Impostos: Difal-ICMS será cobrado em 2022. Entenda.
DIFAL foi sancionado em 04 de janeiro de 2022, via de regra a cobrança deveria ser feita somente em 2023.
Alguns Estados, entretanto, já sinalizaram que irão exigir o pagamento do DIFAL.
Estados sinalizaram que irão exigir o recolhimento do imposto mesmo contra orientação do STF
Resumo
O que é o DIFAL-ICMS?
O DIFAL é um instrumento criado para tornar a arrecadação do ICMS mais justa entre os estados. Toda as vezes que uma empresa recolhe o ICMS (exceto optantes do Simples Nacional) faz uma venda para um não contribuinte em outro estado, ela é obrigada a calcular e realizar o pagamento do DIFAL.
O objetivo é fazer com que os estados de origem e destino dividam a carga tributária, evitando que as regiões com alíquotas maiores saiam perdendo.
DIFAL-ICMS: Entenda
Tudo começou em março de 2021, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que a cobrança do ICMS DIFAL deveria ser regida por meio de Lei Complementar, e não por Convênio.
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O tributo incide sobre operações em que o consumidor final não é contribuinte do imposto e está em outro estado, como no ecommerce e no transporte interestadual, por exemplo.
Ficou definido então que a inconstitucionalidade da cobrança teria efeito a partir de 2022, caso não houvesse publicação de uma Lei Complementar ainda em 2021 para as empresas do lucro presumido e real, nos casos das empresas do simples nacional, confirmou-se o entendimento que não deve haver a cobrança do DIFAL.
Bom, foi aí que os estados correram para, através do projeto lei 32/2021, a aprovação da lei complementar ainda em 2021. A lei foi tramitada e aprovado na câmara dos deputados e Senado, aguardando somente a aprovação ou mesmo o veto presidencial até dia 07 de janeiro.
A Lei Complementar foi sancionada e publicada pelo poder Executivo somente em 5 de janeiro de 2022, e se transformou na LC 190/22.
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De acordo com o princípio constitucional da anterioridade anual a que se sujeita o ICMS, mesmo que a lei seja sancionada em 2022, os estados só poderiam cobrar o DIFAL em 2023.
Estados divergem da decisão do STF e você pagará por isto
De acordo com uma pesquisa realizada pelo site O Jota “cada estado está decidindo individualmente quando começará a cobrar o Difal-ICMS. Apesar de a maioria dos estados colocar março ou abril como marco, alguns podem começar a exigir até antes disso.”
A estimativa dos estados com as perdas em arrecadação está estimada em R$ 9,8 bilhões caso o diferencial de ICMS não seja recolhido neste ano de 2022. Desta forma, até o momento nenhum estado admitiu cobrar o Difal apenas em 2023.
Como o DIFAL-ICMS pode afetar as empresas do Simples Nacional?
A Lei Complementar nº 190 de 2022, não contempla as operações no Simples Nacional, nesse caso as empresas que trabalham com comércio eletrônico e fazem parte do Simples podem ser prejudicadas e a acabar perdendo alguns negócios, por conta do DIFAL.
Isso pode acontecer por conta do alto custo que essas empresas terão para realizar negócios com outros estados, e as empresas que trabalham com E-commerce realizam suas vendas em grande parte para outros estados.
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Com a carga tributária do DIFAL de ICMS principalmente em casos de produtos com conteúdo superior a 40% importado (que vão gerar uma carga tributária maior), as empresas do Simples Nacional que não podem tomar crédito sobre as compras, acabam se prejudicando mais.
Estados que irão cobrar o ICMS DIFAL em 2022
A tabela abaixo foi atualizada dia 23 de Fevereiro de 2022. Consulte seu contador para mais detalhes.
ESTADO
DATA DE COBRANÇA
Maranhão
Irá obedecer a recomendação do grupo
Piauí
1o de janeiro
Rio de Janeiro
Está mantendo como em anos anteriores
Amapá
5 de abril
Amazonas
5 de abril
Bahia
Até o momento sem cobrança; voltará a cobrar em abril
Goiás
Suspensa por 90 dias desde a publicação da Lei Complementar.
Minas Gerais
5 de abril
Pernambuco
5 de abril
Acre
1º de março
Alagoas
1º de abril
Ceará
1º de abril
Espírito Santo
Prevista para março
Paraná
1º de abril
Rio Grande do Norte
1º de abril
Rio Grande do Sul
1º de abril
Roraima
30 de março
Santa Catarina
Sem definição até o momento, mas indica-se que será em março
São Paulo
1º de abril
Sergipe
30 de março
Tocantins
30 de março
Paraíba
Não indicou a data de cobrança
Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia
Os estados ainda não definiram o início da exigência.
