Alguns modelos farão uma turnê por Nova York em dezembro. O leilão será no dia 31 de janeiro em Londres e parte dos lucros será doada à Cruz Vermelha e outras instituições britânicas.
A Christie’s leiloará guitarras da coleção pessoal da lenda da música Mark Knopfler, o célebre cantor e compositor, guitar hero e vocalista da icônica banda britânica Dire Straits, em 31 de janeiro de 2024, em Londres. Apresentando aos fãs mais de 120 guitarras e amplificadores, a coleção abrange os 50 anos de carreira de um dos músicos mais influentes do mundo e narra a diversidade de guitarras que Knopfler usou para escrever, gravar e executar um extenso catálogo de composições para os Dire Straits, bem como vários álbuns solo de sucesso e trilhas sonoras de filmes. Reconhecido por seu estilo distinto e virtuoso de tocar com os dedos, Knopfler escolheu cada instrumento por seu som e tom individuais, reunindo um extenso arquivo que inclui nomes icônicos e mundialmente famosos como Fender, Gibson, Gretsch e Martin, juntamente com modelos personalizados de Rudy Pensa e John Suhr e exemplos personalizados feitos por luthiers de todo o mundo. 25% do preço total do martelo será dividido igualmente e doado a instituições de caridade que Knopfler apoia há muitos anos: a Cruz Vermelha Britânica, Tusk e Brave Hearts of the North East. As estimativas variam de £ 300 a £ 500.000, proporcionando oportunidades para fãs e colecionadores se envolverem em diversos níveis. Os destaques estarão à vista do público em Nova York, de 9 a 13 de dezembro, seguidos pela coleção completa em exibição na exposição de pré-venda na sede da Christie’s em Londres, de 19 a 30 de janeiro de 2024.
Mark Knopfler comentou: “Onde quer que eu vá, fico atravessando as ruas para ver guitarras nas vitrines das lojas de música. Eu faço isso desde criança. Convivo com essa história de amor há mais de sessenta anos. Isso significou uma paixão por todos os tipos de guitarras: aquelas tipo sonhos impossíveis e muitas das mais baratas também. À medida que a carreira musical me possibilitou realizar alguns desses sonhos, começaram a aparecer guitarras de todos os formatos e tamanhos. Ao longo dos anos, comprei uma variedade de acústicas e elétricas. Por alguma razão, uma coleção de belezas logo começou a crescer e um conjunto considerável de instrumentos estaria disponível, seja no estúdio ou nos bastidores dos palcos de concertos durante as turnês. Eu sempre tive uma ou duas dessas coisas lindas para pegar e tocar em casa quando componho músicas entre as turnês, ou em qualquer hotel ou camarim quando estou em turnê.”
“É hora de tirar alguns desses preciosos companheiros de seis cordas de seus estojos e deixá-los aos cuidados da Christie’s para que possam viver novas aventuras com novos proprietários. Você pode ter certeza de que ficarei triste em vê-los partir, mas passamos momentos maravilhosos juntos e não posso tocar em todos eles. A vocês, colegas músicos, entusiastas e colecionadores, desejo muitos bons momentos ao lado desses meus velhos amigos”, finalizou o artista.
Amelia Walker, diretora especialista de coleções particulares e icônicas da Christie’s em Londres, disse: “Estamos muito felizes em colocar à venda este incrível grupo de guitarras, incluindo tantas que desempenharam um papel fundamental na formação musical de gerações de fãs, jovens e idosos em todo o mundo. Da Les Paul ‘Money For Nothing’ à Fender MK Signature Strat, esses instrumentos contam a história da incrível carreira de Mark Knopfler, incluindo muitos daqueles tocados em seu próximo álbum, com lançamento previsto para 2024. A coleção de guitarra de Mark Knopfler celebra um dos maiores talentos da música britânica e sua posição no panteão dos deuses da guitarra”.
O novo pedal de overdrive amplia o circuito original com opções avançadas de mistura e controle.
A DOD anunciou o lançamento do Badder Monkey, pedal de overdrive que parte da base do consagrado Bad Monkey e incorpora novos circuitos e recursos. Longe de ser uma simples reedição, o modelo oferece abordagem mais flexível de ganho e equalização para guitarristas e baixistas.
O Badder Monkey mantém o circuito original como núcleo e adiciona dois novos circuitos, Behaved e Badder. A arquitetura inclui o Barrel Control de 360 graus, tecnologia com patente em tramitação que permite misturar qualquer par de circuitos em diferentes proporções, criando múltiplas variações de overdrive em uma única unidade.
Uma chave de três posições amplia as possibilidades. Na posição superior, o circuito Bad opera em fase com os demais; na inferior, atua fora de fase, gerando variações harmônicas mais evidentes; no centro, o Troop Mode combina simultaneamente os três circuitos, desativando o Barrel Control.
