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8 cuidados para proteger as mãos e tocar guitarra ou baixo melhor

Ilustração da Redação Música & Mercado

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8 cuidados para proteger as mãos e tocar guitarra ou baixo melhor
6 min de leitura

Postura, pausas, técnica e uma boa regulagem do instrumento podem ajudar a reduzir a sobrecarga e manter o desempenho por mais tempo.

Para guitarristas e baixistas, as mãos são parte essencial de sua ferramenta de trabalho. Horas de estudo, ensaios, shows e sessões de gravação exigem movimentos repetitivos dos dedos, punhos, antebraços e ombros.

No caso do baixo, fatores como escala mais longa, maior distância entre os trastes e cordas mais grossas podem aumentar a exigência física. Na guitarra, bends, acordes abertos, técnicas rápidas e longas sessões de estudo também podem gerar tensão quando executados com força excessiva ou postura pouco eficiente.

Dor, rigidez, fraqueza, formigamento ou perda de sensibilidade não deveriam ser considerados simplesmente “parte da vida de músico”.

Cuidar do corpo também faz parte de tocar melhor. Alguns hábitos podem ajudar.

1. Não comece tocando no limite

Entrar diretamente em riffs rápidos, linhas complexas, bends intensos, slap ou exercícios de velocidade máxima pode exigir demais de uma musculatura que ainda está fria.

Comece com alguns minutos de movimentos leves das mãos e dedos e toque frases simples em baixa velocidade. No baixo, você pode iniciar com linhas básicas alternando os dedos da mão direita. Na guitarra, acordes abertos, escalas lentas ou exercícios cromáticos podem ajudar a aumentar a intensidade aos poucos.

O objetivo não é se cansar antes do estudo, mas preparar o corpo para o esforço.

2. Observe a posição do punho

Olhe para suas mãos enquanto toca. O punho está excessivamente dobrado? Você mantém uma posição forçada por longos períodos?

A altura da correia, o ângulo do braço e a posição do instrumento influenciam diretamente a postura.

Isso merece atenção especial em baixos de escala longa. Tocar com o instrumento muito baixo pode obrigar a mão esquerda a alcançar distâncias maiores e aumentar a flexão do punho ao chegar aos primeiros trastes.

Também vale comparar como você toca sentado e em pé. Se o instrumento muda completamente de altura entre o ensaio e o palco, suas mãos também terão que se adaptar a outra posição.

3. Use apenas a força necessária

Muitos guitarristas e baixistas utilizam mais força do que realmente precisam.

Faça um teste com a mão do braço: toque uma nota e reduza gradualmente a pressão até surgir o trastejamento. Depois, aumente levemente a pressão até que a nota volte a soar limpa.

Essa é uma boa referência da força realmente necessária.

A mesma lógica vale para a mão direita. Baixistas que tocam fingerstyle podem atacar as cordas com força excessiva. No slap, mais tensão também não significa necessariamente mais volume ou definição. Para guitarristas, apertar demais a palheta ou manter a mão rígida pode aumentar o cansaço e limitar a velocidade.

Eficiência não significa tocar sem energia. Significa usar a energia necessária.

4. Faça pausas durante sessões longas

Praticar durante horas sem parar não significa necessariamente praticar melhor.

Movimentos repetitivos e executados com força podem aumentar a carga sobre mãos, punhos, cotovelos e ombros. Por isso, inclua pausas regulares, principalmente ao estudar um trecho rápido, uma técnica nova ou um movimento repetido centenas de vezes.

Na pausa, solte as mãos, mude de posição e levante-se.

E um detalhe: passar todo o descanso digitando mensagens ou rolando a tela do celular também mantém os dedos em atividade repetitiva.

5. Ajuste o instrumento à sua forma de tocar

Uma guitarra ou um baixo difícil de tocar pode obrigar o músico a compensar com mais força.

Altura das cordas, calibre, ajuste do tensor, estado dos trastes e afinação utilizada mudam a sensação do instrumento.

No baixo, cordas de maior tensão e ação muito alta podem exigir mais das duas mãos. Na guitarra, uma regulagem inadequada pode dificultar bends, ligados e acordes.

Não existe um único setup perfeito para todos. Mas o instrumento deve responder ao estilo, à técnica e às necessidades físicas de quem toca.

Se você está constantemente lutando contra o instrumento, pode ser hora de revisar a regulagem antes de culpar suas mãos.

6. Não ignore a mão direita nem o restante do corpo

Quando se fala em desconforto ao tocar, muita gente observa apenas a mão do braço.

Mas a mão direita também trabalha intensamente.

Para baixistas, técnicas como fingerstyle, slap, tapping e uso contínuo de palheta envolvem repetição e esforço. Para guitarristas, alternate picking, tremolo picking, palm mute e longas sequências de levadas também exigem resistência.

Além disso, ombros elevados, pescoço inclinado e tensão no antebraço podem afetar a execução.

Observe se você prende a respiração ao tocar uma parte difícil, aperta a mandíbula ou eleva os ombros quando aumenta a velocidade. Esses pequenos sinais podem mostrar que você está usando mais tensão do que precisa.

7. Cuidado com o aumento repentino de prática

Tocar uma hora por dia e passar de repente para seis horas diárias antes de uma turnê, show ou gravação representa uma mudança importante de carga.

Isso acontece com frequência quando o músico recebe um repertório novo e precisa aprender muitas músicas em poucos dias.

A preparação física para tocar também precisa de progressão. Sempre que possível, aumente gradualmente o tempo e a dificuldade das sessões.

Antes de uma temporada intensa de shows, prepare também sua rotina de estudo para o volume de trabalho que encontrará.

8. Dor não é técnica de estudo

Existe diferença entre cansaço e dor persistente.

Dor em queimação ou pulsante, rigidez, fraqueza, formigamento, dormência, câimbras ou inchaço são sinais que merecem atenção.

Se os sintomas persistirem, piorarem ou começarem a afetar sua capacidade de tocar e realizar outras atividades, procure avaliação de um profissional de saúde.

Não tente “tocar por cima” da dor durante semanas esperando que desapareça. Também não copie exercícios de reabilitação de outro músico sem saber o que está causando seus sintomas.

Tocar melhor também significa tocar por mais tempo

Velocidade, precisão, groove e resistência não dependem apenas de quantas horas você passa com o instrumento.

Uma técnica eficiente usa a força necessária, uma postura funcional e uma carga de prática que o corpo consegue tolerar.

Para guitarristas e baixistas, cuidar das mãos, dos punhos, dos braços e da postura não é sinal de menor dedicação. É uma forma de manter a consistência necessária para estudar, gravar, ensaiar e subir ao palco durante muitos anos.

Redação M&M
Autor: Redação M&M

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