Music Business
Marketing digital para cantores: o que você, como artista, deve esperar ao fazer
Publicado
3 anos agoon
Muitos cantores não sabem ao certo como um bom marketing digital pode fazer mudanças significativas em sua carreira. Saiba o que esperar, caso decida contratar o serviço!
O marketing digital para cantores é um tipo de marketing específico que atua diretamente no nicho musical da internet. Ou seja, ele seguirá métricas e estratégias que façam sentido com a proposta e o público-alvo de cada artista e o seu gênero musical de aposta.
Esse processo pode parecer estressante e entediante, especialmente se você nunca teve contato com isso e não sabe como ele funciona exatamente. Em uma definição rápida e breve: sua música ou o seu conteúdo será colocado no centro das atenções e, como consequência, isso irá atrair diversas repercussões.
E, mesmo tendo um marketing musical digital bem sucedido, ele pode acabar trazendo irritações, visto que, a todo momento o engajamento da Internet é mudado e as pessoas passam a consumir outro conteúdo em questões de dias.
Pensando nisso a New Music Brasil montou uma lista para te ajudar a entender o que pode acontecer quando você contrata com um marketing digital para cantores. Mas, antes de partirmos para a lista, vamos entender brevemente o que conceitua o marketing musical digital?
Mas, afinal, o que é o marketing digital para cantores?
O marketing digital revolucionou a maneira de ‘‘panfletar’’ a música. O analógico, shows, rádios e televisão não são mais as únicas fontes de recursos para os artistas, que agora possuem mais uma: a Internet.
As redes sociais e as plataformas digitais são opções orgânicas. Ou seja, se trabalhado da maneira correta, o investimento nelas não precisa ser alto, do jeito que vemos no analógico. Claro, que, quando se é contratado um marketing digital, você também precisa se certificar que ela também é Google Partner, dessa maneira, você garante estratégias de alta-qualidade.
O digital também chegou a abrir portas para novos talentos, que muitas vezes não tinham condições de investir em uma equipe completa que abrisse as portas em rádios e televisões.
Mediante isso, as estratégias implementadas no marketing digital, servem para gerar engajamento nos perfis do artista em todas as redes sociais e plataformas de streaming, impactando, também, diretamente no analógico.
Com o conceito do marketing digital levemente pautado, agora você deve estar se perguntando:
O que esperar do Marketing Musical Digital?
Podemos garantir que um bom marketing musical digital trará frutos a curto, médio e longo prazo. Contudo, há etapas que não podem ser puladas e os resultados são diversos, tanto positivos, quanto negativos.
Por isso, é importante ter em mente as possíveis frustrações que podem ser encontradas ao longo do caminho. Confira a lista com as 10 coisas que você deve esperar ao fazer o marketing digital da sua música!
1. Números orgânicos
Como foi citado brevemente acima, os números orgânicos são uma das consequências positivas que um bom marketing digital traz para a sua música.
Ao realizar uma campanha, uma divulgação da música nas redes sociais e ter um link de pre save, você garante com que o seu lançamento receba números orgânicos.
Isso se deve ao fato de que uma divulgação bem segmentada irá alcançar o seu público-alvo, e ele será o responsável por mostrar a sua música a potenciais fãs.
2. Engajamento maior
O engajamento, especialmente das redes sociais, é mutável e instável. Ou seja, ele sofre transformações periódicas e é necessário sempre estar estudando todas elas com a intenção de sempre estar presente dentro dessas ondas.
Ao respeitar essa mudança de algoritmos das redes sociais, as plataformas passam a mostrar mais a sua conta, e é nesse processo onde o engajamento começa a aumentar.
Contudo, não é apenas fazer as trends do momento e colocar as hashtags mais populares, é entender o que o algoritmo crê que é saudável e o que não é.
3. Gastar dinheiro para ganhar dinheiro
Embora o marketing digital preze primeiro por números orgânicos, preferindo estratégias que não utilizam do dinheiro, ainda há outras que serão necessárias atribuir um investimento nelas.
