funcionam por meio de agendamento prévio. O estúdio de ensaio, já equipado com bateria (Pearl Session Studio), pratos Zildjian, dois amplificadores de guitarra (Fender/Randall), amplificador de contrabaixo (Ampeg), além de mixer Behringer, caixas ativas Mackie e microfones Shure e Audio-Technica, funciona de segunda a sexta, das 9 da manhã até meia-noite. Já no fim de semana só funciona até as 13h do sábado. Por outro lado, para o estúdio de gravação o agendamento é bem mais flexível, podendo funcionar todos os dias a qualquer hora, mesmo nas madrugadas.
Mais isso não é tudo. A loja também oferece um serviço adicional, como explica Carvalho: “Até pela minha formação em engenharia, gosto muito de me aventurar em lutheria de baterias. De uma forma despretensiosa, faço manutenção em caixas e baterias em geral para alguns clientes/amigos mais chegados”.
Isso é parte do atendimento especializado que a loja oferece e que a torna diferente de outras lojas. “Não tem como vender sem conhecer o que se oferece. Por outro lado, nunca me distanciei do balcão. Conheço a maioria dos meus clientes pelo nome.”
Comunicação e promoção
Para chegar ao público, Natal Groove utiliza ativamente o Facebook, o Instagram e o Twitter. “As redes sociais, quando bem utilizadas, são excelentes ferramentas de divulgação e, por que não dizer, de vendas. Já fiz boas vendas pelas redes sociais”, detalhou.
Além disso, mesmo sem ter ainda o e-commerce — área em que estão trabalhando e na qual terão novidades em breve —, tem o site no ar e, graças às redes sociais, a visibilidade da loja no âmbito nacional é real. Isso abre oportunidades para vendas a outros Estados, sim, mas as ‘vendas de balcão’ são o que fomentam a comercialização em sua quase totalidade.
“O País tem passado por um momento bem complicado. O comércio tem sofrido e conosco não tem sido diferente. As vendas caíram bastante no primeiro semestre, mas temos buscado, em parcerias com as marcas, realizar promoções e eventos visando uma reação no volume de transações”, comentou Flávio.
Por meio dessas parcerias, a Natal Groove realizou diferentes workshops com músicos de expressão nacional, como Carlos Bala, Claudinho Infante, Ramon Montagner, China de Castro, Alex Cunha e Walter Lopes, entre outros. Existem boas expectativas para continuar com essa iniciativa também para 2017.
Já falando sobre o comércio musical no Estado do Rio Grande do Norte, o proprietário da loja reconheceu: “Somos um pouco prejudicados ainda pelas vendas via e-commerce. Não tanto pelo valor do produto em si, em que muitas vezes conseguimos a duras custas ‘brigar’ no preço, mas sim pela praticidade do processo de uma compra virtual. Cabe a nós, lojistas, ‘vender’ a importância de um pós-venda. Recentemente um cliente comprou um prato e dois dias depois voltou com o mesmo rachado. Entrei em contato com a marca que, após alguns dias, enviou outro, mesmo com o laudo diagnosticando como quebra por mau uso. Esse cuidado dificilmente aconteceria em uma venda virtual”.
“O que seria bom fazer para criar mais interesse? Seria um somatório de coisas. Acho que tudo começa no incentivo do ensino da própria música nas escolas, passando por uma revisão da altíssima carga tributária que temos. Eventos em parceria com as marcas continuam sendo uma boa ferramenta para aumentar o nível de interesse e divulgação do produto”, concluiu.
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Da automação no atendimento à recomendação de instrumentos por perfil sonoro.
A inteligência artificial deixou de ser apenas tema de conferências ou promessas futuras. No comércio musical, ela já está presente em diferentes níveis — desde sistemas simples de atendimento automático até ferramentas que ajudam a recomendar equipamentos com base no perfil do músico.
Mas, apesar do entusiasmo em torno do tema, nem tudo o que se apresenta como IA gera impacto real no varejo. Para lojas, distribuidores e integradores, o desafio hoje é separar o que realmente melhora processos do que ainda pertence ao campo do marketing.
Onde a IA já está sendo usada de forma prática
Atendimento automatizado
O uso mais visível da IA está no contato inicial com o cliente. Chatbots e assistentes virtuais ajudam a responder dúvidas básicas sobre produtos, disponibilidade, preços e compatibilidade.
Na prática, isso não substitui o vendedor especializado, mas reduz o tempo gasto com perguntas recorrentes e libera a equipe para atendimentos mais consultivos.
