A Made in Brazil de Moema contém o primeiro espaço Flagship Store da Casio com o lema “criatividade e contribuição”.
O ambiente minimalista e contemporâneo, com inspiração japonesa, deu destaque aos pianos e teclados, apresentou a essência da marca e surpreendeu músicos, influenciadores, arquitetos, decoradores e jornalistas e ainda contou com as apresentações dos Bruno Alves, Allen Lima e Amador Longhini Jr. no dia 25 de julho.
Saindo do convencional, a nova área de exposição e experiência com elementos orientais, tem como tema o washitsu, quartos em harmonia, como são conhecidos estes ambientes e utilizou como peça principal o shoji, que na arquitetura japonesa, são painéis ou portas de correr estruturados em quadriculados de madeira e preenchidos com papel. Apesar de delimitar as áreas, através da transparência, as divisórias ainda são capazes de conectar o ambiente com muita sutileza. Outro elemento marcante no espaço é também o bambu, símbolo nipônico de força, flexibilidade e resistência.
“Cada detalhe foi idealizado para proporcionar a individualidade em experimentar cada instrumento de forma única, seja iniciante, intermediário ou profissional, de uma forma intuitiva e acessível. O projeto, que iniciou em 2019, foi idealizado para harmonizar o instrumento com todos os lares”, completou Ayako Masuda, coordenadora de Planejamento da Casio Teclados.
Desenvolvido pela arquiteta Renata Spinelli o conceito intuitivo, acessível e minimalista, teve desafios como trazer a sensação de luz natural para o espaço, tão presente nas casas orientais. “Foi algo inusitado. Quem entra nas lojas de música está acostumado com ambientes escuros e sempre utilizando os tons de preto como principal elemento. Utilizamos também este conceito japonês da circulação e reproduzimos através de leds, a iluminação natural para dar destaque e transparência”, completa.
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Espaço dedicado
Samuel Cimirro, Diretor Executivo Casio Brasil, conta que o sonho começou em 2020 em uma conversa informal sobre a mudança do consumidor durante a pandemia. “Estamos atentos ao mercado, mas é primordial estar conectado com as necessidades dos instrumentistas. Esse projeto modifica esta estética das lojas e faz com que o cliente visualize cada teclado, cada piano em uma experiência única”, destaca.
Ronaldo de Souza, diretor geral da Made in Brazil, conta que, assim como a Casio, constantemente a loja busca a inovação. Com mais de 30 anos no mercado, foi pioneira em separar os instrumentos por departamentos, inserir lojas em shoppings e sempre facilitar a comunicação entre consumidor e produto, levando em consideração as regionalidades.
“A pandemia trouxe mais uma mudança no cenário. As pessoas voltaram a tocar, outras aprenderam um novo instrumento. A Casio, mais uma vez como grande parceira, observou essa mudança e com a inspiração faça música em qualquer lugar, em qualquer circunstância, inseriu de uma forma harmônica o instrumento com a casa, o apartamento o estúdio e o estilo de vida. Essa mudança veio após o lançamento do PX7000, um piano que não fica virado para parede e traz mais uma vez um conceito, fora do tradicional, que faz parte do estilo de vida em um novo movimento. Tudo está conectado para se divertir”, finaliza.
A Spector anunciou no final do ano passado a Limited Euro LX Series, uma releitura moderna de um dos seus baixos mais reconhecidos.
Inspirada no Custom Shop, a linha incorpora escala de maple, um elemento pouco comum na série Euro que acrescenta mais brilho e definição. Cada modelo também inclui headstock em maple figurado combinando e três acabamentos gloss de alto impacto.
Os instrumentos apresentam top arqueado de maple figurado sobre corpo de aliso europeu, braço neck-thru de três peças de maple norte-americano e os característicos inlays Crown em madrepérola.
O coração do som vem do Spector Legacy preamp, desenvolvido em parceria com a Darkglass Electronics, combinado com captadores EMG, resultando no clássico “Spector growl” com maior versatilidade tonal.
A série da Spector está disponível em versões de 4 cordas (34”) e 5 cordas (35”), com os acabamentos Black Cherry, Ultra Violet e Black Stain, todos com ferragens douradas.
Os modelos Black Cherry e Ultra Violet já estão disponíveis em revendedores autorizados, enquanto o Black Stain é oferecido exclusivamente pela Sweetwater.
Como proteger madeiras, acabamentos e componentes em ambientes úmidos.
A conservação de instrumentos acústicos apresenta desafios específicos em regiões tropicais, onde a combinação de altas temperaturas e umidade constante acelera o desgaste de madeiras, cordas e partes estruturais. Dados citados por associações de luteria na América Latina indicam que níveis de umidade relativa acima de 70% podem causar deformações, perda de estabilidade tonal e falhas em colagens internas.
Umidade: o principal fator de risco
Em climas tropicais, a alta umidade afeta diretamente violões, guitarras acústicas, ukuleles, violinos, contrabaixos e instrumentos de percussão feitos de madeira. Entre os efeitos mais observados, luthiers destacam:
Dilatação e retração das madeiras, causando trastejamento, abaulamento da tampa e alterações no braço.
Enfraquecimento de colas e junções internas pela absorção de água.
Envelhecimento acelerado das cordas e perda de definição tonal.
A umidade excessiva também favorece o surgimento de fungos, especialmente em instrumentos guardados por longos períodos em estojos fechados.