Campanhas para plataformas de streamings como o YouTube, são necessárias para darem o pontapé inicial do lançamento da sua música. Isso não é uma prática tóxica, muito pelo contrário, quando os dias da campanha acabarem, a responsabilidade será passada para o seu público-alvo.
Investir em uma equipe de marketing digital que entenda ambos processos, do orgânico ao Google Partners, é extremamente necessário. Para que uma campanha seja bem sucedida, ela precisa ser paga. Dessa maneira, ela irá andar mais fácil e alcançará o seu público-alvo.
É necessário ressaltar, que há chances de você não conseguir recuperar o dinheiro gasto em uma campanha, mesmo que ela seja bem-sucedida. Entretanto, mesmo não recebendo o dinheiro de volta, você continua ganhando acessos e novos seguidores.
4. Desafios
Suposições diante dos desafios é normal! O que é sucesso? Quem faz parte do seu público-alvo? Em qual estado do Brasil a sua música tem mais acessos? O videoclipe da sua música precisa ter investimento?
A resposta diante de todas essas perguntas é simples, curta e clara: o seu público-alvo que decide! O público-alvo é uma das partes mais importantes dentro de uma estratégia de marketing.
Quando você descobre quem faz parte do seu público-alvo, você passa a entender os próximos movimentos que precisa tomar. Por exemplo, se o seus seguidores são maiormente adolescentes da Geração Z, entende-se que as estratégias serão focadas principalmente em apps que eles utilizam, como o TikTok e o Instagram.
Agora, quando falamos em uma geração mais velha, é mais interessante conversar com eles em apps onde eles predominam, como o Facebook e o Whatsapp.
5. Rejeição e Indiferença
Sabe a maré que você passa até conquistar os seus seguidores fiéis que irão estar sempre em cada lançamento? Pois então, essa maré é aquela onde você irá encontrar rejeição e indiferença de diversas pessoas que caíram de supetão nos seus conteúdos.
E isso não é uma regra apenas para artistas pequenos, mas para artistas extremamente famosos também. Ao estar como figura pública na internet, você estará sujeito a comentários e a indiferença de pessoas que realmente não são o seu público-alvo e elas irão reagir da sua maneira a sua arte.
Lembre-se: você não pode agradar a todos e está tudo bem.
6. Análise todas as métricas frequentemente;
O marketing musical não é uma coisa mecânica. Não caia no achismo de que ele possui um molde e deve ser seguido. O marketing é extremamente mutável e deve ser gerenciado e otimizado a todo momento.
E isso significa investimento de horas, dias, noites e tardes. É um trabalho completo que requer atenção, estudos e estar a par com todas as atualizações do Google e das redes sociais.
7. Estar par a par com a Internet
A partir do momento que você começa a fazer uma análise de todas as métricas, o estar par a par com a Internet é uma consequência. Quando o marketing digital é acionado dentro da carreira de um artista, é extremamente necessário que ele também acompanhe de perto todo esse processo.
E, ao acompanhar tudo isso, é consequência estar par a par com o público digital. A Internet é a potência do momento e não temos como negar esse fato, e, quanto mais você entende como ela funciona, melhor ela pode ser utilizada dentro das estratégias de marketing digital.
8. Nicho específico custa mais
Vamos pensar em números em um primeiro momento. Se de mil pessoas que são atingidas por um anúncio sem ser nichado, apenas 400 são o seu público-alvo e vão ouvir ou ver o seu conteúdo. Não seria muito mais fácil segmentar o seu anúncio para 400 pessoas que são parte do seu alvo?
Contudo, quanto mais segmentado estiver o seu público, mais cara será sua campanha. E voltamos ao ponto número três: gaste dinheiro para ganhar dinheiro. Saber dados demográficos específicos, como idade, região, gênero ou classe social, tende a custar mais caro do que um marketing para todos os públicos.
Mas, um maior alcance por menos dinheiro não é algo ruim. Muito pelo contrário, ele é a porta de entrada para encontrar diversos fãs que ainda não tiveram a oportunidade de contar com o seu trabalho.
