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Consumidor denuncia loja que vendia microfones Sennheiser falsificado
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Consumidor denuncia loja no sul de Minas Gerais que vendia microfones Sennheiser falsificados
A história, que é bastante frequente nos sites de marketplace, passou a ocorrer em lojas em diferentes regiões do Brasil. A história aqui, entretanto, começa na cidade de Lavras, sul de Minas, onde o consumidor Jonatas Resende pagou o preço de um ‘produto original’ (antes da subida do dólar) e levou para casa um microfone Sennheiser falsificado.
Descobrindo que o produto não era original, Resende entrou em contato com a loja que ofereceu o valor do produto de volta. “Não aceitei, eu exigia um produto original”, explicou o consumidor.
Cada vez mais comum, a falsificação de produtos de grandes marcas internacionais não fica restrita às marcas de roupas ou tênis, ocorre também no mercado da música. De microfones, equipamentos de áudio profissional, guitarra até encordoamentos começaram a se multiplicar no varejo.
A maior parte dos produtos falsificados entra no País pelo Paraguai e é distribuída por vendedores autônomos para lojas que buscam alta lucratividade.
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Música & Mercado entrou em contato com a proprietária da loja, que explicou que “não sabia da procedência do produto”, visto que assumiu a direção da empresa há pouco tempo, antes regida pelo seu marido. “Qualquer loja no Brasil sabe perfeitamente quem são os distribuidores oficiais de qualquer marca. Eles (lojistas) sabem porque esse é seu negócio”, enfatiza Renan Cesar, gerente de vendas da Sennheiser para o Brasil.
** Por decisão do Conselho Editorial o nome da loja não será citada nominalmente.
Para a Sennheiser, “Não é apenas o aspecto financeiro, também estamos preocupados com a perda de nossa imagem de marca. Os clientes se decepcionam com a má qualidade encontrada em produtos falsificados, mas geralmente não estão conscientes de que foram enganados. Esses produtos não preenchem nossos elevados padrões de qualidade, nem passam pelos rigorosos testes finais da Sennheiser”, disse Andreas Sennheiser, CEO da empresa.
Internet se torna aliada no combate à pirataria
Se a internet tem sido um dos principais canais de venda de produtos piratas, ela tem sido a forma para os consumidores encontrarem lojistas que vendem produtos oficiais.
Aliado a isso, sites das marcas de maior renome têm páginas que ajudam a confirmar a procedência por meio dos números de série de cada equipamento. “A Sennheiser criou um selo de verificação de autenticidade. É um selo QR code do qual você digita o código e será direcionado para o site da Sennheiser. Com apenas um clique o consumidor verifica se é um produto original”, explica Renan.
A Sennheiser tem sido uma das empresas mais ativas no combate à falsificação: “Ao longo dos últimos três anos temos recolhido muitas provas e na hora certa entraremos com as medidas legais”, pontuou.
Entrevista:

Jonatas Patrick Resende, com o modelo Sennheiser EW 135 G3 falsificado: frustração e prejuízo
Jonatas Resende: “Vendedores me falaram para provar que o microfone era falso”
Como você descobriu que o microfone era falsificado?
Jonatas Resende: Através de um vídeo no YouTube, no qual o link é https://www.youtube.com/watch?v=_PM-HOY2h-g&spfreload=10. Observando as diferenças, desconfiei que era falsificado, então eu precisava ter certeza para buscar meus direitos. Foi aí que procurei a Sennheiser, fiquei muito satisfeito pela atenção do senhor Renan Cesar.
Você foi até a loja reclamar? Quem lhe atendeu e o que disseram?
J.R: Fui até a loja pedindo que me provassem que o microfone era original, tentei falar com os donos, porém não me atenderam. Os vendedores me falaram para provar que o microfone era falso (Obs.: Tenho o áudio da conversa). Eles me ofereceram o dinheiro de volta, porém não aceitei, eu exigia um produto original, não houve acordo. Decidi lutar pelo que me parece correto, exigir o produto que fui comprar: um microfone Sennheiser original.
Como foi que você chegou até a Sennheiser no Brasil?
J.R: Entrei no site https://pt-br.sennheiser.com, cliquei em Serviços e Suportes, tentei registrar o produto e, como não consegui, fui então para a área de Contato. Enviei a mensagem descrevendo o ocorrido, e o sr. Renan Cesar me enviou um e-mail, quando começamos a nos comunicar.
Entrevista:
Música & Mercado entrevistou Renan Cesar, da Sennheiser, para saber sobre as ações que a empresa tem feito para coibir a venda de produtos falsificados.
Quais as providências que a Sennheiser tem tomado para que os produtos falsificados não entrem no Brasil?