Quem deve recolher o Difal?
O recolhimento do Diferencial de Alíquota do ICMS é de responsabilidade do vendedor quando a venda for a não contribuintes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.
Já nas transações entre contribuintes, o Difal é de responsabilidade da empresa que está adquirindo o produto ou serviço, ou seja, do estado de destino.
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Empresas devem ir à justiça contra a cobrança do DIFAL-ICMS
Diversos grupos de empresários e associações estão se unindo contra a cobrança do DIFAL em 2022. A Associação Nacional da Indústria da Música (ANAFIMA) estuda o caso para entrar com um recurso em conjunto com lojistas do mercado musical. Novidades em breve.
Executivo assume a gestão comercial com foco em expansão, fortalecimento da rede de representantes e lançamento de novos produtos em 2026.
A GB Musical anunciou a chegada de Alexandre Nascimento ao seu time como Head de Vendas. O executivo passa a ser responsável pela gestão da equipe comercial, com foco no crescimento da empresa e no cumprimento das metas das marcas do grupo.
A contratação faz parte do movimento de estruturação da área comercial da GB Musical em um momento de expansão do portfólio e dos investimentos em novos produtos.
“Fiquei surpreso com a dimensão da empresa. São mais de 500 produtos em diferentes linhas e uma fábrica com mais de 10 mil metros quadrados de área construída. A GB já está planejando o lançamento de mais de 90 itens para 2026. É uma empresa que continua crescendo”, afirma Alexandre. “Mesmo sendo o único que está chegando de fora, fui recebido com muito carinho pelo Rafael e pelo Bruno Biondi. O relacionamento que eles constroem com as pessoas e com os lojistas é diferenciado. Tenho certeza de que será uma nova fase sensacional.”
Reforço estratégico em um momento de expansão
Fundada em 1980, a GB Musical iniciou, em 2010, suas atividades de importação e distribuição de equipamentos de áudio, instrumentos musicais, iluminação e acessórios. A empresa atua com o propósito de renovar o mercado da música, oferecendo produtos, serviços e tecnologia alinhados às demandas do mercado brasileiro.
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Atualmente, a GB Musical opera com quatro marcas: Soundvoice (áudio), Smart (ferragens e acessórios), Spring (instrumentos musicais) e Solus (áudio), formando um portfólio reconhecido pelo alto giro e pela busca constante de melhor custo-benefício.
Experiência no mercado de áudio e MI
Alexandre Nascimento traz ao cargo uma trajetória de mais de 20 anos no setor de cabos e acessórios musicais. Antes de chegar à GB Musical, atuou em empresas como Santo Angelo, Sparflex e Datalink, além de ter liderado equipes comerciais na Mancini, onde foi responsável por reestruturar o departamento de vendas externas e implantar uma nova política comercial.
Ao longo da carreira, construiu relacionamento direto com lojistas, distribuidores e representantes em todo o Brasil, experiência que agora passa a ser aplicada na nova fase da GB Musical.
Com a chegada de Alexandre, a empresa reforça sua estrutura comercial e se prepara para um novo ciclo de crescimento, apoiado na ampliação do portfólio e na consolidação de suas marcas no mercado nacional.
Reconhecimento destaca a proposta da empresa de ampliar o acesso financeiro para artistas e criadores da economia criativa.
A Tune.Bank, fintech focada em músicos e criadores, foi eleita “Fintech do Ano” pelo The Founders, um dos principais ecossistemas de empreendedorismo da Geração Z no Brasil. O prêmio foi concedido ao fundador e CEO Vittório Brun e marca um momento de consolidação da empresa no mercado.
O The Founders reúne jovens empreendedores nascidos entre meados de 1995 e 2009 e se destaca por conectar fundadores a mentorias, experiências e oportunidades de crescimento. A iniciativa vem ganhando relevância ao impulsionar negócios escaláveis, especialmente nos setores digital e financeiro.
O reconhecimento leva em conta não apenas os resultados de mercado, mas também a proposta do Tune.Bank, plataforma financeira criada dentro do ecossistema da TuneTraders. A empresa utiliza tecnologia própria baseada em blockchain para oferecer antecipação de royalties, acesso a crédito e liquidez para músicos e artistas — um público que tradicionalmente encontra dificuldades no sistema financeiro convencional.
Sob a liderança de Brun, a companhia ampliou seu foco e passou de soluções ligadas à tecnologia musical para uma fintech com atuação mais ampla na economia criativa. A projeção da empresa é distribuir cerca de R$ 7 milhões em liquidez para mais de 13 mil artistas no Brasil até o fim de 2026.