9. CTA e Link Building são pagos
Uma coisa muito pontual sobre as mídias sociais é: elas não querem que o seu usuário saia do aplicativo. Logo, os anúncios que possuem links que redigiram a pessoa para outro site, vão acabar custando mais.
O CTA é a sigla para ‘‘Call-To-Action’’, que é a famosa chamada de atenção para o indivíduo clicar no anúncio. Mas, esse não seria o problema em si, a questão está em que o CTA deixará aquele anúncio com cara de anúncio, e, hoje, as redes sociais não aconselham essa prática, visto que, preferem campanhas que pareçam com conteúdo nativo, orgânico e viral.
10. Frequência maior de conteúdos
Ao começar a realizar um marketing musical digital para a sua carreira, a demanda de conteúdos deve manter uma frequência necessária. Hoje em dia, para estar sempre relevante nas mídias sociais, é indispensável ser visto e ser notado.
Logo, espere uma demanda cada vez maior por postar fotos, vídeos e músicas.
Investir em um marketing musical digital é extremamente pontual e necessário na carreira de um artista atualmente. As redes sociais e as plataformas de streamings tornaram-se pilares dentro do caminho que deve ser traçado pelo artista.
Logo, o que você deve esperar após fazê-lo é uma exposição cada vez maior. Claro que, há casos e casos e o marketing possui metas de curto, médio e longo prazo. A maioria das estratégias são pensadas a longo prazo, para construir um engajamento maiormente orgânico.
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Deezer confirma desmonetização de até 85% dos streams de músicas geradas por IA
Publicado
2 semanas agoon
12/02/2026
A empresa passa a licenciar tecnologia antifraude.
A Deezer avançou de forma decisiva no enfrentamento à música gerada por inteligência artificial no streaming. A plataforma confirmou que até 85% das reproduções associadas a faixas criadas por IA foram classificadas como fraudulentas, resultando em desmonetização e exclusão do fundo de royalties. Ao mesmo tempo, a empresa anunciou que passará a licenciar sua tecnologia proprietária de detecção de IA para o mercado fonográfico.
De acordo com a Deezer, somente em 2025 foram identificadas mais de 13,4 milhões de músicas geradas por IA, com uma média de 60 mil uploads diários, o que representa aproximadamente 39% de todo o conteúdo recebido diariamente. Apesar disso, essas faixas respondem por até 3% do total de streams da plataforma. O problema está no uso fraudulento: enquanto a taxa média de fraude no catálogo geral foi de 8%, no conteúdo gerado por IA esse número chegou a 85%.
“A música criada inteiramente por IA tornou-se quase indistinguível da produção humana”, afirma Alexis Lanternier, CEO da Deezer. “Nossa abordagem é baseada em transparência para os fãs e proteção dos direitos de artistas e compositores. Identificamos essas faixas, retiramos das recomendações algorítmicas e desmonetizamos cada reprodução fraudulenta”.
Até agora, a Deezer tem sido a única grande plataforma a identificar e sinalizar claramente músicas geradas por IA, além de excluí-las de sistemas de recomendação. Com a decisão de licenciar essa tecnologia, a empresa busca ampliar o impacto da iniciativa e reduzir a fraude em escala global. A ferramenta já foi testada por entidades como a Sacem, na França.
“Há um interesse crescente do setor por esse tipo de solução”, reforça Lanternier. “Queremos tornar essa tecnologia amplamente disponível e contribuir para um ecossistema mais justo e transparente”.
Na América Latina, a iniciativa também reforça o posicionamento da plataforma. Rodrigo Vicentini, General Manager da Deezer na região, destaca: “Esse movimento representa mais um passo para equilibrar inovação tecnológica e sustentabilidade do mercado musical, protegendo quem cria e valorizando a criatividade humana como motor principal do streaming”.
Music Business
Ecad e Secretaria da Cultura de SP firmam parceria sobre licenciamento musical no estado
Publicado
3 semanas agoon
05/02/2026
O Ecad e a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo firmaram uma parceria para ampliar a conscientização e incentivar o licenciamento correto da execução pública de música em todo o território paulista.