Controle ambiental: a medida mais eficaz
Especialistas recomendam manter a umidade relativa entre 45% e 55% como faixa segura para instrumentos acústicos. Para alcançar esse nível em regiões tropicais, as estratégias mais utilizadas incluem:
Desumidificadores portáteis em salas de ensaio, estúdios e ambientes pequenos.
Sacos dessecantes dentro de estojos rígidos.
Evitar exposição direta a locais abafados, varandas ou ambientes sem climatização.
Ao contrário das regiões secas, o uso de humidificadores internos não é indicado, pois pode agravar o excesso de umidade na madeira.
Temperatura e incidência solar
As variações térmicas influenciam diretamente o comportamento estrutural dos instrumentos. Temperaturas altas podem amolecer colas e afetar acabamentos. As recomendações incluem:
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Não deixar instrumentos dentro de veículos.
Evitar exposição prolongada ao sol em ensaios ao ar livre.
Manter estojos afastados de fontes de calor e paredes externas.
Armazenamento seguro em regiões tropicais
A forma de guardar o instrumento tem impacto direto em sua estabilidade:
Estojos rígidos oferecem proteção superior a capas, reduzindo a influência de variações ambientais.
Armazenar o instrumento na posição vertical diminui a pressão sobre a tampa e o braço.
Em áreas costeiras, técnicos recomendam revisão semestral de ferragens devido ao risco de corrosão salina.
Manutenção periódica
Um cronograma de manutenção ajuda a prevenir danos e prolonga a vida útil:
Inspeção do ângulo do braço e do estado da ponte.
Lubrificação discreta de tarraxas e verificação dos trastes.
Limpeza com pano seco e produtos neutros, evitando ceras ou óleos inadequados.
Troca regular de cordas, que se deterioram mais rapidamente em ambientes úmidos.
No caso de instrumentos de percussão, como congas e bongôs, o cuidado com peles naturais é essencial, já que absorvem umidade com facilidade.
Por que o clima tropical exige atenção constante
Luthiers de vários países observam que a degradação em climas quentes e úmidos ocorre de forma cumulativa. Pequenas variações diárias de temperatura e umidade modificam continuamente o comportamento das madeiras, exigindo monitoramento frequente e estratégias preventivas mais rigorosas do que em regiões de clima seco ou temperado.
Tecnologia, materiais e funções que estão transformando o equipamento do músico.
O mercado de acessórios musicais passa por um momento de transformação. Sem depender do lançamento de instrumentos “estrela”, a inovação se concentra em materiais avançados, sensores, conectividade, ergonomia e sustentabilidade. A seguir, apresentamos uma seleção curada de acessórios que representam essas tendências.
1) Cabos inteligentes com monitoramento de sinal
O que oferecem: sensores que detectam ruído, queda de sinal e problemas de impedância. Por que importa: reduz falhas ao vivo e facilita diagnósticos rápidos, essenciais em palcos profissionais e estúdios móveis.
2) Afinadores inteligentes com app e análise de vibração
O que oferecem: precisão superior, leitura por vibração, presets para diferentes instrumentos e funções de treinamento auditivo. Tendência: acessórios conectados que ensinam e acompanham a prática diária.
3) Correias premium com materiais sustentáveis e alívio de tensão
O que oferecem: couros veganos, fibras recicladas, gel ergonômico para o ombro e sistema anti-torção. Motivo da tendência: estética + consciência ambiental + ergonomia para sessões longas.
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4) Cases e gigbags ultraleves com materiais técnicos
O que oferecem: fibras compostas, espuma aeroespacial, resistência à umidade e impactos, peso reduzido. Segmento em alta: músicos viajantes, criadores móveis e turnês independentes.
5) Pedais e controladores miniaturizados
O que oferecem: footprint reduzido, alimentação USB-C, bypass silencioso, chips mais eficientes. Por que crescem: setups compactos, home studio e turnês com bagagem reduzida.
6) Peles e baquetas híbridas para bateristas
O que oferecem: madeiras tratadas, polímeros recicláveis, sensores opcionais para medir desgaste e técnica. Motivo: crescimento do estudo silencioso e da gravação caseira; foco em durabilidade.
7) Suportes dobráveis e hardware modular
O que oferecem: alumínio aeronáutico, mecanismos magnéticos ou de travamento rápido, estabilidade com peso mínimo. Contexto: o músico profissional valoriza agilidade, transporte e confiabilidade.
8) Protetores acústicos e controle de reverberação “portátil”
O que oferecem: painéis flexíveis, espumas de nova geração, tecidos reciclados, designs decorativos. Tendência: mais gravação caseira exige controle sonoro acessível e estético.
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9) Monitores in-ear personalizados com impressão 3D
O que oferecem: ergonomia exata, isolamento, drivers híbridos mais compactos. Mudança de paradigma: do “in-ear premium para turnês” ao “in-ear para criadores”.
10) Ferramentas de manutenção digitalizada
O que oferecem: lubrificantes ecológicos, limpadores antimicrobianos, apps que orientam a calibragem, kits compactos para viagem. Razão: maior investimento em cuidado e longevidade do instrumento.
O que essas tendências significam para o mercado
O acessório musical é um componente estratégico do ecossistema criativo. Tecnologia, design e sustentabilidade se tornam vantagens competitivas reais.
Para fabricantes e lojas, apostar nesses desenvolvimentos significa falar a língua do novo músico: móvel, informado e exigente. E você, como está preparando o seu negócio?