Renan Cesar: “Lojistas sabem quem distribui produtos originais da Sennheiser”
Renan Cesar: Tenho viajado constantemente às lojas no Brasil, além das revendas no Paraguai, para alertar sobre a falsificação. Temos mostrado as diferenças de nossos produtos originais, assim como estamos incentivando os nossos consumidores a denunciarem lojas e/ou vendedores que comercializam os produtos falsificados — para que possamos tomar as devidas providências.
Temos trabalhado diretamente com alguns advogados no combate à pirataria e já estamos bem adiantados nas ações planejadas pela companhia.
Quais os danos que isso acarreta para o varejo e consumidor?
RC: O varejo fica inundado com produtos ruins, de má qualidade e que acabam denegrindo a imagem da marca e de quem a comercializa. O consumidor compra acreditando na originalidade e acaba tendo diversos problemas, pois a tecnologia não é Sennheiser.
Isso pode fazer com o que o usuário não busque mais produtos da marca e não a recomende, acreditando que nossas soluções não tenham a qualidade desejada.
Muitos vendedores de produtos falsificados dizem que eles são feitos na mesma fábrica que produz para as grandes marcas. Isso é real?
RC: Essa afirmação não procede. Os nossos microfones com fio e sem fio são produzidos exclusivamente em nossas fábricas na Alemanha e nos Estados Unidos, sob um rigoroso controle de qualidade. Vale alertar que nem todo produto falsificado está sendo vendido com ‘preço de falsificado’. Tenham cuidado. Na dúvida, escrevam para mim: Renan.cesar@sennheiser.com.
Que tipo de providência legal a Sennheiser tomará em relação às lojas que venderem produtos falsificados?
RC: Primeiro nossa preocupação é com nossos consumidores, queremos que eles recebam um produto original Sennheiser. Qualquer loja no Brasil sabe perfeitamente quem são os distribuidores oficiais de qualquer marca. Eles (lojistas) sabem porque esse é seu negócio e trabalho.
Ninguém compra um produto falsificado sem saber a verdade. Em nossos produtos temos um selo de verificação e autenticidade do produto, além do selo da Anatel e de nossos distribuidores oficiais. Não há desculpa para a comercialização de produtos falsificados. A lei no Brasil é muito clara em relação à comercialização de produtos falsificados, é crime caracterizado como receptação, com reclusão de um a quatro anos e multa.
A Sennheiser vai trabalhar dentro da lei, combatendo a pirataria de nossos produtos em parceria com os consumidores que foram lesados, comprando em lojas de instrumentos musicais e que possuam nota fiscal. Venho há cinco anos trabalhando para a conscientização dos problemas que acarretam a compra de produtos falsificados. Logo não é por falta de informação. Nossa intenção não é prejudicar o varejo, mas também não podemos admitir que o consumidor venha a ser prejudicado por lojistas sem responsabilidade.
O que acontecerá com a loja que vendeu o microfone falsificado?
RC: Entrei em contato com Elisabete, a proprietária da loja, e expliquei o caso; ela disse que me ligaria e nunca ligou, nunca mais me atendeu. A sua secretária sempre dizia que não estava. Deixei muito claro a insatisfação do cliente que comprou em sua loja e que o mesmo procuraria o seu direito dentro da lei.
O consumidor lesado tem todo o apoio da lei, ele pode procurar um advogado particular e ver que medida pode ser tomada a seu favor. A Sennheiser, com certeza, terá a satisfação em apoiar, fornecendo uma carta que atesta sobre o produto apresentado.
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5 produtos mais falsificados
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Chile: Basílica de Lourdes recebe experiência imersiva com Void Acoustics
Projeto Arquitectura Sonora levou a obra Tabula Rasa, de Arvo Pärt, para dentro de um dos templos mais desafiadores do Chile em termos acústicos.
A Basílica de Lourdes, em Santiago, no Chile, foi palco do projeto Arquitectura Sonora, uma experiência de audição imersiva com reprodução espacializada de Tabula Rasa, de Arvo Pärt. Segundo a Void Acoustics, o evento transformou o templo em um ambiente de performance com som distribuído por todo o espaço. A produção foi feita pela TheLoftMusic, comandada por Patricio Salinas, distribuidor da marca no Chile.
Desafio acústico em prédio histórico
O evento ocorreu em um dos espaços patrimoniais mais complexos de Santiago. A basílica, de estilo gótico-bizantino, foi construída entre 1929 e 1958, tem cúpula de 70 metros e segue em atividade religiosa. De acordo com a Void Acoustics, a escala do edifício, a altura e as superfícies refletoras criam longos tempos de reverberação, o que pode comprometer a clareza do som.
Projeto buscou clareza sem perder a acústica natural
Para enfrentar esse cenário, o sistema foi desenhado com foco em posicionamento estratégico das caixas, reforço central e pontos de atraso calibrados. A empresa afirma que usou ferramentas de medição e alinhamento, com correção de fase e de tempo, para manter cobertura coerente e inteligibilidade ao longo da nave principal, sem descaracterizar a acústica do templo.