No aspecto mecânico, o pedal incorpora o StagePlate reversível, permitindo o uso com base antiderrapante ou velcro para pedalboards. A troca entre as configurações é feita com a simples inversão da placa.
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O controle inclui knob de ganho, equalização Grunt e Screech, além de True Bypass. A alimentação é feita por entrada padrão 9V DC.
A Spector anunciou no final do ano passado a Limited Euro LX Series, uma releitura moderna de um dos seus baixos mais reconhecidos.
Inspirada no Custom Shop, a linha incorpora escala de maple, um elemento pouco comum na série Euro que acrescenta mais brilho e definição. Cada modelo também inclui headstock em maple figurado combinando e três acabamentos gloss de alto impacto.
Os instrumentos apresentam top arqueado de maple figurado sobre corpo de aliso europeu, braço neck-thru de três peças de maple norte-americano e os característicos inlays Crown em madrepérola.
O coração do som vem do Spector Legacy preamp, desenvolvido em parceria com a Darkglass Electronics, combinado com captadores EMG, resultando no clássico “Spector growl” com maior versatilidade tonal.
A série da Spector está disponível em versões de 4 cordas (34”) e 5 cordas (35”), com os acabamentos Black Cherry, Ultra Violet e Black Stain, todos com ferragens douradas.
Os modelos Black Cherry e Ultra Violet já estão disponíveis em revendedores autorizados, enquanto o Black Stain é oferecido exclusivamente pela Sweetwater.
Como proteger madeiras, acabamentos e componentes em ambientes úmidos.
A conservação de instrumentos acústicos apresenta desafios específicos em regiões tropicais, onde a combinação de altas temperaturas e umidade constante acelera o desgaste de madeiras, cordas e partes estruturais. Dados citados por associações de luteria na América Latina indicam que níveis de umidade relativa acima de 70% podem causar deformações, perda de estabilidade tonal e falhas em colagens internas.
Umidade: o principal fator de risco
Em climas tropicais, a alta umidade afeta diretamente violões, guitarras acústicas, ukuleles, violinos, contrabaixos e instrumentos de percussão feitos de madeira. Entre os efeitos mais observados, luthiers destacam:
Dilatação e retração das madeiras, causando trastejamento, abaulamento da tampa e alterações no braço.
Enfraquecimento de colas e junções internas pela absorção de água.
Envelhecimento acelerado das cordas e perda de definição tonal.
A umidade excessiva também favorece o surgimento de fungos, especialmente em instrumentos guardados por longos períodos em estojos fechados.
Controle ambiental: a medida mais eficaz
Especialistas recomendam manter a umidade relativa entre 45% e 55% como faixa segura para instrumentos acústicos. Para alcançar esse nível em regiões tropicais, as estratégias mais utilizadas incluem:
Desumidificadores portáteis em salas de ensaio, estúdios e ambientes pequenos.
Sacos dessecantes dentro de estojos rígidos.
Evitar exposição direta a locais abafados, varandas ou ambientes sem climatização.
Ao contrário das regiões secas, o uso de humidificadores internos não é indicado, pois pode agravar o excesso de umidade na madeira.
Temperatura e incidência solar
As variações térmicas influenciam diretamente o comportamento estrutural dos instrumentos. Temperaturas altas podem amolecer colas e afetar acabamentos. As recomendações incluem:
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Não deixar instrumentos dentro de veículos.
Evitar exposição prolongada ao sol em ensaios ao ar livre.
Manter estojos afastados de fontes de calor e paredes externas.
Armazenamento seguro em regiões tropicais
A forma de guardar o instrumento tem impacto direto em sua estabilidade:
Estojos rígidos oferecem proteção superior a capas, reduzindo a influência de variações ambientais.
Armazenar o instrumento na posição vertical diminui a pressão sobre a tampa e o braço.
Em áreas costeiras, técnicos recomendam revisão semestral de ferragens devido ao risco de corrosão salina.
Manutenção periódica
Um cronograma de manutenção ajuda a prevenir danos e prolonga a vida útil:
Inspeção do ângulo do braço e do estado da ponte.
Lubrificação discreta de tarraxas e verificação dos trastes.
Limpeza com pano seco e produtos neutros, evitando ceras ou óleos inadequados.
Troca regular de cordas, que se deterioram mais rapidamente em ambientes úmidos.
No caso de instrumentos de percussão, como congas e bongôs, o cuidado com peles naturais é essencial, já que absorvem umidade com facilidade.
Por que o clima tropical exige atenção constante
Luthiers de vários países observam que a degradação em climas quentes e úmidos ocorre de forma cumulativa. Pequenas variações diárias de temperatura e umidade modificam continuamente o comportamento das madeiras, exigindo monitoramento frequente e estratégias preventivas mais rigorosas do que em regiões de clima seco ou temperado.