Em lojas com grande volume de mensagens online, essa automação já representa ganho real de produtividade.
Recomendação de instrumentos por perfil
Outro avanço importante está nos sistemas que analisam comportamento de compra, histórico e preferências para sugerir produtos.
Em vez de recomendar apenas itens mais vendidos, a IA começa a considerar:
- estilo musical
- nível técnico do usuário
- aplicação (estúdio, palco, home studio)
- faixa de preço
- equipamentos já adquiridos
Na prática, isso ajuda a montar propostas mais coerentes e aumenta a chance de conversão sem depender apenas da experiência individual do vendedor.
Suporte à decisão no estoque
Embora menos visível para o consumidor, algumas lojas já utilizam IA para analisar giro de produtos, prever demanda e ajustar reposição.
Esses sistemas ajudam a identificar:
- produtos com baixa rotatividade
- tendências de compra por período
- comportamento regional de consumo
O impacto direto é reduzir excesso de estoque e melhorar margem.
O que ainda é hype
Nem toda aplicação anunciada como IA traz ganhos imediatos. Alguns exemplos que ainda têm uso limitado no varejo musical:
- recomendação totalmente automática sem contexto humano
- descrição de produtos gerada sem curadoria técnica
- atendimento 100% automatizado em vendas complexas
- análise musical avançada sem base real de dados
Produtos musicais envolvem sensibilidade, experiência sonora e contexto de uso — fatores que ainda dependem fortemente de orientação humana.
O novo papel do vendedor
Com a entrada da IA, o papel do vendedor muda, mas não desaparece.
A tecnologia tende a assumir tarefas repetitivas e operacionais, enquanto o vendedor passa a atuar como consultor:
- entendendo objetivos criativos
- explicando diferenças reais entre produtos
- traduzindo especificações técnicas para linguagem prática
Em outras palavras, a IA prepara o terreno — mas a decisão final continua sendo humana.
Impacto real hoje
No estágio atual, a IA no comércio musical funciona melhor quando:
- acelera processos simples
- organiza dados de clientes e produtos
- apoia recomendações, sem substituir o atendimento
- ajuda na gestão de estoque e vendas
O impacto real está na eficiência e na personalização, não na substituição completa da experiência de compra.
O cenário daqui pra frente
À medida que as plataformas evoluem, a IA deve se integrar ainda mais ao ecossistema das lojas, conectando atendimento online, histórico de compra e comportamento musical do cliente.
Mas o fator que continuará diferenciando o varejo musical será o mesmo: conhecimento técnico e conexão humana.
A IA pode ajudar a vender melhor. Quem continua decidindo — e tocando — ainda é o músico.
Lojista
Lojista: Como aumentar o ticket médio sem forçar a venda no balcão
Publicado
2 semanas agoon
10/02/2026
Dicas práticas para vender soluções completas, gerar confiança e melhorar o resultado da loja.
Aumentar o ticket médio é um dos objetivos mais recorrentes no varejo de instrumentos musicais e áudio, mas também um dos mais mal interpretados. Ainda é comum associar esse crescimento à insistência, à oferta excessiva ou à tentativa de empurrar produtos que o cliente não planejava comprar. Na prática, o caminho mais consistente costuma ser outro: vender melhor, não vender mais à força.
No balcão, o cliente raramente entra buscando uma “solução incompleta”. Ele pede um instrumento, um microfone ou uma interface, mas quase sempre existe um contexto de uso por trás dessa escolha — home studio, apresentações ao vivo, aulas online, igreja, bar pequeno ou streaming. Quando o vendedor entende esse cenário, indicar produtos complementares deixa de ser pressão e passa a ser orientação técnica.
O ponto central está em organizar o raciocínio da venda. Em vez da pergunta genérica “quer levar mais alguma coisa?”, que costuma gerar resistência, o atendimento ganha força quando o vendedor explica o uso real do produto: “Para utilizar esse equipamento da forma que você descreveu, normalmente são necessários estes itens”.
Essa mudança simples de abordagem transforma o complemento em parte da solução, e não em venda adicional.
Outro fator decisivo é a comparação orientada. Muitos clientes aceitam investir um pouco mais quando entendem, de forma objetiva, a diferença prática entre dois modelos próximos de preço. Não se trata de defender o produto mais caro, mas de explicar limites, durabilidade, conectividade, qualidade sonora e impacto no uso cotidiano.
No médio prazo, lojas que adotam esse modelo percebem um efeito claro: clientes melhor atendidos voltam, indicam e compram novamente. O ticket médio cresce como consequência da credibilidade, não da insistência.