Sistema reuniu PA principal, reforço e delays
A montagem incluiu um sistema completo da Void Acoustics. A configuração teve duas unidades Tri Motion no PA principal; duas Stasys Xair e uma Venu 14 V2 no reforço central; duas Air 8 nos pontos superiores; além de delays com duas Airten V3, uma Venu 215 e mais duas Air 8. A amplificação foi feita com dois Bias Q1+, dois Bias Q2+ e um Bias Q5.
Patrimônio histórico abriu espaço para música contemporânea
Oresultado foi uma cobertura sonora uniforme em toda a basílica, permitindo ao público ouvir a obra com definição e efeito imersivo em diferentes pontos do interior. Para a Void Acoustics, o projeto mostra que edifícios históricos podem receber experiências musicais contemporâneas sem perder seu caráter arquitetônico.
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Powersoft lança programa de troca para touring
Marca oferece descontos por tempo limitado a empresas de touring e locação que entregarem amplificadores usados de outras fabricantes para renovar seus sistemas.
A Powersoft lançou uma campanha de troca voltada a empresas de touring e rental que ainda operam com plataformas antigas de amplificação. A ação permite entregar unidades usadas de marcas concorrentes e receber desconto na compra de um novo amplificador de turnê da fabricante italiana. A promoção vai até 31 de julho de 2026.
Segundo a empresa, a iniciativa busca facilitar a modernização dos sistemas sem exigir uma troca completa do rig. A campanha parte da avaliação de que muitos sistemas ainda têm caixas em boas condições, mas perdem desempenho por causa de amplificadores antigos, racks complexos, DSP externo e configurações menos eficientes para uso na estrada.
A Powersoft afirma que a substituição apenas do amplificador já pode mudar o desempenho do sistema e simplificar a operação. De acordo com a marca, uma única plataforma atual pode substituir racks legados mais complexos ao integrar DSP, roteamento e monitoramento em uma só unidade, com menos peso, menor ocupação de espaço e montagem mais simples.
Os descontos valem para toda a linha de touring da fabricante, com níveis diferentes conforme a plataforma escolhida. Os maiores incentivos estão nos modelos UNICA T e X4L/X8. A UNICA T é voltada a produções de grande porte e turnês internacionais, enquanto X4L e X8 atendem line arrays e aplicações de maior desempenho. A campanha também inclui os modelos X4 e T Series, indicados para sistemas de PA, rigs móveis e locação do dia a dia.
A ação vale para pedidos elegíveis enviados entre 1º de abril e 31 de julho de 2026 e será realizada por meio da rede de distribuidores autorizados da Powersoft. Além do incentivo financeiro, a empresa destaca como vantagens o DSP integrado, a maior densidade de potência, o menor consumo de energia e o monitoramento remoto pelo software ArmoníaPlus, usado para configuração, controle e supervisão em tempo real.
As empresas interessadas devem procurar o distribuidor local da Powersoft para consultar condições, elegibilidade e forma de participação.
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Roland amplia linha móvel com GO:MIXER STUDIO
Interface portátil combina gravação multicanal, efeitos integrados e conectividade para produção em qualquer ambiente, para criadores de conteúdo e músicos.
A Roland apresentou o GO:MIXER STUDIO, mixer e interface de áudio portátil voltado a criadores de conteúdo, músicos e produtores que trabalham com dispositivos móveis e computadores.
O equipamento permite capturar áudio multicanal com resolução de até 24 bits/192 kHz, reunindo funções de mixagem e processamento em um formato compacto, pensado tanto para uso em estúdio quanto em aplicações móveis.
Entre os principais recursos, o GO:MIXER STUDIO oferece até 12 canais de entrada e diversas opções de conexão, incluindo duas entradas XLR com alimentação phantom, entrada dedicada para guitarra ou baixo, entradas de linha estéreo e conexão auxiliar compatível com dispositivos móveis.
O sistema também incorpora efeitos integrados — como equalização, compressão e reverb — que podem ser utilizados durante a gravação ou no monitoramento, reduzindo a necessidade de processamento externo em setups mais simples.
Em termos operacionais, o dispositivo permite salvar configurações em memórias de cena e oferece controle direto por meio de interface física, além de compatibilidade com softwares para edição e gerenciamento em computador.
Voltado aos fluxos atuais de produção, o GO:MIXER STUDIO também se integra a aplicativos como o GO:MIXER Cam, que possibilita capturar áudio multipista sincronizado com vídeo, ampliando seu uso em streaming, criação de conteúdo e produção audiovisual.
O lançamento atende à crescente demanda por soluções portáteis capazes de entregar qualidade de estúdio em diferentes ambientes, acompanhando a convergência entre produção musical, vídeo e plataformas digitais.
Veja mais neste vídeo.
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