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Para Vittório Brun, o prêmio representa o reconhecimento de uma visão de negócio voltada a resolver problemas reais do setor. “Este prêmio é uma celebração não só de um produto, mas de uma visão: de que sistemas financeiros podem e devem ser reinventados para refletir as necessidades de quem cria valor cultural no mundo digital”, afirma.
A premiação reforça o espaço que fintechs com foco em nichos específicos vêm conquistando no mercado e destaca o crescimento de iniciativas voltadas à economia criativa, setor que busca soluções financeiras mais alinhadas à sua dinâmica de receitas e direitos autorais.
Eficiência operacional, inteligência de dados e cultura de serviço impulsionam o novo ciclo do varejo musical.
O setor de instrumentos musicais entra em 2026 com desafios claros: consumidores mais informados, margens pressionadas, concorrência digital global e cadeias logísticas que ainda se ajustam após anos de disrupções.
Para se manterem competitivas, as lojas especializadas precisam transformar sua gestão interna — não apenas o marketing ou a força de vendas. A seguir, as principais tendências de gestão empresarial que devem definir o varejo musical em 2026 — e como aplicá-las.
1) Gestão orientada por dados (Data-driven retail)
A intuição dá lugar à evidência.
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O que envolve
KPIs de giro por categoria (guitarras, áudio, teclados, percussão)
Margem por fornecedor e por SKU
Dados de abandono, recompra e ticket médio
Análise de estoque versus sazonalidade
Ferramentas recomendadas
CRM
ERP integrado ao e-commerce
Painéis simplificados de BI
Objetivo: decisões mais precisas e compras mais inteligentes.
2) Redução estratégica de estoque
Não se trata de ter mais produtos, mas os produtos certos.
Práticas para 2026
Curadoria de portfólio baseada em giro
Redução de SKUs pouco rentáveis
Modelos de consignação com marcas
Previsão de demanda baseada em dados históricos e sazonalidade (volta às aulas, festivais, fim de ano)
Resultado: menos capital imobilizado e fluxo de caixa mais saudável.
3) Cultura de serviço e experiência
O cliente não compara apenas preço, mas atendimento, suporte e confiança.
Foco em
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Onboarding do cliente no pós-venda
Programas de fidelização reais (aulas, manutenção, ofertas premium)
Protocolos de atendimento claros e mensuráveis
Guias internos para demonstrações, linguagem e experiência em loja
Diferencial: a loja deixa de ser apenas um ponto de venda e passa a atuar como centro de apoio musical.
4) Profissionalização da equipe
Embora a indústria musical dependa historicamente de talento apaixonado, 2026 exige capacitação formal e metas claras de desempenho.
Ações
Plano de formação: vendas consultivas, áudio e manutenção básica
Avaliações trimestrais e objetivos mensuráveis
Bonificação vinculada à satisfação do cliente, e não apenas ao volume de vendas
5) Serviços integrados como modelo de negócio
O valor não está apenas no produto.
Novos pilares
Luthieria e manutenção
Locação e test-drive estendido
Escola de música integrada
Salas privadas de ensaio
Assistência técnica em pro-audio e informática musical
Essa diversificação reduz a dependência exclusiva das vendas e aumenta a fidelização.
6) Alianças estratégicas
Em vez de competir de forma isolada, as lojas ganham força ao se conectar ao ecossistema:
Produtores locais
Escolas e professores
Casas de shows e igrejas
Influenciadores e criadores
Marcas boutique e luthiers
7) Digitalização operacional e automação
Menos tarefas repetitivas, mais foco no cliente.
Exemplos
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Controle automatizado de estoque
Sistema de tickets para pós-venda
Confirmações automáticas via WhatsApp
Integração entre catálogo, faturamento e envio
8) Enfoque financeiro conservador e resiliente
Estabilidade será decisiva em 2026.
Boas práticas
Reservas financeiras equivalentes a 3–6 meses de custos fixos
Crédito negociado com fornecedores
Planejamento de compras por sazonalidade
Auditorias semestrais
As lojas de instrumentos musicais que prosperarão em 2026 serão as que conseguirem combinar:
Visão estratégica e controle operacional
Tecnologia e cultura de serviço
Diversificação e eficiência
Capacitação da equipe e proximidade com a comunidade
O instrumento já não é vendido apenas pela paixão: ele é gerido com disciplina, informação e experiência humana.
A mensagem-chave do ano: profissionalizar sem perder a alma musical.