Dicas práticas para aplicar no dia a dia da loja
- Comece pelo uso, não pelo produto : Antes de indicar qualquer item adicional, entenda onde, como e com que frequência o cliente pretende usar o equipamento.
- Venda o conjunto, não o item isolado : Apresente acessórios e complementos como parte natural da experiência: cabos, suportes, fontes, cases, pedais, interfaces ou monitores.
- Troque a pergunta por explicação: Explique por que algo é necessário em vez de perguntar se o cliente quer comprar mais.
- Compare com critério técnico, não com preço : Mostre diferenças reais entre modelos próximos, destacando vantagens práticas e limitações de cada um.
- Evite surpresas no pós-venda: Quando o cliente entende tudo o que precisa no momento da compra, a chance de devolução cai e a satisfação aumenta.
- Pense no longo prazo: Um cliente que confia no atendimento tende a voltar e ampliar o sistema aos poucos, elevando o ticket médio ao longo do tempo.
Lojista
Geração Z e Alpha: o novo comprador que está redefinindo as lojas de música
Publicado
3 semanas agoon
03/02/2026
Como pensam, como aprendem e o que esperam das lojas e marcas de instrumentos.
O mercado de instrumentos musicais e tecnologia de áudio está entrando em uma nova fase impulsionada por duas gerações que já estão mudando a forma como os produtos são descobertos, avaliados e comprados: a Geração Z e a Geração Alpha. Para as lojas de música, entender essa mudança deixou de ser uma questão de marketing e passou a ser uma questão de sobrevivência comercial.
A Geração Z, formada por quem nasceu aproximadamente entre 1997 e 2012, já é um público economicamente ativo, com renda própria e grande influência nas decisões de compra. A Geração Alpha, nascida a partir de 2013, ainda está em formação, mas já influencia compras familiares e será o núcleo do mercado nos próximos anos. Ambas são gerações verdadeiramente nativas digitais: não se adaptaram à tecnologia, cresceram dentro dela.
Isso se reflete diretamente na forma como se relacionam com marcas e lojas. Para esses novos compradores, o produto isolado importa menos do que o contexto que o cerca. Eles avaliam se a marca é confiável, se o que promete corresponde ao que entrega e se outros criadores reais estão usando. A decisão de compra já não se apoia principalmente na publicidade ou no discurso do vendedor, mas no que veem em vídeos, reviews, redes sociais e comunidades online. O ponto de venda deixou de ser o início do processo e passou a ser, muitas vezes, o último passo.
Também mudou profundamente a forma como aprendem. Manuais longos e fichas técnicas já não são o primeiro contato. Essas gerações aprendem vendo vídeos curtos, tutoriais práticos e exemplos reais de uso. Querem entender rapidamente o que podem fazer com um produto e como ele se encaixa no seu fluxo criativo. Para a loja, isso significa que não basta ter o produto na prateleira: é preciso saber explicá-lo em termos de uso, resultado e possibilidades.
Na escolha dos produtos, o critério já não é apenas “qualidade máxima” ou “nível profissional”. Eles procuram ferramentas versáteis, que integrem bem com software, apps e redes, que sejam práticas, portáteis e com uma relação clara entre preço e valor. Mais do que o melhor equipamento do mundo, querem o equipamento que permita criar, gravar, publicar e evoluir mais rápido.
Esse movimento também afeta as marcas que conseguem se conectar melhor com esse público. As que funcionam costumam ter uma comunicação mais humana, menos corporativa, com presença real nas redes e relação visível com artistas e criadores. Um discurso rígido ou excessivamente publicitário gera rejeição imediata. Existe uma sensibilidade muito grande à autenticidade: se a marca parece forçada ou incoerente, ela simplesmente é ignorada.
Dentro da loja física, isso transforma o papel do vendedor. Já não basta saber preço e especificações técnicas. O novo comprador espera encontrar alguém que entenda seu projeto, seu estilo e seu nível, e que consiga recomendar soluções, não apenas produtos. O vendedor passa a ser um curador, um orientador dentro de um universo cada vez mais complexo de opções.
Para o varejo musical, a mensagem é clara: a nova geração não compra apenas instrumentos, interfaces ou equipamentos. Compra possibilidades criativas, identidade e ferramentas para se expressar. As lojas que entenderem essa mudança e adaptarem sua forma de comunicar, expor e atender não só vão vender mais. Vão continuar sendo relevantes.
Áudio
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