A iniciativa reforça que o pagamento de direitos autorais é obrigatório por lei e essencial para valorizar compositores, intérpretes e demais criadores, garantindo a continuidade da produção musical.
O projeto foi lançado nesta segunda-feira (26/01), durante o encontro anual do governo estadual com gestores de Cultura dos 645 municípios paulistas. Entre as ações previstas estão orientações sobre a necessidade de autorização prévia para a execução pública de música e a realização de workshops de capacitação voltados a gestores culturais. As formações serão conduzidas pelo CULTSP PRO – Escolas de Profissionais da Cultura, programa de qualificação dedicado aos setores culturais e criativos.
Segundo Karina Guerreiro, gerente regional do Ecad em São Paulo, o estado ocupa uma posição estratégica no ecossistema musical brasileiro. “São Paulo tem um papel central na música do país, tanto pelo volume de arrecadação quanto pelo impacto cultural e econômico que gera. Essa parceria reforça nosso compromisso de orientar os gestores públicos sobre a importância do licenciamento musical correto, garantindo que os criadores sejam remunerados de forma justa”, afirmou.
Dados do Ecad indicam que São Paulo lidera a arrecadação de direitos autorais de execução pública no Brasil. Em 2025, o estado ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão arrecadado, o que representa 51% do total nacional. O resultado evidencia a relevância paulista na promoção do licenciamento musical e seus reflexos positivos para a economia criativa e as políticas culturais.
Para a secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Marilia Marton, a parceria traz benefícios diretos aos municípios. “Conhecer e compreender os direitos autorais é fundamental para a gestão cultural, especialmente em um país onde a música é um dos principais pilares da cultura. Essa troca de conhecimento fará a diferença para os gestores e para o fortalecimento do setor”, concluiu.
Music Business
Moises lança AI Studio, plataforma de IA que gera instrumentais adaptados à criação do artista
Publicado
1 mês agoon
16/01/2026
Nova ferramenta online cria stems inteligentes e mantém o músico no controle do processo criativo.
A Moises anunciou o lançamento do AI Studio, um editor de áudio online com inteligência artificial e recursos generativos integrados. Diferente de plataformas que produzem músicas completas a partir de comandos simples, o AI Studio adota uma abordagem baseada em stems: gera partes instrumentais individuais — como baixo, bateria ou guitarras — que se adaptam automaticamente ao áudio, ao tempo, à harmonia e ao estilo da gravação do usuário.
Segundo a empresa, a ferramenta funciona como um “colega de banda” responsivo, capaz de ouvir a base criada pelo artista e responder com arranjos complementares. A proposta é acelerar a experimentação e a construção de ideias sem retirar o controle criativo do músico.
Os modelos do AI Studio foram treinados com gravações isoladas de instrumentos, e não com músicas finalizadas, permitindo maior precisão e flexibilidade na edição de cada parte. “Estamos apresentando uma abordagem diferente para a criação musical com IA. O AI Studio foi projetado para colaboração”, afirma Geraldo Ramos, CEO e cofundador da Moises.
Recursos integrados no navegador
O AI Studio opera diretamente no navegador e reúne, em uma única plataforma, ferramentas como:
- Geração de stems com IA contextual e adaptativa
- Separação de stems de vocais e instrumentos
- Conversão de voz com mais de 50 opções
- Mixagem e masterização automáticas
- Edição completa de áudio sem downloads ou equipamentos dedicados
Cada stem pode ser ajustado conforme dinâmica, melodia e energia da música, com presets por gênero e preenchimento automático de transições.
Base tecnológica e disponibilidade
O lançamento se apoia na trajetória da Moises, plataforma utilizada por mais de 65 milhões de músicos e eleita App do Ano para iPad pela Apple em 2024. O AI Studio chega após a Music.AI, startup por trás do app, anunciar um aporte de US$ 50 milhões em janeiro de 2025, liderado por Connect Ventures e monashees.
O AI Studio já está disponível nos planos Free, Premium e Pro, com créditos mensais de uso e opção de compra adicional. Assinantes Pro têm acesso a recursos avançados de geração.
moises.ai
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